Acordei encostada em uma árvore de um bosque escuro e sombrio, eu não me lembrava de nada que

tinha acontecido nem ao menos onde estava. A dor em minha cabeça latejava, havia um pequeno corte na testa

que ardia com o sangue ainda fresco, onde tinha me cortado? onde estava? eram muitas perguntas e eu sabia

que agora não haveriam respostas. Minhas mãos estavam arranhadas e sujas, assim como as minhas roupas, estavam

cheias de lama e sangue. Ao meu redor só havia árvores e escuridão. Tentei me levantar, mas minhas pernas

não aguentavam, elas doíam muito, eu não conseguiria ficar em pé, então re-encostei a cabeça no tronco da

árvore e fechei os olhos.

Retornei a abrir os olhos, horas depois, o bosque parecia mais escuro, eu sentia minhas pernas mais

firmes e meu corte já não doía tanto, levantei ainda meio zonza e segurei firme o tronco até me sentir

totalmente em estado para andar. Meus bolsos estavam pesados, tinha algo dentro deles, chequei-os. Havia

duas barras de cereal, um pedaço de arame, uns band-aids e um canivete. Só agora havia percebido o quanto

estava com fome. Coloquei um band-aid no corte, o que me ajudou muito com a dor e abri uma das barras de

cereal. Banana e granola, eu estava com tanta fome que nem pude sentir o verdadeiro sabor. Guardei a outra

barra no bolso, junto ao canivete e ao arame e saí caminhando entre as árvores, a procura de abrigo, água

e comida. Eu não sabia ao certo a quanto tempo estava andando, a duas horas talvez, minhas pernas não

aguentavam nem mais um passo, ao meu redor, só havia árvores e mais árvores em meio a escuridão. Estava

com muita sede e também com fome. Sentei no chão gelado, enlameado e cheio de fuligem, abri a última barra

de cereal que tinha e comi. Conseguiria andar mais alguns metros antes de minhas pernas desabarem no chão.

Continuei caminhando. Pude ouvir a alguns metros dali, o barulho de uma margem de um riacho, me senti mais

firme, pensando na água. Minha sede era tanta que comecei a correr seguindo o barulho do rio. Cada vez o

barulho parecia mais perto, e mais a minha sede aumentava. Avistei ao longe um pequeno riacho, corri.

Estava cada vez mais perto e minha sede cada vez mais intensa. Perdi o fôlego de tanto correr, mas

continuei andando, até chegar ao pequeno riacho.

Sentei-me a beirada do riacho e enchi a mão de água, estava tão gostosa, duas, três, após a quarta mão cheia de

água já estava sem sede, e me sentia menos cansada. O tempo parecia mais claro, mas sem sol algum.

Notas finais
Comentários, deixam o autor com mais vontade de continuar sua história. Comente o que achou, se está gostando, e o que você colocaria a mais. Obrigado mesmo ;) Um beijo, Mel.