If she is your only then why you lonedy?

19 Capitulo 14: Finalmente juntos...


Notas iniciais
Capitulo ai gente, por que daqui a pouco as ferias acabam e eu não terminei a fic. Capitulo dedicado Myh DiLaurentis por ser uma ótima leitora. Bom eu vou postar a one- shot e mando o link no próximo cap. Boa leitura!

(Pov Alice)

Ouço meu celular tocar e começo a procura-lo. Era manha de segunda-feira e meu suposto ultimo dia de aula. O peguei em cima da escrivaninha e sorri, era uma mensagem de Reo.

“Que tal você descer, tem uma a pessoa te esperando na porta da sua casa.”

Peguei minha mochila apresada e sai do quaro, deixando Laila (que iria embora essa manha, junto com nosso avô), dormindo no meu quarto. Meus pais ainda deveriam estar dormindo também, então desci para a sala e vi meu avô na cozinha, preparava o café da manha.

– Bom dia! – ele disse assim que me viu — Fiz pra vocês...

Ele me entregou uma sacola de papel, como saída da padaria, e eu o olhei desconfiada

– Vocês, vovô? – perguntei.

– Pela hora que o moço veio te ver, duvido que tenha comido... Agora vá, por que ele já está esperando a muito tempo.

Dei um beijo na bochecha de meu avô e abri a porta da casa.

Reo estava encostado no carro e passava a mão pelos cabelos, que contra a sol amanhecendo, pareciam mais brancos que nunca.

Ele sorriu ao me ver e eu comecei a me aproximar. Fiquei na frente dele e o encarei, esperando alguma reação dele.

– Bom dia! – ele falou como se descobrisse aquelas palavras naquele exato momento – Tudo bem?

– Sim, e com você?

– Estou bem, mas agora temos que ir...

Assenti.

Devo ter demonstrado um pouco de decepção, pois ele me abraçou, quase amansando a comida. Ele me soltou rápido como se conte-se outro impulso.

Abriu a porta do carro e eu entrei.

– Meu avô preparou isso pra gente... – disse abrindo a sacola, enquanto ele colocava o cinto.

– O que é? – ele acelerou o carro.

Olhei dentro da sacola e vi um pão recheado que minha avó costumava fazer.

– Gosta de doce de abobora?

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Chegamos na escola, como um dia normal.

A garagem estava muito cheia, mas logo percebi o carro de Gilbert parado perto de onde Reo estacionou.

Fiquei um pouco apreensiva, tinha medo da reação dele ao me ver com Re.

– Ele não vai te fazer nada... – Reo tocou de leve na minha mão – Não enquanto eu estiver ao seu lado.

Entrelacei nossos dedos e um impulso me fez querer ir para frente e beijar Reo, mas me contive.

– Eu sei... – disse por final.

– É tão difícil pra você quanto pra mim? – ele perguntou, como se fosse obvio do que ele falava.

– O que? – tentei não pensar que ele poderia estar falando da incrível vontade de lhe dar um beijo.

– Não fazer isso... – ele se inclinou para a minha direção e tocou meus lábios com os seus.

Fechei os olhos e tentei aproveitar ao máximo aquele contato que eu tanto ansiava.

Ele se distanciou, talvez por pensar, que se continuasse ali, não resistiria a vontade de evoluir aquele toque para um beijo de verdade.

Ele estava levemente vermelho, e eu percebi que minhas bochechas também estavam.

– Temos que ir... – minha respiração era ofegante enquanto falava.

– Temos. – ele sorriu um pouco sem graça e saiu do carro.

O segui e, no instante que sai do carro, vi Gilbert olhando para mim.

Engoli seco, lembrando de sua mão em meu braço, da forma como me machucou sem pensar.

Ele estava a uns 2 metros de distancia, cercado pelos mesmo amigos de sempre, mas agora sem Sthefan, o serial killer.

Fui em direção a escada, sem cumprimentar ninguém ali.

Reo começou a me acompanhar, andando calmamente ao meu lado e me dando segurança.

– Vou ter que passar na minha sala, antes do monologo... – ele disse assim que chegamos ao pátio – Quer vir comigo?

Olhei para o pátio, cheio de pessoas e, no meio de tantas cabeças, vi cabelos rosas.

– Acho que Ene já chegou, vou lá. Te vejo mais tarde? – perguntei na esperança de poder ir à algum lugar com Reo depois.

– Eu te encontro na saída. — Ele olhou para mim, como se naquele olhar ele transmitisse o que queria dizer e fazer. Seus olhos pareciam cheios de desejo e eu o abracei.

– Não sei se vou aguentar você me olhando assim... – disse em seu ouvido.

Me distanciei e ele sorriu. Virou-se e foi para sua sala.

Comecei a andar até o local em que identifiquei Ene.

Vick e Olivia sentavam ao seu lado e a bolsa de Vick estava na cadeira, para que eu pudesse sentar.

Acelerei o passo, mas senti meu braço sendo preso.

Me virei bruscamente e vi Gilbert.

– Não acredito que você já está com ele? – ele me olhava com uma espécie de nojo, que eu nunca havia visto em seu olhar – Talvez vocês já estivessem juntos quando eu era seu namorado... – ele riu de escárnio.

– Gilbert , não... Eu e Reo não estávamos juntos agora e eu não estava com ele antes. – Puxei meu braço para poder me livrar dele.

– Eu não acredito! – quando ele disse isso percebi que tinha cheiro de álcool. – Sabe, Ada me disse que Reo estava estranho, que não queria mais ela. Talvez por que você deu conta do recado...

– Gilbert não... Você falou com Ada?

– Claro, nosso maior objetivo é o mesmo, por que não falaria com ela, meu amor? – ele sorriu, como um idiota.

– E qual seria esse objetivo Gilbert? – perguntei, me fazendo de boba.

– Separar você do Reo. Então tudo vai ser como antes... Ada vai reconquistar Reo e eu vou ficar com você. – ele pegou minhas mãos e as levantou, como se fosse me apresentar. – Minha lady.

Soltei suas mãos.

– Você está louco... E bêbado. Com licença.

Me virei e Gilbert parou na minha frente de novo.

– Você não entende Alice? – ele tocou em minha bochecha, com os olhos fechados, como se aquele fosse o ultimo prazer que sentiria na vida. – Você é minha... Reo quer te roubar, mas você ainda é minha. Eu te amo e você também me ama. Seremos muito felizes ainda meu amor...

Olhava perplexa para Gil. O garoto que um dia eu tanto gostei, estava se tornando um maluco. Precisava de tratamento.

Olhei para baixo, tentando conter um olhar de medo.

– Gilbert eu tenho que ir.

– Reo não vai sentir sua falta assim tão cedo Lice. Pode ficar aqui comigo! – ele sorriu como se eu tivesse concordado. – Eu vou te beijar, te abraçar e tudo vai ficar bem...

Ele fechou os olhos, como se imaginasse a cena.

– Desculpa, mas eu tenho que ir

– Não Lice! – ele lamentou baixinho, como um bebe.

Ele deu um passo para frente e eu me retrai.

– Por que está com medo de mim? – ele parecia perdido – Aquilo foi acidente... Não vai acontecer de novo!

– Gilbert deixe Alice! – Vick apareceu ao meu lado, com os punhos cerrados.

– Não se mete! – ele gritou, fazendo com que muitas pessoas olhassem para nós.

– Algum problema aqui? – a diretora apareceu ao lado de Gil e perguntou, com se não fosse obvio.

– Não... – Gil disse – Você vai voltar pra mim, Alice! – ele sussurrou, para que somente eu ouvisse.

Ele se virou e foi para o outro lado do pátio.

Olhei para Vick e ela me abraçou. Retribui o abraço, me sentindo um pouco mais confortável. Queria estar Reo, mas não era uma alternativa.

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(Pov Reo)

Desci as escadas o mais rápido que pude. Queria descer para que começassem a reunião, rápido e para que eu pudesse levar Alice para algum lugar.

Cheguei até o pátio e a maior parte dos alunos já estava sentada, esperando o pronunciamento da diretora.

Procurei por cabelos castanhos e ondulados, mas não consegui encontrar Alice no meio de todos os alunos, então segui direto ao pequeno palanque que havia sido montado ali.

– Bom peço que todos se sentem, para que o anuncio da turma vencedora seja feito. – a diretora disse, fazendo com que a atenção de todos fosse voltada para ela.

Comecei a procurar Alice novamente e o que vi não me deixou nada feliz.

Ela estava apoiada no ombro de Vick, os óculos estavam em suas mãos e seus olhos castanhos estavam um pouco vermelhos, como se tivesse acabado de chorar. Ela era uma das únicas a não encarar a diretora, parecia olhar para baixo, no chão.

Olhei para a diretora, que começava a falar sobre como foi o ano e a gincana, a perda de tempo de sempre.

Me afastei e sai discretamente pelo lado do palanque.

Olhei para Alice, esperando que ela entendesse o que queria fazer, mas ela não parecia ter percebido a minha presença.

Vick, que parecia ter percebido minha movimentação, a chamou e disse algo que eu não pude ouvir.

Ela me olhou e sorriu de leve. Fiz um sinal para que ela viesse até mim e ela se levantou.

Segui para as escadas, na sua frente, até sair do campo de visão de todos e parei.

Alice me seguia. Havia colocado os óculos e tinha acabado de arrumar os cabelos com as mãos, pois estavam mais ondulados que o costume.

Esperei até que chegasse perto de mim e a envolvi em meus braços.

Ela parecia menor do que em todas as vezes em que eu a abracei. Talvez por que não estivesse na ponta dos pés, ou só por que ela se encolheu em meus braços.

Eu queria beija-la, fazer com que ela parasse de chorar e a levar para outro lugar, onde pudesse ficar perto dela, onde pudesse estar com ela, sem ter medo do que as pessoas pensariam.

Eu havia tomado a decisão de não contar para ninguém, por hora, pois não queria que pensassem que eu havia traído minha noiva e ela Gilbert, mas nesse momento eu repensava minha decisão.

– O que aconteceu? – perguntei a ela, assim que pareceu se acalmar.

– Nada, já está tudo bem... – ela se aconchegou mais em meu peito, fazendo com que cada centímetro do nosso corpo se encontrasse.

– Alice... – disse antes de beijar o topo de sua cabeça – Como podemos começar algo assim? Tem que confiar em mim, me contar as coisas...

Ela levantou a cabeça e apoiou o queixo em meu ombro.

– Gilbert veio falar comigo...

Meu sangue ferveu ao ouvir isso.

– Ele te machucou? Você está bem? – eu a afastei por um minuto, para que pudesse conferir se estava inteira.

– Não... Já esta tudo bem. – ela parecia mesmo bem, mas seus olhos suplicavam por um abraço.

A puxei de volta para mim e fiquei sentindo seu cheiro até que eu conseguisse me acalmar.

– Eu não quero mais te deixar sozinha... – disse, sentido o aperto de Alice aumentar em meu pescoço – Me desculpa...

– Tudo bem, não é sua culpa.

– É sim Alice... – ela estremeceu em meus braços, como fazia na maior parte das vezes em que eu dizia seu nome, naquele tom . – Eu deveria estar lá, deveria estar ao seu lado. Eu disse que iria te proteger.

Ela se calou e depois de alguns segundos se afastou de mim.

– Reo.. – ela me olhou, mas parecia encarar meus lábios. – Eu nunca disse que te amo, mas mesmo assim você tem tanta certeza de querer me proteger, de querer me amar.

Naquele momento me senti inseguro, claro que Alice já havia demonstrado seus sentimentos inúmeras vezes, mas será que não era verdade. Engoli seco. Descido que não deveria mostrar minha insegurança, mas sim dizer a ela que a amava.

– Quando resolvi assumir o que sentia sabia que tinha uma probabilidade de você não sentir o mesmo, então...

– Não! – ela tirou uma das mãos de meu pescoço e colocou em minha bochecha. – Eu sinto o mesmo. Reo, eu te amo! Não sei desde quando, não sei por que, mas sei que te amo! Quero estar com você, mais do que tudo. Quero estar perto de você. Só tenho que agradecer por você me amar e proteger. Me perdoe por não ter dito isso antes...

Corei.

Alice estava ali, tentando dizer para mim, o homem que mais a amava, que ela o amava também.

Acariciei de leve seu rosto.

– Foi a melhor e mais bonita declaração que já ouvi na minha vida... – ela corou e sorriu, seus olhos repletos de carinho. – É melhor irmos, assim que isso acabar, vou te levar embora daqui e vamos ficar um pouco juntos, o que acha?

– Perfeito! Até daqui a pouco – sorriu, beijei sua testa e ela se virou indo embora.

Naquele momento a única coisa que queria era gritar para todo mundo o quanto amava Alice.

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(Pov Alice)

Queria sair rápido daquele lugar.

A diretora falando sobre nosso rendimento anual e sobre a gincana já estava fazendo pessoas dormirem.

Já fazia 2 horas que estávamos ouvindo ela falar e ninguém mais queria estar ali.

Olhei para Reo, um pouco atrás dela. Sorri ao perceber que ele me olhava e ele retribuiu o sorriso.

– Eu não aguento mais! – Vick sussurrou ao meu lado, fazendo com que eu, Olivia e Ene prestássemos atenção nela.

– Tem alguém prestando atenção nela? — Olivia perguntou.

– Eu acho que Ravena, fora isso ninguém. – Vick disse, fazendo com que nós ríssemos.

– Gente, aproveitando que nós estamos aqui, vou contar pra vocês antes que esqueça... – Ene começou a dizer – Lembram da nossa viajem para a França?

Todas concordaram.

Eu nem me lembrava mais desse fato, mas ela tinha razão. Havíamos nos inscrito para uma viajem para a França, conhecer o pais,

– Então – ela continuou – Recebi um e-mail ontem. Se quisermos ir, tem vagas abertas e reservadas para nós quatro.

Olivia e Vick comemoraram, mas eu não sabia se queria ir.

– Não está animada Alice? – Olivia perguntou.

– Sim, mas quando será?

– Daqui a duas semanas. – Ene respondeu – Ou seja se ganharmos a Gincana, daria para fazer as duas coisas.

Assenti e tentei parecer animada.

– Bom sem mais delongas! – a diretora disse – Agora vamos anunciar o vencedor da gincana!

Todos começaram a aplaudir e comemorar e observei que Reo deu um leve sorriso, como se concordasse com todo aquele alvoroço. Ela começou a abrir um papel e leu em voz alta.

– Os vencedores foram, a turma do 3° ano! – ela anunciou.

Toda turma explodiu em comemorações e as outras começaram a lamentar. Vi minhas amigas pegarem os celulares, para ligarem para os respectivos namorados e dizer a eles que ganhamos.

Lion, Valentim e Leo haviam levado Gilbert para casa e, por isso, não estavam presentes.

Elas começaram a falar no telefone, enquanto todos começaram a se dispersar e apenas o 3° ano ficar, para saber mais informações do passeio.

Me levantei e fui para o palanque. Reo começou a andar em minha direção e paramos, um na frente do outro.

– Parabéns! Vocês fizeram um ótimo trabalho.

– Obrigada – eu disse. – Reo, você sabe tudo que vai acontecer no passeio certo?

– Sim... Vou ser um dos responsáveis por vocês.

Olhei para ele, incrédula. Ele iria conosco no passeio e nós poderíamos ficar uma semana juntos.

– Quer ir embora? – perguntei, querendo que ele cumprisse a promessa que havia me feito, mais cedo.

– Tudo bem então... – ele sorriu com minha ideia.

– Vou só me despedir delas. – Indiquei minhas amigas com a cabeça.

Ele assentiu e eu me despedi de cada uma delas, que, após perguntarem o motivo de minha saída antecipada, eram respondidas com o nome dele.

Voltei até ele e sorri, fazendo com que ele me guiasse até a garagem.

Chegando lá, acho que ele começou a observar se estávamos sozinhos, pois olhava de um lado para o outro.

Ele se voltou para mim novamente e me abraçou.

Envolvi minhas mãos em seu pescoço e então ele me levantou do chão me deixando bem maior que ele.

– Reo! – exclamei

– Eu te amo... – ele sussurrou, comigo ainda suspensa.

Ele me abaixou um pouco, me fazendo ficar poucos centímetros maior que ele e me beijou.

O beijo que nós dois implorávamos até aquele momento, um beijo de verdade, com as línguas entrelaçadas e a respiração em falta.

O melhor beijo de toda minha vida.

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Entravamos em seu apartamento e a única coisa que queria era voltar a beijar Reo.

Após aquele longo monologo, Reo me levou ao shopping e lá passamos a tarde inteira. Quando Reo iria me levar em casa minha mãe ligou, dizendo que ela e meu pai estavam no sitio de meu avô e, por meu pai não gostar de dirigir a noite e por ela querer ficar um pouco perto dos irmãos, eles só voltariam na tarde do dia seguinte.

Ao contar para Reo ele disse que era melhor eu dormir em seu apartamento, para que não ficasse sozinha em casa, como se eu fosse um bebê, mas não achei má ideia.

Aceitei a proposta, pois queria aproveitar o máximo de tempo possível ao seu lado.

Passamos em minha casa, para eu pegar um pijama e roupas para o dia seguinte e depois fomos para seu apartamento.

Ele abriu a porta e nós entramos. Estava um pouco escuro lá dentro, pois já era noite e ele não havia acendido as luzes.

– O que quer fazer? – ele perguntou.

– Não sei. – menti.

Queria mesmo era estar em seus braços, sentir seu cheiro, ficar perto dele,depois de tanto tempo negar aquele sentimento.

– Bom, que tal tomarmos banho? Depois vemos televisão não sei.

– Acho que tenho uma ideia melhor... – disse colocando meus braços em volta de seu pescoço.

Ele sorriu um pouco envergonhado e eu o beijei rapidamente, antes dele sair e ir para seu quarto. Deixei minha mochila no sofá e comecei a pegar minhas coisas.

Havia levado uma camisola branca e uma langeri que minha mãe havia me dado no quando fiz 17 anos. Eu havia esperado para usar em uma ocasião especial, e, na minha opinião, essa era a hora.

Fui para o banheiro e tomei um rápido banho. Ajeitei meus cabelos e deixei meus óculos na capinha, para saber onde estavam depois.

Sai do banheiro e fui para o quarto de Reo. Ele ajeitava a cama com cuidado e eu fiquei parada na porta, o observado fazer aquilo.

Pensei em quantas vezes ele já não havia feito isso tudo, só que para Ada, e, de repente, minha vontade de estar ali se esvaiu.

–Você está linda! – ele disse, ao perceber minha presença ali, e continuou estendendo a coberta.

– Obrigada...

– O que foi? – Reo se aproximou de mim, como se lesse meus pensamentos e me olha preocupado.

– Em qual lado ela dormia? – perguntei, sem mais delongas.

– No direito... – ele respondeu com cautela.

Assenti para mostrar que havia entendido.

– Alice, eu sei que pode parecer ruim. Se você não quiser eu vou entender.

– O lado direito é meu... – toquei seus lábios com os meus e fui para o lado em que ele havia indicado.

Reo sorriu, meio aliviado.

– Apesar do que pode acontecer, eu não acho que seja a hora de dizermos a todos que...

– 1° Vai acontecer – comecei a repreende-lo – 2° Não tem ninguém aqui, 3° Eu não contarei pra ninguém e 4° Nós não precisamos estar juntos. Quantas pessoas se relacionam sem nenhum compromisso?

– Desculpa...

Me sentei e encostei na cabeceira da cama.Ele veio até mim e se deitou ao meu lado. Só naquele momento percebi que ele já estava de pijama e pronto para ficar ali.

Naquela noite eu me apoderei do lado, da cama, do apartamento e de Reo, o único homem que queria ficar, para o resto de minha vida.

Notas finais
Então?? Comentem ai! Beijos e fui -Avia