Im Flippy
3 Faroeste de Sangue
Notas iniciais
Primeiramente desculpem-me pela demora pra sair esse terceiro capítulo. Disse no segundo que não demoraria em sair, mas... Andei resolvendo uns assuntos entre minha vida pessoal, animes pendentes a serem assistidos, animes novos lançados e um dorama muito bom onde Yamapi atua lindamente. Anyway...
Por favor, gostem! Hhuahauh Espero ter conseguido suprir essa demora.
Boa leitura.
O céu começava a mudar de cor. O azul marinho estrelado tornava-se azul bebe com fundo alaranjado, onde o sol se mostrava aos poucos até tornar a simples vista plana, sem casas ou comercio. Lembrava bastante as estradas de filmes gravados no Texas. E essa foi à primeira visão que Flippy tivera pela manhã.
Com frio e fome, aos poucos, passou a se lembrar da noite passada. Não saberia explicar o motivo por estar tão relaxado. Naquela situação, dormir parecia desleixo de sua parte.
Sentou-se e se esticou todo, espreguiçando.
Pensou em tirar a cigarreira do bolso, mas sentiu algo aperta a coxa esquerda. Pequenas mãozinhas agarraram sua calça camuflada. O rosto pálido se afundava em meio a um mar de cabelos ruivos, se aconchegando na perna do rapaz como se estivesse abraçando um travesseiro.
Olhando para a garota, ele se lembrou de tudo. Depois de entrar numa casa aparentemente abandonada, encontrou essa menina pequena demais para idade que tinha. Assustada, escondida no mesmo quarto em que seus pais mortos se encontravam.
Depois de conseguir fazê-la acreditar que não queria machucá-la conseguiram conversar um pouco; descobriu seu nome e um pouco de sua história. Aquilo já era o bastante. Flippy, muitas vezes, ajudou seus superiores e alguns soldados quando era necessário interrogar algum inimigo ou traidores. Saberia muito bem caso ela estivesse mentindo. E por algum motivo decidiu ajudar a tirá-la de lá antes de voltar à guerra.
As recordações começaram a passar pela cabeça do soldado sem nem perceber que a ruiva já havia aberto os olhos e estava o encarando sem entender muito o motivo por ele fazer o mesmo. Ela chegou acreditar que ele tivesse dormido de olhos abertos, mas uma de suas sobrancelhas aqueou-se e o rosto tomou uma leve cor rosada. Ela sorriu.
- Bom dia.
- Bom... dia. – Respondeu o rapaz, indiferente.
Flaky se sentava e esfregava os olhos com as costas das mãos. Olhava em sua volta e percebia não estar mais na sua casa e de que nada do que tinha acontecido não era apenas um sonho ruim. Seus olhos queriam encher d’água ao lembrar de nunca mais ver seus pais, mas não achou apropriado começar o dia deprimida. Ainda mais perto de um homem qual mal conhecia.
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Andaram alguns quilômetros até conseguirem carona com um senhor baixinho dirigindo uma carroça velha. Esse senhor os levou até uma cidade próxima, pequena e bem pacata; cheia de casinhas feitas de madeira, bastante antiga e com poucos moradores. Flaky ficara encantada, porem Flippy parecia não se importar muito com a aparência do local.
Seguiram em frente até encontrarem um bar muito barulhento e cheio de homens conversando alto, segurando canecões de cerveja e belas garçonetes trazendo bandejas cheias de garrafas. Tudo ao som de um piano tocando uma musica alegre, muito diferente do pianista. Chegaram ao balcão, sentaram no banco redondo de madeira.
Um garçom bigodudo, de enormes olhos castanhos arregalados e de corpo extremamente franzino apareceu para servi-los.
- Posso ajudá-los?
- Sim. – Flippy dava um sorrisinho nada convincente de sua “simpatia” – Você poderia nos dizer onde estamos?
O garçom dava um passo para esquerda e apontava para um quadro escrito “SaaCity”. Flippy havia passado por lá com sua tropa – lembrava do nome escrito no mapa de estratégias de ataque -, mas não chegou aparar para reconhecer a cidade.
- Mais alguma coisa?
- Bem... Vai querer beber algo, Flaky?
Com certeza não devia ter leite num lugar como aquele e, mesmo se tivesse, não deveria estar em boas condições.
- Pode me ver uma água?
- Sim senhorita.
O garçom de dirigiu até o fundo do balcão onde lavou um simples copo de vidro para depois encher com a água do filtro.
- A conta ficou 5,20.
Se a água não fosse tão cara Flaky teria cuspido no mesmo segundo. Pelo que parecia, Flippy também.
- CINCO? Pensei que sairia de graça!
- Me desculpe, senhor. Mas aqui é uma cidade pobre. Se não cobrarmos até a areia em que os turistas pisam não teremos como alimentar nossas famílias.
Aquele assunto deixava o rapaz um tanto nervoso. Detestava quando se faziam de coitado para conseguir alguma coisa. Tirou o dinheiro do bolso, jogando sobre o balcão de qualquer jeito. Aquilo deixou Flaky constrangida. “Espero que ele não tenha ficado desse jeito por eu ter pedido a água”
Antes de o garçom agarrar o dinheiro, uma enorme mão segurou as notas e as despejou no colo de Flippy. Um homem enorme enfiava a mão no bolso e pagava a água de Flaky.
- Essa aqui é da sua água. Esse aqui... – Tirava mais 20,00 e colocava dentro da blusa da garota – ...é o seu preço. O que acha? – O homem dava um largo sorriso de dentes careados.
A ruiva estremecia ao sentir a mão do homem segurar seu braço e puxá-la a força de cima do banco. O que poderia acontecer com ela? Não confiava muito bem em Flippy. Nada garantia que tudo aquilo não tinha sido armado para trazê-la até lá com a desculpa de descobrir onde estavam e depois entregar a garota como uma mercadoria. Ainda mais agora que o fez gastar o pouco dinheiro que tinha em um copo de água. Seus olhos voltavam a transbordar quando ouviu um gemido estranho de dor. O homem, ainda segurando seu braço, tinha agora uma faca fincada no meio das costas.
Flippy aproximou-se do homem e arrancou sem cuidado a arma das costas, para depois enfiá-la novamente no mesmo local, nuca e, finalmente, o estômago.
O silêncio planou pelo bar. O piano parou de tocar, as garçonetes pareciam espantadas com a cena e os outros clientes olhavam para o colega atirado sobre o chão onde se formava uma poça de sangue.
Aquela quietude não permaneceu por muito tempo. Ela foi quebrada pelo disparo de uma arma vinda do garçom contra Flippy, sem a intenção de acertá-lo, porem, os ombros do guerrilheiro enrijeceram.
- Saia-daqui-agora! – Dizia o garçom em um tom de medo e ódio enquanto tentava manter a calma.
Sem ninguém perceber, algo alem do tiro e a morte de um homem se passava na cabeça de Flippy. Uma sensação conhecida, emoções e atos incontroláveis pareciam querer tomar seu corpo, fazendo daquele homem "controlado" apesar de seu jeito frio em uma verdadeira criatura. Uma criatura que Flaky não conhecia ainda.
O soldado tomou uma expressão aterrorizante; de olhos amarelados e seus dentes, por um segundo, aparentavam ter ficado pontudos iguais aos de um tubarão, mas a garota deduziu ser sua imaginação no meio daquela cena aterrorizante.
O rapaz de cabelos esverdeados retirava uma arma reserva de trás das calças, presa ao cinto.
- Quem que eu saia? Por que não vem aqui me ajudar?
Mirando na testa do garçom, a arma era disparada, acertando em cheio. Ouvia-se os gritos das garçonetes que saiam desesperadas pela dupla porta do bar, largando as bandejas e garrafas. Alguns fregueses também saiam disparados para fora do bar. Ou melhor: somente os que conseguiam escapar do gatilho de Flippy que começava uma chacina no estabelecimento.
Flaky paralisou. Apenas apertou a borda da blusa de lã branca que vestia esperando no que mais estaria por vir. Na verdade, ela tinha certeza absoluta de ser a próxima vitima.
Notas finais
E então... Gostaram? Espero que sim.
Momento "blá, blá, blá" agora.
Obrigada vocês que perdem seu precioso tempo lendo e comentando minha Fic. Isso é importante pra mim. Faz com que eu não me deixe perder a vontade escrever. Alias, desculpem por eu não ter respondido os comentários também. Vou passar a fazer isso pra agradecer mais diretamente. ♥
Outra coisinha básica. Pretendo fazer uma Fanfic de capítulo único só pra dar uma descontraída. Estou entre fazer sobre Durarara!!, Soul Eater ou Death Note. Agradeceria se vocês dessem um palpite sobre isso.
Obrigada novamente e digam o que estão achando, sim?
Beijos!
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