If We Die Young

3 Capítulo III — Happy


Notas iniciais
Pode parecer loucura o que vou dizer agora A luz do sol está aqui, você pode dar uma pausa Sou um balão de ar que poderia ir pro espaço Com o ar, como se eu não ligasse, à propósito, baby Porque estou feliz Bata palmas, se sentir como uma sala sem teto Porque estou feliz Bata palmas, se achar que a felicidade é verdadeira Porque estou feliz Bata palmas, se souber o significado da felicidade Porque estou feliz Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer

Alfred

—Alfred, isso está fora de cogitação-aru. —cortou secamente.

—O quêêêê~?? — protestei, fazendo minha melhor cara chorosa e exagerada expressão perante a resposta, insatisfeito. —Por que nããão~? Qual é o problema em ajudar no meu (formidável, sejamos honestos) plano, Yao??

Como me fora pedido —para não dizer obrigado—, recebi à princesa que estava a conversar alegremente com o meu mordomo no jardim; nada de interessante ocorrera até então, além de sorrisos e risadas falsas, por parte minha, e um papinho bastante curto e educado. E para mim, foram os 5 minutos mais entediantes de toda a minha vida.

Sim; foi apenas 5 minutos o tempo que levamos nos cortejando. Como estava com claros sinais de iria chover, a princesa preferiu partir o quanto podia, pois logo iria piorar e poderia ocorrer algum acidente no caminho ao seu reino, caso ela fosse depois.

Despedimos-nos, e a jovem partiu em sua carruagem. Não tenho muito que narrar nessa cena e estou com preguiça, então deixo a critério de vocês imaginarem-na. Com alguma coincidência do destino, enquanto atravessava novamente os longos corredores, trombei com o Jack do meu reino.

Yao Wang.

Em uma descrição bem rápida, ele não é muito alto, possui cabelo negro e longo — este preso em um laço azul seda delicado. Também tem olhos castanhos puxados e uma expressão calma e juvenil estampada no rosto, embora estivesse em perto dos 30.

Nossa, se tem alguém que realmente se mata por ver um coelho com os seus filhotinhos, esse alguém é Yao Wang.

De qualquer maneira, nós somos bastante próximos. Acredito que desde que eu era criança que somos amigos, e por isso não precisamos nos relacionar com aquela baboseira toda do: “Oh, meu estimado companheiro! Estimo que não nos vimos por muitos meados. Como andas?” “Ora, vossa majestade e estimadíssimo companheiro, tenho andando muito bem!”. Ugh, com certeza já teria me jogado da janela se, até com ele, eu devesse agir assim.

Às vezes penso nele como meu próprio irmão; talvez seja porque ele aja assim, afinal, ele sempre está ali quando eu mais preciso dele e sempre me ajuda em meus planos... Quero dizer, quase sempre... POR QUE ELE NÃO ESTÁ ACEITANDO PARTICIPAR DO MEU MARAVILHOSO PLANO??!

—Alfred... Há um certo limite entre as coisas que não podes fazer, mas posso me faço de cego, e as coisas que NÃO PODES FAZER MESMO QUE O MUNDO ESTEJA ACABANDO-ARU. —ele falava em um tom calmo, porém, a voz engrossava cada vez mais a cada palavra proferida. —E tu estás totalmente extrapolando esse limite-aru.

—Mas, Yao! Sabes muito bem que, por durante 18 anos, sempre tive que ficar por trás desses portões sem poder ver o mundo exterior, sem poder conhecer mais nenhuma pessoa além dos lacaios e das princesas, que, aliás, só querem casar comigo por ser o príncipe de Spades, sem sequer me conhecer. Não sei nada do reino que meu pai deseja que eu reine. Não sei nada do meu povo; apenas sei, mais ou menos, o que existe lá fora pelo o que os livros e os lacaios me contam.—reclamei, e inconscientemente fechei os punhos. Esse assunto realmente me colocava aos nervos. — E não apenas isso; por 18 anos, tive de estar sob as ordens do meu pai, tendo que ser o filho perfeito, tendo que passar horas e horas estudando para me tornar em algo que não queria, em vez de brincar como as outras crianças. Preso em uma gaiola. Uma marionete. Não percebes que isso me sufoca a cada ano?? Essa é a minha única chance!!

Wang manteve-se calado por um tempo depois do discurso que tinha acabado de dar, aparentemente surpreso com as palavras. Entretanto, era assim que eu constantemente me sentia. Não havia dito nenhuma mentira e nem exagerado em nenhum momento da minha fala.

Desejo ter a liberdade.

Mesmo que seja por uns minutos, sonho em sentir o gosto de ser livre de tudo que me prende hoje e fazer o que eu quero, dizer o que desejo, decidir meu próprio rumo sem ninguém para pôr uma coleira no meu pescoço.

Tudo o que mais desejo.

—Eu sei-aru!! Eu sei disso, mas ainda assim...! —articulou meu amigo, depois de se recuperar da surpresa. Ele parecia mais indeciso e receoso do que antes. —Não fazes a mínima ideia do perigo que estás correndo com esse plano! Se o teu pai descobre que fugiste, mandará todos os guardas e pessoas do reino virem trás ti sem descanso até te encontrarem, e o problema será ainda pior-aru!!

Nesse momento traguei em seco.

Yao está certo... Quando meu pai descobrisse sobre isso, coisa que não tardaria, a chapa iria REALMENTE esquentar para o meu lado! Ugh, até arrepiei de medo.

—E não só para ti, mas, principalmente, para mim também, que colaborou com o plano-aru. Se soubesse que te ajudei a fugir do castelo, a desgraça iria recair sobre mim, já que sou o Jack do Reino. —meu amigo comprimiu os lábios em uma linha fina e desviou o olhar para algum canto aleatório, com medo do que poderia vir acontecer. —Talvez me mandasse para a forca, ou arrancasse os membros do meu corpo, ou me colocassem na dama de ferro, talvez na guilhotina já que é mais popular, quem sabe cozido vivo, ou até mesm———!

—Yao, n-não fala nessas coisas, por favor... Meu pai não seria capaz de fazer tais atrocidades contigo. —interrompi. Se ele continuasse, acredito que não conseguiria dormir de noite apenas imaginando essas agonizantes torturas. Que mente! —Podes ser o Jack, mas ainda continuas sendo o meu e o seu amigo!

E tu és o único filho e herdeiro da coroa dele. Mesmo sendo seu pai o meu amigo, ele ficará obviamente com uma raiva descomunal sobre mim e desejará a minha morte de imediato. —Wang pôs a mão no meu ombro e suspirou pesadamente. Já comecei a imaginar o que viria a seguir— Gostaria de realizar esse sonho teu, contudo é a minha e, talvez, sua vida em jogo-aru. Um erro e estamos totalmente ferrados-aru. Não podemos arriscar em algo que tem 1% de chances de dar certo, então... Apenas desista.

Desistir.

Desistir...? Escutei isso mesmo...?

Essa palavra...

Eu sinceramente odeio –a.

E parece que o mundo faz questão de repeti-la em todo o momento da minha vida. Como se fosse, não sei, uma macumba que jogaram quando eu era bebê e desde então essa palavra faz questão de aparecer sempre que tenho um novo objetivo na vida, uma nova razão para continuar a acreditar em algo.

“Desista de ser igual que aquelas crianças.”

“Desista de querer ver sua mãe.”

“Desista de se rebelar contra seu pai.”

“Desista de sonhar com o que nunca vai ser.”

“Desista de ser livre.”

“Desista.”

É isso que a vida quer? É isso que meu futuro espera? Ser uma pessoa sem metas e sem sonhos, apenas se submetendo ao que os outros dizem de cabeça abaixada? Sem sequer argumentar? Desistindo sem lutar?

Ah...

Bem... Se é assim...

Eu...

AAAH~ MAS NEM A PAU, JUVENAL!!! MACUMBA OU NÃO, NÃO VOU DEIXAR UM SARAVÁ DE MEIA TIGELA ATRAPALHAR MEU DIA.

Abaixei a cabeça mais de um milhão de vezes, e agora, que finalmente tenho a chance de ser livre por pelo menos um dia em toda a minha vida, nem sonhando que vou permitir escapar isso das minhas mãos!!

Lá vem as más notícias, ficam falando disso e daqui

Bem, dê-me tudo que tem, não me prenda

Sim, bem, eu deveria te avisar que eu ficarei numa boa

Sim, sem querer ofender, mas não perca tempo

Aqui está o por quê

Sonhei por esse dia por durante 18 anos, e nada, nem mesmo ninguém, vai me deter agora. Hoje é o meu dia, e nada vai estragá-lo.

A esse momento, Yao já tinha dado as costas e caminhava de volta para o castelo. Não sei por quanto tempo fiquei parado encarando a grama do jardim, mas com certeza não foi pouco; apressei meu passo e gritei para ele:

—Yao~!! Volta aqui, rapaz de olhos estranhamente puxados, que a nossa discussão não acabou ainda!!

“Rapaz de olhos estranhamente puxados...” —repetiu Wang, com um riso sarcástico em seu rosto e virando-se para me fitar. Tinha conseguido alcança-lo e agora estávamos novamente de frente. —Já não falei para desistir desse plano...?

—Falou! Mas como sou um príncipe rebelde, decidi não te ouvir e vou arcar com as consequências que virão mais adiante pelos meus atos. E eu vou realizar o meu plano.

—Alfred!! Sequer estas preocupado com o que pode acontecer comigo-aru?? Estas tão cego em querer ser livre que não importa se eu ou alguém morrer?! —vociferou o moreno—Não acredito que te tornaste uma pessoa egoísta só para ter o que quer-aru!

Meus olhos se arregalaram e minha garganta travou.

Só agora tomei consciência do que iria fazer: eu realmente ia obrigar o meu amigo a participar em um plano de um 1% de dar certo só pelo meu desejo e sequer estava me importando com o que aconteceria com ele.

Trinquei os dentes e desviei o olhar, envergonhado comigo mesmo e me auto amaldiçoando por fazer algo assim. Eu realmente sou um péssimo amigo...

Mas não vou desistir da minha meta por isso.

—Estas correto, eu... Eu não tinha pensado por esse lado. Perdoe-me, Yao. Sequer considerei seus sentimentos e apenas estava te obrigando a participar disso... Perdoe-me. —desculpei-me com toda a sinceridade, pois me sentia realmente culpado. Mas logo, voltei a encara-lo com seriedade. —Entretanto, ainda vou realizar o meu plano. Desta vez, podes decidir se queres, ou não participar. Mas se não vai participar, então ao menos, mantenha em segredo para todos do castelo; ninguém pode saber disso.

E depois de falar o que tinha que falar, fitei o rosto de Yao por uma resposta concreta de tudo aquilo. Ele não desviou o olhar e devolveu a mesma intensidade, porém, nada saiu dos seus lábios durante esse meio tempo.

“Acredito que a resposta é não...”

Com isso, não argumentei mais nada; apenas rodei os calcanhares e comecei a andar em direção ao castelo, todavia decidido em pôr em prática o plano. Se Wang não vai participar, então não havia nada que se pudesse fazer com isso além de mudar algumas coisas.

—Espera, Alfred-aru! —volteei apenas minha cabeça para mirá-lo, intrigado com o que viria a seguir. Os olhos castanhos dele abaixaram, porém logo me encarou. —Eu... Eu vou participar.

—O quê? Espera... Sério?

—Sim... Estou com medo da cagada que podes cometer-aru. Se eu estiver presente, pelo menos, posso prevenir que uma grande se forme-aru...

Owwn~!! Sabia que iria aceitar participar, Yao~!! —a esse ponto, eu já estava sufocando Yao em um abraço de urso e bagunçando o cabelo dele. —Amigos, unidos, jamais serão vencidooos~!!

—A-Alfred, eu vou colapsar se me apertares ainda mais-aru!! S-Solte-me! —pedira ele, tentando me afastar, porém eu era mais forte que Yao, então não fazia muito efeito essas tentativas. —Alfred, escuta-me!

Agora é que nada vai me deter.

Meu sonho vai com certeza se tornar realidade!

Nunca pensei que fosse capaz de sentir tanta felicidade como sinto agora. Hoje é o meu dia, sinto isso na pele!!


Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir como uma sala sem teto
Porque estou feliz
Bata palmas, se achar que a felicidade é verdadeira
Porque estou feliz
Bata palmas, se souber o significado da felicidade
Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer


~#~

Feliciano

Ah, que dia mais maravilhoso!!

O céu estava tingido de um belo azul e sem nuvens, os passarinhos cantarolavam com animação, as rosas floresciam com todo seu esplendor e magia, os jovens casais descansavam sob a sombra das árvores e a brisa acariciavam seus rostos.

Até o Sol— se isto fosse o desenho de crianças— estaria com o maior sorriso e dançando no céu! “Se bem que imaginar algo assim na realidade seria tão engraçado... Será que o Sol dançaria conga ou valsa?!” ponderei.

Lovino provavelmente iria reclamar desse bom humor do pessoal, do jeito que não aguenta ver pessoas com vidas mais felizes que a sua... “Waaaaah!! Que saudade dele!!!”

Desde que fui levado ao castelo pelos guardas, nunca mais vi meu irmãozão... Espera! E se ele começou a me odiar porque passei a viver com os nobres??? Lovino sempre odiou a nobreza, e agora com certeza deve saber que sou amigo deles, então...!!

Eu não quero que me odieeee~!!! —gritei com a voz embargada; em menos de 10 segundos, eu estava em meu próprio mar de lágrimas. N-Não podia evitar! Eram muitos sentimentos para conseguir suportar. —Santa Madona, diga-me o que eu devo fazer agora??

—Olá, Feliciano-k——

—AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!! SOCORRO, MINHA SAAAAAAAANTA MADONA, TÔ COM MEDO!!!! É A SENHORA QUE TÁ FALANDO??!

—F-Feliciano-kun, s-sou eu, Kiku. Não está me reconhecendo...?

Eu abri um dos olhos, um pouco embaçados por causa do meu pranto de antes, e vi a figura do meu amiguinho de olhos puxados na minha frente, com a cara um pouco pálida depois do susto que lhe dei. Nossa, que medo. Logo quando estou acreditando que estou sozinho, ele decide fazer faz algum saravá e aparece do nada...Meu amiguinho sempre faz isso...

Queria aprender essas macumbas dele! Parecem tão ser divertidas!!

Veee~ Perdão, Kiku! É claro que reconheceria meu melhor amiguinho, bobinho!! —brinquei e descontraído, e desarrumei um pouquinho os cabelos dele. Vi como sua a expressão de susto deu lugar a um sorriso suave e a um pequeno rubor no rosto. —Contudo... O que estás fazendo no Centro comercial? Achei que não fosses de ficar perto de tanta gente...

—Hm... Acho é que o senhor quem está se enganando, Feliciano-kun. —uma interrogação surgiu na minha cabeça e virei a cabeça de lado, demonstrando minha confusão. Ele riu contido. —Isto daqui parece para o senhor um Centro Comercial?

Assim que ele disse isso, comecei a olhar ao redor. Minha boca automaticamente despencou até o chão quando vi tamanha beleza que estava rodeado. Durante meus 4 meses de estadia, nunca tinha visto este lugar.

—Kiku!! Kiku!! Estou no paraíso?!? —gritei, exaltado de tanta emoção. Quando deu por si para responder, já estava longe vendo ainda mais de perto.

—Não. Está no nosso principal Jardim Botânico.

Naquele momento, senti-me tão pequeno naquela imensidão. O aroma das flores coloridas adocicava o ar em que respirava, e eu não conseguia parar de suspirar em contentamento; grande parte das árvores era podada ornamentalmente e, nossa, era realmente incrível os desenhos delas!! Uma que gostei muito, foi a que possuía o formato real de um panda. Segurei-me com muito esforço para não me jogar na árvore e apertá-la até saciar minha vontade—que não era pouca.

Além de tantas outras maravilhas (como os pequenos lagos na qual sua água era muito cristalina e dava para ver nitidamente alguns peixes dali) que não dariam para descrever aqui.

—Tão incrível! Deve dar um trabalhão fazer todas essas coisas...! —murmurei, olhando de perto para uma das árvores ornamentais. Logo, virei minha atenção para meu amiguinho, que ficou me observando durante todo esse tempo em silêncio. —Hehehe, jurava que ainda estava no Centro comprando umas coisinhas! Não vi nem quando cheguei aqui...!

—Na verdade, tinhas chego há alguns 10 minutos. Entretanto, tu estavas tão absorto em seus pensamentos que ficou parado ali mesmo, encarando o céu com um sorriso bobo. —e para aumentar minha vergonha, decidiu acrescentar, com um pequeno tom de deboche. —Sabe? Foi muito engraçado quando de uma hora para outra, tu mudavas a expressão facial. Em um momento, podia inclusive ver borboletas ao redor de si, no outro, seu rosto era de pura depressão e jurei que ias se engasgar com seu próprio choro a qualquer momento! Teve até um momento em que entortaste tanto a boca que...

K-Kiku~! N-Não precisa dizer mais nada... —senti meu rosto esquentar gradativamente enquanto imaginava Kiku me vendo com essas mudanças de expressões vergonhosas. Procurei pelo assunto mais aleatório possível na cabeça, desejando mudar a conversa. —Oh! Como és meu melhor amiguinho, decidi comprar umas coisinhas para ti no cami——!!

Meu corpo travou no mesmo segundo que meus olhos encontraram-no no meio daquele imenso jardim.

Meu coração falhou uma batida.

E o meu amiguinho de olhos puxados me encarou com preocupação, decidindo se eu tive outra crise emocional ou provavelmente estava maluco.

Ou as duas juntas.

—Feliciano-kun...? —chamou-me, fazendo-me voltar ao mundo. Pisquei umas cinco vezes seguidas antes de encarar as orbes castanhas dele, atordoado. —O senhor está bem...? Seu rosto está estranhamente muito vermelho...

Ele ergueu a mão para checar minha temperatura; mostrava-se realmente preocupado comigo, e isso me enternecia muito, afinal, nunca tive um amigo de verdade como ele.

Mas, eu precisava ir.

Necessitava.

—Eu estou bem, amiguinho. —rejeitei delicadamente a mão dele, vendo-o franzir as sobrancelhas um pouco. Decidi sorrir,numa tentativa de amenizar sua preocupação. — Não se preocupe, estou como saudável que um cavalo... Ou quem sabe até mais~! —vi a expressão dele suavizar um pouco, mas não estava totalmente convencido da minha afirmação. —De qualquer forma, falo contigo depois! Esqueci que tinha uma coisa a fazer agorinha!! Ciao~!!

Desta forma, me afastei de Kiku e corri ao meu esperado destino (eu acredito que enquanto me afastava, escutei-o dizer algo como “E quem é essa tal de Madona...?).

Enxerguei as suas largas costas ao longe, contemplando a fonte na sua frente; apressei o passo e, engolindo toda minha timidez em um trago, chamei-o:

Luddy~!! Luddy~!!!

Ele virou o rosto rapidamente na minha direção, com uma clara surpresa estampada em seu rosto com a minha inesperada chegada. Entretanto, ignorei seu susto ao encontrar seus olhos azuis nos meus; meu sorriso alargou-se ainda mais, inconscientemente.

—N-Não me chame por esse apelido, idiota! —gritou de volta; desta forma, fi-lo perder sua pose séria e compenetrada, para deixá-lo constrangido e temeroso de que alguém escutasse aquele apelido.

—Luddy! Eu comprei umas coi—— UWAAAAAAAHHH!!

—Feliciano??!!

Durante minha corrida em sua direção, estava tão perdido no seu olhar que, sem querer, acabei tropeçando no meu próprio pé e beijei o chão.

Para não dizer “espatifei a minha cara no concreto inacreditavelmente duro, e de bônus, quebrei o nariz. Sangrou bastante, sabe?” porque há coisas que pessoas não precisam saber com detalhes.

E para que a pessoa que conta não cair em pranto e se junte ao cantinho depressivo.

Naquele momento, eu me controlei para não chorar, comprimindo meus lábios, e quando decidi levantar a cabeça vestindo meu melhor sorriso, vi-o correndo na minha direção com o olhar preocupado.

—Feliciano?? Estás b——!! —justamente que indagara, viu meu rosto sujo e machucado, com sangue começando a escorrer pelo nariz. Sua preocupação aumentara ainda mais, embora não expressasse muito isso em suas palavras. —Não, com toda a certeza não estás bem. Olhe só o que aconteceu... Consegue andar? Vem, ajudo-te a se levantar.

Nesse momento, Ludwig ofereceu sua grande mão para mim, esperando que eu aceite a ajuda. Fitei-o longamente, sentindo os tão conhecidos sentimentos novamente florescerem no meu peito.

“Assim como aquele dia...”

Pelo que sentia, a dor apenas tinha mostrava existência nas minhas mãos e na minha cara. Contudo, quem seria eu para negar o mínimo de contato possível com aquele homem?

Talvez o único, se duvidasse.

—Obrigado, Luddy~! Mesmo por trás dessa carranca, sempre soube que existe um Ludwig muito gentil e carinhosinho!! —comentei descontraidamente, enquanto aceitava sua ajuda; sua mão era áspera, como esperado, mas dela emanava uma calidez que me fazia querer grudar a minha mão como cola de sapato.

Os olhos dele se arregalaram um pouco, porém logo tratou de desviar o contato visual e suas maçãs do rosto ficaram um pouco vermelhas.

—E-Eu já te falei para não me——!! Ah, Esquece... Nunca aprendes não importa o quanto fale, não? —suspirou, batendo a mão na testa antes de voltar a mirar-me. Suas íris são as mais belas que eu já vi...

Após levantar-me, dei alguns passos para trás e comecei a recolher rapidamente meus pertences, antes que ele visse do que se tratava; antes de falar, dei uma boa olhada nele, automaticamente.

—Hehehe, mas é verdade, Luddy~! Diga-me onde está o erro, diga-me! —vi-o ficar ainda mais encabulado que antes, e isso incontrolavelmente fez meu coração bater mais rápido. Queria ver mais expressões dele... —De qualquer forma, qual o mau em ser assim?! Nunca ouvi falar de uma lei que proibia de um rei ser fofo, já ouviste por acaso??

—Todavia...! —imediatamente, justamente quando ia articular algo, se conteve e massageou as têmporas; quando percebi, já tinha recuperado sua pose séria mais uma vez. —É possível não existir uma lei assim...Contudo, se um monarca quiser ter o monopólio melhor do seu Reino, o melhor é não permitir alguém descobrir sobre esse lado... Fraco.

“Então, ser uma pessoa gentil... É ser fraco para ti, Ludwig?”

—Bem, a respeito desse lado fraco... —comecei, com uma face meio envergonhada e meio séria. Não fazia a mínima ideia do que diria a seguir; apenas me deixava levar. —Aposto que se tu mostrasses mais ela, várias pessoas daqui iriam ficar mais orgulhosas de ter um monarca tão bom...

—E o que te faz pensar isso? —questionou enquanto analisava algumas rosas do seu jardim; juro que escutei claramente o meu som tragando em seco antes de responder.

Mordi o lábio.

—Porque... Esse lado “fraco”... É a coisa que mais me atraiu em ti; desde o momento que nos conhecemos, até o agora. O que mais gosto em ti, sendo sincero.

Levou uns minutos até eu digerir o que tinha acabado de disser; na verdade, só cheguei a refletir sobre ela quando vi a expressão que Ludwig fez após escutá-la.

Há...Há...Há...Há...

Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!!

EU QUERO CHORAR, POSSO??!

O QUE ACABEI DE DIZER, MADONA??? POR QUE ALGUÉM NÃO PASSOU UM ESPARADRAPO NA MINHA BOCA NA HORA??! AI SENHORA, AGORA O BICHO PEGA, VISH. AI SENHOR, ALÁH, BUDA, ALGUM SANTO...!

Foi basicamente dizer: “Ei, todo poderoso REI de Hearts! Acontece que quando me encontraste, naquele bequinho, meio que tive um queda gay por ti, estende? E de tudo de bom e dotado que tens,coisa que não tens pouco, vossa majestade, tua inegável fofura foi o que mais despertou essa gayzisse em mim até hoje.”

Isso foi praticamente uma declaração, não foi?? O que eu faço agora?! Ele já sabe de como me sinto a respeito dele, coisa que não é boa, pois supostamente vai ficar enojado de ficar perto de um... De mim.

Deve ser realmente desconfortável ter um —podemos ser considerados como amigos, né? — amigo que goste de si... Aposto que vai me exilar em algum lugar depois disto...

Mas não posso andar atrás: o que foi feito, está feito. Hora de encarar as consequências, sejam elas boas ou não.

Abaixei a cabeça e apertei os meus olhos, incapaz de vê-lo de frente. “Quanta vergonha...!!” pensei, enquanto apertava meus punhos, aguentando as vontades de sair correndo.

—F-Feliciano, isso é um­­———?

—A-Ah!! E-E-Esquece isso... Hn... —simplesmente, não consegui. Ainda não estava pronto para ouvir uma rejeição; talvez estava com mais medo de como a rejeição viria, do que se ela iria mesmo vir. Talvez fizesse isso outro dia, em outra hora... E no momento adequado. —Oh! C-C-C-Comprei algumas coisas p-para ti enquanto andava no C-C-Centro!

Sem esperar ele abrir a boca para soltar uma mísera vogal ou consoante, virei de costas e tratei de vasculhar na sacolinha os presentinhos que comprara no caminho. Passados alguns minutos, encontrei o que queria, e então volteei para encará-lo.

—Hehehehe... Por pouco que não encontrava...! —ri envergonhado, enquanto coçava minha nuca, desajeitado. Ele permanecia sério como antes, com uma sobrancelha arqueada em uma pergunta silenciosa. —B-Bem, comprei três presentinhos para ti e espero que goste~! Como costumas a beber bastante, decidi te dar uns copos que dizem... Hm... “Bier isti beueis das goti uns liebti”...?

­—Bier ist beweis dass gott uns liebt?

—Acho... Que sim... ?

Ludwig abriu um pouco os olhos, estupefato; entretanto, essa expressão lugar a uma cansada, batendo palma na testa e suspirando pesadamente.

—Acho que com isso, posso supor que sequer sabe do significado, não? —assenti rapidamente; mais um suspiro, acompanhado de um balançar negativo na cabeça. — Ah... De qualquer forma, não precisava ter gastado seu dinheiro com isto... Sabes que tenho bastantes copos para dar e vender, e ainda sobraria.

Oh... —meu sorriso se enfraqueceu, porém tratei de segurá-lo por um tempinho mais no meu rosto. Engoli em seco. —N-Nesse caso, acho m-melhor eu guardar isso... O-Ou quem sabe dar para outr———!

—Espere! —imediatamente, ele recolheu de volta os copos e trouxe ao seu peito. Apenas fiquei quieto, sem esboçar nenhuma expressão, vendo o que viria a acontecer. —Mas só por causa disso, não significa que não vou aceitá-los... C-Como é um presente seu,bom... E-E-Eu... Hn...—O que quiseste dizer com “como é um presente seu”...?—Eu quis dizer... Hã... I-Isso... —seu rosto ficou ainda mais vermelho, e desesperado em encontrar alguma resposta decente, acabou por bagunçar seu próprio cabelo. — Argh...!! Passemos para o próximo presente!!

Ainda dei uma olhada básica na feição dele, silencioso, e tornei a vasculhar o seguinte presente.

“Acredito que dessa vez, ele vai gostar bastante do presente...!”

—O segundo presente o comprei quando me lembrei de uma coisa que gostas muitíssimo... —falei, dando uma pausa para causar algum suspense que fosse; o mínimo que recebi foi um olhar interrogativo, porém foi o suficiente para me animar. —E esta coisa era... BATATA!!! —mostrei para ele uma sacolinha pequena dentro da mesma, na qual continha muitas batatas.

Silêncio.

Conseguia inclusive escutar o ronco de uma criança de alguma longe periferia a quilômetros, com o silêncio que se instalou.

Será que ele ficou tão maravilhado que não tem palavras para agradecer? Ou será que cometi algum engano, e na verdade gostasse de melancias?

Pense positivo, Feliciano!

—Er... Woooow. Que presente incrível. Estou sem palavras. Eu precisava tanto disso...! —disse Ludwig, e pegando a sacolinha com uma das mãos. —Obrigado, Vargas! Acredito que isso vai me ajudar bastante...( E ao cozinheiro...)

Veee~ Sabia que iria gostar! De nada, Luddy!! —sentia-me tão bem por ter comprado algo de bom para ele, que poderia me considerar nas nuvens. Agora vinha o terceiro... Espero que dê certo... — Bom, o seguinte é... É esse colar.

Vi como seus olhos arregalaram um pouco depois de mostrar o meu último presente para ele; não entendia o porquê de ter tanto interesse justamente naquele acessório, que apenas era uma cruz preta com alguns detalhes em prateado.

Comprei isso porque... Bem, queria que ele usasse alguma coisa que eu tivesse dado a ele; além de que o colar parecia combinar bastante consigo na minha imaginação, por isso comprei.

—Muito obrigado pela gentileza, contudo... Quanto foi que custou? —disse Luddy, franzindo o cenho em preocupação.

—Ah, isso não tem importância! Deixa pôr para ti, deixa~?—e sem esperar por alguma resposta, o virei de costas e, abaixando um pouco o manto dele, pus eu mesmo o colar. Logo, fiquei de frente com ele e examinei sua figura. —Veee~ Ficou ótimo mesmo, como imaginava!! Combina contigo, Luddy~!

—...—o loiro olhou para mim por alguns instantes e em seguida volteou a cara. Ainda assim, tive o prazer de poder ver as bochechas dele ficarem rosadas e um pequeno sorriso na sua face. —O-Obrigado, Feliciano...

Meu peito se aqueceu instantaneamente, e acho que seria capaz de chorar de tanta alegria, ali mesmo.

“Ludwig sorriu!!”

Quando arrumei uma mecha que estava caindo no meu rosto e me incomodando, senti um líquido estranho sujar meu dedo e vi que na verdade era o sangue do meu corte; Luddy notou a ferida e uma expressão de preocupação tomou conta do seu rosto.

—Vamos voltar ao castelo. —disse, tomando meu pulso. —Suas feridas estão feias e não será nada bom se deixarmo-las assim, sem cuidado.

—N-Não precisa, Luddy! Já tive ferida pior antes... Comparado a isso, não é nada. —tirei a mão dele no meu pulso, e me afastei um pouco. Não queria que fazê-lo ficar aflito... —Lembra-te que vivia nas ruas antes de me recolheres?

Dessa vez, ele segurou a minha mão.

—Não importa mais o que aconteceu antes. Já está no passado. Agora, não vou permitir saíres machucado e vou te cuidar, porque estás aqui... e comig———E-Enfim! Vamos logo.

E desta maneira, ele continuou a me puxar em direção ao castelo, de costas para mim. Tudo o que eu fiz foi segui-lo em silêncio e olhar para meus próprios pés enquanto caminhava.

Independente do que ele fosse disser em seguida, simplesmente arrancou o meu ar e meu coração passou bater com ainda mais força.

Mordi meu lábio.

Seria mentira se dissesse que não estava apaixonado por esse homem. Desde que meu coração passou a latir desta forma, eu soube na hora a razão.

Mas, por que de todas as pessoas, foi ele?

O Rei de Hearts.

O homem mais poderoso deste reino.

Não podia ter sido mesmo outra pessoa, Madona?

Há tantos obstáculos para eu simplesmente declarar minha paixão para ele, quanto mais para poder ficar junto dele. Além de que é hétero, e... Não há nada de tão especial em mim para chamar sua atenção.

Entretanto...

Não vou desistir.

Isso porque, sempre que eu estava determinado em esquecer esse sentimentos de uma vez, Ludwig sempre trazia-os de volta com gestos inesperados, gentis, confortantes... Sempre que o via, sempre que ouvia seu nome, sua voz... Sempre.

Era impossível dessa forma!

E se era assim que ia ser, então não desistiria de fazê-lo se apaixonar por mim e manteria a ponta de esperança de que um dia meu amor por ele fosse correspondido.

Mesmo se, no final, eu seja rejeitado, pelo menos poderei dizer que “eu tentei” sem ter nenhum arrependimento no futuro.

Levantei meu olhar para as costas dele mais uma vez; Luddy, todavia, não tinha soltado da minha mão, mesmo que estivéssemos já saindo do jardim e chegando perto do castelo. Gostaria de saber que face ele estaria fazendo agora...

Um flashback do sorriso tímido dele veio na minha mente do nada, e novamente abaixei a minha cabeça, sentindo minhas bochechas quentes.

“Vi Ludwig sorrir pela primeira vez!! Será que isso significa que meus esforços estão valendo a pena...?”

—Luddy~! Já falei que ficas muito fofo corado~?? —comentei, não conseguindo esconder a minha alegria. —Tipo, muuuito fofo??

—E-Ei!! J-Já estamos na e-entrada! —disse o Luddy, com o rosto começando a ficar vermelho de vergonha pelos guardas ouvirem isso. —N-Não fale essas coisas na frente d-deles...!

Estava tão feliz que meu sorriso não saíra do meu rosto. Depois daquela conclusão, nada neste mundo iria abalar a alegria dentro de mim. Disto eu tinha certeza.

“Madona, é possível se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa??”

Feliz, me abalar, nada pode

Me abalar, meu nível está muito alto

Me abalar, nada pode me abalar

Eu disse (deixe-me dizer agora)

Me abalar, nada pode

Me abalar, meu nível está muito alto

Me abalar, nada pode me abalar

Eu disse

Porque estou feliz

~#~

Uma capa simples e negra cobria os cabelos loiros e ao próprio jovem que tratava a este instante de fugir do castelo onde pertencia, tentando passar por despercebido pelos guardas e do próprio pai.

Este mesmo tinha acabado de rever o plano com o seu parceiro, e então, cada um partiu para suas devidas posições: Alfred ficaria escondido por trás de alguma coisa na parte fronteira da fortaleza, enquanto Yao ia para o estábulo.

O plano era feito em plena manhã, pois se fosse executado à noite, seria mil vezes mais suspeitoso e poderiam pegá-los no flagra. Afinal, é muito mais suspeitoso sair de repente à noite, do que sair do nada de manhã, não é?

Ambos usavam uma capa negra que escondiam suas faces, só que Yao estava montado em seu cavalo, enquanto Alfred tinha o dele lá fora, aguardando-o.

O príncipe convencera ao seu professor de que não tivessem aulas por uma semana, já que o mesmo encontrava-se “cansado” e que não faria perder umas poucas classes, e como o loiro era um aluno excepcional —tirando algumas piadas de mau gosto que o jovem fazia a respeito da sua peruca— acreditou que merecia algumas férias. Então, não haveria nenhum problema quanto a isso.

Outra coisa também, é que para sua sorte, o portão abria-se de manhã e fechava bem de noite. Entretanto, em contrapartida, existia muitos guardas vigiando as áreas.

Claro, existia as criadas.

Alfred pensara nessa questão e obviamente achara uma solução, embora um pouco perigosa; já que Michelle era a criada pessoal dele, seria obviamente a primeira a perceber o sumiço do jovem.

Só que existia uma vantagem que Alfred aproveitou muito bem e foi o fato de que eles eram próximos. Com isso, o loiro precisou apenas persuadi-la para que não contasse nada e prometer que não fugiria de uma vez por todas de lá. Com a sorte do seu lado, ela aceitou ainda temerosa.

E quanto o seu pai...

Bem, este quase nunca chegou a falar com seu filho, então não haveria motivos para fazê-lo agora, haveria? Não... Não, essa possibilidade estava totalmente descartada. Obvio que algo assim nunca chegasse a acontecer...

Estava com tudo ao seu favor, e agora bastava com apenas realizar essa parte do plano para poder gritar de alegria e sair montado em seu cavalo para o paraíso freedom.

Alfred aguardou o movimento do outro, silenciosamente. Do outro lado, Yao tragou em seco e apertou as rédeas do seu cavalo, rezando silenciosamente para que tudo desse certo nessa loucura que o príncipe criou.

E então, o mais velho começou a cavalgar em seu cavalo, deixando seu medo; apenas para deixar ainda mais suspeito, Yao acelerou ainda mais o ritmo e se dirigiu ao grande portão.

Os guardas logo se alarmaram.

O-O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?? —bradou um deles.

NÃO SE ACERQUE UM PASSO MAIS, OU TERÁ DE ENFRENTAR AS CONSEQUÊNCIAS!!! — vociferou outro, ainda mais alto e com a espada em mãos.

E em poucos instantes, todos os guardas do palácio rodearam Wang, que este, não perdeu a pose em nenhum momento e apenas fugiu deles fazendo uma volta na fortaleza; eles obviamente não ficaram para trás.

Foi então que o príncipe começou a se preocupar com o amigo. Afinal, o que será que farão com ele quando descobrirem de que se trata na verdade de Wang? Sentiu a pele arrepiar ao pensar mais profundo.

No fim, um dos guardas chegou próximo demais com sua espada e, desistindo de fugir, o moreno parou o cavalo repentinamente e tirou o capuz, revelando um franzido rosto do Jack do Reino.

Aiya!! Já chega de me perseguirem, maldição-aru!! —articulou o mais velho, sem se intimidar por estar rodeado de lâminas. Os guardas se chocaram no mesmo instante que de quem se tratava.

—J-Jack?! —deixou escapar o mais alto deles, e que estava obviamente liderando aquilo tudo. —Por que estas vestido desta forma??

—Ué, um Jack já não pode utilizar outra cor, a não ser a do seu Reino-aru? —disse, tentando fazer uma inocente expressão ao falar, como se não tivesse outra intenção. —Além disso, está fazendo muito sol hoje, e como vou cavalgar para o Reino de Hearts, não quero ser atrapalhado pelo sol em mim-aru...

—E por que estais indo para lá nessa hora...?

—Quero visitar um amigo meu de lá, e como estou indo para outro Reino, obviamente vou ter um longo percurso-aru. Portanto... Nada melhor do que partir cedo, para chegar cedo-aru!

Percebendo que tudo ocorreu bem para seu amigo, decidiu para de ficar escondido e ir para a ação; como Yao conseguira juntar todos os guardas na parte traseira do palácio, deixava a parte fronteira deserta e perfeita para fugir.

E assim, agradecendo mentalmente ao meu amigo, correu furtivamente para fora do palácio e procurou pelo cavalo, que, aliás, não estava muito longe.

Quando montou nele, sentiu a brisa acariciar seu rosto e um sorriso de pura felicidade foi desenhado em sua face.

Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir como uma sala sem teto
Porque estou feliz
Bata palmas, se achar que só a felicidade é a verdade
Porque estou feliz
Bata palmas, se souber o significado da felicidade
Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer

Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir como uma sala sem teto
Porque estou feliz
Bata palmas, se achar que a felicidade é verdadeira
Porque estou feliz
Bata palmas, se souber o significado da felicidade
Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer

—Liberdade... LÁ VOU EU, SUA LINDA~!!

E sem perder mais tempo naquele lugar, aumentou a velocidade na qual ia cavalgando e com excitação, foi em direção ao lugar onde nunca esteve antes e experimentar um pouco o gostinho de ser livre de uma vez por todas.

E a gargalhada do rapaz foi acompanhada com o sol a brilhar ainda mais em si neste tão esperado dia.

Feliz, me abalar, nada pode
Me abalar, meu nível está muito alto
Me abalar, nada pode me abalar
Eu disse

Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir como uma sala sem teto
Porque estou feliz
Bata palmas, se achar que a felicidade é verdadeira
Porque estou feliz
Bata palmas, se souber o significado da felicidade
Porque estou feliz
Bata palmas, se sentir que isso é o que você quer fazer

Notas finais
OLÁ ABOLIÇÃO DA ESCOLATURA, OLÁ FÉRIAS SUA GATA LINDA!!! #mepega #férias sua diliça #2 cool 4 school #rçrçrç #partiu xavecar com as férias Hellooooo, my people ♥ Sdds da diva akie ;u;? *cri cri cri* imaginava T_T #choranocantinhoemo Beeeem, minha demora pa postar esse bebezaum foi pela bitch da escola e pela preguicitchi aguda que adquiri :p Mas dei meu suor (com cheiro de talquinho) todos os dias pa fazê-lo!! Não imaginava que eu colocaria Gerita justamente no 3º capítulo -.- Na minha cabeça, planejava pôr só no capítulo 16 ou 20 (talvez só no final LOL) . And I suck making povs :p Espero que tenham gostado do capítulo eeee tomara que não tenha ficado OCC o Itália (Feliciano) e o Alemanha (Ludwig) :p Como será que o Luddy se sente a respeito de Feli~? ...Devo admitir que nem eu sei, mas tô imaginando uma historinha pros dois... e aproveitem esse capítulo que eh possível que o Gerita SÓ APAREÇA DNV DAQUI A 15 CAPS LMAO Mas pelo menos, outros dois casais vão se inserir no próximo chap :3 No Arthie here, still. :/ MAS PROVAVELMENTE TENHA LEMON NO PRÓXIMO RÇRÇRÇRÇRÇRÇ Also, gostaria de agradecer as recomendações feitas pelas gatonas, maravilhosas e divas Megg Winter e SuzukiNanami!! Obrigada, vcs quase me fizeram ter um heart attack com as suas recomendações, amei-as (*___*) Beijin na bunda and Cee ya~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.