I'll Never Give Up Of You
2 Reencontros e a Caçada
Notas iniciais
Agora, pra me deixar mais feliz, só uma recomendação *-*
Well, good capítulo, bom chapter:
"Os verdadeiros amores não são esquecidos. Os que são esquecidos, não eram verdadeiros."
—Autor desconhecido.
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P. O. V. Thalia:
Dois dias se passaram depois que encontramos a fênix, e lady Ártemis não tocou no assunto. Logicamente, Lanna e eu também "esquecemos" Luke.
Passamos esses dois dias andando e matando monstros, parando apenas para nos alimentarmos e descansar, até que chegamos ao nosso destino: o Acampamento Meio-Sangue.
Assim que chegamos, por volta das cinco da tarde, ouvi vários suspiros de desanimação das outras, e acho que eu mesma soltei um sem querer. Eu gostava dali, não tinha problemas com o acampamento. Era aconchegante, as pessoas eram amigáveis e Quíron sempre me recebeu de braços abertos, assim como recebia todo novo campista.
Lady Ártemis pediu para que nos dirigíssemos ao chalé 8 e arrumássemos nossos poucos pertences lá. Ela iria conversar com Quíron e, mais tarde, iria ao nosso encontro.
–Vamos, garotas. – eu disse, assim que a deusa foi andando um pouco mais rápido em direção à casa grande, a deixa para irmos para o chalé.
No caminho, vários campostas nos viram e alguns conhecidos até acenaram. Quando vi todos ali, me lembrei de Percy, Annabeth e Grover. Como eles estariam?
Entramos no chalé e ele estava... Bem, arrumado. Era a primeira vez que tinha entrado naquele chalé, como também era a primeira vez que estava no acampamento como caçadora*.
Assim que acabamos de varrer o quarto, ouvi uma sequência de batidas na porta. Eu abri a porta e a única coisa que eu consegui ver foi um furacão de cabelos loiros me abraçando, quase me fazendo cair.
–Thalia! – Annabeth falou, me soltando – Ah, quanto tempo! Olá, caçadoras – ela deu um tchauzinho para as garotas, que observavam a loira.
–Oi, Annie. – eu cumprimentei, com um sorriso torto. Meu humor não estava dos melhores desde o aviso daquela galinha chantagista.
–Mas o que... O que aconteceu, Thals? – ela me olhou, com cara de mãe preocupada – Vem, me conta o que aconteceu. – ela me puxou para fora e fechou a porta atrás de mim.
–Tá animada, hein, Annie. – falei, enquanto andávamos sei lá pra onde – Quem é o cara que está fazendo a loirinha feliz?
Ela ficou levemente corada, deu um meio sorriso e me puxou até o lagomde canoagem, numa parte mais distante dos campistas que estavam remando.
–O Percy – ela disse, sentando-se na areia.
–O que tem ele? – perguntei.
–Nossa, Thals, tá ficando mais lenta que o cabeça-de-alga.
–Hey! Assim você me ofende, sabia? – fiz cara de ofendida e Annabeth riu.
–Eu estou namorando, Thalia. Com o Percy.
–Não, cara! Como isso é possível? – me fingi de surpresa, e ela riu de novo – Sério, sempre soube que vocês se gostavam, e na guerra...
Não podia falar na guerra que logo lembrava de Luke. E lembrando de Luke, lembrava do sonho, que lembrava que ele ainda está vivo. Eu tinha que falar sobre isso com a Annabeth.
–Olha, Annabeth – comecei a falar. Os sorrisos já tinham sumido de nossos rostos – dois ou três dia atrás eu tive um sonho. Um sonho com Luke.
–Mas foi um sonho comum ou com um sonho... Do nosso tipo? – sabia que ela se referia a um "sonho semideus", que podem ser visões e coisas do tipo.
–Do nosso tipo. – ela ofegou – Enfim, nesse sonho, Luke estava vivo, mas muito machucado, e eu estava enterrada no chão até a cintura. E quando eu consegui me soltar e ir até ele, parecia que ele estava acordando de um sono profundo, e não voltando à vida ou seja lá o que tinha acontecendo com ele.
"Luke me falou que ia dar um jeito de sair de lá, mas não acho que ele vai conseguir. Sabe, ele não parecia fraco, muito menos morto. Estava ali, como se não tomasse sol há alguns meses, e parecia que o tinham colocado pra lutar contra um manticore, mas tirando isso, estava em perfeito estado. E, logicamente, estava livre da maldição de Aquiles.
No dia seguinte, encontramos uma fênix e ela confirmou meu sonho, Luke está mesmo vivo, mas está no Mundo Inferior, em frente ao castelo de Hécate. Não pedi à Lady Ártemis para partir em uma missão, pois ir ao Mundo Inferior sozinha seria loucura, e ir com uma caçadora seria ainda pior. Esperei até chegarmos aqui, então poderia falar com a lady e ver se consigo uma missão com você e mais alguém."
Annabeth ficou calada por um tempo, observando o pôr-do-sol, mas logo suspirou, olhou em meus olhos e perguntou:
–Você acha que é certo trazer Luke de volta, Thalia?
–Bom... Ele se matou, não foi? Pra salvar o mundo. Ele viu que o que ele estava fazendo era errado, e se redimiu. O máximo que poderíamos fazer é trazê-lo para o mundo novamente.
A loira deu um meio sorriso e se levantou. Tirou o excesso de areia da roupa e me estendeu a mão para me ajudar a levantar.
Peguei sua mão e me levantei, também tirando o excesso de areia de minha calça.
Fomos caminhando até os chalés enquanto Annie me contava o que aconteceu durante o tempo em que estive fora. Novos chalés foram construídos, mais campistas novos chegaram e, graças à Percy e ao acordo com os deuses, foram reclamados.
Falando em Percy, encontramos o cabeça-de-alga indo para o chalé 3, mas Annabeth teve que chamá-lo e ele quase me esmagou em um abraço.
–Ai, me solta, cabeça-de-alga! – quase gritei enquanto ele me esmagava.
–Bem-vinda de volta, Thalia! Que saudade da cara-de-pinheiro! – ele ria, enquanto eu me debatia.
Quando ele me soltou, dei um murro no braço dele.
–Nunca mais – eu disse, estapeando-o – me abrace – dei um tapa na nuca dele – desse jeito.
–Tá, desculpa – ele levantou as mãos em sinal de rendição, ainda rindo – Não te esmago mais.
Nos despedimos e nos dividimos, cada um indo para seu chalé.
Entrei no chalé 8 e ele estava vazio. Provavelmente, as outras caçadoras estava treinando ou implicando com algum filho de Afrodite. Vi Lady Ártemis arrumando uma cama, provavelmente, para ela mesma. A deusa me viu e falou:
–Thalia?
–Sim, lady Ártemis? – respondi.
–Preciso falar com você. – milady sentou-se na cama e deu palmadinhas ao lado dela, pedindo para eu me sentar – Sei que quer ir atrás do garoto. Não sou a deusa do amor, mas também sei que o ama.
Eu afirmei com a cabeça e baixei os olhos.
–Você jurou largar a companhia dos homens para sempre, minha tenente. Isso não é digno de uma caçadora, se apaixonar. Sinto muito, mas não poderá partir para essa missão enquanto estiver sob meu comando.
–Mas, milady...
–Sabe no que se comprometeu, tenente. Me desculpe, mas o garoto desaparecerá, ou morrerá.
Me levantei. Não, Luke não pode morrer! Se ser caçadora estava me impedindo de ir atrás de Luke, não sei se quero, realmente, continuar na Caçada.
Notas finais
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