Precisava de pedir ajuda. Não sabia como iria contar aquilo à minha mãe. O mais provável era ela desmaiar, se lhe contasse tudo o que tinha feito nos últimos tempos.

Lembrei-me de ir falar com uma pessoa que me compreendia, e que não andava em maus vícios. A minha ex melhor amiga. Esperei-a à porta da escola, com umas calças compridas e um blusão, também comprido.

– Olá — disse-lhe eu.

– Eu não falo com cabras.

– Eu sei que fiz mal em não te ter ajudado, mas eu preciso mesmo de desabafar com alguém. Eu se pudesse voltava atrás e nunca tinha fingido ser uma pessoa que não sou. Eu agora sou um monte de merda andante e estou grávida.

Ela olhou para mim com os olhos quase a saírem das órbitas.

– Já c-contaste à t-tua m-mãe ?

– Não.

– Eu ajudo-te. Vamos já falar com a tua mãe, ela precisa de saber.

– Ela vai matar-me e depois mata-se a ela !