Im Gonna Make This Place Our Home
7 Reminds me that I long to be – Kitty Wilde
Notas iniciais
Bom, o capítulo da Kitty é pra dar uma agradada geral, porque tão me cobrando shippers HUAHUAHUAHUAHU
Bom, espero que curtam e amanhã de manhã... BRITTANY PIERCE PRA GALERA! Mas só se tiver alguns coments né? hihi'
And every stranger face I see
Reminds me that I long to be
Lima era uma cidade perdedora, cheia de perdedores. Foi por isso que, assim que me formei, peguei Jake e fomos para Nova York. Na verdade fomos para Vegas e nos casamos bêbados, mas isso é outra história.
Em todo caso, moramos em Nova York há quase três anos já, mas todo Hanukkah voltamos para Lima, para Jake comemorar com o irmão. O Puckerman mais velho deu uma guinada na sua vida e se amarrou com a tal Fabray. Já tinham uma filha juntos, que diferença faria.
Em todo caso, naquele Natal tinha mais um pivetinho para infernizar. Dois na verdade. Puck e Quinn tinham tido outro filho, e Sara, a irmã caçula dos Puckerman, tinha tido uma filha (meio precoce se querem minha opinião, mas olha o sangue da figura).
_ Eles são tão fofos. – elogiou Jake, enquanto segurava Nicholas no colo – E tem cara de Puckerman.
_ Vai ser um perfeito Puckerman... – garantiu Puck – Assim que ele fizer 7 anos, vou levá-lo para Vegas.
_ Menos Noah, bem menos. – pediu Quinn, enquanto ela, a mãe de Puck, sua mãe e a mãe adotiva da pirralha deles, colocavam a mesa.
_ Acho que já podemos comer. – anunciou a sra. Fabray e todos nos dirigimos a mesa. Como Quinn, Shelby, Beth, eu e o namorado de Sara somos cristãos, além das comemorações de Hanukkah, na noite de Natal, oramos e contamos a história do nascimento de Cristo.
Após o jantar e arrumação da casa, nos preparamos para sair novamente, e eu estranhei.
_ Nós vamos à casa do Will. – explicou Puck agasalhando Beth, enquanto Quinn arrumava Nicholas – O pessoal vai se reunir lá para comemorar... Tem certeza que não quer vir Shelby?
_ Podem ir... – ela garantiu, beijando a cabeça da pirralhinha – E peçam a Rachel para não se atrasar amanhã.
_ Rachel chegar na hora é algo meio impossível. – brincou Jake – Mas faremos o possível.
Fomos com o carro de Puck e Quinn, já que o de Jake é um esportivo de dois lugares. Fui no banco de trás, com Quinn e as crianças, enquanto os homens iam na frente, brincando e cantando. Logo, Beth resolveu acompanhar e eu comecei a sentir algo estranho dentro de mim, como um calorzinho. Seria algo que eu teria comido?
Chegando a casa do antigo professor queixo de bunda, como a cara treinadora Sue o chamava, vimos a infinidade de carros espalhados pela rua. Puck parou a cerca de três carros da entrada e nós descemos. Jake apanhou Beth, começando a erguê-la e fingir que ia derrubá-la na neve, fazendo com que ela e Nicholas gargalhassem deliciados.
_ Pensei ter ouvido a doce risada do meu afilhado. – cantarolou alguém e eu vi Santana correndo de nossa direção — Ven para tía, mi amor.
_ Sem espanhol com o meu filho Lopez. – ralhou Puck.
_ Vá a merda Puckerman. – retrucou a latina, segurando o menino no colo – Beth, vamos que todos estão loucos para te ver.
A pirralha desceu do colo de Jake e deu a mão para Santana, e todos nos dirigimos para dentro da casa. Chegando lá, ouvimos a barulheira, as conversas, a gritaria. Crianças pequenas corriam pelo meio de nossas pernas e logo Beth havia se juntado a eles, exercendo seu papel de mais velha.
_ Meu Deus, isso é um casaco ou uma barraca? – perguntei vendo um dos casacos pendurados – Eu normalmente diria que é da Mercedes, mas levando em conta que pelo menos bom gosto para roupas ela tem, vou arriscar que a genética da cachorrinha começou a fazer efeito e ela inflou que nem a mãe balão dela.
_ É meu sim Kitty. – ouvi Marley se aproximando e me virei para ofendê-la, mas qual foi minha surpresa de ver que apenas o que estava inflado era a barriga dela... E para frente.
_ Essa duplinha aqui está bem grande. – explicou Ryder, a abraçando.
_ E eu to gorda. – resmungou ela e todos riram.
_ Depois a parte mais legal é perder o peso Marley... – disse Mike – Ryder vai ter que soar o colchão.
_ Ai meu Deus, tem crianças na sala, por favor. – implorou Brittany, que também estava grávida – E não dá nem pra eu tampar o ouvido de uma delas.
_ Bom, já é quase meia noite... Que tal as crianças subirem antes do Papai Noel chegar? – propôs Jake – E dessa vez sou eu quem vai ficar lá com elas.
Ele subiu com as crianças agarradas a ele, e logo os adultos estavam no velho processo de arrumar tudo para a chegada do Papai Noel.
_ E o de vocês? Quando vem? – perguntou Marley para mim e eu ergui a sobrancelha.
_ O nosso o que? – perguntei e ela riu.
_ Bebê Kitty. Ta na cara que o Jake ta louco para ter um... Ele não desgruda das crianças. – disse ela, apontando o andar de cima.
_ Bom cachorrinha, a diferença é que, ao contrário de você que já tem predisposição a inchar como um balão, meu corpo foi feito para ser perfeito por toda a minha vida. – expliquei e ela revirou os olhos rindo.
_ Só digo que esse é, naturalmente, o próximo passo na relação de vocês. – justificou ela, dando de ombros.
_ Nossa relação está ótima assim, e não precisa mudar nada. – retruquei seca e ela suspirou.
_ Kitty, tudo na vida tem que evoluir, é a meta de todos. Algo que esteja estagnado não é saudável. Mas você quem sabe o que faz com a sua vida. – disse ela me dando as costas e indo sentar com Brittany.
Vi todos aqueles embrulhos grandes e coloridos e localizei um que havia visto com Jake em casa.
_ O que é esse embrulho? – perguntei a Quinn, que me olhou como se eu fosse louca.
_ O presente do Jake para o Nicholas. – explicou ela – Ele está levando essa história de padrinho bem a sério.
_ Mas a madrinha não era Santana? – perguntei.
_ Sim, mas Jake é o padrinho. – explicou ela – Ele não te avisou?
_ Deve ter se esquecido. – resmunguei, encarando o relógio.
_ Todos prontos? – perguntou Will e todos concordaram – Finn, toca o sininho.
Ele tocou o sininho, o escondendo depressa, pois logo quatro crianças desembestavam pela escada. Os menores vinham com Jake, Tina e Santana, que haviam subido junto.
Logo a sala era um mar de papéis rasgados, embalagens vazias e brinquedos. As famílias se reuniram e os presentes começaram a ser trocados. Procurei Jake e vi que ele estava sentado com o irmão, ambos com o brinquedo que ele deveria ter dado a Nicholas, enquanto esse se entretinha em babar nos papéis.
_ Hora do presente especial. – cantarolou Sugar e todos a encaramos – Bom, como todos sabem, no Natal, os bebês ainda não nascidos também ganham um presente dos tios e ele é muito especial.
_ O que vocês aprontaram dessa vez? – perguntou Santana abraçada com a esposa, e com a filha mais velha no colo. Joe e Sam se levantaram, indo até a outra sala e voltando com dois carrinhos de bebê.
_ Ai que liiiindo! – guincharam Brittany e Marley juntas. O de um bebê só, que era do menino de Britt e Santana, era todo verde e com diversos gnominhos bordados. Já o dos bebês de Marley e Ryder era vermelho, cheio de notas musicais em preto.
_ Como é um menino e uma menina, quisemos uma cor mais neutra. – explicou Mercedes.
_ É lindo gente, valeu. – agradeceu Ryder – E nós vamos aproveitar para anunciar os padrinhos dos gêmeos.
_ Bom, da Rebecca nós queríamos chamar Finn e Tina. – disse Marley e os dois sorriram – E para o Blake, queríamos que fosse o Jake e a Sugar.
_ Sério? – perguntou Jake sorrindo e Ryder confirmou.
_ Você é meu bro, eu não poderia pensar em outra pessoa. – e ai começou aquela comemoração, aquela bagunça, e se eu já estava me sentindo excluída antes, naquele momento então...
Mais tarde naquela noite, já de volta ao hotel onde ficávamos hospedados, Jake me entregou um estojo.
_ Feliz Natal. – agradeci, abrindo e me deparando com um belo colar – Achei que você ia gostar.
_ Obrigada. – agradeci novamente – O seu ainda não chegou, mas logo chegará creio eu... É um violão novo.
_ Valeu Kitty. – agradeceu ele, se ajeitando para dormir – Mas meu melhor presente foi ser convidado para ser padrinho do Blake...
_ Você pensa em ter filhos Jake? – fiz a pergunta que estava entalada na minha garganta e ele me olhou surpreso – Digo, todos vemos o quanto você gosta de crianças e o quão próximos delas você está e...
_ Kitty, do que você está falando? – perguntou ele rindo – Quando eu e você nos casamos, nós dois sabíamos ao que se resumiria isso.
_ O que? – perguntei e ele riu.
_ Sexo. Qual é Kitty, nenhum de nós dois é do tipo que se compromete para a vida. Por isso nos casamos apenas em Vegas... Assim pelo menos minha mãe nunca pode reclamar. – riu ele – E eu não preciso de filhos... Tenho meus sobrinhos e agora o Blake. Serei um pai substituto, mas sem as contas e dores de cabeça.
_ Que bom que deixamos isso claro. – disse sorrindo – Quer brincar um pouco?
_ Não, quero acordar cedo amanhã para ir com o Puck levar o Nick perseguir as renas do Papai Noel do centro. Temos que fazer isso antes que Quinn acorde. – explicou ele, me dando um selinho – Boa noite Kitty Cat.
_ Boa noite Jake boy. – respondi, deitando enquanto ele apagava a luz.
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Ok, isso foi um sonho ou um pesadelo? Porque francamente...
E por que ele tem que ficar encarando ela? Deixa ela para o Ryder e fica comigo, que sou muito mais gostosa e quando engravidar, não vou ficar parecendo um balão prestes a explodir. E afinal, porque eu imaginei todos os casais de perdedores? (N/W: porque a autora quis. N/K: Ah vá, cê jura?)
Notas finais
Beijooooooos ;2
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