Ilha Estrelarte

3 A Batalha Inesperada


Notas iniciais
Gente, iam ser apenas três capitulos, mas resolvi estender um pouquinho a história para ficar mais interessante...

Olha, antes que comecem a falar que eu sou um bunda mole ou algo do tipo, afirmo que posso explicar. Eu não esperava sirenes, cara, sirenes, nas nuvens, como isso era possível? Fiquei chocado por tempo demais, paralisado ali sem saber o que fazer. Não por medo. O fato é que todos os nativos já sabiam o que fazer, eu por outro lado...

Agora que já expliquei que não sou um fracote, vou explicar o que realmente aconteceu ali. As sirenes eram alertas, indicando que o exército do Sombra estava chegando (mais tarde me explicaram o que são os “Sombra”). Só sabia que aquele era um povo inimigo, com suas armas que soltavam raios luminosos que cegavam e suas espadas negras.

Todos eles usavam uma armadura estranha e uma capa com um capuz que cobria o rosto, portanto não pude ver como era a sua aparência. Senti uma mão me puxando com força e percebi que era o pequeno príncipe, Breno. Ele me arrastou para uma pedra que nos protegeu.

–Está maluco? Não pode ficar parado ali!

–Eu nã... O que diabos está acontecendo?

–Invasão Sombra, lutamos primeiro, explicação depois. Vamos, toma aqui. – disse Breno me entregando um pequeno bastão que parecia ter muitas funções.

–Mas ... como?

–Bem tecnicamente, os filhos do líder devem se esconder para garantir que a linhagem sobreviva e bla bla bla, mas, eu cansei de ficar sentado. Vamos, eer, eu esqueci de perguntar seu nome...

–Collins...

–Nossa que nome estranho... Vamos, Collins!

No final das contas, nos juntamos aos guerreiros, cada qual com sua arma eram muitas luzes e eu me sentia atordoado, tinha certeza que sairia de lá cego. O bastão que Breno me dera, alongou assim que comecei pressionei um certo botão que não fazia idéia de como funcionava. Consegui golpear dois soldados do exército inimigo, mas percebi que eu ficava cansado com grande rapidez e eles se levantavam parecendo apenas mais irritados.

–Ei, Collins, clique no Slyzer de novo. Você não pode lutar com um bastão! – gritou o príncipe.

–No o que? – mas aquilo não era realmente um bastão?

–Não deixe que as espadas dele te toquem, são mortais!! – gritava de novo enquanto nocauteava outro inimigo nos países baixos.

Eu cliquei novamente no botão novamente e me assustei quando o bastão se tornou uma espada com um leve tranco na minha mão como, um tiro de pistola. Era uma espada muito bonita, uma lâmina de dois gumes que parecia emitir luz própria, azulada (será que tudo ali era azul?). Nunca tinha usado uma espada antes, ainda assim, comecei a golpear os inimigos encapuzados.

Por estranho que pareça, eu até levava jeito para a coisa, talvez pelos meus anos assistindo filmes de lutas com espadas, ou pelos meus jogos virtuais. Não sabia, mas, consegui derrubar um ou dois inimigos, desta vez, eles demoraram mais para se levantar.

Olhei ao meu redor e percebi o os Estrelartes estavam recuando. Muitos deles caiam e não levantavam, percebi que desta vez, tinham sido pegos de surpresa, a Coroação deixara um clima de festa, agora deixado para trás. Senti que devia protegê-los, não sabia por que. Empunhei minha espada com mais força e girei combatendo os inimigos, golpes com os joelhos, cotovelos e com a espada que agora parecia mais leve no meu punho. Os inimigos recuavam.

Achei a princesa na multidão e a vi lutando, tão graciosamente. Um fogo azul e roxo tremulava ao seu redor e seu corpo completamente azul carregava agora um caminho de desenhos brancos luminosos como riscos que cercavam seus braços, busto e rosto. Ela franzia a testa e gritava, carregava um arco e uma alijava de flechas que eu não sabia de onde tinha surgido. Ela ergueu o braço direito com a palma aberta e derrubou três homens de uma só vez com fogo, ou luz, eu não entendia muito bem.

Em seguida, nossos olhos se encontraram, minha visão já estava turva, mas consegui vê-la arregalar os olhos. Olhei para minha própria espada e percebi que sua luz mudara para um laranja avermelhado. Estranho. A última coisa que vi, foi o exéricito Sombra se retirando, com o rei dos Estrelartes como refém, antes de desabar no chão.

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Notas finais
Pretendo postar outro capítulo que estou acabando amanha :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.