Notas iniciais
Pois é... quarto capitulo! Eu to adorando escrever, apesar de ter poucas pessoas comentando... (eu juro que respondo a todos, mas comentem) Enfim, esse capitulo eu tentei focar mais nas explicações e reações das amigas, com tudo que estava acontecendo. Espero que gostem! Boa leitura! ;)

(Pov Reo)

00:00 de segunda-feira e eu acabo de perder o sono, tenho tido sonhos estranhos.

Estava em minha sala e de repente ela passa pela porta, linda.

–Pediu para me chamar, coordenador? – Alice diz com sua voz mais doce.

–Sim- digo me levantando e ficando em frente a ela- Temos assuntos pendentes a resolver, não acha?

Sorrio e sou beijado. O beijo de Alice era incrível meus lábios não queriam se separar nunca mais daquela boca. Pego aquela pequena morena no colo e a coloco na minha mesa. Começo a tirar aquele casaco que deixa apenas ela bonita, por que em outras garotas parece não combinar. Ela desce os beijos para meu pescoço e fico levemente arrepiado. Ela sorri levemente sobre a minha pele.

–O sonho acabou.

Sempre acordo assustado e depois desses sonhos, que venho tendo desde quinta feira. Não entendia como uma garota poderia entrar tão rápido em minha mente e me fazer sonhar esse tipo de coisa.

A verdade é que queria mesmo fazer aquilo com Alice. Não sabia como iria me controlar quando a visse novamente.

Me levantei da cama e fui para o escritório. Percebi que meu computador tinha ficado ligado e estava aberto no facebook. Atualizei a pagina e vi que tinha uma mensagem de Ada.

“Acabei de chegar aqui, bjs te amo”

Ela havia avisado que tinha chego em Aciram, a cidade vizinha á Ollen onde ela fazia faculdade. Ada tinha 20 anos e faltavam 2 anos para se formar em odontologia. Nossa diferença de idade era de 7 anos, mas eu não me importava.

Conhecia Ada a 2 ano e estávamos juntos a 1 ano e 9 meses. E nosso plano era, assim que ela acabar a faculdade nós nos casamos.

Respondi sua mensagem e fui olhar algumas coisas pela internet. Olhei os calendários que mandei para os professores e conferi se não tinha esquecido nada.

Mas havia esquecido de avisar sobre as aulas de reforço, e teria que pedir aos alunos que se voluntariassem para ser os “professores” (ideia estúpida da diretora).

Peguei então a lista que os professores me mandaram e vi o nome de Alice, na lista de história, matéria em que eu havia me formado.

Após um longo tempo, deixei a lista de lado e fui para meu quarto tentar dormir novamente.

Sonhei com ela.

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Me levantei com o despertador tocando. Eram 06h30min e eu queria ter mais tempo para dormir.

Havia sonhado com ela durante toda a noite não sabia mais se aquilo me deixava irritado ou feliz.

Nos sonhos ela era doce e parecia me amar de uma maneira muito verdadeira... Aquilo estava me deixando confuso de verdade.

Fui ate o banheiro e me troquei, uma camisa polo branca e a minha típica jaqueta de couro. As pessoas pensavam que era uma questão de estilo ou coisa do tipo, mas o que me fazia usar aquilo era o frio. Ollen era muito mais gelada que minha cidade natal, Oir.

No inicio do ano recebi uma proposta para trabalhar na HGM. Eu gostei da ideia, afinal queria sair de casa, eu era um cara de 26 anos que morava com os pais. O problema é que não estava preparado para o tamanho do frio.

Terminei de me arrumar, peguei minha mochila e sai de casa sem comer nada mesmo, pois me dava enjoou.

Desci as escadas e passei pelo portão do prédio onde morava. Estava descendo a minha rua, que fica em cima da rua da escola. A calçada por onde passava era repleta de vitrines, mas nenhuma me chamou atenção. Parei no semáforo e observei os carros passando ate o sinal abrir.

Atravessei a rua e vi a escola, reconheci rostos familiares de alunos. Fiquei com minha atenção voltada para algumas em especial, Ene e Vick. Elas estavam paradas perto da porta conversando, pareciam esperar alguém que se aproximava.

Olhei para a entrada da garagem da escola e vi o que elas esperavam. Dentro do carro, linda e sorridente, estava Alice. Estava acompanhada pelo namorado.

Ela indicava para as amigas que deveriam encontra-la na parte de dentro da escola.

Elas se viraram e foram, com sorrisos típicos de garotas antes de contarem uma fofoca.

Elas passaram e eu as segui, não por que queria saber do que falavam, mas por que era o mesmo caminho que teria que percorrer.

A entrada da escola era pequena, elas iam em direção ao pátio e então para as escadas, que iam em direção as salas ou desciam para a garagem.

Ene, que seguia na frente, parou bruscamente. Vick esbarrou nela e quase derrubou o café que tomava. Ela começou a xingar Ene, que a mandou se calar, isso só vez com que sua raiva aumentasse ainda mais. Ene então murmurou algo inaudível para a distancia em que me encontrava e a amiga se acalmou e encostou-se à parede.

Eu estava a poucos passos delas quando fui parado. Avia, uma menina bonitinha e delicada do quarto ano, me olhava com olhos brilhantes.

–Tio Reo... minha mãe pediu para te entregar isso!- ela entregou sua agenda aberta, no dia 24 de março.

Era um bilhete que pedia para a aluna sair mais cedo.

Por não ter canetas naquele momento. pedi a ela que me mostrasse outra hora. Ela assentiu e saiu com a delicadeza de uma princesa.

Olhei para a escada novamente e vi que elas tinham começado a conversar. Voltei a andar em direção as duas e quando estava quase chegando, ela surgiu.

Estava com o típico uniforme e um maravilhoso sorriso, que se esvaiu ao me ver, mudando para uma expressão de duvida.

Ela parou sem falar nada e suas amigas a chamaram, fazendo-a se virar.

Elas se abraçaram, mas Alice não parou de me olhar. Eu não reagi aos seus olhares, simplesmente tentei agir normalmente, o que não da muito certo quando se fica lembrando os sonhos que tive.

Quando cheguei a um ponto em que achava que não conseguiria me controlar, dei alguns passos e fui para o primeiro degrau, elas estavam no terceiro. Subi e cheguei ao lado delas, pedi licença e fui parcialmente atendido, pois Alice não saiu do caminho.

Resolvi então que não falaria mais nada, simplesmente tentei contorna-la. Ficamos tão perto que pude sentir seu leve cheiro de jasmim. Eu estava quase passando completamente por aquele degrau quando senti uma mão em meu braço.

Me virei novamente e vi que ela me olhava ansiosa e se jogou em meus braços.

A segurei com firmeza e quase a tirei do chão. Ela colocou os braços em volta de meu pescoço e me apertou, em uma tentativa de extinguir o espaço, que já não existia, entre nós.

Ela escondeu seu rosto em meu pescoço e murmurou:

–Temos que conversar...

Ela então me soltou. Tinha um olhar calmo e claramente esperava um resposta. Eu continuei com as mãos em sua cintura, mas não apertava, apenas a segura, como se fosse cair a qualquer minuto. Seu rosto estava levemente ruborizado e sabia que o meu também deveria estar.

–Não quero conversar- olhei para os lados, suas amigas haviam descidos a escadas e não estavam mais em meu campo de visão — não se o assunto for o que aconteceu sábado...

–Só quero entender. Por que você saiu daquele jeito? — seu rosto voltava gradativamente ao normal.

–Não aconteceu nada... eu apenas precisava ir.

–Reo...

–Por favor Alice… Eu, agora, também preciso ir. Ate mais.

Soltei sua cintura e me virei para começar a subir. Senti uma mão em minhas costas, Alice fez um movimento rápido e depositou um beijo em minha bochecha.

–Tenha um bom dia... — murmurou ao sair, descendo em direção à garagem.

Eu, então, subi as escadas para chegar a minha sala.

(POV Alice)

Desci as escadas o mais rápido que consegui. Cheguei à garagem e me deparei com Gil. Eu havia o deixado lá conversando com alguns amigos.

Me aproximei e o abracei. Ele murmurou algo que não consegui ouvir e me soltou, mas manteve a mão em minha cintura.

Eles continuaram a conversar, falavam algo sobre carros e coisas do tipo, mas não prestei atenção, estava tentando assimilar o que acontecerá lá em cima.

Peguei meu celular e vi as horas. 07h04min.

– Temos que subir, a aula vai começar.

– Desde quando sua namorada é tão certinha, Gilbert?- um amigo dele se pronunciou e todos riram.

–Cala a boca Sthefan, Lice só não quer se dar mal- Gil então se virou em minha direção- vamos subir...

Me virei e comecei a andar. Apos alguns segundos Gil me seguiu. Ele pegou minha mão e nos fomos para o terceiro andar.

Chegamos a nossa sala e vi minhas amigas sentadas perto da pilastra, no meio da sala. Elas me viram e me olharam interrogativas. Olhei para Gil, que sorriu e soltou minha mão.

Cheguei perto delas, cumprimentei Angel, que não tinha visto mais cedo (ela sempre chega tarde, quase atrasada, mas morava muito perto da escola), e me sentei ao lado de Ene.

–Estamos esperando... -Ene disse, assim que me sentei.

–Esperando?

–...Você contar o que está acontecendo? — Vick completou.

– Eu não entendo mais nada! — Angel disse, me sentia solidaria em relação a ela, também não entendia.

– Vamos ser verdadeiras... — Vick começou.

– e diretas...- Ene acrescentou. — O que está acontecendo entre você e Reo?

– O que? — disse Angel — Alguém pode me explicar do que vocês estão falando…

– Nada- disse rapidamente- não está acontecendo nada, e nem poderia...

– Então o que raios foram aquilo hoje de manha? – Ene exclamou

– Por que e como vocês estão tão próximos? – Vick complementou, mais uma vez.

– Chega! Vou falar...

Contei-lhes tudo, desde quinta-feira ate o inicio da manhã.

Vick me olhou sem expressão, mas sabia que refletia sobre o que havia acabado de falar, Ene estava espantada e era como se visse alguém tomando um soco.

Angel que teve a pior reação, me olhava horrorizada e parecia querer correr.

Ouvi então uma voz pedindo silencio. O professor de ciências tentava fazer com que todos ficassem quietos para que ele falasse. Reconheci de imediato o homem de cabelos branco e jaqueta preta, na porta, esperando que ficássemos em silencio.

Ele olhava inquietamente para um papel que estava em sua mão.

Quando finalmente conseguiu silencio, o professor deu a palavra para Reo.

–Tenho recados para vocês.- ele disse olhando diretamente para o quadro de notas atrás da sala- a gincana de fim de ano irá acontecer!

Todos começaram a murmurar em protesto. Odiamos a gincana de fim de ano. Ela era resumida em vários desafios, formulados por cada turma, que eram montados em barraquinhas. Na teoria era um coisa legal, mas na pratica não. Na linguagem popular era como uma festa junina, apesar do objetivo não ser esse.

–... Como todos já sabem- ele continuou após garantir o silencio- Espero que saibam, vocês ganham pontos, para ajudar a turma, e esse ano, por estarem na ultima serie, vocês terão a oportunidade de darem aulas de reforço para a turma e para series mais baixas. Isso vai ser revertido em pontos.

–Desculpe Reo...- Ravena, a mais inteligente da sala, se manifestou- O que ganharemos no final da gincana, caso ganharmos.

–Um passeio para as cataratas... por uma semana.

Todos se animaram, as cataratas ficavam a poucas horas de Ollen, mas isso significava passar uma semana com os amigos e olhando todas as cachoeiras daquele lindo lugar.

Olhei para Gilbert, sempre quisemos ir para as cataratas. Ele me encarou sorrindo, sabia exatamente o que estava pensando.

Olhei novamente para Reo, dessa vez ele pareceu notar minha existência. Ele olhava confuso para a minha troca de olhares com Gil.

Ele limpou a garganta, pedindo silencio, e voltou a falar.

–Bom vocês também terão outro passeio. Nesse final de semana, iremos ate uma exposição de carreiras em Oir — ele não esperou ninguém se pronunciar dessa vez- Agora quero que Leonardo, Olivia, Eliot, Angel, Vick, Ravena, Gilbert e Alice me acompanhem. – ele deu uma entonação diferente em meu nome.

Olhei para minhas amigas que também foram convocadas. Estavam tão confusas quanto eu, apesar de achar que ainda pensavam no que havia falado.

Todos da lista se levantaram, Reo se dirigiu a porta e a abriu. As pessoas começaram a passar, Leo e Gilbert ficaram na frente de minha fileira e esperaram por mim e por Vick. Ignorando a existência de Reo ali.

Leo e Vick começaram a sair a poucas semanas, mas estavam completamente apaixonados.

Eu cheguei ao lado de Gil, fiz uma breve pausa, para pegar sua mão e continuei andando.

Reo olhou impaciente para nos quatro e para Angel que ficara para trás, conversava com Ene.

Gilbert sorriu ao passarmos por Reo, que retribuiu com um sorriso sádico.

Fomos até a sala dos inspetores e esperamos, pois a sala de Reo era pequena demais para todos aqueles alunos.

Por sermos um dos últimos a chegar ficamos na porta. Gil ainda me dava à mão e isso fazia meu nervosismo passar.

Reo apareceu e parou ao meu lado.

–Sente-se nessas cadeiras mesmo...

Foi o que fizeram. Todos se sentaram, mas eu não me mexi e Gil largou minha mão para ir se sentar também. Senti uma mão em minhas costas e Reo sussurrou em meu ouvido "Por favor" e me empurrou levemente. Eu então me sentei em uma das cadeiras, ao lado de Gil e de uma cadeira vazia, aonde Reo se sentou.

–Bom, eu peguei os boletins de todos os alunos e determinei que vocês seriam os melhores candidatos a lesionar as aulas de reforço. Todos de acordo? -Todos concordaram com a cabeça.- Ótimo. As aulas começaram semana que vem, tudo bem?

–Reo, por que você quer começar essas aulas agora, três meses antes do ano letivo acabar? – Olivia perguntou

–Só agora as pessoas começaram a pedir ajuda... — Ninguém se pronunciou sobre mais nada. Reo então se levantou, pegou um papel em sua mesa e retornou.

–Leo, biologia; Olivia, inglês; Eliot, química; Angel, português; Vick, geografia; Ravena: matemática; Gilbert, física e Alice, história.

Havia ficado com minha matéria favorita. Não só a minha, mas a de Reo também. Ele é formado em historia.

Todos pareciam concordar com as matérias definidas. Reo começou a explicar os últimos detalhes para quem ainda tinha alguma duvida. Ele falou então os horarios.

Eu havia ficado junto com Olivia, nossas aulas seriam as segundas-feiras e sem querer notei um fato curioso. Esse era o único dia em que Reo permanecia na escola...

Olhei para Gil, que pegou minha mão e perguntou sussurando:

–Vai dormir lá em casa hoje?

–Que isso hein Gil, fazendo planos para a noite, neh!- Leo gritou fazendo com que todos na sala nos olhassem, rissem e alguns fizessem piadinhas.

Fiquei vermelha e Gil tentou disfarçar e mudar de assunto. Olhei para Vick na procura de auxílio, ela olhava para mim e depois para Reo, e parecia estar se divertindo.

Então desviei o olhar para ele. Estava com uma leve expressão de raiva, mas olhava para baixo. Parecia irritado por não ganhar atenção, ou talvez por algum outro motivo.

Após o barulho ter se finalizado, ele nos dispensou. Pedi para que Gil fosse, porque queria conversar com Reo.

Todos saíram e só sobraram nos dois.

– Reo, me desculpe se fiz algo errado, eu...

–Não fez nada errado. A culpa foi minha, não deveria ter te largado lá, agi por impulso. Me perdoe.

–Não precisa fazer isso, não estou chateada, só... por que você fez aquilo?

Reo abriu a boca como se fosse responder, mas um professor do 7º ano o chamou, ele então se voltou para mim.

–Vá para a sala, tem que estudar.

Olhei frustrada para o chão, me virei e fui para minha sala, como ele havia mandado.

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Estava sentada, em minha cadeira, e tentava prestar atenção na aula de geografia. As meninas não haviam dito mais nada, nem sobre as aulas ou sobre Reo.

A professora explicava a matéria, mas ninguém prestava atenção. Todos conversavam e a professora já havia desistido de pedir silencio.

Olhei para o lado e encarei Ene. Percebi então que ela também me olhava, mas com um olhar interrogativo.

–Por que não me disse que gostava dele? — ela parecia realmente chateada.

–Não sei se gostar é a definição para isso, mas...

–Alice, é serio! Você podia me contar, é meio estranho, mas eu vou te dar todo o apoio.

–Eu sei, só estava tentando entender tudo, antes de dizer algo.

–Tudo bem, só não me esconda nada!

Nos abraçamos e sorrimos. Era bom saber que tinha uma amiga para qualquer coisa.

Olhei para minhas amigas que estavam atrás de nossas cadeiras.

Vick viajava e deu um sorriso sonhador, com certeza pensava em Leo. Angel desviou o olhar e fitou o chão.

Olhei para Ene novamente e, apenas com seu olhar, entendi que dizia para ter calma.

O sinal tocou e todos se levantaram, ignorando os pedidos da professora para anotarem o dever.

Peguei minha mochila e levantei, olhei para Gil, ele pediu que o esperasse. Me despedi de Ene e Vick, e Angel já havia ido embora.

Fui à direção de Gil e o ajudei a colocar as coisas em sua mochila.

–Então...- Olhou para os dois lados, não parecia haver mais ninguém ali- Vai dormir lá em casa hoje?

–Se não me quiser lá pode dizer...

–Sempre te quero... — ele me pegou pela cintura e me beijou.

–Vocês podem fazer isso em casa, não acham?- Reo estava segurando a porta, aparentemente agora havíamos nos três naquela sala.

–Claro que sim, coordenador...- ele pegou a mochila e segurou minha mão, para irmos embora. Ele me guiou para a porta, aonde Reo olhava impaciente.

Gil parou na frente de Reo e estendeu a mão livre para lhe cumprimentar.

Deram um pequeno aperto de mão. Gil então voltou a andar e me puxar.

Sussurrei um tchau e ele o respondeu. Ele parecia estar distante, mas resolvi que não pensaria naquilo.

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Estávamos no carro indo para casa de Gil. Acabara de ligar para minha mãe e ela não achou que seria um problema eu dormir lá por mais uma ou duas noites.

A situação deveria estar péssima, minha mãe estava mesmo preocupada em eu ouvir tudo aquilo.

Não entendia por que eles não conseguiam se resolver, de uma vez por todas..

No carro tocavam as musicas de minha banda favorita, Imagine Dragons, uma tentativa de Gil me animar um pouco.

No final de Curse, para mim, uma das melhores musicas, chegamos à garagem do Condomínio. Ele desligou o carro e me olhou.

– O que foi? Está tão quietinha...

– Nada... — o beijei e sai do carro. Fechei a porta e subi, entrei em seu apartamento e abri a geladeira. Peguei algumas coisas e estava pronta para começar a preparar um salmão, prato preferido do meu namorado.

Ouvi um cintilar de chaves e vi Gil vindo ate a cozinha.

Ele me abraçou por trás enquanto eu cortava o peixe.

– Salmão...- ele beijou minha nuca- sabe que eu amo isso.

–E por que acha que estou fazendo?

–Eu te amo. – ele disse por fim

–Eu também...

Terminamos de preparar tudo e fomos para a bancada.

Enquanto comíamos conversávamos sobre tudo que havia acontecido na aula.

– Ansiosa para a primeira aula, senhorita professora de historia?

– Acho que sim, mas e você professor de física?

– Com certeza.

Estávamos quase terminando de comer quando ele voltou a falar:

– O que vocês ficaram conversando?

– Que?

– Você e Reo... Vi que você demorou a voltar.

– Só queria saber por que escolheu a mim.

Ele se voltou para sua comida e não falamos nada até terminamos.

– Ele é um cara bem legal...

– E por que está me dizendo isso?

– Por que percebi que é ridículo ter ciúme de vocês, ele é mesmo um cara legal, como disse, mas é nove anos mais velho que você e tem uma noiva...

– Pois é. — estava ligeiramente nervosa- mas por que estamos falando sobre isso?

Me levantei e levei os pratos, deixando-os na pia. Gil me abraçou por trás novamente e começou a beijar meu pescoço.

– Tenho a impressão de que ainda está chateada pelo que aconteceu na sexta.

– Não estou.

– Certeza?

– Sim

– Ótimo.

Ele intensificou os beijos, o que me fez arrepiar. Me virei para ficarmos frente a frente e o beijei.

– O que quer fazer agora? – ele perguntou

– Você que...

Fui calada por mais um beijo e fui levada para sua cama.

Notas finais
Então? Me digam o que estão achando!? Beijos e fui - Avia