I'll Never Let You Go

8 Stop Doing This, I Love Him


Notas iniciais
Oii, gente! O capítulo está um pouco tristinho, mas eu juro que as coisas vão melhorar. Espero que gostem e que não fiquem com raiva de mim ♥

Blaine acordou na manhã seguinte se sentindo no paraíso. Havia demorado para pegar no sono naquela madrugada, mas com as boas carícias de Kurt, dormiu bem como nunca. Acordou já vendo um sorriso lindo no rosto de Kurt, se esticou e lhe deu um selinho.

Mas o que começou em um selinho se tornou um beijo um pouco urgente e logo Blaine estava em cima de Kurt, o beijando intensamente. Antes mesmo de se separarem, já haviam trocado de posição e agora Kurt estava por cima do Anderson.

Eles nem perceberam quando a porta se abriu. Estavam concentrados demais na alegria que estavam por ter um ao outro, mesmo que sem nada oficial.

— O que diabos está acontecendo aqui? – Kurt e Blaine congelaram ao ouvir a voz de Henry Anderson.

Os dois trataram logo de se separar e ficaram nervosos com a situação. Sentiram que era agora que iriam morrer.

— Sr. Anderson, eu posso explicar. – Kurt disse e viu Henry puxar Blaine pela gola do pijama, lhe dando um tapa em seguida. Kurt obviamente se colocou na frente. – Não bata nele, ele é seu filho.

— E precisa de uma lição por estar fazendo isso que está fazendo.

— Se vai bater em alguém, então bata em mim. Eu estava em cima dele como bem pôde ver e eu estava o beijando.

— Kurt, não faça isso. – Blaine pediu entre soluços, mas o castanho não o escutou, muito menos Henry.

Henry foi para cima de Kurt e começou a deferir socos e mais socos no rosto pálido do castanho, que levou tudo sem revidar. Ele sabia que isso poderia acontecer, por mais que esperasse que não acontecesse.

O Anderson pai só parou de bater em Kurt quando Blaine se jogou na frente dele e o empurrou com toda a força que tinha. O rosto de Kurt estava todo machucado e sangrando, com um corte em cima de seu olho direito, um corte na boca e sangue saindo de seu nariz.

— PARA DE FAZER ISSO, EU AMO ELE! – Blaine gritou desesperado, caindo no chão ao lado de Kurt enquanto tentava ajudá-lo.

— O que foi que você disse? – Henry parecia em choque.

— Que eu amo ele. – Blaine disse firme, levantando e encarando seu pai. – E não há nada que você possa fazer para mudar isso. Absolutamente nada.

— Posso te colocar no olho da rua. – Argumentou o Anderson mais velho e Blaine riu.

— Claro, porque automaticamente depois disso vou correr para os seus braços, te amar eternamente e deixar de ser gay. Não pode tirar isso de mim, eu nasci assim.

— Não te criei para isso...

— Sei que não. Você me criou para ser um advogado como você, mas eu não quero isso. Quero cursar música. Quero passar minha vida seguindo os meus sonhos, aqueles que só me permiti sonhar de verdade após Kurt chegar e me mostrar um novo mundo repleto de novas oportunidades. Não vou mudar só porque é o que você quer. – Blaine permanecia firme ainda. Se sentia bem por estar finalmente sendo honesto consigo mesmo.

— Mais tarde conversamos. – Foi a única coisa que Henry disse antes de deixar o quarto, junto com Pam.

— Eu vou ajudar você com seu rosto, K, espera aí... – Blaine disse e também deixou o quarto, correndo até o banheiro para pegar a caixa de primeiros socorros.

— Você gosta mesmo do meu irmão? Vocês se conhecem tem tão pouco tempo. – Cooper perguntou, sentando ao lado de Kurt.

— Não pensei que fosse gostar tanto dele, confesso. Mas tem algo nele que me encanta. Ainda quero descobrir isso, mas duvido que ele ainda vá querer me ver depois do que aconteceu aqui. – Kurt disse um pouco triste.

— Meu irmão não desiste fácil das coisas. E saiba que eu apoio vocês dois juntos.

Cooper levantou-se e saiu do quarto e Kurt sorriu bobo, logo vendo Blaine entrar e se aproximar.

— Desculpa pelo o que o meu pai fez... – Blaine disse cabisbaixo, olhando para a caixa em suas mãos, pegando o que era necessário para ajudar Kurt.

— B, olha para mim. – Pediu o castanho e assim o Anderson fez. – Estou orgulhoso de você.

— Mas de que adianta? Ele te machucou. – Blaine estava quase chorando já. – E ainda por cima eu disse que te amava, ele nem ligou para isso.

— Eu liguei. – Kurt disse com um pequeno sorriso. – E vamos dar um jeito nisso, ok? Você não precisa se preocupar com nada, porque tudo vai dar certo.

— Kurt... como vamos manter isso? Quer dizer... e-eu...

— Não faço a mínima ideia. – Confessou o castanho. – Mas não tem como dar errado. Somos jovens ainda, ok? Temos muito tempo. Vamos arranjar alguma coisa.

— Viver aqui agora vai ser um inferno.

— Eu diria para você jogar tudo para o alto e vir morar comigo, mas acho que não é bem o que você quer.

— Eu só queria ser aceito pela minha família. – E lá já estava Blaine chorando de novo e sendo abraçado por Kurt. – Eu amo eles, mas eles não apoiam nem o que me deixa feliz. Acho que isso significa que eles não me amam.

— Meu amor, não pensa desse jeito. – Kurt secava as lágrimas do moreno delicadamente. – Não vou defender eles, pois eles realmente não estão merecendo. Mas família é importante e você tem que mostrar a eles que você é assim e não pode mudar, não importando o quão difícil isso possa ser. Porque vou dizer, fácil não é.

— Mas agora você vai embora, não vou mais poder contar o tempo inteiro com você. O que eu vou fazer sozinho? Vou ficar o tempo inteiro trancafiado no meu quarto.

— Acho que já mandei você ir embora dessa casa. – Henry se escorou na madeira da porta de braços cruzados, olhando severamente para os meninos.

— Eu já vou, Sr. Anderson. Eu estava apenas conversando com seu filho... – Kurt disse cabisbaixo e viu Blaine ignorar a presença do pai e continuar a ajudar com seus ferimentos, terminando em seguida.

— O que você tanto tem contra quem eu gosto ou deixo de gostar? – Blaine parou bem próximo de seu pai e Kurt fez o mesmo, com medo do que poderia acontecer.

— É errado. Simples.

— Você não se importa com a minha felicidade?

— Me importo. É claro que me importo. – Henry disse, afirmando com a cabeça. – Me responda com honestidade, Blaine, você acha certo dois homens namorando? Sei que não acha. Sei que concorda comigo.

— Eu acho certo eu namorar com a pessoa que me faz bem, que me faz feliz e que me completa. E essa pessoa, por um acaso, é um menino. – Blaine disse simples. – Eu não acho que seja errado ser feliz, pai. Se você acha, não posso fazer nada.

— Isso é nojento...

— Essa é a sua opinião.

— E eu sou seu pai. – O Anderson mais alto descruzou os braços e encarou Blaine no fundo dos olhos. – E eu proíbo você de ver Kurt novamente ou de simplesmente encostar nele.

— Estou encostando. – Blaine disse debochado, cutucando Kurt, que se segurou para não começar a rir.

— Blaine, não me irrita.

Blaine simplesmente não deu ouvidos a seu pai e para irritá-lo mais ainda, se esticou e puxou Kurt e o beijou. Foi um beijo rápido, mas que fez o sangue de Henry ferver. Ele teve que segurar a enorme vontade de simplesmente esmurrar o próprio filho, mesmo sabendo que aquilo não iria mudar as coisas. Nada mudaria.

Blaine gostava de meninos, Henry era contra, mas mesmo sendo contra não poderia simplesmente proibir o próprio filho de sentir tais coisas.

Ou será que poderia? Mesmo que pudesse e conseguisse, o amor e carinho que Blaine e Kurt sentiam um pelo outro era muito mais forte do que qualquer coisa que poderia acontecer para separá-los. Eles nunca iriam se separar.

Notas finais
E então, minha gente? O que acharam? Me deixem saber ♥ Bjo ♥