I'm Gonna Scream!
1 Prólogo
O que dizer sobre as pessoas que estão a minha volta, sem ofender? Acho que isso é meio impossível, já que julgam a vida dos outros sem mesmo conhecer tal pessoa. Fazem isso comigo, mas eu não me importo.
Sou uma adolescente, não muito incomum, mas também muito comum. Já que passo a maior parte do tempo fora de casa, ouvindo música e desenhando. Mas quando não posso sair, fico lendo ou cozinhando.
No momento estou na escola, lanchando no telhado... onde o lugar é proibido, mas as regras são feitas para serem quebradas, não é mesmo?
Observo o céu escurecer, então começa uma chuva forte. Pego as minhas coisas de qualquer jeito, e saio.
- Olha só, ela está toda molhada...
Cochicha uma garota para sua amiga.
- Não a encare. É a Natsuko Miu, dizem que você pode ver a Morte.
Diz a outra.
Isso não me irrita, mas também não é algo com que possa se alegrar.
Sim, sou Natsuko Miu, tenho 17 anos. Meu pais me abandonaram não faz muito tempo. Os motivos? Ah, bem... o mesmo de sempre. Trago o azar, demônios, a própria Morte. Isso é o que dizem após olharem em meus olhos. Mas eu mesma já fiz o teste, e não acontece nada. Me pergunto qual é o problema dessas pessoas.
- Tsc... querem experimentar olhar para Ela?
Pergunto dando um sorriso sínico, as duas saíram correndo.
Não só são os meus pais e os alunos a minha volta que fazem isso... os professores e adultos estão incluídos. Não existe ninguém que já tenha se aproximado de mim sem nenhuma dificuldade.
Mas as coisas mudaram. Após um acidente (Um assalto), acabei sendo atingida e tive a impressão de ter visto que um humano jamais conseguiria ver.
- Ajude-me...
Murmurou a voz.
Depois daquilo, não me lembro de mais nada. Acordei em um hospital e um garoto estranho, de aparência bem jovem, sentado ao meu lado, olhando-me fixamente.
- O... que aconteceu... ?
- Você foi vítima de um assalto, e parece que você foi usada como refém e como não pagaram no prazo estipulado, atiraram em seu olho.
Explica o mesmo.
Olhei indignada. Passei a mão no me rosto, meu olho direito estava enfaixado e por um momento deixei um grito sair.
Nenhum médico veio me atender, os meus colegas de quarto... não havia nenhum.
- Você... agora é minha.
Disse o garoto.
- Hã?!
Estava com uma dor de cabeça tremenda...
- Há quanto tempo fiquei dormindo?
- Uma semana.
Responde ele... o mesmo tem cabelos ruivos, olhos verdes tão penetrantes quanto meu olhar. Ele parece uma criança.
- Qual forma é melhor? A original?
De repente, sua aparência ficou igual a um jovem de 18 anos.
- Eu achei que você iria conseguir se adaptar melhor com a minha versão mais nova, mas parece que me enganei.
- Isso não ajudou em nada, de qualquer forma... o que é você?
- Eu sou a Morte, digamos que agora você é minha e... irá me ajudar a coletar as almas.
O que significa tudo isso?! Estou sonhando, é mais um daqueles meus sonhos sem sentido e eu vou acabar acordando com o barulho do despertador!
- Isso é real.
Diz ele um tanto feliz pelas minhas reações.
Por acaso ele lê a minha mente?!
- Sim, sim... essa é uma das vantagens de ser a Morte. Então, quando começamos a coletar as almas? A propósito, quando você morrer, se tornará minha definitivamente.
Alguém... me acorde.
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