If It Was Diferent...
10 A conversa com Caspian e o anúncio

Ponto de Vista: Lucia Pevensie.
Eu sentia a necessidade de falar com Pedro. Eu agora tinha quase certeza de que era verdade. Por Aslam, isso era tão emocionante! Encontrei-o encostado à mesa de pedra, com um olhar triste e abatido, como se nada estivesse dando certo. O que de fato estava acontecendo com ele, pobrezinho. Não entendo porque tudo isso... não estaria assim se estivesse confiando em Aslam. Sentei-me ao lado dele e fiquei em silêncio. Se algo tivesse que ser dito, sei que ele tomaria a iniciativa.
-Estou com raiva de mim mesmo – falou por fim. — E o que me deixa mais irado é que ela está também.
Eu sabia de quem ele estava falando. Trudy. Sorri internamente por ele ter chegado ao ponto.
-Então você está com sorte – falei.
-O quê?
-Eu disse que se ela está com raiva de você, você tem sorte. E sabe por quê? Porque se ela está com raiva de você por isso, significa que o ama.
Ele sorriu.
-Sabe, você tem sorte.
Olhei para ele e perguntei sinceramente:
-O que quer dizer?
-De tê-lo visto – ele respondeu imediatamente. — Eu queria que ele tivesse me dado algum tipo de prova. Talvez então nada daquilo tivesse acontecido e eu e Trudy estaríamos bem...
-Talvez a gente é que precise dar uma prova a ele.
Acariciei o braço dele e ficamos abraçados por um curto espaço de tempo. Até que Edmundo chegou chamando-o:
-Pedro. É melhor vir rápido.
Ponto de Vista: Trudy Willians.
Eu estava sentada na pedra, abraçando meus joelhos. E então Caspian chegou, com uma expressão tão abatida que me deu pena. Olhei atentamente para ele, que se sentou ao meu lado no chão.
-Vai me passar um sermão também? — ele perguntou num tom triste.
Apenas neguei com a cabeça. E então percebi que ele utilizou um “também”, e com bastante ênfase.
-Quem lhe deu um sermão, Caspian? — perguntei.
-Ninguém, não se preocupe... — e ao ver meu olhar abatido, se apressou em responder: — Susana. Me disse que eu sou tolo e imaturo por ter acreditado em Nikabrick.
-E você foi. Mas todos cometemos tolices, e Susana sabe disso. Não cabe a ela julgá-lo, e nem a mim.
-Mas você está julgando Pedro.
-Não, eu não estou. Só estou com raiva dele. E como havia de ser diferente? Fizeram uma grande porqueira.
-Mas você não está tão brava comigo...
-Porque não é você quem eu amo... e nós temos tendência a ficar mais bravos quando os que amamos cometem uma tolice.
-Você o ama? — Caspian perguntou de um jeito engraçado.
Eu ri.
-Sim, e muito. E é por isso que estou com tanta raiva... ele não era assim em Londres. Mas aí eu me lembro de que as circunstâncias são outras e então eu o perdôo. E isso tudo acontece somente porque eu o amo.
Houve um curto período de silêncio, silêncio que eu quebrei dizendo:
-E é por isso que Susana está brava com você. Porque ela o ama.
Ele me encarou com dúvida e eu só assenti. Fiquei olhando o horizonte – que era unicamente de pedras – e me lembrei dos meus pais, do professor Kirke e até mesmo dos Pevensie em Londres. Me lembrei de como tudo era mais fácil. Mas descobri que aquilo não interferia em nada no fato de que eu amava a todos eles; da mesma maneira.
-Quero que saiba que eu confio em você. Eu confiaria minha própria vida a você, Caspian. Porque eu sei que você é capaz. E sabe por quê? Porque Aslam está com você.
Ele sorriu e pude perceber que seus olhos estavam marejados.
-Obrigado, minha prima.
Sorri. Me levantei para ir atrás de Pedro, mas Caspian me chamou:
-Trudy! — olhei para trás, ao que ele falou: — Eu confio em você também. Muito mesmo. E não estou nem ligando que você seja uma mulher.
Eu ri e fiz uma reverência irônica, agradecendo e saindo dali. Caspian foi lá para fora. Olhei alguns faunos que conversavam entre si:
-Estou com medo do que virá a seguir – disse o primeiro.
-Estou com medo é de não conseguirmos – retrucou o segundo. — Nosso treinamento não é os melhores, os reis sempre brigam, a invasão ao castelo foi um fracasso...
Me aproximei deles e peguei uma espada. Entreguei-a ao segundo fauno e ele me olhou em dúvida.
-Que queres que eu faça, Alteza? — perguntou.
-Lute comigo.
-Não posso fazer isso, Alteza. Lutar contra uma mulher vai contra o meu código de honra.
-E que honra? Quando você se junta a esse exército, abandona a sua honra. Você não acha que precisa de treinamento? Então lute!
-Mas Alteza...
-Responda-me uma coisa, fauno: se uma mulher tentasse lhe matar no campo de batalha, você permitiria ou lutaria com ela?
-Lutaria.
-Pois finja que estou tentando lhe matar – falei golpeando-o. Ele se defendeu com sua espada.
Começamos a desferir golpes um contra o outro, até que atirei sua espada longe e apontei a minha para o seu peito.
-Seu treinamento está perfeito, soldado – falei. — Percebe sua tolice? Não só pela questão do treinamento, mas por não confiar em nós. Se nós estamos aqui, é porque há um propósito. E esse propósito é que Aslam nos enviou. E se ele o fez, quem somos nós para contradize-lo?
O soldado pareceu envergonhado.
-E mesmo quando nos ver brigando e ficar aflito... bem, é nEle que deve confiar. Se acreditar que está com ele, assim estará.
O soldado assentiu.
-Obrigado, Alteza.
Assenti sorrindo e saí andando. Cornellius não estava em lugar nenhum, de forma que imaginei que ele estava com Casp. Lucia havia saído há pouco em direção à mesa de pedra. E então eu vi Edmundo e Caspian saindo aflitos pela fortaleza, à medida que nossos soldado iam para o lado de for ver algo. Edmundo falou algo a Susana e ela foi correndo para fora, na “varanda” da fortaleza – desculpem-me, não encontrei termo melhor. Corri atrás dela e ficamos encarando o horizonte.
Ao longe, soldado telmarinos se aproximavam. Na nossa direção. Caspian chegou e ficou olhando. Logo depois, Ed, Lu e Pedro estavam ali também. Todos olhávamos os soldados. E devo admitir: nunca imaginei que seriam tantos. Ali não haviam só telmarinos, com toda a certeza.
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-Com mil diabos! — exclamou Trumpkin. — Esse é o seu próximo grande plano? Enviar uma menina às partes mais sombrias da floresta? Sozinha!
-É nossa única chance – Pedro falou calmamente.
Percebi que ele finalmente estava pensando direito. Estava pensando em como encontrar Aslam, nossa única salvação.
-E ela não estará sozinha – Susana afirmou.
Trumpkin ficou cara a cara com Lucia e perguntou numa expressão torturada:
-Já não morreram muitos de nós?
Caça-Trufas adiantou-se um passo e falou sabiamente:
-Nikabrick era meu amigo também. Mas ele perdeu a esperança. A Rainha Lucia não perdeu. E nem eu.
-Apoiado – falei.
-Por Aslam – Ripchip falou, cruzando a espada sobre o peito.
-Por Aslam – falou um urso enorme que estava conosco.
Pedro encarou o urso. E então eu falei, como que para comprovar os argumentos anteriores:
-Por Aslam.
Pedro me encarou e assentiu, um sorriso discreto brotando dos lábios. Encarou Lucia com uma pitada de preocupação.
-Então eu vou com você – Trumpkin falou.
-Não – Lucia foi firme. — Precisamos de você aqui.
-Temos de detê-los até Lucia e Susana voltarem – Pedro falou. — E você vai com elas, True.
-Pedro, falamos disso depois, tá bem? — perguntei. — E além disso, você sabe que no fim das contas eu não vou.
Ele rolou os olhos, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, ouvimos Caspian falar:
-Se me der licença... — olhamos para ele. Ele deu uma olhadela a Cornellius, que assentiu. E então Caspian continuou: — Miraz pode ser um tirano e assassino... mas como rei, ele deve seguir as tradições e as expectativas de seu povo. Há uma em especial que pode nos dar algum tempo.
Ninguém ali havia entendido, exceto eu. Porque eles não conheciam as tradições telmarinas. Meu coração se apertou ante à condição que Caspian daria. E, se ele dissesse o que pretendia, Pedro não iria negar. E eu não podia correr o risco de perdê-lo...
-Caspian, não! — falei, já com lágrimas nos olhos. Todos me encararam. — Por favor, não diga isso...
Pedro me encarou rapidamente, como se tentasse me tranqüilizar. Não conseguiu nem um pouco.
-Desculpe, Trudy... — Caspian disse. E, olhando para Pedro, disse simplesmente: — Um duelo.
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N/A: Oie o/
Então, galera... quero agradecer í pela ÚNICA, repito: ÚNICA recomendação que recebi a pedidos: da minha amiga linda e meretriz, e bellaferreira! te amo, minh avatar bitch preferida (L\' Mas, voltando ao assunto if it was diferent: a Naty — Natalia Silveira — me mandou uma capa, mas eu estou na casa da bells ferreira e não dá pra postar agora :/ prometo que posto quando chegar em casa, Naty! Aliás, passem na minha fic de Percy Jackson, a Almost Divine Life! A conversa com a Lu é no minuto: -coloco depois ;) Mas eu fiz modificações, claro! Vamos agora ao spoiler -viva \\o/
PRÓXIMO CAPÍTULO!
Título: O duelo de Pedro — parte I
Spoiler: Agora é tarde demais: Caspian deu a ideia, e Pedro não irá recusar. Como não pode mudar a situação, True terá de ajudar... e como ela fará isso? Só lendo pra descobrir!
beeijos:*
bellafurtado (:
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