I'm Gonna Scream!
4 Capítulo. 3
Notas iniciais
Quando Masaru voltou, ele estava feliz. Do mesmo jeito que estava quando saiu.
– Quer saber o que ela disse?
Pergunta ele sentando ao meu lado — Procuro algo para ver nessa tevê, mas não há nada de interessante.
– Não.
Respondo friamente.
– Já era de se esperar... me diga, você não pretende ir à escola?
– E para quê? Fui meio que "sequestrada" e agora sou a ajudante da Morte. Acho que não preciso voltar.
Ouço ele soltar uma risada, então ele entrelaça seu braço no meu pescoço e pergunta:
– Então, vamos sair? Que tal ir em um karaokê? Ou ir ao shopping?!
– Não gosto de lugares cheios de gente... gosto de ficar em casa ou em um lugar que não vá praticamente ninguém, lendo um bom livro.
Me levanto, mas sou puxada e caio em cima dele.
– Você é tão fofa!!
Masaru começa a me abraçar e fica esfregando sua bochecha na minha.
– P-Pare com isso!! Argh, você é muito grudento!
Me afasto imediatamente.
– Você diz isso, mas não é o que parece... está corada.
– C-CALA BOCA!
Subo as escadas, dava para ouvir ele dar gargalhadas. Entro em meu quarto e fecho a porta batendo-a fortemente. Mas quando fui me deitar, advinha quem estava lá? Sim, o próprio.
– Yo!
– AAAH! C-COMO?!
– Está perguntando como vim parar aqui, sendo que estava na sala? Ah... eu posso fazer isso, é um dos meus dons.
Masaru sorri, fazendo sinal em "v" com a mão.
– Você é insuportável.
Digo, indo diretamente para ao banheiro.
– E nem ouse entrar aqui!
Exclamo, mas Masaru é desobediente e fez. Por sorte ainda não estava me trocando para começar a tomar banho, desisto da ideia e desço as escadas. Pego meu casaco, coloco meu tênis e saio.
– Onde vai?
Pergunta ele ao meu lado, o que me fez dar um pulo de susto. Logo viro a cara e continuo a andar sem responde-lo.
Ando muito, até enfim chegar em casa.
– O que pretende fazer aqui?
Masaru faz muitas perguntas.
– Já que vou morar com você, preciso de algumas coisas... roupas, meus livros, etc.
Respondo, se não fizer isso ele com certeza irá continuar a fazer perguntas.
– Eeh...
Então eu começo a colocar algumas coisas na mala. Pego todas as minhas coisas importantes e começo a joga-las em cima da mala.
Masaru me ajuda a levar de volta, o ruivo disse para ir com ele nas costas, pois seria mais rápido. Eu não tive outra escolha, já que andei muito até chegar aqui e não estou afim de fazer o mesmo trajeto na volta.
Assim que chegamos, avisto um homem em frente a porta de casa.
– Masaru, quem é aquele?
– Aah! É o meu tio! Eu esqueci de lhe avisar que receberíamos uma visita.
Tio? Até a Morte tem um tio! Nossa, é realmente muito diferente do que imaginava.
Assim que nos aproximamos do tio de Masaru, o mesmo esbanja um enorme sorriso.
– Shi!! Quanto tempo!!
O homem o abraçou e Masaru retribui. Eu pego as minhas coisas e vou para o meu quarto, deixando aqueles dois a sós. Ao chegar no quarto, ouço o ruivo chamar o meu nome. Sem a maior vontade, desço as escadas.
– Oh! Você deve ser a Miu! — Diz o homem me dando um beijo na mão.
Quanta intimidade, já está me chamando pelo primeiro nome.
– Miu, esse é o meu tio Souma.
– Prazer em conhece-la.
Não digo nada.
– Realmente, você é muito bonita, assim como Shi falou. — Souma afaga meus cabelos. — Muito bem, só vim aqui para avisá-lo que a reunião foi marcada para depois de amanhã.
– Eh? Pensei que só seria na semana que vem.
Reunião? Eles estão falando do encontro entre os Deuses da Morte?
– Ah, é que a filha do Lorenzo, nasceu já faz uma semana e sabe como ele é, gosta de mostrar suas coisas preciosas.
Eeh... quem diria que eles podem ter filhos. Isso tudo é muito maluco.
– Haha, quem diria heim... a mulher dele deve estar aos prantos, do jeito que Lorenzo é, garanto que já deve estar levando a criança para todo que é canto do mundo.
– Não só isso, está deixando a esposa apavorada! Ontem mesmo começou a ensinar a menina alguns encantos.
Sinto que estou sobrando aqui, eu vou voltar para o quarto.
– Agora tenho que ir, sua tia está louca escolhendo os sapatos.
A vida deles não é muito diferente de um ser humano, apesar de que... eles são encarregados de coletar as almas.
– Tchau titio! Venha nos visitar mais, e traga a tia Megumi!
– Pode deixar! Até e se cuidem.
E Souma vai embora. Assim posso continuar a fazer as minhas coisas.
– Ei! Miu!
– Que foi?
Pergunto com um tom de raiva.
– Nossa... calma. Enfim, temos um trabalho. Não se preocupe, não é ninguém que conheça. O problema é que a alma ficou muito tempo sem ser coletada, agora é um tanto perigosa, mas eu quero que veja caso aconteça com você em uma de suas tarefas, porquê terá vezes em que não estarei presente para fazer o serviço.
Desta vez, não vou precisar em suas costas. Masaru tem uma moto... que é até que é legal.
Fomos para fora da cidade. Até que paramos no meio da estrada e havia uma pequena vila. Lá, dava para ver um lugar sendo destruído pro um monstro.
– Eu vou te explicar, quando alguém morre e você não coleta a alma, você tem pelo menos 48 horas para coleta-la, senão... ela se transforma nisso. Em casos como esse, você tem que usar o selo e usar a espada expurgadora. Assim ela volta ao normal e imediatamente entra nesse potinho. — Masaru mostra um pequeno pote de vidro. — Caso isso não aconteça, grite o mais alto e forte possível estás duas palavras: Sanctum animae.Que em tradução livre é alma sagrada, e então você usa a espada expurgadora para elimina-lo.
– Mas ela não deveria purifica-lo?
– Nesses casos não é possível.
Masaru me põe em suas costas e pula o mais alto, até chegarmos a vila. Dou uma olhada em sua feição... ele parece bem concentrado. Não sei se conseguirei fazer isso, talvez eu devesse treinar.
– Fique aqui.
Masaru coloca atrás de uma coluna de uma casa e ele vai direto ao encontro do monstro. Eu espero ser útil para ele...
Continua...
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