Notas iniciais
Boa noite! Espero que gostem ♥

Blaine acordou sentindo-se nos braços do mais perfeito anjo. Suas mãos estavam segurando firmemente a camiseta de Kurt e o mesmo o abraçava com as mãos ao redor de seu corpo. Estavam um de frente para o outro no momento e Kurt ainda dormia serenamente.

O Anderson passou a observar os detalhes de Kurt. Não podia ver o que mais amava nele por ele se encontrar com as pálpebras tampando aquelas esferas azuis perfeitas, mas ainda conseguia observar cada detalhe perfeito daquele ser em sua frente.

Sua pele branquinha e macia, os cabelos agora desarrumados e desalinhados, seu leve sorriso como se estivesse tendo um sonho bom. Tudo nele mostrava uma beleza sem igual e, o melhor de tudo, ele era inteiramente de Blaine e, só de pensar nisso, o moreno abriu um enorme sorriso, aproximando-se ainda mais do namorado e o abraçando firme.

— Como é bom acordar no meio de um abraço desses. – Kurt sussurrou, abrindo lentamente seus olhos e encarando Blaine. – Bom dia.

— Bom dia, meu amor. – Blaine disse ao tirar as mechas dos cabelos de Kurt de seu rosto. – Como dormiu?

— Com os olhos fechados. – Kurt fez piada, levando um tapa fraco em resposta. – Dormi muito bem, B. Sonhei com você.

— Ah, então é por isso que você estava sorrindo enquanto dormia. – Constatou Blaine, vendo Kurt corar. – Kurt... Eu posso perguntar uma coisa?

— Claro. – Sorriu o castanho.

— Você nunca namorou antes de mim? – Perguntou acanhado.

— Quando você sofre abuso dentro de casa por anos, é difícil confiar em outra pessoa sem pensar que ela também vai se aproveitar do seu corpo, entende? Eu acabei não confiando em ninguém, mesmo quando fugi, por esse motivo não, eu nunca namorei antes de você.

— Isso significa que você confia em mim?

— Pensei que isso estivesse óbvio, meu amor. – Kurt moveu suas mãos até o rosto de Blaine, o acariciando. – Eu sei que não é isso que você quer perguntar...

— Esse abuso que você fala que sofreu foi... Estupro? – Blaine estava tímido de perguntar aquilo, mas sentiu uma forte dor no peito ao ver o castanho assentir.

— Durante muitos anos eu fui o brinquedinho sexual daquele homem. – Confirmou Kurt. – Mas isso já passou, não precisa ficar triste agora.

— Sua primeira vez foi um desastre. – Blaine pensou alto, sentindo seus olhos encherem de lágrimas.

— E a sua? Como foi? – Kurt viu Blaine corar e desviar o olhar de si. – Ah, não foi ainda?

— Não. – Admitiu ele. – Mas eu não sou o ponto principal dessa questão.

— E por que está tão preocupado agora com o meu passado? Se quer saber a verdade, eu nunca transei por vontade própria. – Kurt falou naturalmente e sua tranquilidade tirou a timidez de Blaine. – Mas, se você quiser... Aliás, quando você quiser... Quando ambos quisermos... Droga, isso não é tão simples quanto pensei que fosse.

— Calma, Kurt. – Riu Blaine. – Só deixa rolar...

Kurt concordou com a cabeça, sorrindo para o namorado. Os dois levantaram preguiçosamente e, antes mesmo de tirar o pijama, foram tomar o café da manhã, o qual Blaine insistiu em arrumar.

Ambos eram feitos de apenas grandes sorrisos e carícias que trocavam durante a refeição. Se sentiam em um filme onde finalmente tudo tinha se encaixado em seu devido lugar. Após o café da manhã e ainda de pijama, ambos atiraram-se no sofá para assistir televisão e por ali eles ficaram.

No meio de um filme de ação, estavam se divertindo mais trocando beijos do que assistindo ao filme, até que as mãos de Blaine foram parar por baixo da blusa de Kurt e o castanho sentiu seu corpo inteiro se arrepiar. O castanho sentiu um leve nervosismo tomar conta de si, mas lembrou-se das palavras de Blaine: Só deixa rolar.

O Hummel relaxou seu corpo e deixou Blaine tomar conta da situação, deixando o mesmo por cima de si no grande sofá, beijando-o com veracidade.

— Eu te amo, Kurt.

— Eu te amo, B.

Blaine encarou o namorado por alguns segundos, prestando atenção em suas feições e no seu pequeno sorriso que brincava no canto direito de sua boca. Aproximou-se lentamente e distribuiu alguns beijos em seu queixo e bochechas, voltando até sua boca e a tomando com a sua. Um beijo que se iniciou calmo e apaixonante se tornou um beijo luxurioso.

A boca do moreno desceu até o pescoço de Kurt, distribuindo beijos e leves mordidinhas por toda a parte que conseguia. Encarou Kurt mais uma vez e, em meio aos novos beijos, sentaram-se frente a frente e se encararam. Por fim, Kurt levantou e puxou Blaine pela mão indo diretamente até o quarto que agora é de ambos. Se encaram novamente e Kurt se aproximou do namorado, o beijando e, em seguida, tirando sua camiseta do pijama. Blaine repetiu o ato do castanho, tirando sua camiseta também.

Blaine deitou-se na cama com Kurt por cima de si. O castanho foi fazendo uma trilha de beijos pelo corpo do namorado, parando ao chegar em sua cintura, então tratou de começar a tirar fora a calça dele, percebendo assim que o mesmo não usava nada por baixo da calça, assim como ele.

Blaine trocou de posição com o namorado, fazendo o mesmo que ele, porém por mais tempo ainda. Beijava cada centímetro daquele corpo que estava entregue a si do mesmo modo que o seu estava entregue a ele. Chegou na calça e a tirou fora, voltando com sua trilha de beijos pelo caminho contrário.

Os dois pareciam simplesmente se conectar, não foi algo planejado, estavam apenas deixando seus corpos falarem por si próprios e os levar para onde quisessem. Blaine se encaixou no meio das pernas de Kurt, sussurrando em seu ouvido a pergunta se ele poderia ou não continuar, ouvindo em seguida uma afirmação murmurada de que podia sim continuar. Ele lentamente penetrou o namorado, atento as suas diversas reações que poderiam acontecer, mas nada além de um pequeno sorriso apareceu e isso tranquilizou o moreno, que em seguida começou a se movimentar.

Também estava nervoso, não é como se já tivesse feito sexo antes em sua vida, mas só por estar com Kurt já se sentia bem e feliz, completo e amado. Se inclinou para beijar o namorado, continuando seus movimentos e logo os acelerando um pouco, queria garantir que Kurt estivesse gostando tanto quanto ele e fazia de tudo para esse seu desejo se tornar realidade. Quando ambos atingiram seus ápices, Blaine se endireitou na cama e puxou Kurt para cima de si, beijando-o novamente.

— Sua vez. – Sussurrou ele, vendo Kurt apenas sorrir e começar a beijar todo o seu corpo, centímetro por centímetro, fazendo justamente o que lhe havia sido pedido.

[...]

— B, você precisa voltar para a escola, não acha? – Perguntou Kurt, arrumando a mesa para o almoço.

— Ah, amor, não quero. – Blaine fez bico.

— Tudo bem, criança, mas só vou deixar você ficar em casa até sexta, semana que vem você volta a estudar. – Kurt falava como se estivesse dando ordens a um filho.

— MAS AMANHÃ É SEXTA JÁ. – Blaine parecia inconformado. – Não quero ir.

— B, eu tenho que ir trabalhar também. – Argumentou o castanho. – Olha, se você voltar para a escola eu faço o que você quiser.

— Bolo de maçã todos os dias por uma semana? – Os olhos de Blaine chegaram a brilhar. – O seu é quase melhor que o da minha mãe, por favor.

— Tudo bem. Todos os dias por uma semana. E só por uma semana, porque você só come besteira. – Repreendeu ele, vendo o moreno revirar os olhos. – Eu sou mais velho e mais experiente que você, entenda que só falo isso para o seu bem.

— Eu sei. Faz parte da adolescência reclamar. – Riu Blaine. – Sabe, Kurt... E-eu... eu só queria dizer que, eu te amo.

— Só isso? – Brincou o castanho, chegando no namorado e selando seus lábios nos dele. – Eu também te amo e sempre vou amar.

Notas finais
O que acharam? Bjo ♥