If You Say So
3 Tudo Pode Acontecer
Notas iniciais
Santana estava espantada ao ver homem naquele estado. Nunca o vira neste tipo de situação antes e resolveu tirá-lo dali.
— Ainda não respondeu minha pergunta – A Latina indagou ao homem.
— Posso dizer que estou afogando minhas mágoas – Respondeu
Ela Expressou um semblante de nojo. Ele tinha um bafo forte de álcool e transcendia um mau cheiro pelo corpo.
— Tudo bem, precisa ser mais claro. Ainda não virei advinha! – Ela foi ríspida.
— Emma está grávida! – Ele gritou – Não estou pronto para ter um filho
— Então por isso você fugiu de Ohio veio beber e pegar strippers? – Ironizou
Ele não respondeu. Ficou com a cabeça baixa e Santana pôde ver uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Ela não se conteve em ver o homem desta forma e pensou em ajudá-lo.
— Você não pode ficar assim. Vamos para o meu apartamento e veremos que vamos fazer. – Disse ela levando Will pelo braço até em casa.
Rachel já estava chegando ao primeiro ensaio da peça. E cada passo que dava, sentia um aperto no coração. Lembrava de Finn e todo seu apoio, do clube do coral, das brigas por solos..
Tudo havia acabado, agora só restava ela e sua grande responsabilidade estrelando seu primeiro musical da Broadway.
Adentrou uma sala, onde estava Rupert, o diretor da peça, uma banda que tocaria as músicas, e alguns dançarinos. Todos foram receptivos quando a judia entrou, porém ainda faltava alguém. O Parceiro da peça que tanto falavam não havia chegado.
Um pensamento veio em sua cabeça. O ator era um amador que nem no primeiro ensaio conseguia chegar na hora, pobre dela. No entanto, ele não demorou muito a aparecer. Uma voz ecoou na sala silenciosa:
— Desculpe o atraso. Nova York ainda é um monstro para mim.
Rachel se virou e não acreditou quem estava em sua frente. O seu parceiro era alguém que já fez parte de sua vida e no momento só pode ficar mais aliviada.
Jesse! – Gritou e foi de encontro do homem parado na porta.
— Ei Rach – Sorriu e deu um abraço apertado nela.
— Como isso aconteceu? – Perguntou confusa.
— Eu soube do musical e já estava pela cidade. Resolvi arriscar e acabei ganhando o papel. – Respondeu com um semblante de orgulho. – Fiquei receoso no começo, mas depois que soube quem era a estrela do musical, fiquei aliviado.
Rachel ficou contente. Jesse foi seu namorado no colegial, e mesmo depois de tudo, ela não sentia nenhuma mágoa.
— Como você está? Eu soube de tudo que aconteceu. – Ele ficou meio em dúvida, mas perguntou.
— Estou me acostumando a viver sem ele. – Respondeu com um olhar triste
— Que bom. E se precisar de um amigo, saiba que estarei aqui! – Sorriu e deu mais um abraço na garota.
— Berry, St James, Chega de papo. Vamos ao que interessa! – Disse Rupert chamando os dois para perto de todos.
Em Ohio, Kurt ainda estava sem um mínimo de sucesso ao recuperar a memória de seu noivo. Ficou instalado na casa de Burt e Carole, que ainda estavam deprimidos pela morte do filho. O garoto de olhos azuis tentava ser o mais forte possível. Era a única maneira de ajudar a todos e a si próprio.
Estava deitado em seu antigo quarto, pensando em todas as formas de como Blaine poderia ter se acidentado. Lembrou que o policial disse que os freios do carro do noivo haviam sido cortados e pensou em quem podia ter feito isso. Ele não tinha inimigos, então quem poderia ser? Obviamente alguém queria acabar com seu relacionamento, para dizer ao moreno que era hétero.
Levantou da cama e resolveu ir ao local onde Blaine sofreu o acidente. Ao abrir a porta o garoto se surpreende com uma visita inesperada.
— Puck? Posso te ajudar? – Perguntou curioso.
— Na verdade Hummel, eu é que posso te ajudar. – Disse o judeu deixando Kurt confuso.
Quinn ainda estava se acostumando com o brilho de Nova York, e se quisesse permanecer lá, precisava arrumar um emprego. Lembrou que Rachel, Kurt e Santana trabalhavam no Spotlight Diner, um restaurante onde os empregados cantam. E era localizado perto da Broadway.
A loira decidiu ir comer lá e aproveitar para pedir um emprego. Chegando no restaurante, sentou-se e esperou alguém vir atendê-la. Olhou para todos os cantos e sentiu-se confortável lá. Não demorou muito e uma garota com cabelos azuis, estatura baixa e com o uniforme do local se aproximar. Notou também um olhar de interesse voltados para ela e deduziu que a garota era lesbica.
— Meu nome é Dani, Posso anotar seu pedido? – Disse a garçonete ainda fitando Quinn
— Eu quero duas coisas. Uma salada e um emprego. – Sorriu
— A salada eu posso providenciar, mas o emprego é com ele. – Retribuiu o sorriso e apontou para o gerente.
Quinn sentiu-se atraída por Dani. Se Ela era mesmo Lésbica, por que nunca havia sentido isso antes de Santana? Estava muito confusa. Além do mais por que Santana não estava no restaurante? Foi lá também para vê-la.
Dani voltou com um sorriso radiante no rosto e um prato de salada.
— Sua salada – Disse deixando o prato na mesa.
— Você conhece Santana Lopez? – Perguntou Quinn à Dani
— Santana? Sim, nós namoramos. — assentiu com a cabeça positivamente respondendo a pergunta de Quinn
— O Chão de Quinn caiu drasticamente. Ao ouvir a palavra namorada, todas suas chances se esvaíram de vez
Ela abaixou a cabeça e começou a comer aquela salada sem nenhuma vontade. Dani se retirou e foi atender outra pessoa.
A Loira desistiu do emprego e terminou de comer a salada. Queria voltar para Yale ou visitar sua mãe em Ohio. Tirou um dinheiro da bolsa e chamou Dani.
— Onde ela está agora? -Perguntou
— Ela não trabalha mais aqui. Foi demitida faz uma semana. – Respondeu pegando o dinheiro.
Quinn mais uma vez ficou chocada. Se Santana não estava trabalhando ali, para onde ela iria todas noites? E por que continuaria mentindo?
Puck estava sentado no sofá de Burt enquanto contava como ajudaria Kurt. Ele contou que viu Sebastian conversando com Blaine, uma hora antes do acidente, e que achava que ele era o causador de tudo. Kurt logo ligou os pontos. Mas uma coisa não se encaixava. O Fato de contarem que seu noivo era Hétero.
Se Sebastian queria separar o casal, por que diria algo do tipo? E também ele não tentaria matar Blaine.
Puck prometeu ajudar o garoto de olhos azuis, afirmando que após a morte do melhor amigo, havia se tornado outra pessoa. O que não convenceu Kurt, mas aceitou a ajuda. Os dois começariam a investigar no outro dia.
— Toma aqui. Isso vai te ajudar com a ressaca. – Disse Santana entregando uma xícara de café à Will, que agradeceu.
— Escute, temos que fazer algo em relação a isso.
— Eu sei Santana. Fui precipitado, ao fugir, mas não estou pronto para criar uma criança.
— Ora, quando sua esposa maníaca disse que lhe daria um filho, você ficou todo alegrinho. Claro até descobrir que tudo era falso.
— Não é a mesma coisa. Eu não te contei tudo.. – Disse Will cabisbaixo
— Tem mais? – Perguntou ela surpresa.
— Tem. Eu descobri recentemente que … — Ele foi interrompido com a chegada de Quinn
— Santana precisamos conversar! – Disse ela aflita.
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