I'll Find You

8 The first day


Emma carregou no botão que ligava o rádio da carrinha. Nada aconteceu. A loira carregou várias vezes, até que Regina falou algo.

— Isso não funciona assim, Swan... Não é um rádio normal, assim como esta carrinha não é uma carrinha normal. Só recebe missões e informações em caso de urgência.

— Oh... Então... é assim que vamos passar as próximas horas? — Ela franziu a sobrancelha e olhou para Regina, que conduzia sem tirar os olhos da estrada.

— É...

— Hm...

— Hey, Emma! Como está aí? Se divertindo com a General? — August falou da parte de trás da carrinha, ao perceber o clima estranho que permanecia nos bancos da frente.

— Muito engraçado, August! Está indo maravilhosamente. Eu e a Regina até vamos jogar um jogo não é mesmo?

— É? — A morena olhou para Emma durante poucos segundos, e logo voltou a colocá-los na estrada íngreme. — É... sim!

— Então, August, não perturbe nosso jogo! — Ele riu e voltou a falar com os outros soldados.

— Um jogo, hum?

— É... então que jogo você quer jogar? — Emma perguntou. A morena franziu a testa.

— Foi você que falou que íamos jogar um jogo... então você escolhe o que fazer agora.

— Hmm... vamos fazer assim... eu conto pra você algo que você não sabia sobre mim, e você faz o mesmo, tudo bem?

— Ok... eu acho.

— Tá! Eu começo! Eu já fui presa. — Emma falou confiante. Regina riu.

— Emma, sabe que isso não é bem... algo que eu não sabia, né? Está no seu registro, isso...

— Oh... pois, desculpa. Então... eu tenho uma tatuagem!

— Swan... você não é uma pessoa muito interessante, sabia disso, não é? — A morena não conseguia tirar um sorriso da cara. Era como se estivesse preso, mas ela sentia-se, de certa forma, bem.

— Ok... então... — Ouve uma pausa, e o seu sorriso desapareceu. — Eu nunca conheci minha família.

— Re---Regina... você não tinha que me contar isso... sabia? — A loira pareceu preocupada ao ver a expressão na cara de Regina.

— Eu sei... mas... Desculpa... eu pensei que não ia ficar tão afetada assim...

— Pare o carro por favor.

— Quê? — Regina olhou para ela, um pouco chocada.

— Isso mesmo, pare o carro. Eu dirigo até chegarmos na mata!

— Não, Emma. Eu não estou autorizada a fazer isso! — À medida que essas palavras saíram da boca de Regina, a loira colocou uma mão em cima de uma das mãos de Regina, que agarrava firmemente o volante. A morena olhou chocada e engoliu em seco. Parou o carro e saiu, assim como Emma. A loira estava agora ao volante, e Regina ao seu lado.

— Você... quer falar sobre isso?

— Não.

— Quer continuar a jogar?

— Não.

— Ok...

Houve alguns minutos de silêncio entre as duas, pois todos os que se encontravam na parte de trás do automóvel, pareciam dar uma festa. O estranho silêncio foi quebrado, inesperadamente por Regina.

— Pode me mostrar a sua tatuagem? — Ela perguntou, corando um pouco.

— Temo que não posso, não. Ela está num lugar privado... — Emma falou séria, olhando para a morena.

Regina corou, ficou da cor de um tomate e desviou o olhar.

— Estou brincando! — Emma riu, e Regina suspirou de alívio. — Aqui. — A loira puxou a manga e mostrou o seu pulso, onde uma simples flor estava desenhada.

— É linda... Tem algum significado? — Ela perguntou, agarrando o pulso de Emma suavemente.

A loira abanou a cabeça em sinal de negação. — Nem por isso. E você, tem alguma?

— Não. Mas não me importava...

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— EW! — Regina olhou para trás. Um dos soldados fazia movimentos bruscos com as mãos, tentando afastar todos os bichos voadores em sua volta.

— Pelo amor de Deus, Jefferson! Seja homem!

— Regina, até onde temos de ir exatamente? — Emma perguntou, mostrando o mapa do caminho à morena.

— Aqui! Mas antes teremos que andar os 40km até lá chegar.

— Mas já fizemos uns 20km... estamos exaustos e só parámos uma vez...

— Quer descançar mais ainda?

A loira afirmou com a cabeça.

— Pois, mas não vai.

Emma amuou. Fechou o mapa, guardou a bússola e cruzou os braços.

— Ah não, Swan...

— Mas por que não? É só agora! Por favor!

— Não. Tire o material. Eu falei que não haveria reclamações. E isso também foi pra você.

— Estamos a metade do caminho... só por 5 minutos... não é muito.

— Vocês quiseram parar quando ainda só tinham feito 5km. Desperdiçaram esse tempo. Agora, aguentem com as consequências!

A loira fez o que Regina mandara. Continuou a caminhar, sempre acompanhando a bússola e o mapa.

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— AUUUU!

— EMMA? — Regina gritou desesperada, ao ouvir um grito de dor de Emma.

— Filho da...

— Swan... o que aconteceu?

— Fui mordida...

— M--mordida pelo quê? Swan isso pode ser grave. Foi uma cobra? Me mostra sua perna!

— Foi um guaxinim, Regina...

— Emma... tu me assustou... — A general suspirou de alívio. — A sua sorte é que praticamente chegamos. Falta cerca de 2km no máximo. VAMOS LÁ SOLDADOS, SÓ MAIS UM POUCO! — Regina gritou a última frase, dando a todos as forças necessárias para acabar o percurso.

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— Soldados, finalmente estamos aqui! — Todos olharam em volta. Finalmente haviam chegado a um lugar aberto, após todo o percurso na mata fechada. Todos colocaram as suas malas pesadas no chão. — Agora, bebam um pouco de água, e montem suas tendas! Vai ficar de noite a qualquer momento!

Algum tempo se passou, e logo todos já tinham suas tendas montadas. Era de noite, e estavam agora todos em volta de uma pequena fogueira. Conversando e cantando. Regina estava sentada perto de sua tenda, afastada de todos. Havia imensas trocas de olhares entre a soldada e a general.

— Emma! Agora é a sua vez de cantar! — August falou animado. — Ela canta super bem, só ouçam.

— N--não August... eu não sou tão boa assim... — A loira começou a corar, apesar das suas bochechas avermelhadas não serem visíveis por ser de noite.

A morena entrou na sua tenda. Emma arregalou os olhos e correu até lá. — Desculpem, pessoal!

— Regina? — Emma perguntou baixo. — Podemos falar, por favor?

— S--sim! Mas primeiro me ajuda, por favor! — As palavras que Regina falavam eram de certa forma difíceis de entender. Emma abriu a tenda e viu Regina tendo um "problema técnico" ao tirar sua farda. — Eu... estou meio presa aqui, como já pode ter percebido...

— Posso rir, né? — Emma perguntou, já rindo sem ao menos ter uma resposta.

— Desde que me ajude, pode rir à vontade.

A loira se colocou na frente de Regina, e com cuidado, ajudou Regina a tirar sua farda. Ao fazê-lo, Regina ficou apenas de sutiã. Ambas coraram.

— Desculpa...

— Nã..não.. Eu não devia ter te pedido ajuda... — Regina vestiu rapidamente a sua camisa de pijama. — En--- então o que queria falar?

— Éh... Eu só queria perguntar... Por que você reagiu daquela forma quando eu fui mordida ainda a pouco?

— Porque... porque eu me importo com meus soldados...

— Regina...

— O quê? É verdade.

— Então por que quando você me machucou, você trouxe o Henry até mim, mesmo sabendo que isso é uma coisa praticamente proibida dentro da base?

— Foi minha forma de dizer desculpa...

— Ok... então e...

— Emma! Qual é o propósito disso?

— Na---nada. — Emma estava cabisbaixa, e sua voz ficou fraca de um momento para o outro. — Eu... eu vou embora. Desculpa te incomodar.

— Não! Emma, espere! — A loira estava praticamente fora da tenda, mas Regina pegou no seu braço, com intenção de a parar, mas Emma simplesmente caiu em cima da morena. Ambas coraram. Emma encarava profundamente Regina.

— Emma! — August chamou alto.

— Eu tenho que ir... — A loira se levantou e saiu a tenda, deixando Regina sozinha. Ela fechou a tenda por completo e se deitou.

— Porra, Regina! Você é tão idiota... — Ela sussurrou.