Ilha Sangrenta

1 Não É Apenas Uma Turbulência


Notas iniciais
Caso há erros ortográficos ou a alguma parte que não dá para compreender, me avise. Espero que gostem do capítulo! :)

Dei o dinheiro para o taxista, enquanto ele tirava a minha mala do porta-malas, muito pesada a princípio.

– Fique com o troco — eu disse.

Com pressa o taxista pegou o dinheiro da minha mão e entrou no táxi, saindo em disparada. Talvez ocorrera a ele, que eu me arrependesse e quisesse o troco de volta, mas eu não faria isso, hoje é o dia mais feliz da minha vida, o dia em que eu esperei por um ano.

Eu iria rever a minha família.

Caminhei pelo aeroporto, perdido em meio a tanta alegria. Havia comprado o passaporte havia a semanas, depois de tanta economia de dinheiro que eu havia feito, horas e mais horas de trabalhos para conseguir comprar o passaporte que era um absurdo de dinheiro.

Bocejei.

Estava com tanto sono, que minhas pálpebras lutavam para que ficassem abertas, não dormia direito por essa longa semana a ansiedade estava me sufocando.

Com outro bocejo, olhei para o meu relógio e vi que havia chegado cedo demais, falta uma hora para que o avião decolasse.

Quando cheguei no detector de metal, tive que tirar meu relógio, meu cinto, e...

– Senhor, você tem licença para usar armas? — perguntou o segurança, que tinhas uns 2 metros de altura e usava um colete de couro azul.

– Claro.

Abri o bolso da minha camisa bege, retirando um distintivo reluzente e uma carteira de couro.

O segurança pegou o distintivo analisou e me devolveu, abriu a carteira e analisou durante vários minutos as papelada. Quando acabou, devolveu a carteira mostrando um sorriso.

– Eu gostaria de ter uma belezinha dessas. — disse ele, observando a arma de diferentes ângulos. — Ok Rick, pode passar.

Eu passei no arco do detector de metal, nada aconteceu, e vi a bandeja com os meus pertences andando em uma esteira rolante.

Repuz todas as minhas coisas. Caminhei entre as centenas de pessoas até achar uma cadeira vaga para se sentar.

Os minutos passavam devagar, estava cansado de esperar quando os altos-falantes distribuídos pelo aeroporto, anunciaram em uma voz feminina que o meu avião estava prestes a decolar.

Levantei cambaleando, estava muito feliz para só andar, tive que apressar o passo como se a chamada para a felicidade estava me esperando.

Dei o meu passaporte para a recepcionista e entrei pelo túnel lateado de lanternas. Este túnel parecia infinito, e percebi que talvez seria uns dos primeiros a entrar naquele avião.

E não deu outra, quando cheguei no avião havia apenas duas pessoas, uma mulher e um menino, estes estavam na fileira da frente perto da porta do piloto.

Caminhei entre as muitas fileiras de três lugares até chegar ao lado da mulher, demonstrando um sorriso ao sentar.

Conforme o tempo foi passando o avião começou a lotar, não havia uma cadeira se quer sobrando em um avião de total quarenta lugares.

As aeromoças entraram no avião por último e desfilavam acenando a cabeça e demonstrando afeto a todos os passageiros.

Logo atrás das aeromoças, vinham o piloto e o co-piloto. Enquanto eles andavam pelo corredor, muitos olhavam para o que piloto segurava no braço, um pano encharcado de sangue. Com pressa, e o co-piloto no seu calcanhar, ele entrou na cabine sentando-se na cadeira de couro alta, a cadeira do piloto.

Como eu estava na ponta da fileira e na primeira fileira perto da cabine, pude ver o que havia de baixo do pano encharcado com sangue, quando o piloto mostrou para o seu amigo.

– Você não acredita o que me aconteceu hoje de manhã. — disse quando arrancou o pano mostrando o braço que faltava um bom pedaço, a carne viva realçada.

– Co... como? — perguntou o co-piloto perplexo enquanto olhava o piloto limpar o sangue sem sentir vestígio de dor.

Vi que a minha mão estava dormente, até tinha esquecido que a minha mala pesada estava sob as minhas mãos, rapidamente pus ela no chão e apurei os ouvidos para a conversa.

– Hoje bem cedinho estava tirando o carro da garagem e bem... você sabe que eu moro em uma fazenda, bem... quando foi fechar o portão ao sair da propriedade, vi que pela estrada ia vindo um homem solitário muito devagar.

"Entrei no carro e foi de encontro com o homem, mas quando cheguei perto me espantei ao ver que o homem estava com metade da cara mutilada, não havia nada a mais que sangue em seu corpo."

– Mas o que você fez com o homem, Kevin? — perguntou o co-piloto. O homem com o braço danificado cobriu novamente o ferimento.

– Eu o matei. — disse Kevin naturalmente como se o que ele fez fosse certo.

Eu e o co-piloto tivemos a mesma reação, ficamos perplexo, havia um assassino pilotando este avião. Por um breve segundo queria fugir desse avião, mas o reencontro de minha família me fez desistir.

O piloto pegou o microfone e anunciou: "Sentem e ponham o cinto iremos decolar"

– Senhor coloque o cinto. — disse a aeromoça me dissolvendo dos pensamentos. Havia esquecido de colocar o cinto, coloquei com as minhas mãos soadas e trêmulas.

O avião começara a andar pela pista, depois começou a correr, levantando por fim do chão. O piloto controlava o avião sem nenhuma dificuldade com o braço que estava estancado com o pano. Quando o avião atingiu a altura certa a conversa dos dois voltara.

– Como você pode fazer isso? Você não é disso! — vociferou o co-piloto com a magoa guardada que sentia.

– Eu te explico. Quando parei para ajudar o homem que parecia muito mal, desci do carro e foi ao seu encontro ele ao me ver começou a correr desesperado. Eu falava: "Calma senhor, você está a salvo, vou te levar ao hospital!" mas ele não ficou calmo e continuou correndo rugindo ao meu encontro.

"Quando chegou perto de mim, ele pulou me derrubando, minhas mãos lutavam com aquele animal bravo, o cheiro de podridão me tomou na hora, o mal cheiro que ele emanava era horrível, por um deslize, ele me mordeu e arrancou um pedaço do meu braço e devorou o pedaço de carne."

– Meu Deus...

– Foi pior que você pensa, eu consegui retomar minha força e joguei o homem de cima de mim, eu gritava para ele parar. Quando acabou de comer o pedaço de carne, ele voltou a me atacar. Então eu o matei — disse o piloto com tanto rancor na voz.

– Senhor, o que você vai querer no almoço? — outra vez a mesma aeromoça rompeu o meu transe de indignação.

– Ér... talvez mais tarde, muito obrigado! — eu estava tão enjoado com essa história para poder comer algo agora. Com um sorriso ela se foi.

– Iremos sobrevoar a Ilha Sangrenta — disse o co-piloto olhando no radar e no mapa em suas mãos.

Tudo aconteceu na mesmo hora, um raio soou pelo céu a fora enquanto uma mulher gritou lá na última fileira e o piloto desmaia sob o cambio do avião fazendo-o subir metros a cima.

O co-piloto reassumiu o segundo cambio defronte a ele, urgente pôs o avião em voo plaino, e correu para ajudar o amigo. Quando relou no ombro do parceiro para que ele se despertasse o parteiro virou rapidamente a cabeça e mordeu o braço do amigo.

Com muita dor o co-piloto caíra para traz e deitara no chão, enquanto o piloto, que não estava com a sua cor normal e seu olho acabara de assumir um cinza claro, se jogou encima do co-piloto o devorando cada pedaço de carne sendo retirada do corpo.

O piloto descontrolado esbarrou na cadeira que esbarrou no cambio do avião fazendo ele descer calmamente.

As aeromoças entraram na cabine e virão o que estava acontecendo, e começaram a gritar enquanto tentaram fazer com que o piloto parar de comer o amigo, mas uma mulher acabou sendo pega e o piloto a mordeu no pescoço, jorrando muito sangue ao chão.

Com a correria na cabine a cadeira foi mais a frente e o avião foi mais rápido para baixo.

As aeromoças que sobraram saíram correndo para o fundo do avião enquanto a segunda aeromoça ia sendo comida viva, ela gritava desesperadamente.

Muito rápido, tudo girando na minha cabeça o piloto agora saíra para o corredor, e muitos sem saber o que estava acontecendo se espantaram e em uma fração de segundos o avião batera em terra e a minha cadeira quebrou saindo da posição fazendo eu cair com ela, pois o cinto estava minha cintura, em um canto.

Os gritos de agonia era o que dominava o meu ouvido, e assim eu foi sendo puxado para a escuridão.

Notas finais
Só vou postar o segundo capítulo quando eu atingir 5 comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.