If she is your only then why you lonedy?
16 Capitulo Bônus: Vick
Notas iniciais
Eu não consigo parar de tremer...
Estou descendo as escadas da casa de meus pais, para poder abrir a porta.
Leo está lá. Acabou te tocar a campainha e esperava até que alguém fosse atende-lo.
Seria a primeira vez que ele e meus pais se encontrariam e eu estava tão nervosa que tinha medo de dizer algo errado.
Meus pais aceitaram a ideia de eu estar namorando, mas nunca haviam falado diretamente com Leo, até agora.
Abri a porta e sorri.
Leo estava segurando um buque de flores e sorriu de volta para mim. Seus cabelos castanhos claros estavam perfeitamente escovados e aparados, dando a ele um aspecto mais normal do que no dia a dia, onde era desleixado com esse assunto.
– Boa noite! – ele disse entrando na casa e eu fechei a porta.
– Boa noite... – me virei novamente para ele e recebi um leve beijo em meus lábios.
Toquei em sua mão e o puxei para dentro da casa.
– Mãe! Pai! – gritei para que todos me ouvissem – Ele chegou.
Minha irmã mais nova adentrou com velocidade total na sala, derrubando um jarro e acabou cortando o braço de leve.
Ela começou a gritar desesperadamente e eu fui em seu socorro, sendo seguida por Leo, que deixou as flores no sofá.
– Vivian! Eu já disse pra andar mais divagar! — repreendi minha irmã, que com apenas 7 anos, era capaz de quebrar a casa inteira em menos de um minuto.
– Desculpa mana... – ela ainda chorava um pouco e as lagrimas escorriam por seus cabelos encaracolados, assim como os meus.
– Vem, vamos colocar um curativo nisso.
Dei a mão para ela e comecei a leva-la para o banheiro, para tentar cuidar do pequeno ferimento. Olhei para Leo e pedi silenciosamente para que ficasse na sala.
Comecei a passar remédio no braço de minha irmã, que agora parava de chorar e ficava parada, encarando o espelho do banheiro.
– Ele é bonito... – ela disse subitamente, após um tempo.
– Eu sei – respondi, ainda um pouco chateada por ela ter me dado todo aquele trabalho.
– Você também está muito bonita.
Olhei para meu reflexo no espelho.
Estava com uma blusa estampada e caída nos ombro, um jeans normal e meu all stars xadrez. Meu cabelo estava preso em um coque, que deixavam meus cabelos mais volumosos, mas me davam liberdade para me mexer.
– Obrigada, mana. – Terminei de colocar o curativo e a ajudei a ficar de pé. – Vamos, daqui a pouco o jantar já estará pronto...
Levei ela para a sala e vi meus pais conversando calmamente com Leo, como se já se conhecessem a bastante tempo.
Me aproximei e minha mãe olhou direto para Vivian.
– Já está bem? – ela perguntou e minha irmã assentiu – Obrigada Vick...
– Tudo bem, mãe...
– Seu namorado é bem gentil... – meu pai disse, se colocando na conversa.
– É verdade, me trouxe flores, sabia?
Sorri em concordância, as flores havia sido ideia minha, mas não era uma boa hora expor meu brilhantismo.
– Vamos! – meu pai disse sorrindo. – O jantar já esta pronto...
Fomos em direção a mesa, grande com 7 lugares e com um jantar maravilhoso, em cima.
Meu pai, o patriarca da família, com seus cabelos brancos, já pela velhice, se sentou na cabeceira da mesa, sendo seguido pela minha mãe e irmã, do lado direito da mesa. Eu e Leo nos dirigimos para o esquerdo e nos sentamos lado a lado.
Minha mãe começou a servir os pratos e todos começaram a comer em silencio.
– A comida está muito boa... – disse para tentar acabar com aquele clima sufocante.
– Obrigada, querida! – minha mãe se manifestou com um belo sorriso. Seus cabelos negros e enrolados estavam soltos, assim como os da minha irmã, mas era claro o cuidado excessivo, com cada fio e cada parte.
– A formatura de vocês será essa semana, não é mesmo? – meu pai perguntou mesmo sabendo a resposta.
Nós assentimos e ele disse:
– Você pretende fazer o que na faculdade Leo?
– Medicina... – ele disse um pouco envergonhado por toda a atenção da mesa estar voltada para ele.
– Um ótima profissão! – minha mãe exclamou.
– Pois é!- ele se animou um pouco, podendo agora falar e algo que gostava – Eu sonho com isso desde bem pequeno!
Eles começaram então a falar sobre careiras profissionais, enquanto eu me perguntava se esse era sempre o assunto quando os namorados iam conhecer os pais.
– Vou buscar a sobremesa! – minha mãe disse assim que todos terminaram.
– Eu te ajudo! – meu pai se levantou e os dois foram para a cozinha.
Olhei para Leo e apertei sua mão por debaixo da mesa.
– Acho que eu vou também! – Vivian pulou da cadeira, já totalmente recuperada e foi para a cozinha.
Esperamos ela se distanciar e Leo falou:
– Acho que eles gostaram de mim... – ele disse baixinho, com medo de ser ouvido.
– Eu acho que sim... – sorri ao perceber que ele estivera tão apreensivo quanto eu.
– Não é engraçado... Estava mesmo com medo! – ele me repreendeu por ter sorrido.
– Eu sei, também estava nervosa. – toquei seus lábios com os meus por um breve estante, antes de meus pais adentrarem a sala.
Minha mãe trazia pratos menores e limpos para comermos o Petit gateau que meu pai carregava em suas mãos.
Vivian vinha com os talheres e andava cambaleando por um lado e outro, como se estivesse tonta.
Eles colocaram tudo em cima da mesa e se sentaram novamente.
– Vamos comer! – minha mãe exclamou, servindo a todos novamente.
Começamos a saborear, aquela que era minha sobremesa favorita.
– Gostou Vick? – minha mãe perguntou.
– Amei mãe! Obrigada!
– Leo também gosta, não é?
– Sim... Eu adorei, está perfeita!
Continuamos comendo em silencio, até que, quase no final da travessa, meu pai perguntou:
– Gosta de desenhos Leo?
– Sim, faço curso desde pequeno.
– Que bom! Vou te mostrar alguns dos meus projetos lá dentro.
Eles terminaram de comer e meu pai dirigiu Leo até seu escritório, onde desenhava e pintava muitas coisas no seu tempo livre, quando não tinha que resolver nenhum processo ou nenhum cliente a atender.
– Bem simpático esse menino... – minha mãe disse .
– E bonito, neh mamãe? – Vivian pulou, tentando alcançar od braços de minha mãe, que a pegou no colo.
– É sim filha... – ela se aconchegou nos braços de minha mãe e adormeceu – Vou coloca-la lá em cima, já volto.
Minha mãe subiu as escadas com minha irmã no colo.
Me sentei no sofá e , cerca de 20 minutos depois, meu pai apareceu com Leo. Os dois conversavam sobre um os desenhos mais recentes de Leo.
– Bom, tenho que ir... – ele disse assim que chegou perto de mim e eu então olhei relógio. Já eram 22:30.
– Tem certeza? – meu pai perguntou e Leo assentiu.
– Obrigada pelas flores! – minha mãe disse se aproximando.
– De nada... Boa noite!
– Boa noite – eles respondera em onissoro.
Eu comecei a acompanha-lo até a porta e meus pais adentraram a casa, para nos dar mais privacidade.
– Foi ótimo! – disse assim que chegamos a porta.
– Concordo... – ele me abraçou por um longo tempo e depois me beijou. – Até amanha?
– Até amanha! – sorri.
Ele se virou e abriu a porta, saindo da casa.
Ele deu alguns passos pela pequena varanda e quando eu estava prestes a fechar a porta ele se virou.
– Eu te amo! – disse antes de partir definitivamente.
– Eu também te amo... – suspirei de leve e fechei a porta.
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