If I could find a way
29 29 - Finally
Notas iniciais
No quarto da prefeita Regina e Robin se beijavam apaixonadamente, eles queriam um ao outro, mais que isso, eles precisavam um do outro, precisavam dessa segunda chance. Regina o desejava mais do que já desejou algo na vida, até mesmo a volta de Daniel. Nada com ele era do jeito que ela esperava, nada com ele era do jeito certo. Robin sempre achava um modo de burlar as barreiras da prefeita, sempre achava um modo de penetrar no coração gélido da Rainha Má e nessa mistura de identidades, quando estava com ele, Regina se sentia como a adolescente que a muitos anos atrás viveu e que cavalgava escondida para encontrar seu amor. O sentimento era o mesmo, mas melhor.
Regina queria que aquele momento ficasse gravado para sempre na memória de Robin e para isso, ela teria que fazer algo surpreendente, algo que ele nunca tivesse provado antes. Ela o joga na cama pulando em cima dele logo após, botões da camisa saltam longe assim que a prefeita começa a puxar a camisa. Ela joga o cabelo para o lado e começa a beijar o peitoral desnudo do bombeiro. Seu corpo era tão definido, “o que ele vai pensar das minhas banhas?” pensou ela enquanto beijava e mordiscava Robin, cada vez descendo mais.
Robin sentia os lábios macios de Regina descerem pelo meu abdômen e a sensação era maravilhosa, ele a olhava enquanto fazia isso, a admirando e ela retribuía o olhar. Regina parecia um animal selvagem perseguindo sua presa e naquele momento ele estava à disposição para ser devorado por ela. Ele sente as mãos geladas de Regina alcançarem a barra da sua calça e o cinto sendo aberto, ele respira fundo e logo em seguida sente os lábios úmidos de Regina tocarem os seus. Brincando com sua língua ela só o provoca e então senta no colo dele, beijando seu pescoço.
Regina subitamente sente uma vontade de chorar, uma pressão em seu peito e a vergonha corroendo seu ser. Ela se levanta e se afasta dele, indo para a direção oposta do quarto, ficando de costas pra ele, chorando baixinho.
Robin não entendia nada. “Será que eu fiz alguma coisa errada?” pensa ele enquanto se levanta e vai apressadamente em direção à mulher, tocando seus ombros.
– O que aconteceu?
– Eu estou cansada – Choraminga ela.
– Cansada? Como assim? Nem começamos ainda. – “O que está acontecendo?” era só o que Robin conseguia pensar.
– Não – ela sorri em meio ao choro – Não estou falando disso.
– Do que você está falando então? – Robin vai para frente dela e tira as mãos do rosto dela.
– Eu estou cansada disso tudo. Minha vida toda eu tive que suportar fardos maiores que minhas costas, tive que aturar coisas que muitos não fazem nem ideia enquanto todos me julgavam e me odiavam. Fiz coisas horríveis? Fiz. Mas fizeram piores para mim. Estou cansada de ser sempre a que comanda tudo, sempre a que toma a iniciativa, sempre a que tem que resolver tudo para todos e mesmo assim todos ainda me chamam de vilã e tiram as coisas que mais amo de mim. Estou cansada de sofrer Robin. – “Estou desabafando com alguém que nem ao menos conhece meu passado, como ele vai me ajudar?” pensa ela.
Robin a escuta com atenção enquanto alisava seu ombro.
– Talvez eu possa te ajudar – Ele beija o ombro dela e vai subindo para o pescoço lentamente, enchendo a mente de Regina com carinho e afeição. Os lábios úmidos de Robin percorriam o pescoço dela, dando beijos delicados e a barba vez que outra fazia cócegas.
Regina levanta o braço procurando a nuca de Robin até acha-la e então começa a acariciar o pescoço dele enquanto ele a beijava. De olhos fechados Regina decide se deixar levar para aquele mundo totalmente novo que Robin a direcionava. O arqueiro fica de frente para ela e começa a desabotoar a camisa da prefeita e ao libertar o ultimo botão ela sente o tecido escorrer por seus braços até chegar ao chão.
Por alguns segundos Robin admira a morena em sua frente que estava com um sutiã rendado que dava uma proporção perfeita aos seus seios. Ele a puxa para perto, beijando-a apaixonadamente, segurando sua nuca e acariciando seu cabelo. O ar falta e suas bocas se separam. Robin desce as mãos até chegar a sua cintura, onde acha o zíper da saia e começa a abri-lo, deixando por fim a peça de roupa escorregar e cair no chão.
Ele a olha profundamente nos olhos e ela sente aquela imensidão azul penetrar fundo em sua alma e de repente ela sente o bombeiro a pegar no colo e a necessidade de beija-lo percorre seu ser, e então ela o faz. Robin a beija e vai andando em direção à cama. Com seus olhos fechados enquanto a beija, ele só consegue pensar em como quer tê-la para si e que aquele momento nunca acabe. Ele só conseguia imaginar a morena para sempre em seus braços, mas seus pensamentos são impedidos quando bate o dedo minguinho do pé no criado-mudo ao lado da cama da prefeita. Eles param de se beijar para Robin poder soltar um “AI”.
Os dois começam a rir e ele a coloca carinhosamente deitada na cama, como se ela fosse um bebê ou algo caro que não pudesse ser quebrado. Ela gostou daquilo. Robin fica em cima de Regina e a olha por alguns segundos, ela retribui o olhar.
– Você está bem? – Regina quebra o silêncio colocando as mãos nas bochechas de Robin enquanto falava.
– Você está?
– Estou. – Ela sorri
– É tudo que importa então – Ele retribui o sorriso e a beija. E ali eles passaram a noite se amando, explorando os limites um do outro e se conhecendo cada vez melhor.
A manhã do dia seguinte surgiu ensolarada e o calorzinho entrou pela janela do quarto. Regina acordou e se viu de costas para Robin, de conchinha, com o braço dele em sua cintura. A sensação era tão boa que ela não queria sair nunca mais dali. Ela cuidadosamente se vira de frente para ele, que se mexeu e ameaçou acordar, da um suspiro e a abraça ainda mais forte.
A luz que entrava pela janela iluminava perfeitamente o rosto de Robin e naquele momento Regina percebeu que o amava. Por alguns minutos ela ficou o admirando, observando sua respiração e tentando guardar aquele momento em sua memória para sempre. Robin abre os olhos lentamente e vê Regina o olhando, ele apenas sorri.
– Eu o acordei? – Regina passa as mãos pelo cabelo dele, colocando algumas mechas para trás.
– De jeito nenhum – Ele suspira e da um beijo na testa dela. – Ontem a noite foi realmente especial, não foi?
– Foi mágico – Disse ela se aproximando ainda mais dele e se aconchegando em seu peito. Eles ficam ali deitados somente aproveitando a companhia um do outro, falar não era necessário. Mas isso durou apenas alguns minutos, pois em seguida a campainha toca. Regina se levanta e pega o roupão, mas antes de sair da cama Robin segura a mão dela.
– Não demore.
Ela apenas sorri e sai. Ao abrir a porta ela se depara com Mary Margareth.
– Snow? O que está fazendo aqui a essa hora?
– Olá Regina. Desculpe incomodar, justamente nessa hora – Snow olha para a vestimenta da Rainha e a conhecia suficientemente bem para saber que ela jamais abriria a porta de roupão, ela era vaidosa de mais para isso.
– Aconteceu alguma coisa? – Nesse momento Roland sai de trás da Mary Margareth. Regina o olha e se abaixa – Querido, o que aconteceu? – Ela nota que o menino havia chorado.
– Ele teve um pesadelo e não consegui acalma-lo, ele ficava pedindo por você ou Robin. – Mary Margareth fala e Roland aproveita para correr para os braços da prefeita.
– Minha barriguinha dói e eu tive um sonho muito muito ruim. – Choraminga o pequeno.
– Eu vou cuidar de você agora. – Regina o pega no colo e se dirige para Mary – Obrigada por cuidar dele.
– Sempre que precisar – Snow sorri e da às costas, indo embora.
Regina fecha a porta e vai com a criança no colo até o quarto. Antes de chegar a suíte principal da mansão, Regina balança as mãos e escuta um grito de Robin do quarto, algo como “EIIIII” e quando entra, o quarto estava arrumado e Robin vestido.
– Espera... O que acont... – Robin percebe o filho no colo da morena – Ah, entendi. – Ele se aproxima dos dois – O que aconteceu filho? – O menino toca a barriguinha e faz uma careta.
– Você quer deitar aqui na minha cama com seu pai? – Regina tira algumas mechas de cabelo do rosto do menino, do mesmo jeito que fez com Robin, e ele percebeu, abrindo um sorriso. Roland faz um biquinho e balança a cabeça positivamente. Ela o coloca na cama e Robin deita do lado dele.
– Agora você ficará bem – Ela da um beijo na testa do pequeno e vai em direção a saída do quarto.
– Aonde você vai? – Roland choraminga
– Estou saindo, deixando seu pai cuidar de você.
– Por quê? Você não pode ficar aqui comigo também? Eu acho que vou ficar melhor se vocês dois ficarem aqui comigo. – Ele abre um sorriso brincalhão de orelha a orelha, semelhante ao de Robin.
– Ele quer você aqui Regina. – Robin insiste e ela se deita ao lado de Roland, deixando o pequeno no meio.
Como todo jovem casal de namorados, Regina e Robin passaram o fim de semana inteiro em casa, apenas aproveitando o tempo para ficarem juntos e brincar com Roland. Durante o dia eles cozinhavam juntos, arrumavam as coisas da casa e brincavam. Durante a noite, depois que Roland já havia dormido Regina e Robin ainda achavam um tempo para aproveitar somente os dois.
Na segunda-feira à tarde Belle bateu a porta da prefeita e disse que havia algum problema com a sala de projeções, ela leva Roland com ela para a loja de Gold e Regina e Robin vão até lá vê o que está acontecendo.
Na sala de projeções Regina coloca o filme e vai sentar-se ao lado de Robin. Ela o olha e põe a mão em sua nuca, acariciando-a. Um pensamento perverso percorre sua mente e ela sussurra a ideia no ouvido de Robin.
– Não, absolutamente não! Você está louca? Alguém pode entrar aqui e nos ver. Não. Não mesmo. — Ele volta a prestar atenção no filme.
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