If You Never Try Youll Never Know
1 Capítulo 1
Estava super atrasada, tinha que estar no aeroporto em menos de 1 hora para fazer o check in e embarcar, peguei minha mala que estava em meu quarto, me despedi de minha mãe e fui de taxi para o aeroporto. No caminho fiquei pensando em quão sortuda eu era por ter ganhado aquela grande oportunidade de trabalho em Londres, quer dizer eu estudei muito, quase passei fome nas idas e vindas da faculdade, madruguei fazendo os trabalhos, mas eu consegui ser a melhor, e por reconhecer meu esforço uma professora da minha faculdade me indicou para uma vaga em uma revista super concorrida no Brasil e por emprenho eu consegui entrar. Trabalhei muito, e agora recebi uma proposta de ir para a filial desta revista em Londres e mostrar o meu trabalho como fotografa. Eu só tinha uma chance de impressiona-lo e talvez se tudo desse certo eu poderia morar lá.
Cheguei no aeroporto e fui correndo para o check in, para meu azar a fila estava enorme, porém como meu vôo seria daqui a menos de 10 minutos conversei com o atendente e ele me deixou passar na frente daquelas pessoas, despachei minha mala e com uma bolsa de mão fui correndo para o avião. A viagem seria longa já que teria conexão com Lisboa, e lá eu passaria 2 horas esperando o vôo para Londres.
Sentei-me em meu respectivo assento e esperei. Depois de 15 minutos o avião decolou, comecei a ler um livro que eu já tinha lido antes, já sabia todas as falas e acontecimentos, mais a história era tão intensa e verdadeira que me fazia querer ler mais e mais. Passou-se certo tempo e avisaram que eu já poderia usar a internet, pois o wi-fi já estava disponível –Eu simplesmente adoro o fato de poder usar o wi-fi no avião, é uma maravilha– Peguei meu IPad e abri direto nas fotos que iria apresentar para a editora da revista. Dei uma olhada na seleção de fotos e comecei a trabalhar, eram muitas fotos para ser escolhidas e editadas. Algumas horas se passaram e nem mesmo as redes sociais conseguia me distrair. Foi um tédio enorme, eu nem sequer consegui dormir. Felizmente já estávamos chegando, em menos de 15 minutos pousaríamos– Mais também aguentar 9 horas de viagem ninguém merece, era desanimador pensar que teria que ficar 2 horas no aeroporto e mais 2 horas no avião até chegar a Londres.
Desci do avião com uma enorme cara de enterro, eu estava muito cansada. Fui direto ao banheiro do aeroporto. Joguei agua no meu rosto e retoquei a maquiagem, andei um pouco e consegui achar uma loja que vendesse café. Depois de tomar o café me senti um pouco mais acordada. Para passar o tempo resolvi pegar minha câmerae comecei a fotografar as pessoas em seu cotidiano. Pessoas importantes de negócios passavam rapidamente acostumados com o vai e vem do aeroporto, ja outras pessoas que aparentemente estavam em uma viagem de família pela primeira vez ficavam maravilhados e desnorteados ao mesmo tempo com tanta novidade.
Depois de fotografar fui para a sala de espera onde se encontrava mais algumas pessoas que tinham pego o vôo com conexão como eu. A tv que se encontrava naquela sala estava ligada e aparentemente passando uma novela português, como eu não tinha muito o que fazer tentei prestar atenção na tal novela, foi fácil a principio mais ai os atores começara a falar muito rápido e a cena que até então era dramática se tornou engraçada para mim. Finalmente um agente do aeroporto chegou para nos levar até o avião. Peguei minhas coisas e segui a fila que se formou. Já no avião peguei meu celular e mandei uma mensagem avisando minha mãe de que já estava indo para Londres, quando surpreendentemente meu celular toca e eu me assusto derrubando-o de baixo do assento do passageiro a minha frente (Porque eu tinha que colocar uma voz de grito como toque de celular? Vai entender) . Enquanto eu tentava pegar meu celular, curvando-se ainda sentada em meu assento uma voz rouca apareceu dizendo:
– Com licença, acho que eu me sento ao seu lado...
Peguei meu celular rapidamente e me levante ficando completamente descabelada e com muita vergonha.
– Ah sim, me desculpe.
Depois que o rapaz se sentou desliguei meu celular e guardei-o na bolsa pegando o meu livro de Romeu e Julieta até então em inglês para que eu conseguisse treinar minha leitura novamente. Depois dos comissários explicarem o que se devia fazer caso um acidente acontecesse comecei a lê-lo.
Eu ja estava no meio da minha leitura quando o rapaz sentado ao meu lado diz:
– William Shakespeare ...
– Sim, você gosta ?
– Na verdade não conheço muito, já vi o filme de Romeu e Julieta apenas...
– O livro é muito melhor, mais intenso...
– Talvez um dia eu leio...
Em minha mente veio o pensamento ‘’ Porque não dar o meu livro para aquele rapaz tão pobre de literatura que conhece um autor tão grandioso apenas através de suas histórias transpassadas para um filme’’, então fechei o livro e disse:
– Tome, pegue para você
– Eu não posso, quer dizer, você está lendo-o e seria grosseria de minha parte te interromper...
– Pode pegar eu já li este livro milhares de vezes, eu gosto muito dele por isso não canso de ler — Peguei o livro e coloquei nas mãos do rapaz de olhos verdes
– Não vou aceitar um não como resposta.
Ele sorriu demonstrando gratidão e vergonha ao mesmo tempo e então disse;
– Meu nome é Harry
– Prazer, sou a Laura
– Bonito nome ... Você parece ser australiana, acertei ?
– Não hahaha Sou brasileira ... e você parece ser britânico mesmo, acertei ?
– Aham...Está tão na cara assim que sou britânico ?
– Sim, o sotaque ...
Conversamos durante algum tempo até que o comissário nos pediu para apagar as luzes e conversar um pouco baixo, já que estávamos incomodando as pessoas. Resolvemos parar a conversa por ali. Eu estava exausta e resolvi tirar um cochilo.
Em meio a tudo eu estava tendo um sonho meio engraçado, me lembro que era algo relacionado a uma vaca entrando em um onibus escolar – Vai entender.
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