If I could find a way

7 07 - Looking at the Moon


Notas iniciais
Até agora, esse é o meu preferido. Aproveitem.

Com um movimento rápido das mãos, ela materializou ali uma maçã e a entregou para Robin:
– É um pedido de desculpas, por ter feito aquilo... Antes... Sabe? – Regina colocou a fruta na mão de Robin.
– Eu não vou comer isso. – Ele fez uma cara de nojo e afastou um pouco a maçã de perto dele.
– Quer que eu morda um pedaço para se garantir que não esta envenenada? – Sem esperar uma resposta, Regina tomou a maçã das mãos de Robin e a mordeu, mastigou um pouco e colocou novamente nas mãos dele.

Escute Angel – Sarah McLachlan

O movimento rápido de Regina fez com que ele não tivesse ação momentânea. Ele queria uma prova que não estava envenenada, e ela o dera. Mas foi mais que isso. Ele acompanhou o processo como se estivesse em câmera lenta, ela tomou a maçã de suas mãos delicadamente, o leve roçar de seu minguinho na palma da mão dele, o movimento gracioso da maçã até os lábios e aquela mordida... Aquela mordida, seus lábios vermelhos pareciam que se encaixavam perfeitamente para a fruta, a pequena gota do suco que escorreu pelo seu lábio e a língua dela passando, absorvendo a gota. O movimento dos lábios de Regina o fez delirar. Ele devia estar de boca aberta, se estava não chegou a notar. Robin se sentiu até meio bobo, ele devia estar encarando ela como um idiota. Mas ela parece que nem percebeu.

Eles voltaram a olhar para o céu por algum tempo, ele não sabia exatamente o que olhava. Só sabia que estava pensando nela. Como ela ali tão perto, tão sedutora e charmosa, mas tão pouco confiável?
– Por que você não gosta de mim? – Regina se virou para ele subitamente.

“Será que ela lê pensamentos? Ela tem esse poder?” Pensou Robin antes de responder:
– Você sabe por que.
– Eu sinto uma conexão muito forte com Roland, eu sinto vontade de cuidar ele todos os momentos, eu amo ele. – Robin escutava atentamente as palavras dela. Ele não sabia que ela era capaz de sentir tal coisa, não pelas coisas que falavam dela e suas ações.
– Desde que Marian, minha esposa, morreu eu cuidei sozinho de Roland, eu o alimentei, o vesti e o eduquei e ninguém nunca me estendeu a mão e perguntou se precisava de ajuda. – Robin falava não triste, mas pensativo.
– Talvez você devesse pedir por ajuda.
– Eu não preciso de ajuda.
– Você devia confiar nas pessoas para lhe ajudar com ele. Confiar principalmente em uma mulher, ele precisa de um carinho de mãe. – Regina segurou a mão de Robin que estava na borda. Ela estava meio insegura quanto ao gesto, mas quando sentiu os dedos dele responderem ao movimento, segurando sua mão de volta ela se sentiu aliviada para prosseguir o que estava pensando em fazer.
– Ele não precisa de nada. – Robin olhou para ela, sua voz não era de repreensão, mas era bem séria.
– Confie em mim – Sua voz saiu em um sussurro sedutor. Ela o olhou nos olhos e antes que pensasse duas vezes, o beijou.

Foi um momento terno e completamente carinhoso. O beijo era tímido, seus lábios se tocavam com muito cuidado, selinhos era distribuídos vagarosamente, cada um analisando o “território inimigo”, zelando para que o momento não acabasse nunca. Regina passou a mão na nuca de Robin, acariciando seus cabelos e o puxando mais pra si, intensificando as coisas. Robin jogou a maçã que estava em sua mão ao mar e a puxou pela cintura, colando seus corpos, suas línguas agora brincavam uma com a outra, tornando o beijo mais quente e terno.
– Papai.

Uma voz soou perto da escada. Eles se separaram rapidamente. Regina começou a limpar o batom vermelho que estava por toda a volta de sua boca e Robin se virou para o menino rapidamente, um pouco ofegante, não acreditando no que acabara de acontecer.
– Sim meu filho – Ele foi até o menino.
– Eu não consigo comer mais. – Ele fez uma careta e acariciou a barriga
– Venha, eu vou colocar você para dormir – Robin se levantou e pegou a mão do menino indo em direção as escadas.
– Não, eu quero que a Regina me ponha pra dormir – Ao ouvir as palavras, Regina se virou para ele, incrédula
– EU? – Roland estendeu seu polegar pequenininho pra ela o que a fez rir com a fofura do pequeno.
– Você pode? – Robin nunca tinha falado assim com ela, não com aquele tom de voz. Era tão suave e protetor, ela se encantou.
– Claro. – Ela andou em direção ao menino e o pegou no colo e foi descendo as escadas e então ela parou na metade e olhou pra trás, lá estava Robin, a admirando, ela o olhou em busca de aprovação e ele compreendeu. Ele acenou positivamente com a cabeça, como se falasse pra ela ir em frente.

Fim de Angel – Sarah McLchlan

Notas finais
E então? Eu estou indo bem até agora? Estão gostando?