If I die young

4 Capítulo IV: Love


Notas iniciais
- Antes de mais nada, muito obrigada pela recomendação (Beatriz Di Angelo) tanto em If I die young, quanto em Akai! Assim você me mata do coração -n. AMEI

– Aqui está o dinheiro... _entregou o envelope nas mãos do outro _...posso tentar um café _disse pouco confiante.

Mello suspirou e abriu um sorriso torto.

– Eu mesmo faço, não acredito que não consegue fazer uma coisa dessas _provocou.

– Já disse que o meu trabalho é outro.

O loiro pensou em argumentar contra, mas parou no meio da sentença, Matt havia dito que era programador e até onde sabia, morava na comunidade desde os 16 anos. Curioso não?

– Onde aprendeu a mexer em computadores? _formulou sua pergunta com destreza, enquanto esperava a água ferver lentamente no fogão velho.

– Bom... eu tinha acesso quando era adolescente, aprendi com meu irmão mais velho o básico e depois segui sozinho.

Não era a resposta esperada, mas tirou dela algo interessante.

– Irmão é... como ele se chama? Aposto que não tem um nome idiota como o seu.

– Cale a boca _se virou para a tv tentando esconder seu estado encabulado _Matt não é meu nome verdadeiro, meu nome é Mail Jeevas e meu irmão Allen Jeevas. A vida toda me chamaram de Matt _deu os ombros _não lembro muito bem quem começou isso... e Mello também é um nome idiota _completou fazendo bico.

– “Mello” soa bem entre os gemidos, os clientes gostam.

– Uh, cale a boca de vez, por favor.

Eles riram em conjunto, Mello serviu o liquido quente e voltou a se sentar no sofá ao lado do outro. Já era o segundo mês de Matt morando no apartamento novo e assim como o combinado o dono viera buscar o dinheiro. Eles não tinham pressa nem o que fazerem de melhor então logo começaram a conversar e a atmosfera se tornou agradável.

– Essa noite está bem tediosa _resmungou o loiro _mas estou com preguiça de sair.

– Preguiça, sei bem como é _comentou sem real interesse.

– O que gosta de fazer, além dos livros?

Matt pensou por um segundo ou dois enquanto acendia o terceiro cigarro da noite.

– Não tenho nada em especial, nem os livros são algo muito especial... talvez jogos, vídeo game, essas coisas bobas.

– Bobas mesmo _riu.

– Tsc, então o que seu nome estava fazendo no fliperama, uh?

– Quem ajudou o velhote comprar aquilo foi minha mãe, sempre joguei de graça desde então. Estava só matando o tempo.

– Folgado _murmurou fazendo pequenas argolas de fumaça no ar.

– Posso te beijar?

– O... o que? Ah... pode _ergueu o braço com o cigarro preso nos dedos para que não queimasse o loiro, aceitou os lábios sobre os seus aproveitando para afundar a outra mão nos cabelos macios.

– Seu beijo tem gosto de cigarro barato _comentou Mello ainda sem se afastar do outro.

– Parece gostar bastante _respondeu com um sorriso sacana nos lábios.

O loiro segurou o riso na garganta e jogou seu corpo para o outro lado do sofá, deu um longo bocejo se espreguiçando em seguida.

– Realmente, muita preguiça _comentou a esmo _se importa se... eu dormir aqui? Tipo... sem outras intenções, só estou com preguiça de voltar _tratou de explicar antes que ganhasse algum olhar presunçoso.

– ...tudo bem _alcançou o maço de Malboro _companhia as vezes é bom.

Se limitaram numa troca de olhares, Matt ofereceu a ele um banho enquanto ia tirar alguma coisa do armário para comerem; café podia não ser sua especialidade, mas macarrão fazia bem. “Talvez um pouco de carne uh, ainda bem que passei no mercado ontem” sorriu brevemente ao abrir o congelador. Era raro, não, nunca tinha cozinhado para alguém em toda a sua vida e isso o deixou animado para o jantar. “Mello é como um irmão... irmão? Não, Allen era seu irmão querido e estar com ele trazia uma atmosfera totalmente diferente. Quem sabe amigo, sim, Mello lhe dava a sensação de um grande amigo! Mesmo assim, alguma coisa ainda era diferente...”

O ruivo estava distraído esperando a água ferver e não notou a presença do outro atrás de si, somente quando Mello chamou seu nome num sussurro, que ele se assustou tendo o impulso de pegar a faca sobre a pia e gira-la na palma da mão.

– ...Mello _disse um tanto rouco _não faça mais isso.

O tom de urgência em sua voz, adicionado com a faca nas mãos fez o loiro se afastar alguns centímetros.

– Ah... desculpe! Meu Deus, me desculpe!! _largou o talher sobre a pia de pedra.

– ...vou embora, eu que peço desculpas por estar me introme-

– Não! Está tudo bem _cortou o outro lançando um olhar preocupado _foi só um susto, me perdoe!

O Keehl respirou fundo uma vez e caminhou até a janela pendurando a toalha na mesma, o silencio do homem foi seguido pelo outro. “Droga, Matt, você é um idiota!” se criticou.

– Não vou passar mal com esse macarrão ai né? _comentou com leveza ao lançar um olhar furtivo a cozinha.

– ...nã... claro que não, idiota _deu um sorriso falso e voltou aos seus afazeres.

Em pouco tempo, os pratos sujos estavam empilhados de qualquer jeito no chão ao lado do sofá-cama, de barriga cheia e sonolentos os rapazes agora viam qualquer coisa na tv. Eles não tocaram mais no assunto, nem mesmo trocaram beijos ou caricias parecidas; apenas se limitavam em sentar perto um do outro para falarem qualquer besteira que surgisse.

A repórter dava alguma noticia sem a menor graça quando Matt ouviu a respiração pesada do loiro, resolveu por fim se aconchegar na almofada azul que lhe servia de travesseiro e apagar.

Foi uma noite bem agradável, o ruivo não era de ficar rolando na cama, assim como Mello – conseguiram dormir juntos sem sofrerem com a falta de espaço e invasão de privacidade. O primeiro a despertar fora Matt, acendeu seu cigarro matinal e olhou com sono para a tv que ficara ligada a noite toda “Ops, conta de luz” pensou, mas deixou de lado assim que o outro remexeu preso em seu sonho.

O ruivo pensou por um segundo no incidente com a faca na noite passada, ele não queria tê-lo assustado, tomaria mais cuidado numa próxima vez, infelizmente se tornar um morador de favela tem seus contras; matinha a guarda alta o tempo todo por medo.

Os cabelos macios estavam espalhados pelo travesseiro, eles cheiravam a shampoo “Eu adoro esse aroma...” apagou o cigarro ainda na metade para deitar. Agora bem mais próximo. “Também gosto da pele lisa” comentou para si mesmo ao tocar de leve no pescoço desprotegido.

Foi o suficiente para ganhar uma ereção “Ah, lindo” se afastou alguns centímetros, não pretendia nada daquilo, mas já que seu corpo reagiu assim, por que não? O acordaria fazendo alguma carícia mais quente “Isso parece bom” mordeu os lábios ao passar a unha na barriga exposta pela falta da camiseta. Mello virou de lado, como reflexo por alguém ter lhe tocado, ficando de costas para si; nada mais sugestivo para alguém com segundas intenções.

E ele claro que aproveitou.

A ereção agora era pressionada com leveza contra o corpo inerte de Mello, os lábios, antes parados, se moviam na nuca e uma das mãos brincava ainda de arranhar a barriga que se contorceu ao toque. Mello não demorou a acordar, mas ao invés de se afastar, agarrou o braço de Matt o fazendo bater contra seu corpo de forma mais intensa.

– Caralho, seu pervertido... _resmungou.

– Desculpe _livrou sua mão na intenção de interromper o contato.

– Não me deixe de pau duro, anda logo.

A reclamação foi prontamente atendida: o ruivo começou com uma masturbação lenta, se segurando ao máximo para não comer o outro sem preparo algum, Mello optou por continuar de lado e fechar a mão no travesseiro; seus gemidos escapavam por entre os lábios semiabertos. A intenção do mais novo era chegar até o fim, mas Mello tinha seus próprios planos para aquela manhã, decidiu que era muito cedo pra sexo (e além do mais, fazia isso a semana toda), se virou de frente agarrando o pulso de Matt.

– Da um tempo... vamos fazer do meu jeito _disse entre dentes.

Abaixou suas roupas até a metade da perna fazendo o mesmo com o ruivo, ainda confuso, começou então a masturbação dupla e assim acabaria com o serviço dentro de alguns gemidos. Matt aceitou ficar apenas com aquele contato mais superficial, uma vez que as mãos habilidosas do outro estavam o satisfazendo no momento.

– ...você... me pegou de surpresa...

A voz do loiro se fez presente e o aviso saiu em cima da hora, acabou gozando antes do ruivo se aliviar.

– Continue! _a urgência fez as mãos do outro se fecharem sobre a sua ainda sob o efeito do orgasmo, mais alguma insistência e finalmente sentiu o outro se desmanchar em sua mão _hn... _resmungou manhoso sentindo suas pernas estremecerem.

– ...sua cara quando está gozando é impagável.

O comentário deixou o outro tímido, porém os efeitos do pós gozo não deixaram transpassar qualquer reação. Matt abraçou o corpo abaixo de si e deitou a cabeça em qualquer parte do travesseiro que ainda estava sobrando; dormiriam até suas barrigas roncarem de fome.

Novamente, o djavu de ser o primeiro a acordar e acender o bendito cigarro, mas dessa vez não se atreveu a tocar o outro, não queria atrapalhar seu sono, sendo assim, decidiu ir tomar um bom banho. O sono pesado do loiro só foi deixa-lo perto das 14 horas, abriu os olhos com dificuldade devido a claridade, ainda com o corpo pesado mexeu lentamente o braço a procura de seu celular que deveria estar jogado em qualquer lugar no sofá-cama.

– ...Matt? _chamou com a voz rouca pela falta de uso.

Sem resposta, tomou coragem para rolar de lado e ter assim visão para o resto do apartamento, sem sucesso. O ruivo não estava, tão pouco poderia ir embora deixando tudo destrancado e menos ainda ligar para o mesmo, uma vez que celular era item de luxo para o pobretão. Resolveu tomar mais um banho e esperar, estava todo melado de suor – e outras coisas mais. “O que estou fazendo aqui outra vez?” refletiu enquanto sentia a água quente escorrer pelo corpo, Mihael passara o mês inteiro focado no trabalho, tinha contas a pagar, porém em seu intimo esperava ansioso pelo passar do tempo; queria ver o ruivo, viria vê-lo na sua folga! Quando percebeu que estava com aquele tipo de sentimento, parou um segundo ou dois: possivelmente tinha se apegado a ele de alguma forma? Ainda não sabia responder com certeza “como” ou “porque”, porém Matt atraia sua atenção e, com carinho, o tratava como amigo. Um pequeno passo para Mello. Um pequeno passo para o menino, agora órfão, que vivia somente para si, num mundo só dele.

Matt não demoraria muito mais, em pouco tempo estavam sentados na pequena mesa no espaço que chamam de cozinha, tomando café-almoço. Em meio ao costumeiro clima agradável e conversas tolas, o entardecer veio tímido fazendo o loiro olhar pela janela e em seguida para o relógio de pulso.

– Tenho que ir trabalhar _suspirou.

– Achei que gostava do seu trabalho _riu ao ver o desanimo do outro.

– ...não é que eu não goste de dar o cu, mas até isso cansa, sabia?

Ele abriu e fechou a boca sem saber o que responder, de alguma forma tinha irritado o outro com seu comentário; resolveu por fim dar atenção para seu cigarro ainda pela metade.

– Ei, Matt... por que não vai comigo hoje? Além de conhecer um “cabaré” _fez as aspas com os dedos _ainda pode ganhar um trocado.

Não tinha soado de forma alguma como uma proposta indecente, era um trabalho como qualquer outro: envolvia serviço e forma de pagamento.

O suposto cabaré ficava escondido entre dois prédios grandes, numa casa de três andares. No térreo, após passarem pelas portas duplas de madeira, o ambiente estava adornado com mesas decoradas por velas vermelhas, ao leste um bar e ao norte um palco. Alguns clientes esperavam pacientes por suas damas de companhia, sentados nas mesas mais próximas ao palco e bebendo qualquer coisa que contivesse álcool. “Três... quatro seguranças” Matt contou enquanto caminhava pelo salão; muito para um puteiro, não? Subiram um lance de escadas, antes de saírem para o segundo andar Mello o advertiu.

– Finja que é meu cliente se encontrar alguém.

Felizmente não encontraram ninguém, o loiro os guiou até um dos muitos quartos do andar; por um momento Matt chegou a achar que ocupariam um deles para esperar algum cliente ou algo do gênero, mas na verdade, era apenas um escritório.

– Boa noite, Keehl _cumprimentou uma mulher igualmente ruiva, seu visual era bem peculiar diante do lugar onde se encontravam: óculos de aros grossos, cabelo curto e totalmente bagunçado, além de estar vestindo apenas um shorts surrado e uma camiseta vermelha.

– Yo, bate meu ponto por favor... ah, esse é o Matt, ele vai ficar por aqui hoje.

– Tudo bem, Matt? Sou a Alice _estendeu a mão que foi prontamente aceita _bom... fique a vontade lá em baixo no bar, vou pedir para servirem você.

– Ah... obrigado _olhou para Mello pedindo ajuda, sem saber o que responder ou como deveria agir.

– Tem algum cliente já?

A mulher negou com um aceno de cabeça e continuou a dar atenção a pilha de papeis sobre a escrivaninha. De volta ao térreo, ambos ocuparam uma mesa próxima ao bar, o ruivo se perguntava se todos os dias eram daquela maneira ou se estava recebendo alguma atenção especial. “Na verdade, espero que não venha ninguém” os pensamentos lhe escaparam, se forçou a esvaziar o copo de cerveja antes que mais besteiras lhe viessem a mente. Que ideia mais absurda! Aquele era o trabalho do outro, puro e simples; e mais, era o que ele gostava de fazer.

Mas então, por que?...

Por que ele algo de repente o incomodou quando o imaginou subindo as escadas, acompanhado por alguém? Talvez um homem, talvez uma mulher, não importava.

– Tem alguma coisa errada? _tirou-o de seu devaneio.

– Nã... ah... por que tantos seguranças? _se apressou em perguntar algo.

– Tráfico de drogas _relaxou os ombros _fica tranquilo, é esquema com a polícia mesmo.

O ruivo assentiu, roubou a cerveja do amigo e ficou a observar a dançarina seminua que se apresentava no palco, ela tinha seios fartos – e pareciam ser realmente macios.

O local não tardou a encher, Mello deixou o amigo no bar como ajudante e passou a circular entre as mesas. “Ajude o Marcos a encher os copos de chopp, meu turno acaba as 4 am” foi tudo o que disse antes de dar atenção aos clientes, no começo Matt o seguiu com os olhos o máximo que pode, mas a correria do seu novo serviço o deixou ocupado demais para isso. Quando finalmente teve uma pausa, Mello já não estava mais presente no salão.

– Cansado, ruivo? _seu companheiro de trabalho sorriu dando um tapinha de leve em seu ombro.

– Um pouco... na verdade, bastante _relaxou os ombros.

– Estamos quase acabando aqui, vamos fechar as grades do bar e limpar ok?

Matt pegou o pano jogado em cima da pia começando a secar o excesso de cerveja espalhado pelo balcão, olhou de canto para o relógio no pulso do outro, eram 3:00 horas ainda. “Mello ainda vai demorar um pouco” pensou fazendo uma careta. De nada adiantaria sair de lá sem a presença do mesmo, estava sem carona.

Em menos de 20 minutos tudo estava arrumado, Marcos jogou a mochila sobre os ombros antes de trancar a porta que dava acesso do bar ao salão.

– Aceito um cigarro antes de ir embora, o que acha? _bateu com a mão no bolso da calça social.

– Por favor!

O moreno de 1,75 retribuiu o sorriso com outro, saíram para a área descoberta, agora vazia, e sentaram no banco de madeira. Marcos não era nada parecido com os outros trabalhadores comuns por ai: a começar pelo cabelo ligeiramente comprido, era lindo, infelizmente atrapalhava a visão mais detalhada dos olhos claros – um tom particular de cinza – a boca fina se movia com delicadeza em sorrisos a noite inteira. “Tão educado e bonito” foi o que Matt pensara logo de primeira. Alto, magro e ainda estava com calça e camisa social. O mundo é mesmo cruel.

– Então, conhece muita gente aqui? _perguntou depois de dois ou três minutos de silencio.

– Só o Mello _respondeu baixo, sua voz estava levemente rouca.

– Ah... _o tom de inquietação foi percebido pelo outro.

O ruivo resolveu não perguntar, fez algumas argolas no ar ganhado palmas do outro e assim ficaram a competir até o final do cigarro.

– Bom, tenho que ir agora, pretende voltar aqui? _se levantou batendo a poeira da calça.

– Hum, acho que não _voltou seu rosto para cima a fim de encarar o outro _foi meio que.... uma coincidência.

– Que pena _suspirou _posso te dar um beijo então?

– ...

– Oh desculpe-me _voltou a se sentar ficando assim na altura do outro _fui um pouco rude, te achei muito bonito, seu cabelo... _levou a ponta dos dedos aos cabelos alheios _seus olhos também; enfim, fiquei com vontade de pegar você a noite toda.

– Simples assim _riu _ah... bom, tudo bem, vem aqui.

O selar dos lábios ocorreu de forma lenta, ambos quebrados depois do trabalho intenso, aproveitaram a troca de carinho para relaxar. Matt deitou a cabeça no ombro do companheiro aspirando o perfume amadeirado do mesmo.

– Hum, seu beijo é bom _bagunçou os cabelos sedosos _perderia mais algumas horas se não tivesse acompanhado.

– Obrigado.

Respondeu dando um longo bocejo, Marcos desceu as escadas da área coberta o deixando para trás. Quando faltava apenas 5 minutos para o horário combinado, Matt seguiu de volta para o salão e ocupou uma mesa qualquer; apenas alguns clientes ainda ocupavam o local, dormindo sobre elas ou desmaiados no chão.

Os minutos seguintes passaram de forma lenta, seus pensamentos então voltaram a vagar sobre os quartos na parte de cima. “Quem... quantos?” deixou escapar, estava com ciúmes do loiro, apesar de ter acabado de beijar um desconhecido.

– Ciúme?! _resmungou para si mesmo.

Algo estava indo realmente mal em sua vida.

– Matt! Vamos embora?

A pergunta que mais soou como uma ordem fez o mesmo se levantar a procura de Mello, ele acenou do outro lado do salão. Seu rosto tenso se desmanchou num sorriso quando o ruivo se aproximou.

– ...por favor, diga que você sabe dirigir.

– Sei sim, mas vai ter que dizer o caminho... _pegou as chaves que lhe eram oferecidas ao chegar no estacionamento.

– Esquerda, depois só ir reto a vida toda.

Parados no farol, o loiro fazia força para não adormecer; entretanto não parecia querer conversar. O Jeevas pensava se algo tivesse acontecido para o mau humor repentino.

– ...você não parece muito bem... _arriscou comentar sem tirar os olhos do farol.

– Só preciso de algumas horas de sono... vire a esquerda, pode entrar na garagem direto _decidiu encerrar a conversa ali.

Mello pediu que Matt fizesse café enquanto tomasse um banho rápido, deixou o hospede na cozinha enquanto fuçava no guarda roupas em busca de outro travesseiro. Dentro de meia hora, ambos estavam finalmente deitados, limpos e extremamente cansados; do lado de fora, o céu tomava o alaranjado do nascer do sol. “Durma até a hora que quiser” resmungou Mello antes de cair no sono, Matt deu boa noite com um beijo em sua testa.

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Notas finais
s2 a hide ama todos vocês s2! ps: estou vendendo alguns mangás, olhem meu perfil pl