If you love me, let me know
9 Capitulo 9
Notas iniciais
Rachel sorriu pra mim, pendurada em meu pescoço, sua respiração batia quente em minha pele, estava agradecendo mentalmente por ela estar de olhos fechados, pois se ela olhasse para meus braços, poderia claramente perceber que eu estava arrepiada com o gesto. O abraço de Rachel era magnifico. A alegria dela era contagiante.
— Nos vemos mais tarde, Quinn — e deu um beijo em minha bochecha.
Suspirei.
Essa garota iria me matar antes dos trinta. Rachel parecia não perceber os efeitos que tinha em mim e logo seguiu no corredor, provavelmente iria para a sala do coral tentar persuadir Shuester a não acabar com sua carreira antes mesmo de começar, ela era tão dramática, céus!
— Você está tão na dela, cara — uma voz falou no meu ouvido e a única coisa que pude fazer foi dar um pulo e depois colocar as mãos na cabeça, havia batido provavelmente no queixo de Finn que ria atrás de mim — Fique calma, Fabray! Vim na paz.
—O que pensa que está fazendo me assustando assim, seu idiota? — respondi esfregando levemente a cabeça.
— Nada, só queria te oferecer um babador — ele continuava rindo, droga, se não fosse por Rachel, Finn estaria em pedacinhos — Já se declarou para ela?
— Do que está falando, Hudson?
— Vamos lá, não se faça de desentendida — ele falou segurando a alça de sua mochila — Você é apaixonada por Rachel.
— E se eu for, algum problema com isso? — respondi com raiva e logo depois me bati mentalmente, eu havia admitido estar apaixonada por Rachel ao ex dela. O quão fodida eu estava?
— Não se preocupe, estou aqui para ajudar e não te entregar a ninguém — e aquele sorriso idiota não saia de seu rosto.
Antes que eu pudesse responder, sinto-o me puxando para algum lugar, só depois pude perceber que estávamos atrás das arquibancadas da quadra.
— O que você ganharia com isso? — perguntei ainda desacreditada.
— O que eu perderia? Rachel é minha melhor amiga, só quero o bem dela e eu realmente não estou muito interessado se for você ou Santana, se ela estiver feliz eu já estarei satisfeito, mas o que é melhor que ter outra opção, não é? — ele tinha um ponto.
— O que você me diz?- me apoiei no ferro da arquibancada e me fingi de desinteressada.
— Não pude deixar de ouvir que ela vai dormir em sua casa hoje? — continuei encarando-o, porém dessa vez eu estava seria — Eu sei, eu sei, não deveria ouvir. Lembre-se, ela é vegana, nada de bacon — droga — Nada de beijos, respeite o relacionamento dela e não avance mais do que ela permitir — Poucas foram às vezes que eu vi Finn tão serio.
— Uh, eu sei — suspirei — Não é como se eu fosse chegar beijando-a.
— Muito bem — o Finn serio deu lugar a um que tentava a todo custo não rir — E não assista filme de terror com ela, que ela chora.
Não consegui me aguentar e comecei a rir, sendo seguida por Finn. Droga, Rachel Berry é tão adorável.
— Ela está usando um anel de compromisso — resmunguei baixo — Está cada vez mais forte!
— Eu achei que você fosse mais inteligente, Fabray — fechei a cara — Você já viu em qual dedo Rachel usa esse anel? — neguei com a cabeça, ainda não entendendo onde ele queria chegar com aquilo — Você é uma vergonha, ela não está usando no anelar direito!
Melhor noticia do dia!
Ela não está usando no anelar direito, dei um gritinho e pulei nos braços de Finn. Eu poderia até esquecer que ele praticamente me xingou para dar essa informação. Antes que pudéssemos falar mais alguma coisa o sinal tocou nos lembrando que ainda estamos na escola e precisamos assistir aula. Segui para minha aula de Biologia II.
O dia passou rápido e não pude me despedir de Rachel, ela teve uma aula livre, quando sai do McKinley o sol já começava a descer no oeste, consultei meu relógio e ainda faltavam três horas para ir buscar Rachel e eu ainda tinha que falar com minha mãe sobre como eu planejava a noite e sobre ela ter que cozinhar comida vegana. Meu carro era um dos últimos que ainda se encontravam no estacionamento. Segui o caminho de casa, o som tocava alguma musica de The Strokes que não pude identificar, pois estava tão feliz que nem me concentrei na musica.
— Mamãe, cheguei — gritei na porta dos fundos.
— Sala, querida — ela respondeu no mesmo tom de voz e eu suspirei, vamos lá encarar a fera.
— Mamãe, Rachel virá dormir aqui hoje — falei enquanto jogava a mochila na poltrona e voltava o olhar para a mulher loira a minha frente — Algum problema?
— Oh, meu Deus — ela deu um pulo do sofá que estava — Rachel Berry? – Apenas concordei com a cabelo e logo um sorriso apareceu em seu rosto.
— Vocês estão namorando? – ela perguntou, havia um sorriso malicioso brincando em seus lábios, revirei os olhos.
— Não mamãe.
— Pois deviam!
~
— Você tem certeza que não tem problema algum eu dormir em sua casa, Quinn? – já era a decima vez que Rachel me perguntara aquilo.
— Céus, Rachel – reprimi o riso – Claro que não tem problema, minha mãe está louca para que você vá, ela até fez comida vegana para você.
— Você está falando sério? – seus olhos brilhavam – Eu irei adorar conhece-la.
Se eu estava nervosa? Claro que sim!
Rachel iria dormir em minha casa, minha mãe estava tão animada que fez questão de cozinhar para ela, invés de facilitar tudo pedindo comida.
~
Pelas próximas duas horas eu até esqueci que estávamos vendo A liga extraordinária, que de longe é o meu filme favorito, minha atenção estava completamente voltada para Rachel e suas expressões, céus, ela estava linda com aquele pijama e lacinho na cabeça.
Suspirei.
A pipoca acabou e Rachel se mantinha tão concentrada que eu peguei o balde de seu colo, fui na cozinha, fiz mais e o trouxe de volta e ela nem ao menos percebeu! Estou criando um monstro ri com meu pensamento.
— Não pode ser.
Desde quando Rachel está chorando? Desvio meu olhar dela para o filme, oh entendi.
— Não era para o Allan Quartermain ter morrido – agora ela limpava as lagrimas na manga do seu pijama amarelo de estrelas.
— Não chore, Rach – puxei-a para um abraço desajeitado – É só um filme, querida.
Um fungado e lagrimas no meu pescoço, era isso que acontecia.
Batidas na porta do quarto, mamãe.
— Rachel, querida. O que houve? – Judy Fabray entrou preocupada no quarto.
— O filme, mamãe. Allan Quartermain morreu – tentei explicar enquanto Rachel sentava normal na cama e saia do meu abraço.
— Uh, ta bom – e mais uma vez o sorriso malicioso voltou para seu rosto – Eu estou indo dormir, vou tomar remédio então não se preocupem com o barulho.
Afundei meu rosto na palma da minha mão, minha mãe qualquer dia me mata de vergonha, estou falando serio.
— Boa noite senhora Fabray.
— Boa noite, querida.
~
— Quinn, está acordada? – Rachel sussurrou ao meu lado, estávamos dormindo na mesma cama.
— Sim, o que houve?
— Uh, eu não consigo dormir assim – ela falava cada vez mais baixo – Eu poderia abraçar você? É que, em casa eu durmo abraçada com minha estrela.
Sorrisos bobos, isso era o que estava tomando conta do meu rosto. Quando eu acho que minha noite não pode melhorar, isso acontece.
— Claro, Rach.
Ao terminar de falar, sinto um par de braços abraçando minha cintura e puxando-me para mais perto e sua respiração em minha nuca.
Melhor noite!
~
— Quinn, você ouviu isso? – Rachel sussurrou em meu ouvido e me balançou levemente, para que eu pudesse despertar.
— O que?
— Eu ouvi um barulho lá embaixo e não pode ser sua mãe, por que ela tomou remédio.
— Não ouvi, volte a dormir Rach – falei baixinho voltando a fechar meus olhos.
O barulho de sapatos no piso de baixo me fez abrir os olhos.
— Agora eu ouvi – sussurrei para Rachel.
— Vamos lá ver.
Concordei com a cabeça e me levantando da cama. Fui até o armário e peguei um taco de baseball e meu lightsaber, jogando-o para Rachel.
— Sério, Quinn? – olhou-me incrédula – Um lightsaber, não sabia que gostava de Star Wars.
Peguei sua mão e fomos descendo as escadas com a luz que emanava do meu Lightsaber, iluminando o percurso. Eu estava pronta para bater na pessoa que estava invadindo minha casa, quando parei a pouco centímetros dela.
— O que está fazendo aqui? – minha voz mostrava o quanto eu estava surpresa.
— Olá, Quinn – a figura loira em minha frente sorriu para nós duas – Quanta educação. Não vai me apresentar sua amiga?
— Rachel Berry, prazer – Rachel se adiantou enquanto eu ainda estava meio que em choque por vê-la ali.
— Frannie Fabray – apertou a mão de Rachel em um cumprimento formal – Sou irmã da Quinn.
— Você não devia estar na faculdade, Fran? – perguntei abaixando o taco de baseball.
— Também senti sua falta, querida irmã – ela falou me abraçando.
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