Notas iniciais
PENULTIMO CAPS ON é pessoal está acabando obrigado a todo mundo que acompanha a fic e tudo mais Ah queria deixar um aviso aqui: As informações de processo jurídico e político são totalmente ficcionais, não condizem com a realidade e foram inseridas na fic apenas para a história. Quem não se sente confortável com twincest, há uma parte do capitulo que pode ser complicado para você, no mais acho que tudo está bem.

Saga abriu os estojos de veludo e olhou para os dois pingentes idênticos que ele tinha dado à Shura e Aiolos um dia, as vezes ele abria o cofre e pegava as jóias para olhar e lembrar dos dois homens que um dia amou perdidamente. Mas agora, em seu pensamento estava o rosto de Kanon e ele pensava no irmão.

O detetive particular disse que Kanon estava na Grécia, mas o irmão gêmeo ainda não o procurou e Saga tinha uma desconfiança de que ele não o faria. Era um duro golpe, mesmo que ele soubesse que Kanon estava apenas cumprindo seu desejo. Por Deus, ele gostaria de engolir aquelas palavras! Saga queria poder não ter dito para o irmão sumir daquela forma, na hora ele apenas estava atordoado pela morte da mãe, pelos sentimentos conflituosos dentro dele. Agora ele sabia que tinha machucado o irmão mais do que imaginava.

— Querido, vamos jantar. – ouviu a voz doce de Helena do lado de fora do quarto.

— Não estou com fome querida, pode jantar sem mim.

Ele percebeu a hesitação dela em ir embora, a sombra pela fresta da porta e então ela se foi. Outra pessoa que estava infeliz naquela casa, sua casa de infância agora parecia um mausoléu e mesmo que seu pai insistisse que tudo estava bem, após a morte da sua mãe e o sumiço de Kanon, nada parecia certo.

“Helena logo pedirá o divórcio.” pensou Saga e consciente da própria covardia como era, ele esperava ardentemente por isso. Ele não teria a mesma fibra de Milo para enfrentar tudo e romper, não! Ele estava esperando que Helena fizesse isso.

Se Kanon voltasse para ele, talvez…

O grego tocou na pedra da jóia, lembrando dos olhos do irmão. Aiolos dissera que ele devia ter dado a jóia para a pessoa certa e Saga riu dele, mas a verdade é que o arqueólogo estava certo. Aquele tom incomum de verde só sua outra metade tinha.

Kanon levou Camus para um restaurante no centro da cidade, algo fino e caro como Camus sabia que o gêmeo de Saga estava acostumado. Quase um ano sumido não havia mudado isso pelo que ele podia ver, mas o geminiano parecia diferente de alguma forma.

Eles se sentaram em uma mesa mais reservada, o garçom pegou seus pedidos de bebidas e o almoço antes que Kanon falasse diretamente com ele.

— Você parece bem apesar de tudo. – disse o Papadopoulos, olhando para Camus intensamente, nos olhos verdes havia diversão, mas o cinismo sempre presente não estava mais lá o ruivo notou.

— Você sabe do que houve comigo? – Camus cruzou as mãos no colo e observou Kanon, alguma coisa parecia fora de lugar no moreno, embora ele estivesse impecável e aparentemente normal.

— Eu soube. Passei alguns meses longe de tudo aqui, mas voltei recentemente e depois de ficar um pouco fora do radar, resolvi que já era hora de voltar. Meu pai que se foda, eu tenho meus próprios planos. – Kanon mexeu nos itens da mesa sem olhar o ruivo.

— Você sumiu porque seu pai estava mantendo você longe? – e Camus estava realmente surpreso pela revelação. Ele não imaginava quais meios o pai dos gêmeos tinha lançado mão para separá-los, mas deviam ser terríveis já que Kanon ficou longe por tanto tempo.

Em parte, a verdade é que depois do que aconteceu eu também parecia perdido, – Kanon entortou a boca – então eu soube que o Saga casou e meu pai disse que eu poderia fazer o que quisesse que ele me manteria, desde que eu nunca mais voltasse para casa.

Camus lambeu os lábios e olhou em volta no restaurante na tentativa de tentar achar algo para dizer, ele não era muito bom nessas coisas e bem Kanon tinha vendido ele no meio do deserto para mercenários. Não era como se agora ele fosse uma pessoa boa por estar sofrendo tudo isso, pelo menos não para Camus.

— E agora você voltou porque está em uma jornada de libertação e autoconhecimento, então você está em uma busca pelo perdão e aceitação e a primeira pessoa que você procura sou eu? – Camus não consegue refrear suas palavras e Kanon se encolhe ao ouvi-las, como se ele estivesse sendo estapeado. O tom do francês não era gentil, era frio e ferino como Kanon se lembra de ouvir quando eles estavam naquela tenda no meio do nada. “Eu espero que um dia você se foda como fez comigo?!” Camus cuspiu quando os mercenários o pegaram de Kanon, depois que o empresário lhe entregou em troca da sua liberdade.

O retorno era uma cadela fria, Kanon passou seis meses recebendo isso e era por isso que ele estava ali agora, não era?

— Mais ou menos. – ele conseguiu dizer, mas sua voz estava instável e Kanon percebeu a satisfação de Camus com isso – Digamos que eu também me encontrei em uma situação parecida, por um tempo e agora eu sei que é muito ruim você ser traído por alguém que confia.

— Sabe? – o francês arqueou a sobrancelha, a expressão em seu rosto era cética.

— Foi muito ruim, eu estava bêbado e drogado… Fiquei preso por dias na mão de alguns caras que eu nem sabia quem eram – Kanon disse a meia voz, olhando para os lados para ver se ninguém estava escutando – Num momento eu estava entre amigos, no outro estava com uma coleira num quarto escuro.

Ambos os homens ficaram em silêncio, o garçom chegou com suas bebidas e o aperitivo, deixando-os saber que o almoço viria em breve. Camus tomou sua bebida, apenas suco, já que vinha tomando alguns remédios prescritos por Pandora para ajudar com a ansiedade, pegou um de seus dolmadakia e mordeu sentindo a textura quente em sua boca e gemeu de prazer.

— Você sempre foi bom assim, sentir todo prazer disponível. – Kanon comentou, algo típico do velho Kanon cínico o que fez Camus revirar os olhos, mas um canto dos lábios cheios se ergueu e o grego ficou feliz que assim o fosse.

— Como você saiu? – Camus perguntou limpando as mãos. Ele não ia dar ao grego a chance de revisitar o passado.

— Eu fugi, o detetive particular que o Saga contratou para me seguir me ajudou. Nós entregamos tudo para a polícia na França, meu pai abafou tudo. Escândalos suficientes, ele disse!

— Eu quero que você saiba que ouvir isso não vai me fazer ficar com pena de você. – Camus fitou Kanon e sua expressão era indiferente – Kan, você não era meu amigo. Nós tínhamos um acordo e eu não confiava em você, mas eu esperava o mínimo porque apesar do nosso acordo de milhares de euros e o apartamento, você não era meu dono. A humilhação que eu passei naquele deserto não pode ser apagada com o perdão que eu posso te dar, porque isso não vai acontecer.

— Você não entrou em uma jornada de aspiração do eu espiritual e elevado depois de sobreviver ao deserto? Não se tornou o senhor bonzinho e altruísta que perdoa seu algoz? – Kanon tentou brincar, mas ele sabia que não estava enganando Camus. Ele estava ali por aquele perdão, que aparentemente não teria.

— Eu sinto muito, querido, você está perdendo seu tempo. – Camus amaciou a voz, mas o olhar era firme – Sinto muito que você tenha passado por tudo isso, porque não desejo isso para ninguém, mas não vai me fazer mudar de idéia. Posso tranquilamente continuar a minha vida e viver com o fato de que eu nunca vou te perdoar pelo que fez comigo. Eu te desejo paz e luz Kanon, mas depois que terminarmos esse almoço, eu nunca mais quero te ver.

— Justo o suficiente. – Kanon assentiu, apesar da picada dentro dele. Mas Camus tinha o direito de se sentir daquela maneira e ele não podia cobrar nada dele.

Continuaram a comer os aperitivos, então o almoço chegou e eles continuaram em silêncio comendo porque Kanon sabia que não adiantava forçar uma conversa trivial entre os dois. Eles não sairiam amigos dali ou algo parecido, Camus ia riscá-lo da sua vida e era isso.

— Eu só queria te dar um conselho. – Camus disse quando o garçom trouxe a conta depois que eles dispensaram a sobremesa – Procure o Saga. Acho que nenhum dos dois tem a coragem de assumir o que sentem, mas eu acredito que se você teve coragem de vir falar comigo, poderia usar ela para falar com o seu irmão. Você vai se surpreender.

— Saga me mandou embora.

— Ele já se arrependeu. – Camus se ergueu, pegando o casaco na cadeira em que estava sentado – Não custa nada tentar e ver o que acontece. Seja feliz Kan, obrigado pelo almoço.

Camus vestiu o casaco e depois de um aceno de cabeça deixou Kanon ali, ruminando o que ele tinha lhe dito. Seria uma loucura procurar Saga agora…

Mas ele não tinha nada a perder, tinha?

Camus apertou o casaco em si e respirou fundo, sentindo o tremor no corpo da ansiedade que ele controlou a todo custo, mas ele jamais se permitiria desmoronar na frente de Kanon. Ele tinha fechado aquele capítulo da sua vida, era hora de seguir em frente!

Pegou o celular e chamou um uber para ir para casa, o que foi rapidamente feito e assim que suas botas bateram nos degraus da grande casa ele se sentiu melhor, ele tinha um lar agora, oficialmente. Aiolia não permitiu que ele voltasse ao apartamento, ele acabou o convencendo que a casa seria grande o suficiente para ambas as famílias morarem. A deles e a do irmão Aiolos, em breve pai do garotinho japonês que eles tinham no abrigo da Ong.

— Ah, aí está ele. – ouviu Aiolos dizer quando estava atravessando a porta em arco da sala de estar – Boa tarde Camus, Milo estava esperando você chegar.

Milo Savalas. Camus olhou para o advogado que se ergueu quando o viu, Aiolos permaneceu sentado na sua poltrona favorita olhando de um para o outro. Camus desviou o olhar apenas para retirar o casaco e a governanta estava um segundo atrás para recolhê-lo e levá-lo para cima, era isso ou ele deixaria ele no braço do sofá até que ele subisse.

O escorpiano continuou olhando sem disfarçar o interesse enquanto Camus se sentava no sofá e cruzava as pernas longas, Milo se perdeu um pouco naquele corpo bonito vestido em camisa social escura e jeans justo. O undercut deixava o rosto afiado ainda mais em evidência e Milo ficou baratinado por uns segundos até encontrar a língua.

— Boa Tarde Camus, como você está?

— Surpreso que você queira falar comigo depois de semanas conversando apenas com Aiolos. – o ruivo despejou, o que fez Aiolos sorrir, sabendo que o cunhado não era de meias palavras – Hoje o dia está cheio de surpresas estranhas. Eu acabei de sair de um almoço com o Kanon.

— Com o Kanon? ambos os gregos falaram surpresos e o ruivo apenas assentiu.

— Eu não sabia que ele tinha voltado. – Milo franziu o cenho, pegando o celular para mandar uma rápida mensagem para Saga.

— Eu também não, mas ele foi na Ong e me levou para almoçar. – Camus pegou um fio imaginário do seu jeans – Mas não precisamos falar sobre isso agora, você veio aqui para falar sobre o caso?

— Mais ou menos. – Milo olhou para Aiolos que entendeu a dica e se levantou.

— Eu vou ver se a babá não precisa de alguma coisa com Hyoga, depois preciso ver sobre a viagem para aquele simpósio. Você tem certeza que não quer ir, Camus? – Aiolos seguiu para a saída, mas pegou no ombro do cunhado e o fez olhá-lo – É em Nice, já pensou? Riviera Francesa, frio como você adora e poderia ser bom vocês viajarem um pouco agora que finalmente esse pesadelo acabou. Pense sobre isso, serão apenas alguns dias, porque eu preciso voltar para a audiência de custódia do Shiryu.

— Vou ver com o Aiolia, ele está com um caso enorme, acho que não vai poder viajar. – Camus mordeu o canto da boca pensando sobre o namorado, eles estavam se vendo muito pouco porque Aiolia estava muito ocupado com o trabalho – Quem sabe depois que ele ganhar o caso, ele possa dar uma pausa, vai ser bom.

— Vai ser sim. – Aiolos escovou os dedos no braço de Camus e então saiu. Milo ficou observando a troca, vendo como Camus parecia incorporado dentro da família Argenkland como se sempre fizesse parte deles.

Depois que Aiolos saiu, Camus voltou-se para Milo que voltou a sentar no sofá ao lado dele, mas não estavam próximos porque Camus teve o cuidado de sentar-se na ponta enquanto Milo ficou com a outra.

— Hassen foi morto. – Milo disse depois de um momento em silêncio – Ele foi abordado em um atropelamento na Itália, como ele já tem várias queixas em sua ficha e a investigação sobre o seu ataque, a polícia o deteve. Ele estava armado e trocou tiros com a polícia, mas foi atingido.

— Puta que pariu! – Camus respirou fundo e segurou a cabeça entre as mãos tomando respirações profundas para se acalmar. Era ruim saber que Hassen podia apodrecer no inferno para sempre e ele se sentir aliviado com isso? Ou ele tinha superado sua cota de pessoa sem coração não perdoando Kanon? Ele não sabia, mas o alívio o estava inundando!

— Ainda haverá o julgamento, porque o senador Lykaios obstruiu a justiça em várias oportunidades e a ação que estou movendo aborda seu caso e mais outras vítimas. Teremos alguma compensação monetária, não que isso importe, mas o senador perdeu a imunidade diplomática e agora será réu no processo. Ele vai ser preso por alguns anos, eu suponho no mínimo seis a dez anos para obstrução da justiça e cúmplice de diversos crimes envolvendo Hassen. – Milo se aproximou num impulso, estendendo a mão para passar nas costas do ruivo, mas Camus se ergueu de repente pressentindo que ele ia tocá-lo e se afastou. Milo recolheu a mão, um tanto constrangido – Só vamos passar pela audiência e logo estará tudo acabado.

— Que grande caso não é? Você é o nome mais quente da cidade. – Camus disse olhando Milo com um sorriso – Você derrubou um senador! Grande criminalista, eu ouvi que a promotoria pública quer seu nome para os altos cargos.

— Foi o que eu ouvi também. – Milo desviou o olhar envergonhado, mas Camus sabia que ele devia estar envaidecido. Milo sempre quis vencer por si próprio e agora com seu nome forte dentro do escritório do pai, ele devia estar orgulhoso do próprio trabalho.

— Eu fico feliz por você Milo e agradecido que você me ajudou dessa forma. – Camus estava sendo sincero, ele estava feliz que finalmente Milo estivesse bem e caminhando com as próprias pernas, não vivendo sob o jugo do pai.

— Obrigado por me deixar pegar o caso. – Milo fitou Camus – Você poderia muito bem escolher outra pessoa para isso e de qualquer forma eu queria te ajudar com isso, não foi apenas por causa do caso. Eu precisava fazer alguma coisa para te salvar, já que não consegui fazer nada da última vez.

— Sobre o caso, você tem que agradecer ao Aiolia. – Camus deu de ombros – Porque foi ele que disse para deixar o caso com você e deus sabe como isso doeu no ego dele, admitir que tem outro advogado em Atenas melhor que ele? E ainda você? – o ruivo fez uma careta e Milo teve de rir – Ele ficou louco de ciúmes, o Afrodite me disse. Ele nunca o mencionou para mim, mas eu sei que ele estava se roendo.

— Ele está com ciúmes? Ele não consegue ver como você é apaixonado por ele? – Milo disse sorrindo, mas suas próprias palavras doíam nele, porque admitir isso em voz alta acabava com todas as suas esperanças.

Contudo, ele não podia continuar alimentando aquela ideia fútil de que ele podia investir em Camus e quem sabe de repente eles reacenderiam o amor que tinham um pelo outro. Camus estava bem agora, feliz e apaixonado por Aiolia e mesmo que isso doesse em Milo, era algo que ele tinha que aceitar e seguir em frente.

Mesmo que agora ele não conseguisse respirar direito porque estava doendo, um dia ia melhorar.

— Ele sabe, mas é difícil para ele ainda. Aiolia sempre diz que se sente inseguro porque afinal eu fui no seu casamento e disse que te amava. – Camus mordeu o lábio e então voltou seus olhos para Milo – Mas quer saber? Eu sei que te amei muito Milo, mas do que você pode imaginar. Só que não se compara ao que eu sinto agora pelo Aiolia, não quando vejo o quanto ele ama o meu filho, o quanto ele cuida da nossa família. Eu sei que agora eu o amo e nada vai mudar isso.

Milo se virou, olhando sobre o ombro e Camus seguiu o seu olhar para encontrar Aiolia parado na porta em arco, boquiaberto pelo que acabou de testemunhar. Pelo espanto na cara dele, o leonino estava ali há um tempo e ouviu boa parte da conversa.

— E-eu preciso ir. – Milo se ergueu e arrumou o terno olhando para todos os lugares menos para Camus, mas antes que ele deixasse a sala o ruivo segurou seu pulso para pará-lo.

— Obrigado de novo, de verdade. Me deixe saber o que preciso para a audiência assim que for marcada. – ele disse e Milo assentiu saindo logo em seguida. Ele e Aiolia trocaram um olhar antes que o Savalas se fosse e o Argenkland mais novo viu a derrota nos ombros caídos do amigo, se sentindo um pouco triste por ele, mas não culpado. Aiolia pensou que os caminhos que tomamos na vida são por nossas próprias decisões, então que Milo colhesse as consequências.

Depois de ouvir a porta da frente se fechar, Aiolia entrou na sala de estar e parou na frente do seu ruivo que o fitou com um sorriso de monalisa nos lábios cheios. Aiolia apenas jogou a pasta no chão e o ergueu pelos braços, tomando a boca do namorado de forma faminta e intensa, deixando a língua explorar aquela boca pecaminosa como ele bem queria. Camus deixou que ele tomasse o que queria, ele gostava da voracidade do seu leão.

— Eu só tinha vindo pegar alguns documentos que esqueci essa manhã, ia pegar um lanche rápido em algum lugar – explicou Aiolia ofegante quando apartaram o beijo – Mas agora mudei de idéia, eu quero almoçar. Estou faminto!

— Faminto é? – Camus deixou que a mão escorregasse na frente da calça de Aiola entre eles, pressionando a ereção e vendo as pupilas do outro se expandirem pela excitação – Posso ver.

— Vamos subir. – Aiolia deixou os lábios passearem pela garganta de Camus.

— Não vai dar, eu acabei de chegar e nem vi o Hyoga ainda, tenho que dispensar a babá. – Camus beijou Aiolia e ia se afastar, mas o leonino não deixou.

— Ah meu deus! Quem agora não consegue tirar a língua da garganta de quem, hã? – Aiolos tinha surgido na sala – Vamos almoçar pelo amor de deus! Deixe essas coisas para mais tarde. Parece adolescente!

Aiolia revirou os olhos, mas desistiu do seu “banquete” indo se lavar para almoçar já que estava ali de qualquer maneira. Camus subiu as escadas para ver o filho e dispensar a babá. Eles teriam tempo mais tarde ou assim ele esperava já que Aiolia estava trabalhando tanto que eles mal se viam, mas isso não o incomodava porque quando Aiolia estivesse livre do caso ele ia compensar.