If I could find a way
25 25 - Farm House
Notas iniciais
A noite chegou e ninguém havia achado nada que pudesse ajudar na busca de Roland.
– Não podemos mais ficar aqui sentados — Robin se levanta e começa a andar de um lado para o outro, impaciênte.
– Robin tem razão, temos que fazer alguma coisa. — Diz Charming
Belle entra na sala correndo
– Achei! Achei o globo. — Ela carregava um globo terrestre marrom com uma agulha na ponta. — Regina, já que é a única aqui com poderes mágicos, sabe o que fazer não?
– Sim, sei. — Regina se levanta e caminha até Belle, respira fundo e então fura o dedo deixando uma gota de sangue cair sobre o globo. Imediatamente uma localização se forma no objeto. — Ele está no porão de uma fazenda.
– Vamos para lá — Robin se levanta e corre até a porta, pegando a arma. Snow, Charming e Belle saem na frente.
– Robin, espere! — Grita Regina antes que ele saísse.
– O que aconteceu? — Ele notou a preocupação em seu rosto, imediatamente soltou o arco no chão e foi até ela.
– Eu... Eu não sei se posso vencê-la. — Regina tira do bolso uma carta e entrega para ele. Robin lê e não entende.
– O que quer dizer?
– Eu sempre achei que fosse sobre mim. — Lágrimas se formam nos olhos de Regina.
– E por que você liga para o que Rumple escreveu para sua mãe?
– Por que se o homem que me ensinou tudo que sei sobre mágica acha que Zelena é mais poderosa, então não tem como eu vencer. — Regina respira fundo e olha para o chão, pensativa.
– Ei — Robin procura o olhar dela, até que o encontra — Eu estou aqui com você — Ele a abraça forte. Regina se sentiu tão segura naquele momento que todas suas preocupações desapareceram.
Snow, Charming e Belle chegam ao Granny's Dinner, onde os outros estavam e os avisam das notícias.
– Vamos atrás da Wicked esta noite! — Fala o príncipe em alto e bom som, para que todos pudessem ouvir. E ao terminar a frase todos os outros levantam as mãos e gritam, apoiando a ideia. Nesse momento Regina e Robin entram no restaurante e em seguida saem em direção a fazenda.
Regina caminhava um pouco mais lentamente que os outros. Tinker percebendo isso, avisou a Snow e as duas diminuiram o ritmo até Regina as alcançar.
– Eu vi você e Robin hoje, lá na loja do Gold. — Comenta Snow.
– O que?
– Conte-nos como estão as coisas Regina — Diz Tinker empolgada.
– Agora? Antes de uma briga de bruxas?
– Para descontrair — Acrescenta Snow.
– Sim. Vamos Regina! Eu te ajudei a encontrar ele, tenho o direito de saber. — Fala Tinker.
– Tudo bem. — As outras duas se empolgam a espera das novidades. — Robin é totalmente diferente do que eu esperava.
– Como assim? — Indagam as duas.
– Ele é impulsivo e teimoso mas ao mesmo tempo é carinhoso e extremamente valente.
– Sem falar incrivelmente charmoso — Acrescentou Snow.
– É, isso tambem ajuda — As três riram.
Elas então pararam de conversar pois estavam perto o suficiente do local e não queriam ser descobertas. Todos os moradores de Storybrooke estavam rodeando a casa com armas e espadas, escondidos atrás de árvores. Regina então caminhou em direção a porta da casa. Ela entrou e a casa estava vazia.
– Não esperava você tão cedo aqui, irmãzinha — Zelena aparece atrás dela fechando a porta.
– Talvez não devesse esperar nada de mim — Retruca Regina, se virando lentamente para a adversária.
Depois de mais alguns comentários provocadores de ambas as partes, as mulheres começam realmente a luta. Móveis são lançados uma contra a outra, talheres, pratos e até objetos que nunca machucariam ninguém mas com a ajuda da magia se tornam mortais.
– Estou cansada de brincar com você! — Zelena estica o braço bruscamente para o lado e Regina é arremessada pela janela, caindo na grama do lado de fora da casa. Regina geme um pouco, tentando se levantar quando olha pro lado e vê Robin tirando Roland de dentro do porão, onde a saída do próprio ficava um pouco afastada da casa.
– Você acha sis, que pode me derrotar? — Regina tenta se levantar
– Ah, finalmente me aceitou na família? — Provoca Zelena, enquanto se aproxima lentamente de Regina.
– Eu aceitei que compartilhamos uma mãe, só. — Regina finalmente consegue se levantar, mas a perna doia muito. Zelena "agarra" o pescoço de Regina, através da magia e a levanta, começando a sufocá-la.
– Sabe Regina, você tem tudo e nunca aproveitou. Mas eu vou acabar com isso e terei meu merecido lugar, pode apostar! — O rosto de Regina começou a ficar vermelho, suas veias saltavam na testa, ela estava quase desmaiando.
– Solte ela! — Robin apareceu com o arco apontado para Zelena, pronto para disparar.
– Oh, querido. Quanto tempo! Eu não me importo de usá-lo como meu pet depois que eu acabar com a Regina. — Provocou Zelena.
– Só falarei mais uma vez. Solte-a!
– Nós nos divertimos bastante a um tempo atrás, podemos nos divertir de novo! — E naquela hora, sem que ela visse, uma flecha passou raspando sua bochecha. Como um reflexo ela soltou Regina, que caiu no chão ofegante, e colocou a mão na bochecha e vendo que escorria sangue.
– Você acaba de desperdiçar a chance da sua vida, Robin Hood! — Zelana fala com desprezo e começa a andar em direção a ele. Mas um a um os moradores da pequena cidade no Maine começam a aparecer e se prostar ao lado de Robin, o apoiando e defendendo. Zelena sabia que poderia derrotar todas aquelas pessoas, mas estava cansada e sua mágica estava mais enfraquecida.
– Vocês não acham que ganharam, acham? — E um pequeno exército ali se formou contra ela. — Isso ainda não acabou — Ela diz e em seguida uma fumaça verde toma o lugar e ela desaparece.
Enquanto todos comemoravam e pulavam de alegria, Robin saiu correndo para ver como Regina estava. A mulher estava deitada no chão, desacordada e fria. Robin colocou a mão no pulso dela e os batimentos estavam fracos. Ele rapidamente a tomou nos braços e começou a andar em direção a floresta, por meio a multidão. Todos procuravam ver o que estava acontecendo com a grande Evil Queen e todos se apavoraram.
– Se essa tal de Wicked derrotou a Evil Queen, ela é muito mais poderosa — Comentou Zangado com outro anão e na mesma hora Snow passou por eles e ouviu.
– Leroy, Regina é a mais poderosa e ponto final.
– Mas ela foi derr... — Tentou argumentar o anão.
– Mas nada. Hoje ela serviu de isca, amanhã Zelena será a isca. — Com isso Snow seguiu Robin.
Após sairam daquele tumulto de pessoas, Snow e Charming ajudam Robin com Roland e com Regina.
– Pra onde levaremos ela? — Pergunta Charming.
– Acho que ela tem que descansar, vamos leva-la para casa. — Responde Robin.
– Acho uma boa ideia. Ela precisa recuperar as forças. Se quiser posso cuidar de Roland. — Disse Snow
– Não se preocupe, acho que agora ele precisa de muita atenção e carinho do pai, não é amigão? — Robin olha para o filho que estava de mãos dadas com Tinker.
Robin chega na casa da prefeita e a leva direto para o quarto, a coloca em cima da cama e Roland ajuda o pai a tirar as botas, brincos, anéis e o colar que estava usando. Ele queria que Regina se sentisse o mais confortável possível. Robin e Roland a deixam ali deitava e saem do quarto.
Robin leva o pequeno ao antigo quarto de Henry, ao qual um tempo atrás Regina havia dado ao pequeno Roland. Robin trocou a roupa do filho e o colocou na cama, o cobrindo até os ombros e senta na cama ao lado dela para conversar.
– Você está bem meu filho?
– Estou papai.
– O que aconteceu la com Zelena? Ela o machucou?
– Não. Mas foi muito malvada. — Ele fez beicinho — Ela me colocou numa jaula e um macaco feio ficava me olhando todo tempo e gritando! — Roland se agarra no ursinho que estava ao seu lado — Ele ficava me olhando pra ver se eu não ia fugir. Ai ela me deu uma comida que parecia bem feia, não é como a sua ou da Regina, tinha uma cara bem feia. — O pequeno faz cara de nojo — e eu chamei ela de bruxa e ela me tirou a comida, ai depois voltou com outra um tempo depois e eu tive que comer, por que minha barriguinha tava pedindo muito muito — Roland alisa a barriga por cima do cobertor. Robin prestou atenção em tudo que o menino falava.
– Você foi um garoto muio corajoso, um verdadeiro guerreiro — Robin tentou encorajar o filho.
– Mas eu tava com muito muito medo.
– Agora tudo isso passou — Robin alisa o cabelo do filho e depois se deita ao lado dele na cama. — Eu tambem estava com muito medo hoje, estava com medo de perder você, meu pequenino — Robin faz cócegas na barriga de Roland e em seguida volta a falar — E de perder Regina.
– Regina? — Roland olha curioso para o pai, não estava entendendo.
– Ela virou uma pessoa muito importante na vida do papai
– Vocês já... — Roland juntou os dois dedos indicadores e estalou os lábios, fazendo som de beijos. Robin começou a rir.
– Isso é história para outra noite — Robin se levanta, da um beijo na testa do filho e vai até a porta. — Durma bem
– Pai — chamou Roland antes dele apagar a luz
– O que meu filho? —
– Eu te amo papai
– Eu também te amo — E com isso Robin apaga a luz e sai do quarto.
Robin vai até a cozinha e pega um pano e uma bacia com água e vai até o quarto de Regina. Ele se sentou ao lado dela e começou a limpar o sangue em sua testa. Regina também estava com outro corte no canto da boca o qual ele também limpou.
Enquanto limpava Regina, ela gemia um pouco, e quando Robin estava quase acabando Regina abre os olhos lentamente.
– Olá — Robin sussurra, enquanto colocava o pano na testa e limpava a última gota de sangue. Regina tenta se esquivar um pouco devido a ardência.
– Onde... Onde está Roland? — Ela se esforça para falar. Sua cabeça doía.
– Ele está dormindo. Está bem.
– Ele se machucou?
– Não. Agora pare de falar e descanse. — Robin alisa o cabelo dela e se levanta da cama.
– Aonde você vai? — Regina se levanta rapidamente e sente sua cabeça rodar.
– Vou levar esse pano lá para baixo. Não se preocupe, estou aqui e vou proteger você. — Ele vê Regina se deitar novamente e então sai para largar as coisas.
Alguns minutos depois ele volta para o quarto da prefeita e ela já dormia. Ele então se sentou na poltrona perto da cama e a observou a noite toda, cuidando dela.
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