Illusions

6 Apaixonada? Não pode ser!


Notas iniciais
Desculpem a demora, eu estava sem nenhuma criatividade! Então gente, só um aviso antes do capítulo: do dia 15 ao dia 25 eu vou viajar, então isso mesmo, eu ficarei 10 dias sem postar. Mas durante a viagem se der eu escrevo um capítulo e posto assim que voltar! Beijos e boa leitura!

"Como é que eu posso amar se tenho medo de me apaixonar?"

(Christina Perri)

Hugo tinha decidido dar uma volta na praia, então nós garotas nos reunimos em uma das barracas e começamos a falar de coisas que gostávamos ou não, coisas que nos incomodavam e coisas que queríamos. Era uma típica conversa de garotas.

– Eu odeio quando as pessoas riem da minha cara. — disse Fleur — Eu sei que isso acontece muito e que isso ainda vai acontecer com todas as pessoas existentes, inclusive comigo, mas quando alguém começa a rir da minha cara eu fico muito nervosa.

– Eu odeio o fato de que eu acho que tem algo errado acontecendo comigo. — falei

Todas me olharam confusas e perguntaram "como assim?" em coro.

– É que... sei lá, quando eu estou perto do Hugo... eu me sinto uma pessoa feliz, entendem? Eu me sinto uma boa pessoa. Eu adoro estar perto dele, e recentemente meus olhos tem enxergado ele de uma outra maneira. De repente, parece que tudo nele ficou mais bonito, ás vezes eu me pego sorrindo que nem boba para ele, eu penso nele o tempo todo sem nem perceber... O toque dele me arrepia, parece uma corrente elétrica. Quando eu o vejo, meus batimentos cardíacos ficam acelerados, e eu sinto uma coisa estranha no estômago... Como é que se diz? Ah, sim, as tais de "borboletas no estômago". Mas nem parecem borboletas, parecem mais um zoológico inteiro sambando dentro do meu estômago! — apenas botei tudo pra fora e corei quando percebi tudo o que eu tinha falado — E não me perguntem daonde saiu tudo isso por que nem eu sei! Eu só fui falando e... não sei, eu falei algumas coisas que eu nunca pensei sobre!

Nesse tempo em que eu falei, eu estava encarando o chão, mas assim que levantei a cabeça, vi que todas elas estavam sorrindo.

– Você não percebe, não é? Sei que isso que vou falar é extremamente clichê, mas você falou tudo o que você sente em relação ao Hugo sem pensar, mas sem pensar de um jeito bom, pois significa que não era a sua mente falando, e sim seu coração. — disse Ana, sorrindo mais ainda — Louise, você está apaixonada.

– O que?! Apaixonada? Eu? Não, de jeito nenhum! — exclamei — Já aprendi minha lição sobre o amor, e jurei para mim mesma nunca sentir novamente. Eu não estou apaixonada pelo Hugo. Pode ser só uma atração, nada mais.

– Por acaso uma "atração" causa borboletas, ou melhor, um zoológico inteiro, no estômago? Acho que não! — ironizou Carol

– Vamos lá, Lou, quem você pensa que está enganando? Você está apaixonada por ele! Pra que negar? — disse Tauany

Me levantei do chão onde estávamos sentadas, indignada.

– Eu não estou apaixonada! E muito menos vou admitir isso! Esqueçam, isso não vai rolar!

Andei pela barraca enquanto falava e sem querer acabei pisando numa foto de Fleur com Hugo. Os dois estavam sorridentes. E aquele sorriso de Hugo me fez dar um sorrisinho também, contra minha vontade.

– Olha só esse sorriso, óbvio que está apaixonada! Admite logo! — disse Fleur

– Não, não vou admitir coisa nenhuma, pois eu não estou apaixonada! — desmanchei meu sorriso

– Você está evitando seus próprios sentimentos, isso é outro sinal de que você está amando ele. — disse Ana, calmamente

Ignorei e peguei meu celular pronta para sair daquela barraca.

– Lou, não seja orgulhosa, não tem nada de errado em se apaixonar. — disse Carol

Sem querer, eu havia apertado o botão de ligar do celular, e logo me deparei com o plano de fundo que era uma foto que eu e Hugo havíamos tirado no nosso "refúgio". Era ele pegando uma rosa e me entregando. Suspirei.

– Pelo menos em voz alta não vou admitir que estou apaixonada. — falei e saí da barraca, tentando conter outro sorriso

Fui andar pela praia. Nada melhor do que clarear os pensamentos em uma praia deserta a noite. E era isso que eu esperava, clarear meus pensamentos. Mas...

– Eaí, Lou! — Hugo se aproximou. Droga! Esqueci que ele também havia ido andar na praia! – Vejo que você se cansou da festinha do pijama de vocês meninas. Tem um lugar muito bonito aqui na praia, que ninguém conhece, só eu. Dá pra observar as estrelas direitinho. Quer vir comigo?

Uma parte de mim queria ele longe para eu poder clarear minha mente, mas a outra parte queria ficar junto com ele. E essa outra parte era maior.

– Claro! — sorri

Ele estendeu a mão para mim e novamente eu senti aquele choque elétrico percorrendo meu corpo e senti meu coração bater cada vez mais rápido e senti o zoológico inteiro sambando no meu estômago. E isso tudo não era nem metade dos efeitos que ele tinha sobre mim.

[Fleur]

– Acho que vou atrás da Lou. — menti, afinal eu sabia que ela precisava de um tempo sozinha e eu também, pois eu ainda estava magoada com o meu término com Charlie.

Peguei meu iPod, saí correndo pela praia e sentei em um dos rochedos perto do mar. Selecionei apenas músicas tristes para tocarem, não por que sou masoquista e gosto de sofrer, mas por que quando se está triste ninguém tem ânimo para músicas animadas. Pelo menos eu não tenho.

Senti meu celular vibrar no meu bolso. Uma nova mensagem. Era de uma amiga minha, Alex.

"Eu vi ele com aquela outra garota hoje mesmo. Eles oficializaram o namoro agora há pouco. Sinto muito, Fleur. Eles estão juntos agora e parecem bem felizes. Siga em frente."

Junto com a mensagem havia uma foto de Charlie com uma outra menina. Ela era ruiva, magrela, tinha olhos claros, tinha um corpo de modelo e roupas que estavam na moda. Ela era linda. Ela parecia especial para ele. E eu era só uma garota normal. Sempre fui. E sempre serei. As lágrimas começaram a rolar. E no meu iPod estavam tocando as músicas mais tristes que eu já ouvi na vida, então isso só fazia mais lágrimas saírem.

Alguns trovões começaram, indicando que ia chover, mas eu não mexi um músculo. Eu gosto da chuva. Quando eu era pequena minha mãe sempre dizia "deixe a chuva levar toda a dor de ontem". Espero que a chuva leve toda a minha dor. Ou pelo menos parte dela. E assim que senti as primeiras gotas de chuva entrarem em contato com a minha pele, soube que, pelo menos durante aquele temporal, eu estaria em paz.

[Hugo]

Eu e Louise estávamos sentados em um rochedo no local secreto que eu havia descoberto naquela praia quando eu tinha dez anos. Eu nunca havia mostrado aquele local para ninguém. Que nem meu esconderijo no cemitério. Mas Louise era especial. Eu sentia necessidade de mostrar para ela todos os lugares mais bonitos do planeta, e eu tinha vontade de tê-la sempre por perto para dividir esses locais comigo. No momento estávamos conversando sobre os sonhos mais estranhos ou mais legais que já tivemos. E ela começou a contar sobre um sonho dela em que ela voava para longe, e se sentia livre. Mas se sentia sozinha. Pelo modo em que ela contava essa história, dava para notar que ela nunca havia contado isso para ninguém. Enquanto falava, ela olhava em direção ao horizonte e sorria. Aquele sorriso... era tão lindo. Ela era tão linda. Me perguntei se algum dia alguém já havia falado isso para ela, pois ela age como se ela não soubesse disso.

Começamos a ouvir trovões e sentir choviscos em nossas peles, mas não ligamos e continuamos conversando. Ás vezes contávamos ou fazíamos algo engraçado e ríamos juntos. Estava tudo perfeito. Estávamos nos recuperando de uma risada quando eu olhei para ela e ela olhou para mim ao mesmo tempo. Nossos corpos estavam colados, então nossos rostos ficaram muito próximos. Coloquei uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha e me perdi naqueles olhos azuis. Não sei explicar, mas ela de alguma forma mexia comigo. Ela fazia meu coração bater mais forte, meu fôlego sumir. Ela era o motivo dos meus sorrisos. Eu nunca havia sentido isso antes.

Nossas respirações se misturaram e estávamos nos aproximando cada vez mais. Os olhos de Louise já estavam fechados e os meus estavam se fechando. Ela repousou as mãos em meus ombros e eu em sua cintura. Eu não queria que esse momento acabasse por nada no mundo. Mas a vida não é perfeita e um temporal começou.

Nos afastamos rapidamente, pois a chuva nos assustou. Abracei Louise lateralmente e fomos correndo até a nossa barraca. Ainda bem que as barracas eram impermeáveis. Troquei de roupa na frente de Louise mesmo pois eu não tinha vergonha de ficar só de cueca na frente dos outros, mas Lou tapou os olhos com vergonha e eu ri. Coloquei apenas uma calça moletom e falei para Lou que ela já podia abrir os olhos.

– Tá, mas agora fecha os olhos você, por que eu não estou acostumada a ficar de roupa íntima na frente das pessoas. — ela falou me fazendo rir e eu tampei os olhos, mas por precaução ela virou de costas para mim.

– Pode abrir os olhos agora. — ela avisou

O cabelo dela estava molhado e bagunçado, ela estava sem maquiagem, estava usando um short de pijama e um casaco de moletom meu, que havia ficado bem largo nela. Sorri. Ela ficava mais linda ainda desse jeito.

– O que foi? — ela perguntou, já que reparou que eu estava a encarando com um sorriso idiota no rosto

– Nada não. — falei apressadamente saindo do transe — E quem foi que deixou você usar meu moletom? — tentei fazer uma cara de bravo, mas eu não conseguia conter um sorriso, então ela acabou rindo da careta que eu fiz

– Desculpa, eu não trouxe roupa de frio. — ela sorriu timidamente de um jeito que me fez sorrir mais ainda — Mas esse moletom agora é meu, vou pegar ele pra mim. — ela disse convencida, abraçando o casaco

– Nem sonhando, eu adoro esse moletom. — falei cruzando os braços

– Agora é meu. — ela mostrou a língua para mim e nós rimos. Eu tive uma vontade enorme de beijá-la, mas me controlei.

– Eu trouxe um dvd portátil, vamos assistir um filme? — ela perguntou

– Depende do filme que você trouxe para nós assistirmos. Se for de romance... — comecei, mas ela me interrompeu

– É de romance sim e é bem clichê, mas você vai sentar aí e assistir comigo. — ela disse, tirando o filme e o dvd portátil de dentro da bolsa

– Sim, senhora. — falei fingindo estar entediado e ela riu

Pegamos duas mantas, uns doces e começamos a assistir o filme.

Eu nem estava prestando atenção no filme, eu estava prestando atenção em Louise, mas ela estava tão concentrada naquele filme que nem me notou olhando para ela. Mas aí no meio do filme ela virou pra mim e eu virei minha cabeça para a tela rapidamente.

– Hugo... — ela chamou

– Hm? — virei para ela novamente

– Eu tô com frio. — ela fez biquinho

Sorri e abri os braços para ela. Ela saiu de "dentro" da sua manta (já que ela estava toda encolhida e enrolada na manta) e veio até meus braços. Ela deitou a cabeça em meu peito e eu a abracei. Nos enrolamos na minha manta e voltamos a assistir o filme. Quer dizer, Louise voltou a assistir o filme, pois eu permaneci olhando para ela de novo e brincando com os cachos ondulados de seu cabelo castanho. Quando o filme acabou, eu fiquei um pouco triste pois eu não queria soltar Lou, mas para a minha sorte ela havia dormido. E eu fiquei ali por horas apenas observando o rosto angelical dela enquanto ela dormia e fazendo cafuné em sua cabeça. Já devia estar no meio da madrugada quando comecei a cantarolar baixinho uma música que parecia que fora escrita para esse momento.

Your heart's against my chest – (seu coração está contra meu peito)

Your lips pressed in my neck – (seus lábios estão pressionados em meu pescoço)

I'm falling for your eyes – (estou me apaixonando pelos seus olhos)

But they don't know me yet – (mas eles não me conhecem ainda)

Eu estava completamente perdido nos meus pensamentos, olhando para o rosto de Louise e levei um susto quando ela sorriu e continuou a música de olhos fechados:

And with this feeling I'll forget – (e com esse sentimento que eu esquecerei)

I'm in love now – (estou apaixonado agora)

– Você está acordada desde quando? — sorri, colocando uma mecha de cabelo dela para trás de sua orelha

– Acordei agora a pouco. — ela abriu os olhos, sorriu também e se espreguiçou, mas logo voltou a deitar a cabeça em meu peito e me abraçar.

– Fui eu que te acordei? — perguntei preocupado

– Não, relaxa. — ela riu fraco da minha preocupação

– Você está morta de sono, vai deitar no seu saco de dormir e dorme direito. — falei beijando-lhe a testa, embora eu não queria que ela se soltasse de mim

– Não quero sair daqui — ela falou manhosa, fechando os olhos e me abraçando com mais força, me fazendo sorrir

Eu também não, mas infelizmente precisamos, pensei

– Se você não for até o saco de dormir eu mesmo te carrego até lá.

– Faça o favor. — ela disse e eu ri

– Preguiçosa. — sorri e a carreguei até o saco de dormir dela

– Deita comigo? — ela perguntou com a voz quase falhando de sono enquanto eu estava cobrindo-a

– Você é insistente, né? — ri e deitei ao lado dela, a abraçando

Ela me abraçou bem forte e dormiu. E eu fiquei a encarando, decorando cada mínimo detalhe de seu rosto, até que caí no sono também. E dormi muito bem pois eu sabia que de manhã eu acordaria com ela em meus braços.

Notas finais
No capítulo passado só tiveram 2 reviews... :( Quero mais dessa vez, hein! E o que acharam de Houise nesse capítulo? Ficou fofo, né? E falando nisso, eu achei umas fanarts MUITO fofas, que na verdade são de Jelena (Justin Bieber e Selena Gomez), Everlark (Katniss Everdeen e Peeta Mellark) e tem até um que é do Niall Horan com uma garota aí, mas eu achei muito fofos e eu gosto de imaginar ás vezes como se fossem a Louise e o Hugo! Se algumas de vocês quiserem ver, está aqui: http://weheartit.com/entry/48728913/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46647434/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46647790/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/47020246/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46647227/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46647206/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46646422/via/CamiMalfoy
http://weheartit.com/entry/46646566/via/CamiMalfoy
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