Inquieta, rolando na cama de um lado para o outro, Alana tenta dormir. Já não tem uma noite tranquila de sono a muito tempo.Estava agitada, ansiosa demais e não sabia o por quê.

Ela se vira para o lado, levanta o travesseiro e pega o celular para poder ver as horas.

Já passavam das três da madrugada, ela pensa em tomar um calmante mesmo que o sono não venha ela poderia relaxar.

Apenas com a luz do celular acesa ela tenta ir até chegar o canto do quarto, para pegar sua bolsa com remédios que estava no cabideiro, porém quando chegou na metade do caminho ela pisa em algo e corta seu pé esquerdo, que começa arder intensamente no mesmo instante, se abaixa para poder ver em que tinha pisado, entretanto não consegue ver nada.

Seu celular cai no chão, se espatifa...

De volta a total escuridão, com cautela ela começa a tatear as paredes do e atravessa o quarto, indo na direção da porta para poder encontrar interruptor. Enfim o encontra e acende a luz.

Curiosa e com dor, olha para seu pé vê um pequeno corte, e quando abaixa a cabeça, ela se surpreende!!

Todo quarto está marcado com pingos de sangue. Contudo, como um simples corte conseguiu fazer todo aquele estrago!?!

Alana olha para seu pés, e constata que a ferida não era muito profunda. Procura pelo o chão, e encontra algo. Minuciosamente ela se abaixa, olha curiosa, e pega com ponta do dedo aquele objeto.

Era um colar prata, com a armação vazia, com certeza a pedra havia se perdido, foi justamente a ponta dessa armação que a furou, Uma armação extremamente afiada , que reluzia mesmo com pouca luz. A jovem nunca tinha visto um material com aquela textura: duro como metal, liso como uma seda, Com certeza aquele colar era raro. Ela o coloca dentro da gaveta da escrivaninha que estava a sua frente.

Mas, como aquilo foi parar em seu apartamento? e o que exatamente seria aquilo? Ela ficou intrigada, entretanto seus pensamentos foram cortados pela sua dor.Seu pé não parava de sangrar, ela pega uma toalha envolve seu pé para vê se consegue fazer com que o sangramento cessasse. Após limpar seu ferimento se deita, pois a dor era insuportável, já não conseguia nem procurar a bolsa de remédios.

Ao deitar de bruços, sobre a cama, Alana sente algo nas suas costas. Retrai os ombros algumas vezes para ver se o incomodo passava. Mas, não passou nem as horas, que se tornaram intermináveis.

Um desconforto fora do normal estava assolando Alana, já não era somente seu pé que doía. A dor que estava sentindo nas costas estava ficando cada vez mais forte, parecia que ela tinha dormido em cima de uma cama de espinhos, tal, era o incômodo. Era como se tivesse lâminas encravadas bem no centro das costas, queimava, coçava, ardia tudo ao mesmo tempo. Sua força foi se esvaindo com a dor. Vagarosamente ela tenta se levantar da cama, com muita dificuldade ela se ajoelha , mas tudo em sua volta estava girando alucinadamente, podia ver as paredes do quarto se movendo, sua visão ficou distorcida, seus olhos ficavam cada vez mais pesados, a dor já tinha alcançado um nível insuportável, seu sangue fervilhava em suas veias, o corpo gritava de dor...

Como em um flash suas costas se rasgam, e o sangue esguicha para todos os lados, seu corpo fica coberto pelo seu sangue quente. Abruptamente ela se levanta da cama, a ferida queima ainda mais, e em um gesto de desespero ela lança suas costas contra a parede.

Abismou-se com a sensação de teve, a dor que sentia no corpo foi decepada no mesmo instante! Alana pode sentir algo saindo das suas costas, grandioso e afiado. Em pânico ela tenta colocar suas mãos para trás na tentativa desesperada de tocar e descobrir o que era aquilo, mas não consegue.

Cambaleia até a janela e abre a cortina para tentar se ver no grande espelho , e vê seu reflexo.

Mesmo com pouca iluminação, pode ver: sua pele branca, respingada de sangue, seus longos cabelos negros estavam tão molhado pelo seu sangue ,que chegava a pingar, desolada ela começa a chorar desesperadamente.

A jovem tenta se recompor, ainda com os olhos embaçados ela olha para a parede e vê uma imagem surreal, uma grande mancha de sangue no formato de um par de asas...

Tentando assimilar tudo aquilo, com muita dificuldade tenta equilibrar o peso das asas sobre seu corpo, delicadamente vira os ombros de forma que as penas possam ser vista. Alana pode ver no espelho, seu olhos não acreditavam, era uma beleza assustadora , incontáveis penas longas e negras, que contrasta com a milhares de lâminas extremamente afiadas das pontas.

Seu coração batia em um ritmo frenético, as asas pareciam pulsar junto com as batidas do seu coração, ela já não consegue raciocinar, sua respiração diminui, volta a se sentir mal.

Leva uma das mãos ao peito e com a outra se escora na parede, o peso das asas faz com que ela se desequilibre e caia de bruços no chão, sua cabeça bate na quina da mesinha de cabeceira, fazendo do que ela perdesse a consciência.

Alguns tempo depois...

Vagarosamente Alana recobra a consciência, ela olha em volta e vê que não está mais em seu quarto, talvez ainda estivesse sonhando, pois as asas ainda faziam parte do seu corpo, porém já não tinham mais lâminas , nem eram negras como a noite, as lâminas havia sido se encolhido ficaram encoberta pelas longas que agora eram brancas e perfeitamente definidas, envolvia seu corpo como um escudo. Não se aguentando de ansiedade, ela sai do seu casulo. Olhou em volta e não acreditou no que seus olhos mentirosos estavam vendo.

Uma imensa escuridão e podia se ver lá ao longe, montanhas em chamas, vales sombrios. No Sinistro céu, amedrontadoras nuvens negras nebulosas, e bem por de trás das nuvens estavam três inacreditáveis luas cheias, vermelhas com as bordas pratas, uma paralela a outra.

Ainda muito fraca, ela tenta se levantar, tira as asas que estão envolvendo seu corpo, quando ela nota, está desnuda!!!! e volta a cobrir seu corpo com suas asas.

Tentando ver alguma coisa entre a fumaça que estava muito densa, ela começa a tossir, o cheiro de enxofre é muito forte, ela precisa sair daquele lugar, avistou um túnel que parecia um tanto quanto sinistro, uma escuridão que a fez tremer por inteiro, ela não iria entrar naquele túnel por nada e começa a caminhar na direção oposta , e vai na direção do que pareia ser um vale, mesmo sendo desconhecido e nebuloso, ela tinha a luz das luas para poder iluminar o caminho.

Com dificuldade ela da alguns passos, sente o chão ranger algo estava entrando em seus pés que por sinal ainda ardiam demais. Ela olhou para o chão e nada enxergou, mesmo com as luas iluminando, a neblina e impedia de enxergar o chão. Alana se coloca a mão na perna para poder se apoiar, estica o braço para baixo e sem ver em que tocava, pega um pedaço de estilhaço do chão, e envolve na mão. Com cuidado abre suas mãos bem devagar, e vê: Um caco que parecia ser um crânio quebrado, ela joga de volta ao chão. e se afasta vai chegando para trás, tropeça e cai com o rosto em cima de outros ossos quebrados. Eram milhares deles, alguns ainda tinham pedaços de carne! Alana pasmou-se!

Era um imenso cemitério ao ar livre, pedaços de ossos, e corpos em decomposição para todos os lados.Alana se levanta apavorada, vai se afastando da direção que a levaria para o vale e corre para o lado oposto, tendo que ir na direção do túnel.

Esquecendo a dor, ainda correndo sob os cacos, ela sente um vulto passar por de trás dela, mas do que depressa ela segue aquele vulto, mas ele corria em uma velocidade tão rápida que ela o perde de vista.

Quando percebe já está dentro do túnel. Os cacos afiados entram em seus pés, nessa altura ela nãos sente mais nada, está tomada pela adrenalina e precisa alcançar a tal criatura, toma fôlego e começa a correr em uma velocidade frenética, quando nota seus pés já não estão tocando mais o chão...

Ela está voando, suas asas batiam harmoniosamente, e como se ela já tivesse voado antes.

Seu voou afastou a neblina, enfim ela conseguiu ver a criatura, que estava de costas para ela. A criatura devia medir aproximadamente 2 metros. O medo a congelou naquele momento, a criatura de vira, ela pode ver com mais clareza, uma pele morena como o jambo, hipnotizantes e inacreditáveis olhos vermelhos. Grandiosas e reluzentes asas mescladas negras com pratas as pontas das asas tinham o formato de pequenas lanças, encantadoramente assustadoras.

Guiada pela curiosidade Alana se aproxima, a criatura se mantém ali imóvel, paralisada como uma escultura sombria, perfeitamente esculpida pelos Deuses das trevas. Já bem próxima da criatura ela estende seus braços, mas algo a impedia de tocar naquele ser, que permanecia com o olhar fixo para baixo. Aos poucos ele levanta os olhos, abre suas reluzentes asas, e ilumina toda a escuridão, a neblina se afasta como se temesse a presença dele.

A criatura ao se aproximar de Alana novamente fecha seus olhos, e se aproxima da jovem a uma distância obscena , ela consegue sentir a respiração dele, imediatamente ela coloca suas asas em volta do seu corpo, escondendo assim sua nudez.

Face a face com a criatura, que agora a olhava no fundo dos olhos. Um olhar penetrante que a congelou no mesmo instante, A criatura esboça um sorriso frio, Alana treme cada vez mais, a tensão toma conta dela por completo.

Com a proximidade da criatura, as asas de Alana criam vontade própria e soltam do seu corpo, voltando a ficar negras e as pontas ficam mais ouriçadas do que antes, como um mecanismo de defesa.Por pensamento Alana ordenou, a densa neblina que cobrisse sua nudez.

A criatura por sua vez, se afasta ficando de costas para ela novamente. Quando ele se vira suas asas tornam-se todas pratas ,e o que antes eram simples lâminas e tornam imensas espadas que se misturam entre as penas e suas asas dobram de tamanho , ficando ele quase duas vezes maior que as asas de Alana.

Sem nada entender e muito assustada Alana já não controlava suas asas, somente seu corpo fazia sua vontade, que era de correr, fugir daquele lugar daquela criatura que agora a assustava mais do que nunca.

Apenas com a ponta das asas, a criatura a puxa contra seu corpo, segura em seus braços com força deixando a marca das dez unhas encravadas em seu braço.

Naquele instante um misto de sensação tomou conta dela, pavor, medo e um desconcertante fascínio...

Uma sensação gritante de aconchego a assolou, talvez fosse aquele cenário de aspecto repugnante que a fazia sentir conforto nos braços de uma criatura assustadora.

Estando com o corpo sob o domínio da criatura, ela sentiu um conforto inexplicável, chegando a não querer sair dos braços dele , Sim dele!!!! A jovem não teve dúvida aquela criatura era um homem. Um lindo homem com longos cabelos negros, olhos vermelhos e com as mais belas e maiores asas que poderiam se imaginar.

Ele se abaixa e olha fixamente para o rosto dela como se já a conhecesse a muito tempo, dentro do olhar dele , ela se encontrou ...

Vieram vários flash em sua mente, lembranças embaçadas, rosto familiares de pessoas desconhecidas, naquele instante aquele mundo sombrio já não parecia ser tão assustador.

Por um longo tempo os dois se mantiveram calados, e um silêncio ensurdecedor ecoou nas trevas naquele momento, Na mente de Alana tudo se complicava ainda mais, sua mente perdida entre dúvidas, entre mundos ... Ela não consegue sentir o ar entrar em seus pulmões, a vertigem mais uma vez aparece, ela volta a desmaiar, só que dessa vez nos braços daquele que parecia ser um anjo que vivia nas trevas.

Após algum tempo Alana desperta, olha em volta a procura do seu anjo negro e não o encontra, ela não está mais dentro do túnel, estava de volta ao local onde ela havia acordado anteriormente.

Olhando para o céu que já não está não nebuloso, agora consegue ver com mais nitidez as três luas, grandes esferas vermelhas agora com as bordas ainda mais prateadas, que pareciam sorrir com sua presença naquele mundo, Alana caminha na direção das luas como se as quisesse ou pudesse tocá-las, porém sente algo subir pelas suas pernas, se abaixa para poder ver o que é, e vê dezenas de bolinhas douradas de forma arredonda subindo pelo seu corpo, deixando um rastro gosmento acobreado pela sua pele, ela esmaga alguns que se aproximam do seu rosto, algumas gotas respigam dentro da sua boca, enojada ela cospe, mas na boca permanece um sabor desconhecido...

Precisava de água alguma coisa que pudesse fazer com que aquele gosto saísse, ou pelo menos aliviasse o gosto da nodia.

A moça de levanta afoita, e quando nota está na beira de um penhasco, e logo a baixo um rio com furiosas águas negras, e de dentro das águas, ressurge seu anjo negro, assustada ela dá um passo para o lado e acaba escorregando na gosma deixada pelas criaturas douradas, ela se desequilibra e despenca penhasco a abaixo, mais uma vez ela tenta voar, mas dessa vez ela não consegue, suas asas não responde a sua vontade, ela cai em queda livre pelo precipício abaixo, alguns metros antes que seu frágil corpo adentrasse nas águas negras, seu anjo protetor em um voou rasante, vem na direção na moça.

Com seus longos braços colado ao corpo ele deixa que suas magníficas asas o guia pelo rio, ela voa sobre a águas de costas fazendo com suas asas tocasse o rio.

Em fração de segundos ela já estava em seus braços!

A jovem travou, suas asas voltaram a ser seu casulo, os olhos se mantiveram lacrados. Mas, sensação de segurança, o corpo quente do seu anjo que a confortava mais uma vez, fez com que ela se sentisse segura para abri-los novamente.A imagem do rosto do seu anjo , era mais instigante e bela do que ela de recordava .

Sobrevoavam por entre as rochas do desfiladeiro, a escuridão predominava, mas o rosto de seu anjo reluzia .Ela o interrogava com o olhar cético, ele por sua vez, respondia com seu olhar caloroso, vez ou outra bolhas escaldantes explodiam de dentro do rio, fazendo com que ela se assustasse, e o agarrasse ainda mais forte.

O trajeto parecia nunca ter fim. Vez ou outra o anjo olhava para o próprio braço, parecia ter um comunicador embutido No pulso, Naquele momento o anjo lha pareceu ansioso e apreensivo, parecia querer, necessitava que o comunicador funcionasse. Para que pudesse parar em algum lugar, o voou estava demorando por demais.

Não que Alana estivesse incomodada por esta naqueles braços quentes, pelo contrário era não queria sair dos braços do seu anjo, Em um impulso, ela chega seu rosto ainda mais próximo do dele, fazendo com que sua boca tocasse a boca dele, ele diminui a velocidade- Paira no ar, com ela nós braços. Ele se surpreende, vira o rosto e não retribui o beijo.

Constrangida, a jovem esconde o rosto com as pontas das asas, ela pode ver que o anjo esboça um sorriso, um meio sorriso no rosto de um anjo com a expressão sombria.

Nem uma palavras foi entoada, os dois conversavam através do olhar, o luar prateado, parecia aumentar ainda mais a neblina, e junto com a neblina o cheiro de enxofre se acentuava.Alana cobria o rosto, seus olhos ardiam, doía para respirar. Já o anjo vermelho dos seus olhos de acentuava, e o que antes a aterrorizava, agora a instigava ainda mais.

As três luas estavam alinhavam de uma forma que pareciam anunciar algo, pareciam apontar para algum lugar, lugar esse que seu anjo a estava levando. Sua cabeça naquele momento estava a mil por hora, mil perguntas mil dúvidas, é somente uma certeza, aquele anjo era real.

Já fora da cratera, o voou dos dois se intensificou, pois já podiam ver as montanhas em chamas, que estavam bem próxima. O anjo posou em uma grande ponte de pedra que dava para uma entrada subterrânea , que podia se chegar no interior da montanha.

Com muito cuidado ela a coloca sobre a pedra, suas pernas ficam bambas, seus passos ficam incertos e inseguros, com muita dificuldade ela dá os primeiros passos, tinha que se acostumar com o peso das asas em suas costas, e se equilibrar no pés que não estava machucado.

Quando enfim ela consegue caminhar sente algo puxar suas costas para trás, os longos cabelos negros do anjo ficaram presos nas asas, muito sem jeito ela tenta desenrolar o cabelo que estavam entranhado em suas penas.

Com um sorriso entre aberto o anjo a ajuda, e lança um olhar investigativo, parecia que ele queria entrar na mente dela, ler seus pensamentos, ela se sentiu invadida...

Com muita gentileza, porém com firmesa o anjo a puxa, para onde ela não sabe...

A curiosidade se mistura com o medo e a surrealidade: anjos ,asas, luas vermelhas, rios de águas negras... Alana não se aguenta e então as palavras saem da boca de Alana com um simples respirar:

— Que lugar é esse? Onde estou? Quem é você? ... Quem ... sou eu??? – Sua fina voz ecoava... mesmo sem está falando alto suas palavras pareciam gritos de desespero , no meio daquele silencioso e sombrio mundo.

Ela se vira e o encara, esperava uma resposta!

O anjo se mantém calado, Alana insiste:

-Por favor me responda!!!!!!

O anjo a olha agora com um olhar que chegava a ser terno... Timidamente coloca suas mãos no delicado rosto de Alana e responde com uma pergunta;

— Você não se não se lembra de nada não é?

A voz rouca do anjo, soou como melodia nos ouvidos dela a encantou ainda mais, nunca em seus sonhos poderia imaginar que um anjo tivesse uma voz tão encantadoramente instigante...Tão instigante que nem prestou atenção no que o anjo disse.

— Lembrar... lembrar de que? A jovem cai em si . — Do que está falando?

Seu anjo tenta acalmá-la:

- Fique calma, eu vou levá-la até a rainha Kíridia , e se os Deuses quiserem tudo voltará ao normal – Diz o anjo com a voz de lamento, em seguida ele solta suas mãos e segue na sua frente.

— Tudo voltará ao normal? Nada disso é normal, a..a propósito que rainha?

- Não adianta eu tentar te explicar, você precisa ter calma, precisamos chegar na Cirion 3,antes de qualquer coisa. Eu preciso me consertar meu kinos e me comunicar com os guardiões, dizer que te encontrei viva...Pena que Eneker te tomou o seu colar de Zurak, a sua perda de memória é algo que não contávamos , mas com certeza a rainha Kirídia saberá o que fazer.

O anjo falava e Alana somente olhava. Na sua cabeça ecoava palavras desconhecidas, Cirion, Kinos, Zurak, Rainha kiridia. A jovem inclina a cabeça para baixo, em sinal de interrogação, leva as mãos ao rosto, fecha os olhos, precisava absorver tudo aquilo.

— Eu sei que deve está sendo muito difícil para você, mas como te disse, tudo se resolverá. Eu vou te levar até a Ciruion 3, vou tentar consertar meu kinos- Diz O anjo apontando para o braço- Olha isso aqui é um comunicador, se chama Kinos, você também tem um, que com certeza não está funcionado assim como o meu, por isso está invisível. Estamos muito longe da Lunis.

- Lunis, são as luas?

O anjo sorri com o olhar, e pacientemente explica:

- Lunis é a fonte de energia do nosso mundo. E como se fosse o ar para os humanos. Agora venha comigo por favor guardião Alana. – O anjo a chamou , chegando a puxá-la pelo braço.

Quando notou que a estava tocando, mas do que depressa soltou seu braço.

- Me perdoe , eu não quis tocá-la.

A jovem perplexa, queria mais respostas precisa de explicações, mas sentiu no tom da voz do Anjo que precisava entrar em contato com os outros guardiões.Ela não conseguia entender,o porquê dele não querer tocá-la, afinal ele já havia a segurado nos braços, mesmo que não tenha retribuído seu beijo. O que a deixou bem constrangida.

Entre dúvidas e constrangimentos, ela o segue mancando, quando chegam na parte lateral da montanha, O anjo tira estica as mãos, suas unhas crescem, ele as coloca em um compartimento onde cabe somente as unhas, por usa como chave para poder entrar na montanha.

-Não! –Grita o anjo , parecendo revoltado- Eles não permitem mais a minha entrada, Estamos presos aqui no mundo das trevas. Não temos como voltar para a terra, nem como entrar em Ilumminun.

- Anjo, se acalme! Diz Alana, vendo que seu anjo está pela primeira vez descontrolado.

-Abisake, meu nome é Abisake, e muito difícil para mim, ter que dizer meu nome para você, é doloroso demais ve-la assim tão diferente, frágil e vulnerável... Se você se recordasse de tudo, com certeza não estaríamos nessa situação. Com certeza essa Cirun se abriria e poderíamos voltar para Iluminnun.

- Mas, eu não me lembro, eu nem sei de que eu tenho que me lembrar- Alana se desespera.-eu acho que estou sonhando, eu preciso está sonhando! Enfatiza a moça.

Mas, você não está, essa é a sua realidade, esse é o seu mundo... o nosso mundo guardiã, e eu preciso que você tente se lembrar, pois se ficarmos muito tempo aqui no mundo das trevas, nossa raça não irá sobreviver... nem a raça humana.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.