If I could find a way
27 27 - Rabbit Hole
Notas iniciais
O resto do dia passou como em um piscar de olhos. Apesar da manhã ter sido fria, durante o dia o sol mudou as coisas e já a noite era banhada apenas por uma brisa refrescante. Durante o dia, Regina foi até o tumulo de seu amado pai. Conversava e contava a seu pai, como se ele realmente estivesse lá, o imaginando ali presente, contava tudo que havia acontecido desde a ultima vez que esteve ali. Depois desceu ao cofre e ficou vasculhando alguns frascos a procura de poções, encantamentos, objetos mágicos ou algo do tipo para derrotar Zelena, mas uma vez que outra se pegava pensando em Robin e punia a si mesma com frases do tipo "Regina, concentre-se!" "Foco, Regina, foco!".
A noite finalmente chegou e com ela trouxe uma grande expectativa e uma boa dose de ansiedade também. A noite estava aconchegante e talvez por isso as pessoas não quisessem ficar em casa. As ruas estavam cheias, assim como o estabelecimento da Vovó. Era exatamente 19:30h quando Robin chegou ao restaurante e após alguns minutos já estava nervoso e impaciente, com medo que Regina talvez não aparecesse. Os minutos pareciam não passar, ao contrário do resto do dia.
Em casa, Regina não conseguia achar o que vestir. Ela queria algo elegante e sexy, mas aparentemente suas roupas de prefeita eram muito "comportadas". Com um balançar das mãos ela resolveu esse problema. Em seu corpo apareceu um vestido preto colado, mas não de mais, com as costas nuas e um pouco acima do joelho. "Nada que um pretinho básico não resolva" pensou ela. E logo após calçou seus scarpins azuis, pegou a bolsa e foi até a porta. Parada ali, ela se virou para o espelho e checou a maquiagem. "Agora estou pronta". Ela olhou o relógio e eram quase 20:30h. Uma fumaça roxa a envolveu e ela apareceu, segundos depois, na frente da entrada para o restaurante. Regina caminhou em direção a porta e entrou.
Todas as vezes que a porta se abria, Robin olhava com a esperança que fosse Regina. O arqueiro não sabia muito bem como todo esse processo de encontros funcionavam. Aquilo não existia lá na Floresta Encantada. "Mas não estamos mais na Floresta Encantada, Robin. Então adapte-se!" ele pensou. Um colega de trabalho o havia explicado tudo, mas não achava que a mulheres se atrasassem tanto para essas coisas. O amigo o avisou que haveria um pequeno atraso no horário da dama, mas meia hora era de mais.
Robin estava se levantando, pronto para ir para casa e desistir dessa história de encontro quando a porta se abre e o sininho toca acima dela. Uma morena alta e elegante entra pela porta, analisando o ambiente. Era ela. Regina então o viu no fundo do restaurante, e acenou com a mão. Robin apressou o passo ao seu encontro.
– Nossa, você está linda! — Sim, ele tinha visto que ela estava bonita, mas de perto estava ainda mais. Ele pode ver toda curvatura de seu corpo, lindamente delineada naquele vestido preto e o seu perfume fluía no ar.
– Feche a boca querido, se não pode entrar uma mosca — Ela sorri pra ele, apreciando o momento para brincar com o arqueiro. Robin puxa a cadeira para ela e Regina senta. Robin faz o mesmo.
– Eu não sei se consigo, você está tão... Tão...
– Do jeito que fala parece que estou sempre um trapo e hoje decidi me vestir como gente. — Regina da um gole na taça de vinho que o arqueiro havia pedido para ele.
– Não, você está sempre linda, mas hoje, nossa... É de tirar o fôlego — Robin ainda a encarava, admirando-a. Aquilo deixou Regina completamente constrangida, como se estivesse nua.
– Pare de me olhar assim!
– Não se se consigo. — Brincou o atual bombeiro.
– Pare!
– Tudo bem, vou tentar. — Ele desviou os olhos e olhou ao redor, todas as pessoas ali presentes olhavam para Regina. Aparentemente Robin não era o único a achar a prefeita extremamente bonita aquela noite. Ele se aproxima dela, se debruçando em cima da mesa e faz um sinal com a mão para que Regina faça o mesmo e cochicha para ela. — Olhe em volta, parece que não sou o único que está babando aqui. — Regina se afasta um pouco e se vira discretamente, todos os olhavam. Talvez não por ela estar bonita, talvez sim, mas ela tinha a sensação que era pelo fato de estar com Robin e não com um tubinho preto.
– Vamos sair daqui.
– Para onde quer ir? — Robin sorri, intrigado.
– Quero me divertir e eu sei exatamente o local certo para isso. — Ela se levanta e ele vai atrás dela.
Os dois caminham pela rua principal de Storybrook. A brisa começa a bater nas costas de Regina, que estava sem casaco e a morena começa a sentir frio. Rapidamente junta os braços e se encolhe um pouco.
– Está com frio?
– Um pouco, mas não é nada de mais. — Ela alisa os braços, na tentativa de se aquecer mas não ajuda em nada. Robin como um perfeito cavalheiro, tira se casaco e coloca por cima dos ombros da mulher. — Agora você ficará com frio. — Robin sorri sedutoramente para ela e se aproxima, a segurando pela cintura.
– Só de olhar para você já me sinto aquecido — Ele a olho dos pés a cabeça rapidamente e sorri.
– É melhor assim então — Ela sorri e passa a mão na sua cintura e continuam caminhando pela rua principal da cidadezinha do Maine.
Eles param na frente de um prédio antigo, meio desgastado.
– É aqui? — Robin e Regina para em frente ao local e ele não gosta muito.
– Não... É ali — Ela aponta para a entrada do porão. Em seguida caminha em direção a ela mas Robin a puxa pelo braço.
– Regina, não acha que é meio perigoso?
– Não se preocupe, eu protejo você! — Ela sorri e da um selinho nele, o puxando novamente em direção a entrada do porão. Robin não apreciava muito a ideia, mas mesmo assim a seguiu.
No porão do antigo prédio se revela um bar totalmente diferente da arquitetura externa, lá dentro tudo parecia moderno e atualizado. Local climatizado, mesa de sinuca novas, mesas limpas e cadeiras estofadas, o bar cheio de bebidas diversas e um jukebox moderníssimo com hits do momento.
Assim que descem as escadas e Robin olha em volta vê um cartaz como nome do local: Bem-Vindo a Toca do Coelho. Não era o que ele imaginava para um jantar romântico com sua Rainha, mas gostou da virada do jogo.
– Não era o que eu esperava. — Ele fala pra ela enquanto entram e acham uma mesa.
– Nunca é — Ela ri e solta a bolsa e o casaco na cadeira ao lado. — Por que você não vai até o bar pegar umas bebidas para nós e eu vou até aquela jukebox colocar algo mais animado. — Ela sorri e vê Robin se levantando, indo em direção ao bar.
Robin chega ao barman e pede uma garrafa de vinho pra eles. Do lado do bar ficava a Jukebox onde Regina estava inclinada escolhendo uma música. Enquanto passava por elas, conseguia escutar ao menos um trechinho e sempre que achava alguma que conhecia começava a balançar o quadril, dançando ao ritmo da música. Robin a via fazer aquilo e sorria, admirando-a. Ela finalmente escolhe uma música agitada, Should I Stay or Should I Go do The Clash. Ela volta em direção ao arqueiro dançando e rindo, se movendo devido a batida da música alta.
– Adoro essa música — Ela fala ao ouvido dele.
– Eu nunca ouvi — Ele respondo no ouvido dela. Eles riem. O barman chega com o vinho e as duas taças e entrega para Robin. Regina e ele voltam para a mesa e começam a conversar enquanto tomam o vinho.
Após a garrafa acabar, Regina e Robin já estavam um pouco mais "felizes".
– Desta vez vamos fazer diferente, eu vou até o bar e você para a Jukebox — Regina fala para o arqueiro e assim eles o fazem.
Regina chega para o barman e pede duas doses de whisky e vai até Robin, que ainda tentava entender como aquela máquina funcionava. Regina chega por trás de Robin e o abraça, Robin então se vira e fica de frente para ela, com seus corpos próximos um do outro. Ela então entrega o copo para ele
– O que é isso? — Robin olha para o copo e estranha a coloração
– Isso é um líquido que envoca coragem, da força e as vezes até serve como poção do amor. — Ela o olha nos olhos e um sorriso se forma em seus lábios.
– É mesmo?
– Não — Ela ri — Isso se chama whisky e não, não é mágico. Especialmente no dia seguinte. — Os dois então dão um gole no líquido.
Regina pressiona o corpo de Robin contra o jukebox e entorna o copo o colocando em seguida em cima do aparelho de som atrás do arqueiro. Robin estava adorando aquele novo jeito extrovertido e descontraído de Regina, era algo que ele nunca havia visto. Robin segura ela pela cintura e a puxa ainda mais para si, não deixando nem um centímetro entre eles.
– Como pode ser tão sexy? — Robin entorna o copo enquanto olha boquiaberto e admirado com o quanto aquela mulher pode surpreender, coloca então o recipiente de vidro vazio em cima do aparelho, junto com o da prefeita e coloca a outra mão em sua cintura.
– Eu geralmente causo esse efeito nos homens — Ela ri e em seguida segura a gola dele, o puxando para um beijo fervoroso, cheio de desejo e luxúria. Regina vai finalizando o beijo lentamente apesar de não desejar realmente isso. O ar começa a faltar e eles se afastam.
– Vou pegar mais uma dessas poções para vê se ganho outro desses seus beijos molhados — Ele da um selinho nela e se afastam.
As horas se passavam, doses são tomadas, flertes e provocações são trocadas. Era 3h da manhã quando Regina e Robin estavam jogando sinuca, todos os outros já haviam ido embora, com exceção do barman/dono do local. Robin e Regina não perceberam que estavam sozinhos, estavam tão animados e se divertindo tanto que não ligavam. Regina ensinou Robin a jogar sinuca e alguns "jogos de bêbados".
– Bola 8 na caçapa do canto — Anuncia Regina dando a tacada em seguida.
– Parece que me venceu mais uma vez, majestade.
– Parece que sim — Regina larga o taco e sobe em cima da mesa. — E parece também que você está muito gostoso nessa roupa. — Ela o puxa pela camisa e prende suas pernas ao redor da cintura dele. — Vamos transar — Ela o beija desajeitadamente.
– O que? — Robin se surpreender com a afirmação, mas percebeu que ela estava para lá de bêbada.
– Sim, aqui e agora. Eu quero você — Ela tenta desabotoar os botões da camisa dele, mas estava com muita dificuldade em conseguir isso.
– Vem Regina, vou levar você pra casa. Já bebeu o suficiente. — Ele a tira de cima da mesa e ela se apoia nele para caminhar.
Os dois chegam à casa de Regina e ela pega a chave de casa, mas não consegue acertar a fechadura.
– Deixe-me ajuda-la — Robin tenta pegar a chave da mão dela, mas ela não deixa.
– Pode deixar. Eu consigo seu bombeiro sexy. — Após mais algumas tentativas ela desiste e tenta com magia e com um balançar de mãos, em vez da porta se abrir, aparece um sapo em seus pés, Robin gargalhava assistindo ao acontecimento e pega a chava da mão dela para abrir a porta e os dois entram.
– Eu não preciso que você me resgate — Regina o olha série, ou o máximo que ela conseguia.
– Um simples obrigado bastaria — Robin retruca e empurra levemente a cintura da prefeita para que ela entre em casa.
Robin leva Regina direto para o quarto e ela se deita na cama sedutoramente.
– Venha me usar Robin. — Ela faz umas caretas ao tentar fazer uma voz sensual.
– Vem Regina, vamos deitar. A bebida está falando por você. — Ele tira o sapato dos pés dela e os coloca com cuidado aos pés da cama.
– Você vai dormir aqui comigo?
– Hoje não querida.
– Por que? Eu sou FEIA? — Sua voz se alterava e traços de insegurança começaram a transparecer.
– Não, você é linda!
– Não, você me acha feia — Ela tira o vestido e o joga em cima da poltrona, ficando só de calcinha e sutiã. Robin olha o corpo estrutural da morena, todas aquelas curvas bem definidas em uma lingerie preta rendada.
– O fato de querer tanto ficar é o motivo pelo qual não posso — Ele faz ela se deitar e a cobre, ela já estava praticamente dormindo quando ele sussurra — Amanhã venho cedo lhe ver — ele dá um beijo na testa dela e sai.
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