If You Don't Know
1 Único
Notas iniciais
Ela tinha que saber. Tinha que entender. Tinha que decidir.
Rose só tinha aquele momento para decidir o rumo que sua vida tomaria, e ali, de frente para ele no meio do maior aeroporto de Londres, a menina não sabia o que fazer.
Não é como se Scorpius não tivesse lhe dado tempo, porque ele deu, mas a Weasley nunca quis decidir quando seu romance com o loiro acabaria. Ela tinha duas opções, o deixar ir ou não. O menino estava de mudança para a França e deixou para ela a incumbência de escolher seu destino.
Se ela pedisse que ele ficasse, estava assumindo a responsabilidade pela mudança de vida que Scorpius sofreria, além de assumir os sentimentos que fazia tanta questão de esconder. A ruiva estava com tanto medo daquilo.
O Malfoy estava nervoso, tudo o que desejava era que a menina o pedisse para ficar. Queria que ela lhe mostrasse o que era amor, queria que ela o quisesse, precisava que ela precisasse dele. Mas se ela não soubesse, então que lhe deixasse ir.
Um minuto. Dez. Trinta.
Ele tinha que seguir em frente – ou não –, e nada saía da boca de Rose. O loiro jurava que sempre estaria lá para ela, encontraria um jeito de ser o que ela precisava, um amigo, um namorado, o que fosse. Só que Rose não expressava nada, parecia não ligar para todas as promessas, nem para nada do que passaram.
“Você está jogando fora tudo o que passaram para ficar juntos, sua idiota! Faça esse garoto ficar! Foda-se o futuro dele! O futuro dele é do seu lado!”, era o que passava em sua cabeça, só que Rose racionalizava demais para se permitir correr o risco de ferrar a vida do garoto.
Então o Malfoy cansou de ficar ali, tentando controlar o choro – sendo que não chorava desde quando quebrou o braço na quarta série –, o menino saiu dali, andando devagar, para dar tempo de ela alcançá-lo se quisesse.
E a ruiva queria, queria as brigas, os tapas, que ele a chamasse de maluca antes de lhe dar um beijo de reconciliação, queria o que geralmente se sucede ao beijo, aquela camisa que sempre pegava quando dormiam juntos, queria porque ele sabia as músicas que a faziam chorar, porque gostava dos olhos dele, do que ele a fazia sentir, porque sempre se lembraria do gosto de seu beijo.
Rose queria que ele ficasse, principalmente, porque queria um amanhã para os dois.
Naquele momento, enquanto ele chorava, ela sorria. Sorria, porque sabia, entendia, e finalmente tinha decidido.
Ela nunca o deixaria ir.
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