I'll Find You

10 "She loves you, Emma"


Regina se separou completamente de Emma. A loira encarou-a seriamente.

— Fiz... disse algo errado?

— Não... — Regina fez uma pequena pausa. — Eu só estou cansada... e você também deve estar. Vá dormir, Swan. — A morena se levantou, assim de Emma. Regina olhou para a loira e a abraçou. Depositou um pequeno beijo em sua bochecha e foi direta para sua tenda, onde se fechou rapidamente e se deitou no pequeno colchão, onde alguns minutos depois acabou por adormecer profundamente.

Emma continuou alguns minutos perto da fogueira, até que os seus olhos começaram a ficar extremamente pesados. Em passos pesados e vagarosos, a loira finalmente entrou em sua tenda, onde apenas se enrolou e adormeceu em questão de segundos.

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* — Srta. Mills... lamento informar, mas... — Regina começou a chorar pesadamente e descontroladamente. Perdeu as forças e se ajoelhou no chão. As lágrimas escorriam pela sua face até chegarem ao chão, que estava completamente molhado naquele ponto. — perdemos a Swan...

David correu até ela. Colocou os braços em sua volta e deixou que a mesma chorasse sem ter que dizer nada. Algumas lágrimas também saíram dos olhos de David, que tentava não acreditar no que havia ouvido. Regina repetia vezes e vezes sem conta a palavra "NÃO!", em gritos de sofrimento.

— Pronto, Regina... já passou... — David tentava acalmar Regina, que só chorava mais e mais.

EU A AMAVA, DAVID!— Ela se afastou do homem e o encarou com seus olhos vermelhos!

— Eu sei... *

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Regina abriu rapidamente os olhos. Sem fôlego, a morena abriu a tenda rapidamente, saiu da mesma e viu onde estava. Tudo aquilo tinha sido apenas um pesadelo... Ela não estava na base, ela estava apenas no local de treino. Independentemente disso, Regina se sentia completamente insegura. A morena voltou à tenda e viu as horas. Faltavam apenas uns minutos para que todos tivessem que acordar, então Regina vestiu sua farda e saiu. Sentou-se numa enorme pedra e ficou olhando para o nada, pensando no pesadelo. Pensando que aquilo podia realmente acontecer. E se Emma estivesse realmente destinada a ser a nova Mal? O relógio apitou, dando sinal para acordar todos os soldados, e ao mesmo tempo travara os pensamentos de Regina.

A morena pegou no seu megafone e ordenou para que todos se levantassem, se vestissem, arrumassem suas tendas e comessem. Para todo esse processo, tinham apenas 20 minutos.

Emma saiu da tenda e foi até perto de Regina, que agora guardava seus materiais- Bom dia!

— Hey... — A morena não a encarou, apenas continuou arrumando o material. — É melhor se despachar, tem 20 minutos, Swan.

— Ok... Está tudo bem, Regina?

— Sim. — A morena suspirou ao ouvir os passos da loira a se afastar dela. Engoliu em seco e tentou esquecer.

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Os 20 minutos haviam passado. Agora todos os soldados se encontravam em fila, todos encarando a general.

— Este irá ser o segundo dia, então vocês terão que dar o vosso melhor, entenderam?

Todos acenaram positivamente com a cabeça.

— Iremos para um percurso mais difícil do que o de ontem. Haverão mais animais, o solo será mais irregular, mais estreito e pelos vistos o sol não irá ajudar. Devido ao calor, lembrem-se de gerir a quantidade de água que bebem durante o percurso! Lembrando também que, se a água acabar antes de chegarmos ao destino, não poderão voltar a encher o cantil.

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— Regina, pode falar comigo, por favor? — Emma insistia, enquanto tentava acompanhar os passos da general.

—Agora não. Concentre-se no caminho, por favor! — A morena continuava bloqueando o contacto visual com a loira.

— Eu não consigo me concentrar assim! Você não olha pra mim desde ontem, como acha que eu me sinto? — Emma pausou o discurso, se aproximou da morena e sussurrou, de maneira a que nenhum dos soldados pudesse ouvir. — Nós nos beijamos, por que me está ignorando?

— Emma... eu só... eu não consigo, okay? — Pela primeira vez no dia, Regina finalmente encarava a loira. — Você não pode me prometer que ficará bem, e você sabe disso. Eu nunca me irei perdoar a mim mesma se você morrer, e isso só indicaria que não fiz meu trabalho, que desde o inicio sempre foi simplesmente treinar vocês. Você é meu trabalho, não é minha amante.

— Seu trabalho? — Emma olhou ofendida para Regina, que se mostrava bastante débil em relação ao que havia dito. — Então quer dizer que eu sou só seu trabalho? Nada do que aconteceu realmente te importa? Ouve Regina, se você não quer estar comigo, beleza, mas se for esse o caso, apenas diz. Não vou mais te chatear.

— Não... eu não quis dizer isso, Emma... eu... eu... tudo o que aconteceu teve um significado pra mim! Você devia saber disso. Eu só... eu tenho medo, Emma! Muito medo! Eu não quero que nad...

— Tudo bem, Regina! Já entendi. Você não me quer, não é mesmo? Então dá licença, vou ter com meus colegas. — A loira virou costas para a general e foi para o meio dos soldados, de maneira a não ser vista por Regina. Cabisbaixa, a mesma sussurrava algumas palavras inadiáveis. Encarando o chão, Emma prestava atenção ao solo irregular e cheio de falhas. — Olha... esse chão é tão irregular quanto minha vida. É tão irregular quanto meus sentimentos. — Ninguém parecia ouvi-la. E se algum deles havia ouvido as palavras da loira, tinha apenas ignorado.

Um rugido vindo do meio da mata é ouvido por todos os soldados, que ficam igualmente alarmados.

— Parem todos e não façam qualquer barulho ou movimento. — Regina ordenou, tentando decifrar o animal a partir do som do seu rugido. — É um urso...

— Um urso na mata? — Um dos soldados perguntou, com a voz trémula e fraca.

— Éh... um urso na mata. — A morena acenou com a cabeça. — Não vamos matar um animal a não ser que seja realmente necessário. A partir de agora, ninguém fala. Tentem todos fazer os movimentos mais calmos possíveis, e continuem a andar.

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Emma se sentia extremamente apertada entre todos os homens. O suor de cada um deles encostava na pele de Emma, que vestia uma simples regata, devido ao extremo calor.

O rugido do urso se tornava cada vez mais baixo, o que indicava que o animal estava mais longe da "equipe", felizmente. August abrandou e ficou do lado de Emma.

— Então? Está cansada, ou...

— Não.

— Eita, não precisa de falar assim. Rude, você. — Ele falou, colocando uma mão no peito e fazendo uma voz fina, tentando por um sorriso na cara de Emma, porém não funcionou.

— O que aconteceu com Regina? Acabaram, foi?

— Acabamos? Como assim, August?

— Emma... eu posso ser um pouco tapado... mas sem dúvida alguma eu não sou cego. Fizeram sexo e ela não gostou?

— August, para com isso!

— ...

— ...

— ...

— Dá para acreditar que nós nem fizemos sexo?

— Emma... isso só prova que você não é um macho! Nem devia estar aqui só porque você não pegou a "senhorita" Mills!

— Eu estava brincando, não precisa me ficar chamando de menininha ai, não. Mas agora é sério... eu não a entendo.

— Amor, se por cada vez que você falasse que não entende aquela mulher eu ganhasse um dollar, eu estaria rico. E acredita, não estaria aqui.

— Haha, muito engraçado! Vou falar realmente o que aconteceu. — Emma respirou fundo. — Então, eu comecei sentindo essa coisa muito estranha pela Regina faz um tempo... E ontem eu... contei isso pra ela e... ela correspondeu o sentimento. A gente se beijou... e não aconteceu mais nada. Mas eu fiquei feliz sabe... foi tudo tão... mágico, tão bom. Aí hoje eu acordei e ele nem olhava pra minha cara... Eu perguntei o motivo desse comportamento e ela falou que não podia fazer "isso" e que eu era o trabalho dela...

— Primeiro... você não está me contando tudo. Você é muito fofa, impossível alguém dizer não pra você. — Ele pegou nas duas bochechas de Emma e apertou com força, até que a loira soltou um "AU!" ligeiramente alto. — E segundo... bem... não tem segundo. Emma, certeza que tem um motivo mais forte.

— Tem... tem um motivo mais forte...

— Você sabe e ainda assim não entende o ponto de vista dela?

— Ela me vê como se eu fosse outra pessoa, August!

— Talvez não seja bem assim, Emma... Tente entender o lado dela.

— Ela não quer nada comigo! Ela fala que eu não posso prometer ficar a salvo...

— Eu acho que o que ela está fazendo, é somente querer proteger você...

— Como você tem tanta certeza?

— Está escrito nos olho dela. Sempre que ela olha pra você, até eu vejo um brilho diferente.

— ...

— Ela te ama, Emma...