If You Say So
11 Dizem Por Aí..
Notas iniciais
Era uma manhã ensolarada de domingo. Quinn estava de pé, vestindo uma camisola rosada, em frente a pia para fazer um café.
Seu olhar era triste, tanto que nem aquele sol que iluminava uma cidade, poderia animá-la. Estava decepcionada por aceitar o pedido de casamento. Também por Santana não amá-la, o quanto a mesma a amava.
Foi surpreendida por alguém que chegou e entrelaçou os braços em seu corpo. Se deu conta de que passou a noite na casa de Puck, e sorriu ao sentir os braços dele.
— Ontem foi maravilhoso Q – Ele disse, beijando-a no pescoço delicadamente
— Que bom que gostou – Disse ela, um pouco desconfortável, ao lembrar da noite anterior.
Ele a virou para sua frente e a beijou. Suas mãos iam passando por todo o corpo dela de forma devagar. Ele parou de beijá-la e a olhou
— Gostei tanto que acho que preciso de mais. — Ele mordeu o lábio e enfiou sua mão por baixo da camisola.
Quinn a tirou de lá instintivamente. Estava um pouco enojada e não queria ser tocada por ninguém, ninguém que não tivesse cabelos escuros compridos, pele morena e seios avantajados.
Puck obedeceu na mesma hora e foi servir um pouco de café.
Quinn resolve perguntar algo que a incomodava desde o memorial. Algo que notou e estranhou.
— Puck... Posso te perguntar algo?
Ele sorri e assente com a cabeça.
— Por que não falou nada naquele memorial? Quer dizer, Finn era o seu melhor amigo, e a todo momento em que te olhava, você parecia querer gritar.
Ele disfarçou o olhar e mentiu.
— Eu fiquei emocionado e senti que Finn estava satisfeito com tamanha homenagem, alias não gostaria de arruinar um momento tão bonito.
Quinn não acreditou. No entanto, ela deixou passar, porém sabia que, no momento adequado, ela retomaria o assunto.
— Você já escolheu suas madrinhas? — Ele mudou de assunto rapidamente.
— Não, nem avisei minha mãe que irei me casar.
— Pois se apresse, o casamento será daqui algumas semanas – Ele responde esperando uma reação.
— Como é? — Ela pergunta assustada.
Puck pegou delicadamente a mão da noiva e a beija duas vezes.
— Foi o único tempo que consegui. Pensei que não fosse se importar...
Ele faz um semblante de cãozinho abandonado. Quinn fica furiosa por dentro, mas resolve não demonstrar, pois queria casar mesmo antes de Santana ir para Rússia.
— Não me importo, o quanto antes melhor! — exclamou falsamente animada — Vou contar hoje para minha mãe, procurar um vestido e fazer os convites.
Ele a abraçou apertado e sorriu aliviado.
— Ótimo, eu também farei algo. Se precisar, é só me ligar.
O primeiro movimento de Rachel foi abrir os olhos. No início, não se deu conta de onde estava. Sua cabeça latejava fortemente.
Ela levantou devagar e enxergou uma parede a sua frente da cor cinza, que servia como espécie de mural, em que mostravam fotos da vida toda de Jesse até o momento. Ela olhou para seu lado e viu o ele deitado sem camisa dormindo, com apenas o edredom cobrindo sua cintura... Olhou assustada para si e percebeu que estava apenas de Lingerie, uma preta de renda que havia comprado alguns meses com Kurt.
Sua noite de ontem continuava um borrão, mas ela imaginava que havia feito sexo bêbada. Se arrependeu no mesmo instante, o dobro, pois fora com Jesse, o homem que tinha um sentimento muito forte guardado – ou nem tão guardado – por ela.
A mulher foi levantando-se da cama, tentando fazer o mínimo de barulho para não acordá-lo. No entanto, a cama rangeu alto, assim que ela desencostou o pé do lençol. Ela fechou os olhos instintivamente e o ouviu se mexer. Torceu para não acordá-lo e ficou aliviada, quando tornou a abrir os olhos e o viu ainda cochilando.
Rachel juntou o par de sapatos e foi em direção da porta, apenas nas pontas dos pés. No Entanto, parou quando ouviu aquela voz familiar que fazia sua espinha congelar.
— Já vai tão cedo? — Jesse perguntou, depois de fixar seus olhos no corpo de Rachel.
Rachel virou seu corpo envergonhada e respondeu:
— Não quis te acordar – Seu rosto estava corado após falar – Tenho que ir conversar com Santana... Ela não está bem – Mentiu.
Ele revirou os olhos e levantou-se. O edredom, que outrora cobria sua cintura, caiu no espaço vazio e gélido da cama, logo, deixando sua cueca box azul a mostra
Ele deu alguns passos e sorriu ao se aproximar dela.
— Não precisa mentir Rachel, eu sei que só quer ir embora. Aliás, eu gostaria de te agradecer pela noite maravilhosa de ontem...
Ela, que antes estava corada, agora tinha a cor de um caranguejo. Num instante, vestiu seu vestido para disfarçar sua vergonha.
— Jesse... — Ela começou – Não devemos repetir esta noite nunca mais. Foi um erro – Manteve firmeza ao mostrar seu arrependimento.
— Não Rach, não agora que estava dando tudo certo! — Ele gritou relutante —Eu te amo e você deve ter um recomeço. Finn gostaria disto!
O rosto da mulher ficou vermelho novamente, mas desta vez era de fúria.
— Jesse. Eu já te disse que não vamos repetir! — Gritou decidida – Também devias saber que luto é algo individual e quem decide sobre um recomeço sou Eu. Mas saiba que este recomeço nunca será com você, e sabe por quê? Por que somos apenas amigos e prefiro manter assim.
Ele sentou de volta na cama e concordou com a cabeça. Seus olhos já estavam marejados em lágrimas.
— Eu sei, me desculpe. Mas é que te amo tanto.
Rachel olhou para ele com repreensão.
— Quer dizer, eu entendo e vou respeitar – Falou de forma arrependida.
Ela se aproximou dele e colocou sua mão no rosto dele, fazendo carinho suavemente. Seu semblante era de quem tinha dó.
— Eu preciso ir – Ela disse, girando seu corpo e saindo pela porta do quarto.
Tudo que Will Schuester queria era um pouco de coragem para revelar que estava indo embora. Como de costume, seus alunos do coral o encaravam ansiosos para saber qual seria a tarefa da semana.
Emma também ansiava pela demissão do ex marido e não queria perder de ver o mesmo assinando sua carta de demissão, por isso, estava indo em direção ao escritório da Sue. Ficou furiosa quando viu Will escrevendo na lousa as palavras das tarefas semanais. Achou que sua chantagem não havia sido satisfatória, porém congelou quando viu a palavra “DEMISSÃO” escrita na lousa.
Os alunos se entreolharam e alguns já demonstravam pânico, até que Will começou a explicar-se.
— Bom, eu gostaria de ser o primeiro a contar que estou de saída – Encarou os rostos perplexos e disse – Emma e eu estamos nos divorciando e creio que não poderei mais ficar por aqui.
— Mas e a gente? — Blaine Questionou
Will engoliu em seco
— Não terão professor. Duvido que alguém aqui pense no clube ou em vocês – Mostrou um semblante tristonho. — Terão que treinarem sozinhos para as Nacionais ou o clube pode acabar.
Os alunos abaixaram as cabeças, decepcionados.
— Não há possibilidade do senhor ficar? — Tina perguntou esperançosa.
— Não, me desculpe, é complicado. — Disse delicadamente, mas Tina já iniciara um choro.
Todos levantaram-se e formaram um abraço em conjunto. Will se juntou a eles e algumas lágrimas escorreram pelo rosto.
Kurt, que ia passando, viu Ema olhando pela fresta da porta.
— Srta Pillsbury? — Chamou-a, curioso – O que está fazendo?
Ela deu um giro assustada e respondeu
— Kurt que bom que chegou – Sorriu falsamente – Will está se despedindo. Ele vai embora da escola.
Ele arregalou os olhos, incrédulo.
— Como é? E o clube?
— Pois é, acho que alguém deverá substitui-lo. E se quer minha opinião, acho que você deveria assumir. Afinal, poderá cuidar de Blaine por tempo integral.
Emma fingiu-se de sonsa. Tudo que ela queria era ver Will indo embora, mas não gostaria que o clube se decepcionasse. Kurt estaria ali para salvar, só bastava um empurrãozinho para convencê-lo.
— Talvez esteja certa – Ele concordou – Mas não ficarei por muito tempo, meu tempo de recesso em NYADA está acabando. — Lembrou ele.
— Bom, então aproveite!
Ela sorriu e o deixou sozinho. Ele se manteve relutante. Não queria entrar na sala, mas quando o fez, sentiu que invadira um espaço proibido. Todos o fitaram.
— O Sr Schue está... — Tina se adiantou.
— Partindo. É eu ouvi. — Interrompeu-a, rispidamente.
Kurt tomou a frente e os alunos continuaram fitando-o. Ele Ficou no centro e tornou a falar:
— Sei que não sou professor, muito menos estou no seu nível Sr Schue – disse sem graça – Mas eu gostaria de ajudá-los a vencer as Nacionais – Sorriu desajeitado.
Will assentiu com a cabeça, sorriu de volta e o abraçou. Os alunos se levantaram e foram unir-se no mesmo, menos Tina que parecia não ter gostado da ideia.
Rachel chegara apressada em casa e estava aflita, imaginando que haveriam pessoas a sua espera. Pois, ela estava certa. Mercedes, Santana e Brittany estavam na cozinha preparando o almoço. O cheiro estava ótimo e fez o estômago de Rachel roncar.
— Vejo que a noite de alguém foi produtiva – Santana a recebeu iônica.
Ela corou. E para disfarçar olhou para a mesa e viu cinco envelopes, dos quais dois já estavam abertos.
— O que é isto? — Ela perguntou curiosa.
— São convites do casamento de Quinn e Puck. — Disse Brittany
— Casamento? Nossa! — Rachel se espantou
— Tina me ligou hoje de manhã. Disse que encontrou com Quinn na loja e ela pediu para avisar, pois não haveria tempo e os convites já estavam para chegar. — Explicou Mercedes calmamente.
Santana olhou para seu envelope e o pegou.
— Eu não abri o meu e vou aproveitar para abrir junto com você. — Contestou Santana.
Ambas abriram os envelopes e leram os detalhes do convite. Para a surpresa de Santana, o seu tinha uma carta, da qual não havia em nenhum outro. Ela disfarçou e a colocou de volta, mas Brittany pôde ver o que era.
— Aqui diz que o casamento é semana que vem – Rachel se surpreendeu. — Não acham um pouco cedo? — Indagou.
Mercedes deu de ombros e Brittany se exaltou.
— Acho que se eles se amam devem casar o mais rápido possível – disse nervosa – Alias, vou para o meu quarto pensar em um ótimo presente. Santana me dá que eu guardo para você.
Brittany pegou rapidamente o mesmo das mãos de Santana e foi apressada para o quarto. Seu primeiro pensamento foi a carta e quanto tentou ir atrás dela, Rachel a interrompeu.
— Ela me convidou para ser madrinha. Por que será? — Perguntou confusa
— Talvez você seja a nova melhor amiga Berry – Hostilizou Rachel e saiu furiosa da cozinha.
Mercedes ficou chocada com tal atitude e voltou para o fogão. Rachel não deu importância e sentou na cadeira para pensar.
No quarto Brittany tirou a carta apressadamente do envelope. A primeira coisa que sentiu foi um odor de perfume que exalou por todo o recinto. Ela abriu completamente a folha, olhou para os lados e não notou ninguém, então começou a ler:
“Santana, você deve estar se perguntando o porquê ser a única a receber uma carta, junto do convite. A resposta é simples. Na minha cabeça, acho que te devo uma explicação por casar com outra pessoa, mesmo estando apaixonada por ti.
Bom, Brittany disse que eu nunca mudaria seu sentimento por ela, e que também ela não desistiria de te conquistar...
Não me rendi até ver seu olhar direcionado a ela. Deu para perceber que o amor de vocês é forte e que não ficaria por mim, quando a Rússia espera para ser o ninho do seu amor.
Bom, eu vou casar para te esquecer. Faça boa viagem. Vocês se merecem
— Com amor, Q.”
Ps: Deixei meu perfume como última lembrança para você.
Brittany terminou de ler e instantaneamente rasgou a carta em dois pedaços, depois a jogou longe e chutou o ar com raiva.
No Entanto, ela não percebera que Santana estava parada na porta com um olhar furioso. A latina avançou dois passos e disse:
— Quem te deu permissão para mexer nas minhas coisas?
Ela pegou os pedaços rasgados do chão e sentiu o perfume de Quinn. Quase sentiu seu corpo levitar, mas aquele momento de fúria impediu qualquer distração. Então ela voltou a encarar Brittany que estava sem reação.
— Me responde! — Gritou, desta vez ainda mais alto.
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