Notas iniciais
Sei, que esse capítulo demorou mais do que devia, mas prometo que eu escrevi todas as partes com carinho. Meu caro leitor, espero que goste.

“Ei dorminhoco, acorda!”

Foi a primeira coisa que eu escutei.

— Co-como as-ssim? — Gagejo — não estou...

— Seu bobo, já são três da tarde e você não almoçou — Ele me silenciou com um beijo.

Fazia tempo que eu não tinha sentido um beijo tão apaixonado vindo dele. Ele me levantou e me colocou em seu peito. Seus lábios pressionavam graciosamente contra os meus. Seu corpo estava quente, sedento de quem queria algo mais, mas não o fez. Quando dei por mim, meus braços estavam em seu pescoço, e minhas mãos na nuca, meu local favorito.

— Vamos, querido, eu tenho uma surpresa pra você lá embaixo — Steven riu, ao ver minha cara de desapontamento.

— Mais do que me faz? Depois eu vejo, tá tão bom... Fica aqui... — Implorei. Eu estava totalmente dependente dele, e ele sabia disso. E por esse mesmo motivo, usava ao seu favor — Vamos desça — Respondeu — Logo mais a gente continua.

Descendo as escadas, me deparo com uma das homenagens mais lindas que já fizeram pra mim (se não a única): Ele tinha feito um quadro meu, o abraçando, exatamente o rascunho que foi o desenho que o mostrei.

Lágrimas eram impossíveis de descrever o que eu sentia naquele momento, sequer palavras.

— Não precisa dizer nada, querido — Ele me avisa, com aquele sorriso radiante, que só ele conseguia fazer — Trabalhei muito nele, já faz algum tempo.

— S-Steve — Consigo dizer em prantos. Droga, porque eu tenho que ser tão chorão?

— Ah, bebê, tente se acalmar — Fala, colocando sua mão em meu queixo — Precisei dar duro pra isso, afinal, é mais que um presente, é um pedido — Steven mal terminou de falar essa última frase, corando.

— Pedido? — Meu corpo estremece.

—Bem — Comenta — Estamos juntos, mas não é nada oficial...Então, gostaria de falar uma coisa — Ele se ajoelha diante de mim —

Peter Edward Chris...Aceita namorar comigo?

Nossa.

Um milhão de pensamentos e medos e confusões vieram na minha cabeça naquele exato instante. Mas nada era maior que o sentimento, e a vontade de ter o Steven do meu lado. O levantei e pulei em cima dele, prendendo minhas pernas na sua cintura e meus braços no seu pescoço.

— SIM, SIM... SIM! — Gritei. Logo em seguida, ainda chorando, procurei sua boca. Pude sentir um sorriso caloroso antes dos meus lábios encontrar os dele totalmente. Ele tinha feito o melhor presente, e agora eu tinha, oficialmente, o melhor namorado do mundo.

Pouco depois, ele me coloca de pé e me arruma.

— Vá se arrumar. Vamos sair. Está na hora de conhecermos a cidade — Convida.

— Eu adoraria — Respondi com o sorriso mais sincero do universo — Eu adoraria.

Tinha acabado de chover e o dia estava muito frio. Eu coloquei um casaco e um cachecol. Steven já estava acostumado, apenas colocou uma camisa de mangas longas. Era estranho a sensação de não estar mais só. De saber que eu teria alguém pra contar.

— Então, vamos? — Me pergunta, estendendo a mão.

— Mas... — Reteso.

— Não se preocupa — Ele me abraça — Vai ficar tudo bem. — Garante.

Ilidium não era muito grande, porém levou um certo tempo pra chegar onde Steven queria me levar.

— Chegamos — Fala, tirando meu casaco — Era um dos meus locais favoritos, não importasse onde eu estivesse: Uma biblioteca com cafeteria.

— Olá, querido, como tem andado? — Uma velhinha perguntara ao Steven.

— Muito bem, Maggy — Respondeu, dando seu sorriso torto, que eu gostava tanto.

Como quem não quer nada, fui caminhando pelas prateleiras, procurando algo que me agradasse, Steven, sempre, atrás de mim, rindo do fato de eu estar maravilhado com tamanha quantidade de livros.

Eu, como sempre, peguei um livro de ficção sobre elfos. Ele tomou da minha mão, foi até a Maggy e pegou o livro emprestado pra mim.

—Não precisava... — Solto, após um suspiro.

— Vamos — Grita, pegando minha mão — Ainda não te levei onde eu queria.

Poucos metros da biblioteca, tinha uma praça. Estávamos no centro de Ilidium, não tinha passado por lá antes, porque o colégio ficava do outro lado da cidade, e ainda não tinha ido pra canto nenhum.

A mão do Steven, graciosamente se entrelaça por completo na minha.

Ele me leva até um dos bancos da praça, e coloca seu braço em meu ombro. Sua respiração próxima a minha, é algo indescritível. Levo meus olhos em direção ao seu rosto, e vejo que ele está sorrindo, de olhos fechados. Era fofo e ao mesmo tempo engraçado, vê-lo naquela situação. Me encosto em seu peito, e sinto um beijo, na minha testa.
— Vem, vamos pra casa, bebê. Não acabei — Me falou, com um tom sério e malicioso.
Eu não entendi, e ao mesmo tempo, entendi. Segurei sua mão, e voltamos pra casa, pouco antes da chuva começar.

Mal fecho a porta com a chave, ele me surpreende, com um beijo. Eu simplesmente não podia dizer que eu não queria aquilo, que seria uma completa mentira. Na mesma voracidade, eu retribuo, segurando seu quadril. Sinto seus lábios sorrindo próximo ao meu rosto, quando ele entende que eu também quero. Enquanto tiro suas roupas de inverno, deixando-o sem camisa, sinto suas mãos, quentes e sedentas, descendo sob minhas costas, entrando na minha cueca e apalpando minhas nádegas.
Um arrepio subiu minha espinha.
— Mais, Steven, mais — Arfei.
— Querido, nem comecei... — Disse, indiferente.
Ele estava se aproveitando do fato de que eu não estava sentindo atração, e sim uma necessidade dele.
Em poucos segundos, eu também estava sem camisa. Seus beijos ficavam cada vez mais intensos. Steven estava com a barba por fazer. Senti-la no meu rosto era algo muito prazeroso. Ainda me beijando, ele tira minha calça, e eu faço o mesmo, com a sua.
Estávamos, seminus, na sala de estar da sua casa.
E não fui o único a constatar isso. Logo ele me carrega nos braços até sua cama, me deita, e fica em cima de mim. Seus beijos foram descendo, do meu pescoço, passando pra meu busto, tronco, até chegar na minha virilha. Não demorou muito, até sentir minha cueca saindo e meu pênis dentro da boca do Steven.
Não conseguia esboçar nenhum som. O prazer era extremamente grande, pra conseguir pronunciar qualquer coisa. As mesmas mãos sedentas que me tocaram, há alguns minutos atrás, agora revezava com sua língua, me masturbando. Seus braços voltam até meu peito, e ele me beija novamente. Dessa vez, ele tinha aberto minhas pernas, e já estava dentro de mim.
Ele me tinha em suas mãos. Eu não mais pertencia a mim mesmo, eu tinha um dono. Eu era do Steven.
Poderia até gemer, mas ele me calou, encostando seus lábios contra os meus. Cada respiração exarcebada, cada estocada, cada movimento, bruto, sem o menor cuidado, me fazia sentir mais e mais prazer. A velocidade das penetrações, aumentava a cada minuto. Era um mixto de prazer, com dor. Tudo que eu conseguia fazer, era fixar minhas mãos no seus ombros, o que deve ter deixado marcas. A velocidade aumentou repentinamente, até eu sentir um líquido quente na minha barriga, escorrendo. Ele tinha tirado de mim, e tinha ejaculado fora. Ele colocou novamente, sua boca em meu pênis e eu, logo, também repito o gesto. Ele se deita ao meu lado, beijando novamente minha testa, e ficamos parados, olhando pra o teto por alguns minutos. Estava quase adormecendo, quando sinto seus dedos se entrelaçando nos meus e escuto sua voz, mais rouca que o normal, me chamando, com um simples “vem!”, e me levando em direção ao banheiro.
Depois do banho, Steven me abraça, e me carrega, novamente, pra sua cama, e se deita ao meu lado, logo em seguida.
— Boa noite, meu amor — Fala, serenamente — Tenha bons sonhos.
— Impossível — Retruco — Nenhum sonho pode ser melhor, do que fizemos aqui.
— Concordo plenamente — Completa, beijando minha testa e se aproximando mais de mim.
Eu me aninho em seu peito.
Nada podia tirar o Steven de mim. Eu era dele, ele era meu. Só meu. Olhei uma última vez antes de adormecer totalmente. A chuva caia forte, dava pra ver pela janela.

Me sentia seguro com o Steven. Seguro e salvo.

Continua.

Notas finais
E então, o que me diz? Uma review com sua opinião, já me deixaria satisfeito. Não deixe de acompanhar! ♥