Ill Be Your Life
7 Capítulo 6 - Caroline Flack
Notas iniciais
Comentem, nem que seja só um "gostei" ou um "odiei". Preciso saber se tem alguém acompanhando e se tem alguém gostando, se não vou parar de escrever =[
Mas, enfim, boa leitura! xx
ps: sigam meu tt pros meninos: @ForDirectionerd
O restaurante, no centro de Londres,era lindo. Harry disse seu nome, e o garçom nos mostrou nossa mesa, que era mais no fundo e na ponta. Já que era um restaurante um pouco conhecido, previ que ele tinha escolhido aquele lugar para evitar chamar a atenção.
Harry puxou minha cadeira e depois se sentou. Confesso que ele estava me surpreendendo cada vez mais.
- O que vai querer beber? — ele perguntou.
Eu pedi a primeira bebida que vi no cardápio e Harry também.
- Então, gostou? — ele perguntou, dando um sorriso de lado. Sorri de volta.
- Sim, aqui é muito lindo, muito obrigada Harry! — falei distraida. A imagem do nosso quase-beijo ainda passava pela minha mente, e eu ficava me perguntando se ele iria tentar me beijar de novo ou se queria ser só meu amigo. No fundo eu sabia que queria ser mais do que isso, mas a ideia de estar apaixonada em tão pouco tempo me assustava. Talvez fosse só atração. É, era só isso.
- Confia o bastante em mim para me contar por que saiu de LA? — ele murmurou, meio hesitante. Provavelmente sabia que era um assunto delicado para mim, olhou em meus olhos e completou: — Se não quiser, tudo bem. Ás vezes sou curioso demais.
- Não, tá tudo bem. Eu vou te contar, mas primeiro acho melhor fazermos nosso pedido. — apontei para o garçom que havia chegado a um segundo atrás, com nossas bebidas e um bloco nas mãos. Harry pediu macarrão com queijo e eu decidi acompanhá-lo, era uma de minhas comidas favoritas.
Suspirei, e parei de comer. Harry me olhou e entendeu que eu iria contar.
- Minha família sempre foi somente eu, Bia e meus pais. Nossos avós e tios nunca gostaram muito de mim, nem eu sei porque. Também não gostavam da minha mãe, muito menos do meu pai. Só nos falávamos nas reuniões de família, se é que aquilo era uma família. Então ano passado, quando eu estava cuidando da Bia, pois meus pais haviam saído para jantar, recebi a notícia que os dois haviam sofrido um acidente. — imagens daquele dia passavam na minha mente, e deixei uma lágrima cair. A limpei rapidamente e continuei: — Eu sempre cuidei de Bia, eles eram ocupados mas sempre tinham tempo para nós. Não queria que Bia crescesse perto daquela gente, peguei nosso dinheiro da herança e me mudei para o mais longe possível. Desde os meus 14 anos, quando passei a cuidar de Bia, fui ficando mais madura que muitas outras garotas, e hoje minha vida quase se resume a minha irmã.
Eu estava com os olhos cheio d'água, mas me recusava a chorar. Ele colocou sua mão em cima da minha e sussurrou um "tudo vai ficar bem". Esbocei um sorriso verdadeiro pela primeira vez após falar de meus pais. Meu subconsciente sabia que eu estava me apaixonando por ele, mas eu não queria aceitar, porque como todos sabem, Harry Styles não é um homem de uma garota só. Eu sabia que ele estava comigo só para se divertir, com quantas ele já tinha saído? Seria só mais uma. Mesmo sabendo disso, dizia a mim mesma que teria que aproveitar.
- Mas então, você poderia falar um pouco de você. Não sou uma directioner, lembra? Não sei muita coisa. — ele riu e eu o acompanhei.
Ficamos um bom tempo falando sobre sua familia, amigos, acabei contando a ele o que aconteceu com meu último namorado, e ele disse que "se eu fosse ele, nunca te deixaria" o que me fez corar de-ma-is. Vi que estava ficando tarde e disse que tinha que ir, pois a Sra. Mongery não iria passar a noite com Bia. Só que, quando Harry estava pagando a conta, tive uma surpresa. Uma mulher, de aparentemente uns 30 anos, entrou, viu Harry e sorriu. Veio caminhando e a reconheci: Caroline Flack. Sabia dela pois na revista já haviam falado dela, e eu sempre leio as matérias. Era só o que me faltava. Fiquei insegura ao vê-la se aproximando, sabia que Harry a notaria, me aproximei dele e o cutuquei:
- Hey, acho que alguém quer falar com você. — apontei, Vi sua cara se retorcer em desaprovação e ele sussurrou:
- Eu já volto. — senti meu coração se apertar, como ele me trazia em um encontro e saia atrás da ex? Fiquei com raiva e até pensei em ir embora, mas estava escuro e eu estava de carona. Esperei mais cinco minutos e ele chegou, me chamando para irmos. Fui ao seu lado sem dizer uma palavra.
Já dentro do carro, Harry se virou, coçou a nuca e perguntou:
- Tá tudo bem?
- Claro que sim, como está a Caroline? — eu disse, e me senti uma idiota. O que eu era dele para estar com ciúmes? Ah, é. Ninguém. Ele riu — ótimo! — e suspirou.
- Está com ciúmes, é? Para te deixar tranquila, ela disse que queria voltar comigo, mas eu disse que não estava mais interessado nela. — ele piscou e arrancou com o carro. Nossa, isso era uma indireta? Pois havia funcionado. Chegamos na minha casa e ele me levou até a porta.
- Eu te ligo amanhã, depois da entrevista, talvez possamos sair de novo. — ele foi se aproximando de mim e eu sabia que o que aconteceu no parque ia se repetir, mas dessa vez eu esperava não ser interrompida.
Quando só havia alguns centimetros entre nós, eu sentia sua respiração perto da minha, senti suas mãos na minha cintura, então coloquei minhas mãos entre seus cachos e avancei a distancia que nos separava. Começamos calmos, mas estão sua línguia pediu passagem e eu cedi. Ficamos ali até nos faltar ar, nos separamos e encostamos nossas testas, sorrindo.
- É, acho que poderíamos repetir. Falo com você amanhã. — lhe dei um selinho e entrei dentro de casa praticamente saltitando.
Fale com o autor