Ilusão Passageira

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Espero que gostem e entendem os sentimentos que quis passar para vocês.

Quem não sofrera uma ilusão passageira? Daquelas que entra pela porta da frente e passa pela catraca do ônibus, mas não se senta, porque não há lugares o suficiente no cubículo para que todos pudessem se sentar.

[Pode se sentar no meu lugar]

Mantive-me quieto enquanto prestava atenção em cada detalhe sórdido, desde seu lábio inferior cortado no canto esquerdo, até o cílio que estava caído em sua bochecha; ah como eu queria me levantar e retirar aquele pelo de sua maçã.

[Levantei-me e cautelosamente retirei o pelo que tanto me incomodava de seu rosto, para que enfim pudesse admirá-lo cem por cento]

Seu fone de ouvido estava tão alto que eu jurava poder ouvir a música como se estivesse ao meu lado.

Ele estava ao meu lado.

Uma senhora havia ocupado meu lugar, que por educação cedi, e ela, retribuindo, segurou minha mochila com os pertences escolares.

Britney Spears.

Não era algo muito másculo de se ouvir, diga-se de passagem.

[Peguei um de seus fones de ouvido e curti a música junto a ele]

Não sabia como reagir ao toque de seu cotovelo em meu braço.

Estava tudo tão quente.

Abri a janela. Logo o frescor do vento gélido da manhã fez com que o ônibus ficasse mais refrescante.

Será que o hálito dele era igualmente refrescante?

Queria provar.

[Provei]

Nossos braços roçaram novamente e eu não pude resistir em soltar um sorriso, leve, sorriso de canto de boca. Coisa boba de menino inocente.

Então o ônibus esvaziou de repente, e eu estava diante de três lugares: Um duplo e um ao lado de uma mulher já de idade.

[Sentamos um ao lado do outro até o fim da viagem]

Sentei no canto e ele ao lado da mulher.

Ele se levantou e eu, esperançoso, fiquei apenas observando no canto do olho. E então ele [Sorriu para mim] desceu do ônibus.

Que dia é hoje mesmo?

Notas finais
Não achem estranho o meu jeito de escrever, eu sou meio estranho mesmo AUHEUAHEUHAE
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!