Notas iniciais
Tive que mudar o nome do protagonista. Vocês não fazem do que era...

O sol parecia mais brilhante naquele verão, as águas mais brilhantes no acampamento. Aquele verão seria bom, tinha que ser, já bastava minha ter me enfiado nesse acampamento por três meses. Estava perdido em pensamentos e o General, um senhor gordo, bigodudo e rabugento, gritou:

-Menino!! Não fique aí parado, sonhando acordado!

Eu caí para trás, afinal estava sentado numa tora bamba. Fiquei todo sujo de lama, e todos os escoteiros mais velhos riram de mim, o que me deixou muito irrtado. O general ainda teve a capacidade de dizer:

-Quem mandou ser tão distraído?

Infelizmente, tive que tomar mais um banho no “torneirão”. Particularmente, acho que esse não é muito eficiente, sabe, a água que sai de lá, é meio, digamos... verde, dizem que é do rio, vai saber. Quando fui abrir o “torneirão” caiu uma água gelada sobre meu corpo.

-Aai que gelo!!

-Seu danadinho sempre se metendo em confusão.

Era Tia Léa, minha professora do 2º ano, que também estava ajudando no acampamento. Ela trazia consigo uma toalha, fiquei agradecido por tomar banho de calção. Seria um tanto constrangedor estar sem eles na frente dela.

-É... Não é minha culpa.

Ela deu um sorriso.

-Vá se trocar ou vai pegar um resfriado.

Eu fui até minha barraca, coloquei uma camiseta do Red Hot e um shorts verde. Decidi que estava muito cedo pra encontrar o pessoal no refeitório, então liguei o PlayStation que eu e Jonathan corremos o risco de trazer, por sorte o General ainda não descobrira. Jonathan era meu melhor amigo desde sempre e também meu colega de barraca.

Jonathan não apareceu, então saí da barraca. O sol coloria o céu de laranja, num lindo por do sol, mas aquilo não fazia o acampamento parecer mais agradável. Encontrei Jonathan conversando com o pessoal, quando me aproximei ele disse:

-Ei Collins, e aí ?

Collins era meu sobrenome, meu nome mesmo era Gustavo, mas pouca gente me chamava assim.

-E ai? Nossa hoje o dia foi muito chato!

-É só o começo Collins. Vai melhorar.

-Não tenho tanta certeza disso...

-Ah é? Hoje vai ter noite do terror em volta da fogueira.

-Realmente vai ser ótimo. – falei irônico.

O jantar naquela noite era uma sopa de ervilhas horrorosa e tentando não vomitar aquilo fomos para a “noite do terror”. E se quer saber minha opinião, foi uma hora de plena chatice. Nem consegui prestar atenção na história de tão chata, era mais suspense do que terror e não vejo como as pessoas conseguiram ficar com medo daquilo.

Fomos para a barraca e Jonathan disse:

-Cara, não vou nem conseguir dormir. Você não ficou com medo?

-Eu? Até parece, você me conhece! Eu não tenho medo dessas coisas bobas.

Coloquei meu pijama listrado e me enfiei no colchão.

-Boa noite, medroso.

-Ah! Boa noite, seu filho da mãe! (É claro que ele não foi tão... meigo assim comigo. Assim como todo mundo ele fala muito palavrão, mas, é melhor não né kkk)

Acordei no meio da noite com vontade de fazer xixi e corri para a moita mais próxima para aliviar, quando vi uma estranha fumaça iluminada e (é claro), fui ver o que era.

Notas finais
Comentem, ok gente? Não me deixem no seco. Thanks!

Espero que gostem :)