I'll Be There

1 Prólogo - Um lampejo do passado.


Notas iniciais
E aqui se inicia a nossa linda historia de amor... Não, linda não. Trágica? Sim...

“10 anos antes

A tradicional família Weasley estava em festa naquele dia, a chegada de novos membros sempre era um grande evento. Não pense que era mais uma das jovens esposas dos filhos de Molly & Arthur que estavam dando a luz e nem sua jovem filha Ginny, e sim o amor e a caridade que George & Percy fizeram. Na época ocorria um pequeno conflito na região da Grã Bretanha próximo a Escócia, muitos bruxos morreram e várias famílias foram destroçadas. Os Weasleys assim como muitas famílias, participaram desses conflitos e acabaram resgatando três crianças órfãs, a pequena Clarie e os gêmeos Nina & Dave. Com pena das crianças, George acabou acolhendo o casal de gêmeos e a esposa de Percy, Audrey, acabou acolhendo a garota.

A Família estava toda agitada, muitos continuavam a morar na Toca que fora reformada para acolher todos os novos membros. As crianças que ali havia, tinham em média de 6 à 12 anos e corriam de um lado para o outro, brincando. E os adultos todos se ajudando na arrumação do local para a chegada das crianças.

- Ronald, pare de comer os doces. – Hermione deu um leve tapa na mão do marido, exibindo um sorriso de lado.

- Eu estou com fome. – Ronald bufou e soltou o pequeno doce. – Não tenho culpa se George e Percy estão demorando.

- Papai, papai! – Uma garotinha de cabelos ruivos se aproximou de Ronald, erguendo seus bracinhos para o homem.

- Rose, vem cá! – O Homem agarrou a pequena e a segurou no colo. – O que foi filha?

- É verdade que vão vir novas crianças para morar conosco? — A garota passou suavemente sua mão pelo cabelo do pai e abriu um sorriso.

- Claro que sim querida, mas nenhum deles vai roubar o seu lugar de princesinha. – Ronald abriu um sorriso para a filha.

- O que?! Rose é a princesa?! – A pequena Dominique Weasley se aproximou do tio e da prima, estava irritada, não admitia tal coisa. – PAPAI, O TIO RONALD ESTÁ FALANDO QUE EU NÃO SOU MAIS PRINCESA, ELE ESTÁ MENTINDO! – Ela começou a espernear e bater contra a perna de Ronald.

- Dominique, eu não...

- Ronald, para que assustar a menina? — Bill se aproximou do irmão dando um tapa na sua cabeça, em seguida pegou a filha no colo e lhe beijou no rosto. – Querida, você é uma princesa só que da nossa casa e Rose é a princesa da casa dela.

- Ah sim... – Dominique abraçou o pai e lançou um sorriso para a prima no colo do tio. – Rose, somos princesas.

- Eu não sei se gosto de ser princesa, talvez uma grande bruxa ou uma medibruxa famosa. – Rose sorriu, mas logo se sentiu sem graça com o olhar repreendedor da prima.

- Não seja bobona, princesa é muito melhor. Mas papai, quem é a princesa da Família? – A loirinha desviou o olhar da prima para o pai e o encarou seria.

- Ér... Claro que é a Tia Ginny, a mais nova.

- Me tirem fora dessa... – Ginny passou por trás dos irmãos carregando uma bandeja de comida.

- GINNY, você tem que ser! – Ronald colocou Rose no chão e partiu atrás da irmã.

- Papai ela é velha demais... Deveria ser eu, a mais bonita. – A garota começou a sorrir, sentindo-se a melhor das melhores.

- Deixa de ser tola garota, eu sou a princesa dos Weasleys. Sou a mais velha. – Victoire se aproximou da irmã jogando seus belos cabelos loiros, fazendo uma grande entrada na sala. – Tenho 12 anos e você só tem 7 anos.

- Posso ter 7 anos, mas não pareço um trasgo como você. – Dominique mostrou a língua para a irmã.

- Meninas parem! – Bill repreendeu as filhas e colocou Dominique no chão. – Vou ajudar os tios de vocês, agora se comportem.

O homem se afastou deixando as meninas ali discutindo. Do outro lado da sala, estava outro grupo de crianças, dentre eles estavam: James Potter, Fred II, Louis & Tommy. Tommy era o mais jovem recém-chegado da casa, tinha seus 7 anos e era filho adotivo de Charlie Weasley & Penélope.

- Por que as meninas estão brigando? – Tommy desviou os seus pequenos olhos castanhos em direção ao grupo de meninas do outro lado.

- Devem estar discutindo sobre quem é a princesa da casa. – James segurava seu novo presente, uma nimbus 2012. – Mas ignore-as, olhe só a nova vassoura que papai me deu. Ela é muito rápida e ele prometeu que vai me ensinar a Voar, junto de Teddy.

- Nossa James, ela é muito bonita. – Fred arregalou os olhos para o item na mão do primo.

- Papai disse que é uma das melhores, não vejo a hora de voar com ele! – O garoto empolgado, sorria alegremente exibindo a vassoura. – Acho que vocês podem ir com a gente, que tal Fred e Tommy? Louis?

- Eu não vou, estou de castigo depois da nossa pegadinha com a Dominique. – Louis levantou do sofá meio chateado e seguiu para outro lado.

- E vocês dois? – James encarou os primos.

- Eu vou com certeza! – Fred disse animado e logo deu um tapa de leve em Tommy. – Tommy também vai, né?

- Acho que sim... Eu não gosto muito de quadribol...

- Como você pode não gostar de Quadribol? – O primo encarou Tommy boquiaberto.

- É muito bruto.

- Isso é legal!

- Crianças... – Ginny se aproximou dos garotos. – Vamos se ajeitar lá fora que o tio de vocês está chegando com os seus novos primos.

- Ae, espero que seja só meninos. Vamos montar um time de quadribol! – James saiu correndo empolgado, atropelando todos a sua frente.

- Mais crianças? Espero que eles tenham pelo menos a minha idade. – Fred seguiu atrás do primo, deixando Ginny e Tommy para trás.

- E você querido? Empolgado com a chegada dos novos primos?

- Não muito, eles vão tirar a minha atenção. – Tommy cruzou os braços, cerrando a cara. – Vocês vão me ignorar.

- Pare com isso, ninguém vai te ignorar. Você tem muitos primos e muitas tias e tios para lhe dar atenção, sem contar a vovó e o vovô.

- É...

- Eles não tinham ninguém, agora somos a nova família deles. – Ginny colocou a mão sobre o ombro de Tommy e o guiou junto de si para fora da casa. – Então temos de dar muito carinho e amor para eles. Aposto que vai gostar do Dave.

- Dave? Vai vir um garoto?

- Sim, ele e sua irmã gêmea e a outra garotinha chamada Clarie.

Com a família inteira reunida lá fora o carro com os novos membros estacionou a frente. Todos seguraram a respiração assim que a porta do carro abriu, relevando os novos Weasleys. George guiou as crianças junto de Percy e logo começou as apresentações, era apresentação daqui e apresentação de lá. Os três jovens estavam confusos, eram centenas de pessoas para recordar o nome e de quem era filho.
Ao final da fila que se estendia lá fora estava Tommy, ele permanecia em silêncio observando todos, em especial o novo primo, Dave.

- Dave, este é Tommy. – O pequeno jovem de cabelos loiros e olhos claros estendeu a mão para o primo, que a apanhou com um sorriso no rosto.

- Prazer... – Disse Dave ainda sorrindo para o novo primo.

- Bom, agora que todos estão apresentados... – Molly iniciou se discurso, induzindo todos a seguirem para dentro da Toca. – Hora do jantar.

Foi uma bagunça durante o jantar, as crianças berravam e jogavam comida para o lado e tinha certo clima constrangedor, já que três delas não conheciam muito dali.

- Criançada... Todos para fora! – Angelina anunciou após o jantar, fazendo toda aquela barulheira seguir para o jardim.

- Vem... – Dominique e Rose se aproximaram da jovem Clarie e a puxaram para os jardins.

- Eles são uns amorres... – Fleur comentou assim que os jovens saíram. — Tão bonitinhos e educados...

Do lado de fora, todas as crianças corriam por todos os lados e cercavam nos novatos querendo saber de tudo.

- Então Dave, você gosta de quadribol? – James apoiou em Dave e ficou encarando o jovem.

- Gosto.. – Disse o garoto meio acanhando.

- Ah, mais um para o time dos Weasleys, se você quiser pode ir conosco quando eu jogar com meu pai, vai ser muito legal...

- Legal... – O garotinho sorriu meio sem graça.

- Eu posso ir também? – Uma garota se aproximou de James, Dave e Alvo que também estava ali.

- Você é uma garota, não sabe jogar direito Summer.

- Cala a boca! – Summer cerrou o punho e o desferiu contra o estômago de James, que caiu no chão gemendo.

Dave ficou encarando Summer meio surpreso, não acreditava na força que tinha.

- E você? – A menina desviou o olhar para Alvo que sorria com a cena do irmão. – Se rir de mim, bato em você também. – Summer pegou na mão de Dave e o puxou consigo. – Vamos, não devia andar com o molenga do James, muito menos com o irmão dele o Alvinho.

- O nome dele é Alvinho? – O jovem ficou meio confuso com o nome do primo.

- É... Alvo Severus Potter, o pai dele é o Tio Harry, ele é meio bobão também, não sabe por nomes nos filhos. – Ela seguiu andando pelo jardim, junto de Dave. – Também não fale com essas aqui... – Summer apontou para Dominique, Rose e Lucy.

- Vai embora machinho. – Dominique berrou enquanto Summer passava. – Tome cuidado com Summer, ela parece um menino.

- Ah sim... – Clarie balançou a cabeça e desviou o olhar para Dave que seguia o seu caminho com Summer.

- Você gosta de boneca? Podemos brincar de vestir as nossas e depois de nos maquiar com as coisas da Victoire. – Dominique estava eufórica, mais uma nova amiga para mostrar sua enorme coleção de Barbies vindas da França.

- Isso Domi... – Lucy balançou a cabeça concordando com tudo.

- Por que não podemos ler uns livros legais? – Perguntou Rose.

- Porque isso é coisa de bobão Rose, você precisa ser mais feminina. – A loira revirou os olhos.

Perto dali, Nina encontrava-se sentada no balanço. Estava meio apática e não gostava de tanto assédio que estava sofrendo.

- Oi.. – Roxanne e Fred se aproximaram da nova irmã. – Como está?

- Bem... – Disse Nina meio seca. – O que querem?

- Só queremos conversar... – Disse Fred estendendo-lhe a mão.

A jovem apanhou a mão do irmão, cumprimentando-o.

- O que achou da família? – Perguntou Roxanne se aproximando de Nina e sentando no balanço ao lado.

- É grande, muitas primos e primas...

- Você precisa conhecer A Lucy, e a Summer também, são muito engraçadas. – Disse Roxanne apontando para a garota de cabelos castanhos se aproximando com Dave.

- E ai gente, ah... Essa é a gêmea do Dave né? Seu nome é de gato não? Nina? — A pequena Summer não parava de falar, parecia uma matraca.

- Ei... – Dave sentiu algo lhe cutucar e se virou para ver quem era. – Dave não é?

- Sim... – O pequeno garoto assentiu.

- Você quer brincar de alguma coisa? Xadrez, pega-pega?

- Claro, por que não? Está com você. – Dave tocou no ombro de Tommy e saiu correndo pelos jardins. O garoto abriu um sorriso e saiu correndo atrás do loiro.

Algumas semanas depois, Dave e Tommy ficaram cada vez mais próximos, brincavam todos os dias e passavam quase todo o tempo juntos.

- Dave... – Tommy chamou pelo primo, ambos estavam deitados em suas respectivas camas.

- Que foi Tomy? – Dave revirou na sua cama e olhou diretamente para a cama ao lado.

- Você se considera meu melhor amigo?

- Sim... – Disse Dave abrindo um grande sorriso.

- Que bom... – Tommy retribuiu o sorriso.

Daquele momento em diante, Tommy percebeu que aquele era o seu amigo para todo o sempre. Com o passar dos anos Dave, Nina e Clarie conseguiram se adequar a família, ambos estavam felizes com as amizades que haviam conquistado com cada primo. E durante esse tempo, a amizade entre e Dave e Tommy foi crescendo cada vez mais.

***

Dave e Tommy estavam sentados em frente à toca, tinham cerca de 10 anos e observavam Clarie que corria pelos terrenos com Roxanne e Nina.

- Ano que vem vamos para Hogwarts... – Dave olhou para o primo e abriu um sorriso.

- Realmente, eu não vejo a hora de entrar para a Gryffindor. – Tommy retribuiu o sorriso e logo desviou o olhar para Clarie. – Soube da Victoire e do Teddy, estão namorando!

- Eu soube. Namorar é algo estranho, sei lá.

- Por que acha isso? – Tommy encarou o primo meio confuso, ele brincava com um pequeno carro voador que ficava rodopiando sobre sua cabeça.

- Eu não gosto de sair beijando e abraçando alguém, ficar grudado com alguém.

- Ficamos juntos o tempo todo e você vive abraçando e brincando comigo e com a Clarie. – Tommy começou a rir e sentiu um pouco seu rosto esquentar.

- Ah, é diferente... Nós não saímos por ai se beijando...

- Você beijou alguém? – O garoto continuou a encarar Dave, continuava a sentir seu rosto corado.

- Eu não, mas talvez eu queira só que não para namorar. – Dave não parava de encarar Clarie, ela sorria e acenava de longe para o garoto.

- E com quem você gostaria de beijar? – Tommy começou a se aproximar de Dave. Ele sentia algo diferente, algo que não entendia por seu primo e melhor amigo. Talvez fosse amor... Ou só um grande afeto, quem sabia. A única coisa que tinha certeza era que jamais gostaria de brigar com Dave.

- Com Clarie... – Dave abriu um sorriso após falar o nome da garota.

Tommy ficou encarando por um tempo o amigo, sentia um pouco de raiva, afinal... Por que ele queria beijar justamente a Clarie?

- Ei meninos! – Clarie saiu correndo em direção aos dois, exibia um enorme sorriso. – Tenho que contar uma novidade para vocês!

- Qual? – Os dois perguntaram em coro.

- Meu pai me disse que eu vou para Beauxbatons, disse que lá é um lugar muito bonito e um lugar ótimo para se criar moças. – A garota estava animada, sorria e falava dos detalhes da escola com a maior felicidade. – E também lá é muito organizado e a tia Fleur disse que só princesas se formam lá.

- Você não vai para Hogwarts com nós? — Dave encarou Clarie sério, sentia-se bravo com a decisão da prima.

- Não, mas o papai disse que lá aceitam meninos. Vocês podem ir!

- Sério? – O garoto começou a sorrir após a novidade e olhou para Tommy, que o encarava sério. – Eu vou falar com o meu pai.

- Vamos lá! – Clarie levantou bruscamente e saiu correndo para dentro da toca.

- Vamos Tommy. – Dave levantou também, mas foi impedido de continuar por Tommy. – Que foi?

- Eu não quero ir para Beauxbatons, quero ir para Hogwarts.

- Mas não ouviu o que a Clar disse sobre Beauxbatons? Lá é demais... – Entusiasmado, Dave abriu um enorme sorriso.

- Lá não tem quadribol Dave, você adora jogar quadribol...

- Ah, eu posso jogar nas férias. Vamos Tommy, vai ser legal...

- Eu não vou Dave. – Tommy cruzou os braços e encarou o primo.

- E por que não? É muito legal...

- Meu sonho é ir para Hogwarts, as histórias de lá são muito legais. Eu não vou para lá e você também não. – O garoto continuou a encarar o primo zangado, não queria se separar dele.

- Eu vou sim... – Dave desviou do primo e seguiu em direção a Toca.

- Se você for para Beauxbatons eu nunca mais vou falar com você. – Assim que Tommy falou, Dave parou no meio do caminho e se voltou para o primo.

- Então a partir de agora nós não vamos mais ser amigos...”

- E... Foi assim que começou a rivalidade minha e do Tommy. – Após o término da história, desviei o olhar para Alícia. Seus cabelos castanhos escuros estavam arrumados de seu jeito desleixado, os olhos azuis cintilantes estavam um pouco apagados e carregavam consigo olheiras profundas, seu rosto angelical estava meio abatido e seu sorriso escondido que pouco aparecia para mim, estava mais escondido que nunca. – Gostou da história?

- Foi tediosa Dave, preferia estar me cortando. – Ela se revirou na maca e me fitou meio sem graça. Eu sentia um aperto no meu coração ao ver ela daquele jeito.

- Nunca mais fale isso! – A repreendi. – Ah, mas é uma história muito importante na nossa relação.

- Só porque depois que foi para beauxbatons com a Clarie me conheceu... – Ally revirou os olhos e exibiu um sorriso bem fraco. – Antes de ser expulso.

- Eu não tive culpa se sem querer destruí o banheiro masculino. – Fiz sinal de aspas com os dedos ao contar o ocorrido. – Isso foi na metade do primeiro ano, logo depois a McGonagall me aceitou aqui em Hogwarts.

- Eu já sei o resto da história, você entrou para Hufflepuff que é a casa da sua irmã, conheceu o Fergus e a Brittany, começou um relacionamento com ela e vocês eram o casal 20. Em seguida a Clarie voltou e você sentiu um conflito de seu relacionamento com a Brittany e ambos decidiram terminar e por fim, você acabou ficando solteiro e começou a babar por mim quando vim para cá no ano passado. – A cada momento que Ally contava, ela fazia uma careta de nojo ou repulsa típico dela.

- Essa última parte é bem exagerada, sabe que eu não babei por você assim de cara. – Revirou os olhos e encarei sério.

- Claro, antes disso me acusou de ser vampira porque você ficou as férias inteiras em uma maratona de filmes vampirescos. – Os olhos azuis de Ally se fixaram no meu e pude perceber a sua indignação.

- Eu não tenho culpa se você é pálida e ficava usando roupas pretas e quando fazia calor, escondia-se. – Continuei a encarar ela e bufei irritado com a situação.

- O uniforme era preto Dave, o uniforme! – Ally revirou os olhos e voltou a se aconchegar na maca. – Você é realmente insuportável, sem contar que é burro feito uma porta.

- Mas você me ama, não é atoa que agora é minha namorada... – Me levantei da poltrona me aproximando da maca, permanecendo sentado na beirada dela.

- Cala boca... – Ela abriu um leve sorriso e começou a olhar para os lados. – Eu não sou sua namorada, só damos uns beijos de vez em quando.

- Ah, por favor, eu sei que você deu um fora no Fred porque era apaixonada por mim...

- Eu não amo ninguém Dave, só amo a mim mesma. – Ally arqueou as sobrancelhas e ficou me encarando por alguns segundos.

- Sei que me ama sempre me amou. – Saltei da beira da maca e comecei a dar alguns saltos, parecendo uma bailarina. – Fica lá em Beuxabatons assim: “Oh... onde será que estará o Dave?”

- Cala a boca... – Sorrindo, Ally agarrou o seu travesseiro e jogou contra mim, acertando meu estômago. – Nós conversamos só por algumas semanas...

- Mesmo assim você se apaixonou. – Me aproximei da beirada da maca. – Sabia que se você estivesse doente na sua casa, agora eu faria uma dança sensual para você.

- Claro, porque com certeza a minha mãe deixaria você entrar no meu quarto. Ela conhece a filha que... – Ally parou no meio da frase e começou a encarar a parede.

- Espera ai... Você disse que ela conhece a filha que tem? – Abri um enorme sorriso, encarando-a. – O que você iria fazer comigo dona Alícia?

- Eu não vou mentir, talvez se você dançasse bem, talvez eu te agarrasse, se eu não vomitasse antes com você tentando ser sensual. – Ela fez um sinal de induzir o vomito, mostrando a língua para mim.

- Engraçado, você iria querer eu inteirinho para você. – Passei as mãos sobre meu abdômen, enquanto sorria para Ally.

- Sabe o que eu quero inteirinho? Um cigarro... – Ela bufou um pequeno pedaço do cabelo que caia sobre seu rosto.

- Está maluca? Você foi envenenada, está doente.

- Eu estou bem Dave, não estou morrendo. – Ally empurrou a coberta para o lado e ameaçou a sair da maca.

- Aonde vai? Madame Pomfrey disse que não pode sair. – Dei um passo para o lado, ficando a sua frente.

- Ela também disse que você precisa ir embora... – Ela sorriu maliciosamente, enquanto me encarava.

- Putz, me pegou... – Sorri meio sem graça e dei um passo para trás. – Bom, então eu vou indo... Mereço um beijo?

- Merece um tapa se não me deixar ir ao banheiro... – Ally elevou o palmo, sinalizando que bateria na minha cara.

- Tá, eu te amo... Fala que me ama que eu dou o fora...

- Eu acho você Legal, agora vai... – Irritada, ela indicou para a porta da ala.

- Tá bom, beijinho. – Me aproximei rapidamente de Ally, coloquei a mão sobre seu rosto e o puxei contra mim, selando um pequeno beijo em sua testa.

- Vai logo ou vou te socar... – Assim que Ally berrou me afastei rapidamente e sai correndo para fora.

- Não esqueça, eu vou voltar amanhã. Estarei sempre ao seu lado! – Berrei antes de sair do local.

Cruzei o arco entre a ala hospitalar e o corredor, seguindo em direção a sala comunal. Ao virar no corredor, trombei com a pessoa mais indesejável do mundo...

- O que está fazendo aqui Tommy? – Arquei uma das sobrancelhas e fiquei o encarando. Aquela cara de idiota era inconfundível, o cabelo castanho para cima, o olho castanho e aquele sorriso de desdém.

- Vim visitar a minha namorada... – Ele me encarou com fúria, o que não era novidade para mim.

- Namorada? Pensei que não beijasse meninas...

- Tá insinuando o que? Eu não sou o seu tipinho... Agora me da licença, preciso encontrar alguém melhor que você e que não tem tantas pontas duplas... – Tommy ergueu a cabeça e trombou em mim, seguindo para a ala hospitalar de nariz em pé.

Revirei os olhos e continuei o meu caminho em direção aos subterrâneos. Após descer todo o castelo, cheguei a comunal e segui rapidamente para o dormitório.
Empurrei a porta devagar e avancei quarto, segui até minha cama e retirei todas as vezes, trocando a calça do uniforme para o pijama. Por fim, dei uns passos até o espelho me encarando...
Cabelos loiros arrumados para cima, olhos azuis esverdeados brilhavam, corpo atlético devido ao quadribol...

- É Dave Weasley, nada mal...

- Visitando a Alícia? – Fergus se mexeu em sua cama ao lado, me fazendo saltar para cama, assustado.

- Ai porra Fergus, me assustou. O que está fazendo acordado?

- Eu estava pensando em explosões em Hogwarts... – Fergus disse meio aluado.

- Vai dormir... – Apanhei o travesseiro e taquei em sua direção. Arrumei as cobertas e me deitei fechando os olhos.

Notas finais
Comentários sobre esse lindo amor... quero dizer, não.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.