If she is your only then why you lonedy?

20 Capitulo 15: O inicio de uma viagem caótica...


Notas iniciais
Oi gente! Bom mais um cap (estou mais rápida, pois minhas férias estão acabando :( ). Espero que curtam. A quem interessar: o link da one que eu prometi. http://fanfiction.com.br/historia/585312/Finalmente_nossa_noite/ Boa leitura!

Estava deitada em um lugar nada familiar, mas uma mão aconchegante e conhecida abraçava.

Estava apoiada no ombro esquerdo de Reo e ele dormia serenamente. Comecei a me lembrar da noite anterior e senti meu sangue ferver de excitação.

Me aconcheguei mais em seu ombro e comecei a acariciar seu tronco nu.

Percorri as marcas que eu, sem querer, havia deixado na noite anterior e Reo começou a se mexer levemente, sinalizando que ele havia acordado.

Me afastei um pouco para lhe dar liberdade no movimento, mas ele aumentou o aperto em minha cintura, fazendo com que eu voltasse para bem perto.

– Bom dia, Alice... – ele deu um pequeno sorriso, mas não abriu os olhos.

– Bom dia, Reo... – sussurrei em seu ouvido, fazendo com que ele gemesse baixinho.

Comecei a me aconchegar, novamente, em seu ombro e Reo começou a acariciar meus cabelos.

– Você está bem? – ele perguntou, abrindo os olhos e me observando.

– Nunca me senti melhor... – ele sorriu ao ouvir aquilo – E você?

– Você tirou as palavras da minha boca.

Ficamos mais alguns minutos ali, parados e aproveitando a companhia um do outro. Até Reo se pronunciar:

– Vamos comer algo? – ele perguntou.

– Não estou com fome, mas se você quiser comer...

– Não.

– Então faremos o que? – perguntei, sem muita vontade de sair dali.

– Não sei, o que você quiser eu quero.

– Liga a televisão... Não quero sair da cama! – eu disse, fazendo-o sorrir e ligar a Tv.

Assim que ele ligou, percebi que estava sem meus óculos.

Espremi os olhos, em busca de uma visão melhor e senti Reo se levantar.

Assim que se ergueu eu lembrei que estávamos sem roupa e me senti corar. Comecei a procurar por minha camisola e a vesti. Me cobri novamente e esperei Reo chegar.

Ele veio depois de poucos segundos, havia colocado um short e deixara seu tronco, exposto.

Ele trazia meu óculos em sua mão e sorria ao ver que eu estava novamente de camisola.

– Aqui! – ele me entregou e eu os coloquei no rosto – Você fez um belo estrago em mim...

Corei e o abracei.

– Desculpa... – sussurrei, fazendo com que ele retribuísse o abraço.

– Tudo bem. Eu gostei de cada arranhão... – ele beijou meu ombro e foi dando pequenos beijos até minha clavícula e depois meu pescoço.

Eu gemi com sua ação, o que só o incentivou a continuar.

Ficamos lá, aproveitando o tempo juntos, até sermos obrigados a nos separar, pois eu deveria ir para casa e Reo para outra escola, em que ele dava aula, e que não haviam entrado de férias.

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E por uma semana meus dias foram quase sempre assim.

Todos os dias eu arranjava uma desculpa para dormir fora de casa e ia ver Reo.

Ele ainda estava trabalhando, em alguns dias, o que fazia com que só nos víssemos a noite.

Comecei a evitar falar dele, com qualquer um e ele fez o mesmo.

Minhas amigas tentavam achar um explicação para eu ter parado de falar com ele, minha mãe no fundo sabia que algo ainda estava acontecendo entre a gente e o resto das pessoas havia deixado, por hora, o assunto de lado.

Aquela rotina estava sendo uma das melhores de minha vida. Me sentia completa e bem, sem nada para me atrapalhar.

Até que algo “atrapalhou”

Segunda-feira, uma semana depois de entrar de férias, seria o passeio.

Estava terminado de arrumar minha mala na noite anterior (a primeira que passei em casa, desde meu primeiro dia de ferias).

Iamos até as cataratas no outro dia, um lugar que sempre desejara visitar, com Gilbert, mas estava maravilhada de poder ir com Reo.

Nós trocamos mensagens até altas horas da noite, quando ele me desejou bom sonhos e nós adormecemos.

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Ouvi meu celular e tentei me desvincular do cobertor que me enrolava completamente.

Coloquei os óculos e li a mensagem que Vick havia mandado, para mim e Ene.

“Saindo daqui! Acho bom estarem arrumadas!”

Olhei para o relógio e percebi que estava atrasada.

Levantei rápido e peguei o vestido que queria usar nessa ida da viajem. Ele era cinza e um pouco caído nos ombros. Havia comprado a bastante tempo, mas sabia que ainda poderia servir.

Fiz minha higiene matinal e desci, em direção a porta de saída da casa. Meus pais ainda dormiam, então eu não me despedi deles. Deixei um bilhete, falando-lhes que sentiria falta deles e o deixei na mesa de jantar.

Sai da casa e vi o carro de Vick virando a esquina.

Ela estacionou em frente a mim e entrei na porta de trás do carro, pois Ene já ocupava a da frente.

– Bom dia... – Ene disse, não muito animada, assim que eu fechei a porta.

– Bom dia, gente! – respondi.

– Como estar animada as 5 da manha com Alice! – disse Vick.

– Boba! — dei um tapa de leve na orelha dela, o que a fez resmungar. – Estou animada sim, sabe que eu sempre quis esse passeio.

– E Reo vai estar lá, Vick! – Ene disse e caiu na gargalhada ao meu lado.

– Vocês sabem que nós não estamos juntos... – disse tentando conter o vermelho em minhas bochechas.

– E você ainda não explicou por que! – Vick disse, quando parou de rir – Isso está muito mal contado!

– Só deixem, não é importante...

– Claro que é! – as duas disseram ao mesmo tempo.

– Eu e ele vamos esperar, só isso...

Elas concordaram, relutantes e seguimos viagem.

Após alguns minutos chegamos ao colégio e eu comecei a procurar, incessantemente por cabelos pratas.

Vick estacionou, dentro da escola, mas de imediato fomos para o lado de fora.

Ficamos paradas na frente da portaria, onde varias outras pessoas de nossa sala, também estavam esperando.

Olhei para o meu celular e vi que eram 5:45 da manha. A saída do ônibus estava programada para 6:00 e nem Reo nem Olivia haviam aparecido.

Vi um carro familiar parando perto de nós e reconheci o carro de Gilbert. Recuei um pouco, esbarrando de leve em Vick. Elas seguiram o olhar para a direção que eu olhava e sorriram. Começaram a andar naquela direção e eu fiquei ali parada.

Todos eles saíram do carro e Gilbert foi estacionar na garagem.

Olhei para a direção da rua de Reo. Ele e Olivia desciam conversando e pareciam rir de algo. Seu passo era lento, o que me fez querer ir até ele e puxa-lo para baixo.

Comecei a caminhar na direção dos dois e Olivia sorriu ao me ver.

Só quando estava chegando perto dos dois e Olivia se distanciou para me abraçar Reo me viu.

Ele arfou longamente e eu não conseguia parar de olhar para ele. Senti o abraço de Olivia, mas meus olhos ainda estavam em seu sorriso.

– Valentim já chegou? – ela perguntou, me fazendo sair do transe.

– Já, ele está lá em baixo...

– Vou deixar vocês dois... – ela sorriu e acenou para nós, enquanto descia em direção ao seu namorado.

Olhe novamente para Reo e ele sorriu.

– Bom dia... – ele disse, dando um passo a frente, indo me abraçar.

Me joguei nos braços dele, não me importando se alguém estivessem vendo ou não, só queria estar perto de Reo.

– Bom dia – sussurrei em seu ouvido, fazendo com que estremecesse e apertasse mais minha cintura.

– Você tem que parar com isso, daqui a pouco vou ter que te levar pra casa e deixar todos os seus coleguinhas esperando eternamente...

Ele me soltou e eu me distanciei.

– Me pareceu tentador, mas...

Ele sorriu e começou a andar.

Fui acompanhando seu passo lento e, apesar do silencio, era ótimo estar ali ao seu lado. Descemos e todos os olhares pareciam parar em nós dois.

Olhei para Reo, pelo canto do olho, e percebi que ele sorria.

Ele começou a se virar e ir até a escola, me fazendo segui-lo.

Chegamos até a escada e quando ninguém mais iria nos importunar Reo me colocou em seus braços novamente.

Ele me deu um longo e intenso beijo, enquanto passeava a mão por minhas costas.

Quando o ar começou a faltar, nós nos afastamos com relutância. Eu continuei distribuindo beijos por seu ombro.

– Eu te amo – ele disse me trazendo novamente para sua boca, sem me deixar responder.

– Eu também te amo... – sussurrei entre beijos – Mais que tudo...

Ele se distanciou, após um longo tempo e olhou para o celular.

– Temos que ir... — ele me abraçou novamente, antes de dizer — Não sei como vou ficar uma semana sem você, estando perto, mas sem poder te tocar...

– Vai poder! – sussurrei contra seu ouvido novamente.

– Espero que tenha razão...

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(Pov Reo)

Aquela estava sendo a melhor semana da minha vida.

Alice, a pessoa que eu mais amava no mundo, estava do meu lado, todos os dias, me fazendo sentir completo e estupidamente feliz.

Naquela manha, descendo ao seu lado, eu senti como se nada mais importasse.

Agora estava terminando de colocar os alunos no ônibus e ficava pensando por que demorar tanto para eles mexerem as pernas e andarem até o ônibus.

Fred entrou e pensei o quanto seria bom ter alguém para vigiar aqueles loucos, junto comigo, e agradeci mentalmente por ele estar ali.

Quando estava preparando para entrar, ouço alguém limpando a garganta.

Gilbert estava parado ao meu lado.

Ele parecia olhar para baixo, mas com um olhar nada agradável.

Eu dei um passo para trás e deixei ele passar.

Gilbert começou a andar, ainda olhando para baixo, e quando colocou um dos pés no degrau virou a cabeça para o lado, na tentativa de me enxergar.

– Vocês dois se acham tão espertos, não é mesmo? – ele disse, com tanta raiva que me surpreendeu. – Acham que ninguém poderia vê-los! Tão seguros naquelas escadas, ninguém poderia alcança-los...

Engoli seco.

Gilbert havia nos visto hoje e eu, pela primeira vez, temi de verdade o que ele poderia fazer contra Alice.

– Do que está falando? – perguntei, como se não soubesse de nada.

– Como conseguiu? – ele recoou, agora ficando na minha frente, com os olhos cheios de lagrimas de raiva. – Ela deixa você abraça-la e beija-la como ela nunca me deixou!

– Desculpe Gilbert, mas... – eu comecei, tentando amenizar sua raiva, mas fui interrompido.

– Não adianta se desculpar... Você roubou Alice de mim! Ela era feliz comigo, me amava, e você destruiu tudo!

– Ela não foi obrigada a nada! Ela se distanciou de você por que quis! – perdi a minha paciência.

– Ela me amava! Eu era tudo pra ela! – ele parecia transtornado – Você estava lá quando a avó dela morreu? Você ajudou ela quando o avô estava em tratamento? Esteve ao lado dela quando os pais apenas brigavam ? E se importou com a melhor amiga dela que morreu?

Suas palavras me atingiram como um soco.

Ele tinha razão... Em todos os momentos difíceis que Alice precisava de ajuda, não era eu ao seu lado, era ele.

– Sabe que eu estou certo! – ele gritou, me fazendo perceber que quase todo o ônibus olhava para nós, pela janela. – Ela deveria estar comigo! Eu a mereço! Você é um intruso que roubou ela de mim!

– Ninguém me roubou de você Gilbert! – Alice desceu do ônibus e se colocou no meio de nós dois, virada para ele. – Você tem que aceitar que eu não te amo mais!

– Por causa dele! – ele estendeu a mão para tocar o rosto de Alice e eu intervi, me colocando em sua frente, o que só aumentou sua raiva.

– Gilbert, não! – ela colocou a mão em meu braço, que a envolvia, como forma de proteção, me fazendo recua-lo. Ela deu um passo a frente – Você tem que aceitar e entender!

– Você só terminou comigo por que ele disse que te amava! Eu entendo que você se sinta culpada por isso, mas eu te perdoo por ter me deixado... – ele tentou se aproximar, mas eu o empurrei.

Ele tentou acertar um soco, mas eu me esquivei fazendo com que ele atingisse o ar.

Segurei suas duas mãos e ele continuou tentando me atacar, agora com chutes que iam para o ar.

– Entre no ônibus imediatamente! – ele pareceu se encolher com meu tom rígido. – Agora! Antes que eu perca a paciência!

O soltei e ele se virou, entrando hesitante no ônibus.

Minhas mãos tremiam de raiva e eu tentava ao máximo me acalmar.

Me virei para Alice e ela me olhava, ligeiramente assustada.

– Desculpa... — me aproximei dela e percebi que ninguém olhava para nos, deveriam estar ocupados encarando Gilbert, entrando no ônibus.

– Você está bem? – ela perguntou, tocando minhas bochechas com suas mãos.

– Sim... – fechei os olhos tentando aproveitar aquele momento, que talvez pudesse ser o ultimo contato que teríamos em uma semana.

– Vamos então... – ela distanciou a mão e, quando abri os olhos, vi que sua expressão era dura. – Não quero arranjar mais briga hoje.

– Alice! – comecei a protestar, querendo dizer que não era minha culpa, mas ela uniu nossos lábios, por um momento breve, fazendo com que me calasse.

Ela pegou minha mão e me puxou para o ônibus.

Quando chegamos ao nosso destino Alice soltou minha mão e se dirigiu para o primeiro banco.

No banco de trás estava Vick e Leo, ao nosso lado Olivia e Valentim e atrás deles Ene e Lion.

Elas começaram a fazer perguntas sobre o que havia acontecido e se tudo estava bem. Alice assentiu e respondeu rapidamente a tudo e eu me sentei ao seu lado, no banco da janela.

– Você está chateada? – perguntei tocando sua mão.

– Não, só odiei Gilbert ter brigado com você...

– Mas já está bem? – eu perguntei e ela assentiu, sorrindo – só quero que esteja feliz!

– Se você estiver comigo... Sempre estarei feliz!

Ela apertou minhas mão e olhou no fundo dos meus olhos, com aquele olhar que parecia ver minha alma.

Sorriu e se ajoelhou no banco, para poder falar com suas amigas.

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Faltavam alguns minutos para chegarmos ao nosso destino.

O ônibus inteiro estava em alvoroço, pela proximidade do destino, e eu queria que Alice ficasse um pouco comigo.

Ela conversava, animadamente, com todas as amigas e pareciam rir, sobre alguma piada que Vick havia feito. Seus namorados estavam jogando e não ligavam para o que quer que elas estivessem fazendo, mas eu sim.

Não podia exigir aquilo de Alice, afinal, tecnicamente, não somos namorados, mas queria muito que ela ficasse comigo por 5 minutos.

Até que meu desejo foi realizado.

Estávamos virando uma rua, para que o motorista pudesse parar no hotel, onde todos nós ficaríamos durante aquela semana. Alice não se segurou naquela curva e, para minha sorte ou azar, ela caiu direto em meu colo.

Alice começou a rir, pelo que havia acontecido, e me abraçou pedindo desculpas. A puxei, para que ficasse encaixada com meu tronco, assim como fazia sempre que queria que ela chegasse mais perto de mim.

Senti que estremeceu um pouco e tentei pensar quando nosso toque seria algo natural, normal para nós dois.

– Desculpa! – ela disse, contendo o riso e me encarando, mordia de leve os lábios.

– Tudo bem... – comecei a ficar serio – Espero que não tenha que te carregar até a saída do ônibus...

Alice olhou ao redor e percebeu que não havia mais ninguém lá dentro.

Todos haviam saído quando ela estava abraçada a mim. Todos olharam desconfiados, mas o único que disse algo foi Fred. Ele começou a sussurrar apoio e saiu do ônibus, colocando todos que restavam para fora.

– Eu não tinha notado... – ela ficou vermelha, ao perceber que havia ficado tanto tempo em meu colo.

Me coloquei para frente e beijei seus lábios. Ela relaxou em meus braços, dando permissão para que eu pudesse fazer o que quisesse.

– Você quer me humilhar, não é? – A voz de Gilbert eclodiu pelo lugar e fez Alice ficar tensa e se distanciar de mim. – Você quer mostrar pra todo mundo que a tirou de mim! Por que?

– Não preciso mostrar para ninguém, nada Gilbert. Se Alice souber que a amo, já estarei feliz! – respondi de imediato, com muito ódio no voz.

– Ela já sabe! – ele colocou a mão no braço de Alice e ela congelou – Agora vamos, meu amor!

Ele a puxou para seus braços, a pegou no colo e começou a carrega-la. Ele fechou a porta do ônibus, a empurrando com os pés, usando toda a força que ele poderia usar.

Comecei a bater na porta com força, tentando abri-la, mas nada parecia resolver.

– Me solta! Gilbert, por favor! – Alice gritava e se debatia enquanto a levava para o hotel.

Vi Gilbert entrando no prédio, que ficava a poucos metros de nós e passou pela porta, com Alice ainda gritando.

Comecei a puxar e empurrar a porta com mais força, mas não conseguia êxito, parecia que estava travada.

Fui então para a segunda alternativa.

Me sentei no banco do motorista e coloquei minhas pernas para fora e me impulsionando.

Cai com um joelho no chão e comecei a correr ate o hotel.

Entrei pela porta, o mais rápido que consegui e entrei desesperado.

– O que aconteceu? – Fred veio até mim e foi seguido por as amigas de Alice.

– Alice estava com Gilbert! Eles voltaram? – Olivia perguntou, um pouco assustada.

– Liguem pra policia! – comecei a ir até o elevador, que estava parado na cobertura.

Comecei a subir as escadas desesperadamente, parando em todos os andares e vendo se eles não estriam ali.

Cheguei no ultimo andar e a porta, feita por grades, estava fechada.

Olhei para o andar e vi a pior cena que poderia ver em toda minha vida.

Gilbert estava com os braços envoltos em Alice, cheia de cortes sangrando. Os dois estavam tão na berrada do local que a qualquer minuto poderiam desabar. Ele beijava ela, mas Alice não correspondia o beijo, apenas ficava parada com uma expressão de nojo.

Ele parou de beija-la e a abraçou, não parecendo ligar para ela não coresponder seu beijo ou até mesmo o abraço.

Alice balbuciou um pedido de socorro sem som e parecia suplicar ajuda com o olhar.

Comecei a tentar destravar a porta, mas nada parecia funcionar e minha mão não chegava até a trava.

Continuei tentando e olhei para Alice, ela beijava Gilbert agora, e eu não poderia suportar mais aquela cena.

Me distanciei um pouco da porta e joguei todo o peso de meu corpo em cima dela .

A porta de abriu, com um entrando e Alice empurrou Gilbert e começou a correr em minha direção. Fiz o mesmo que ela e a peguei, quando estava prestes a cair.

A abracei com força, mas com cuidado, para não acabar machucando-a.

– Nunca mais toque nela! – gritei para Gilbert, que estava começando a se levantar.

Alice se encolheu mais em meus braços e eu envolvi um de meus braços em sua cintura.

Encarei Gilbert, sentia tanto nojo dele por ter feito aquilo com Alice e tanto ódio por ele ter encostado nela, que seria capaz de mata-lo naquele momento.

– Solte-a! – ele gritou.

– Nunca mais... – sussurrei para ele.

Gilbert começou a gritar de desespero e tampar os ouvidos, como se algo tivesse em seus tímpanos.

–Eu te odeio! – ele gritou, ainda com as mãos na cabeça.

– Vamos Alice – disse olhando para ela, que parecia a ponto de começar a chorar, ou desmaiar. – A policia cuida dele.

No instante que disse isso, alguns policias entraram no local e começaram a algemar Gilbert, que ainda gritava e agora mandava que eles o soltassem.

Olhei para Alice, que estava cada vez mais mole em meus braços. Ela me encarou e desmaiou.

Notas finais
Se quiserem postarei um cap contando o que aconteceu... Beijos e fui -Avia