If I am Lolita
1 If I am Lolita
Notas iniciais

Quantos anos você tem?
Sou mais velha do que você um dia será
Eu estive morta por mil anos
E vivi somente dois ou três
Já se foram cinco maços de cigarro, a mão levemente arqueada e o olhar tristonho direcionada á janela embaçada pela chuva.
Um único suspiro.
A única demonstração de misericórdia, passado os segundos, notou-se perdido em seu mundo complexo.
No qual nem mesmo suas crueldades o satisfaziam mais, nem a pequena garota encolhida ao pé da cama.
Um fantoche, em forma de garota.
A perdição, de diversos sabores, e fragrâncias.
O seu pequeno segredo, seu grande delírio, e sua eterna paixão.
Ah, como era doce, e ao mesmo tempo amarga a sensação de posse que sentia á sua pequenina.
Mas quem poderia livra-lo de tais sentimentos?
Ninguém?
Ou a morte, esta daria conta de sugar seus sentimentos.
E o colocar a sete palmos de distância da sua menina.
Mas estava tão longe.
Ela suportaria? Ela suportaria viver sem ele e suas doces crueldades?
Oh, mas é claro que não.
Não deveria pensar nessas melosidades, deveria observar mais aquela criatura.
Tão magnífica.
Eu não em importo em lhe contar
Que a minha vida acabou pelas suas mãos
O tipo de assassinato onde ninguém morre
Mas eu não acho que você vá entender
Parem as buscas
Achamos ela
Ninguém mais virá me buscar? Nas mãos deste monstro ficarei? Ou alguém busca por mim?
Obsessividade.
Tudo direcionado á mim.
Sou merecedora deste sofrimento? És tão cruel assim meu Senhor?
Castigai-me antes mesmo de completar meus quinze.
E eu irei completa-los?
Agarrada firmemente ao pé da cama não sinto-me nenhum um pouco segura, mas o meu corpo se nega á soltar.
Uma luz.
Mas era só a trovoada.
Se eu sou Lolita
Então você é um criminoso
E você deveria ser morto
Por um exército de menininhas
A lei não vai te prender
O mundo não vai te detestar
Você nunca fez algo que
Qualquer homem não faria
Eu sou uma Lolita gótica
E você é um criminoso
Não sou nem maior de idade
Sou apenas uma garotinhas morta
Porém babados e laços
E rostos doces
Direcionaram sua mão sorrateira
Eu entendo perfeitamente
Então é minha culpa?
Não, Lolita gótica
Direcionei meu olhar para ela, encolhida no chão, respirando rapidamente, o torso subindo e descendo de forma descontrolada.
A camisola de cetim bege translucido que eu mesmo fiz questão de vesti-la.
O olhar perdido indicava que estava em divagações e a denotar pelos lábios apertados e o queixo trincado, não eram boas coisas.
Caminhei lentamente até ela, soltando o cigarro e apagando-o com os pés, não ligando de queimar meu pé.
Quanto mais chegava perto da minha menina, ela tremia mais, e os olhos lacrimejavam, agarrei-a pelas costas e a puxei com força.
A diferença de tamanho e músculos a impedia de se prender fortemente ao local.
O corpo amoleceu, e ela se rendeu.
Afinal, ela já percebeu.
Não existe salvação para nós.
– Eu não resisto mais, eu deveria? — Sussurrou ofegante, agarrando-se as costas do seu odioso criminoso.
– Não se deve, não se deve soltar-se de mim, eu sou o encaixe, minha pequenina. — Respondeu-lhe sorrindo odiosamente da forma que ela já se acostumou e começou a desejar.
Mais e mais.
Eu sou Lolita gótica
E você é um criminoso
Não sou nem maior de idade
Sou apenas uma garotinhas morta
Porém babados e laços
E rostos doces
Direcionaram sua mão sorrateira
Eu entendo perfeitamente
Então é minha culpa?
Não, Lolita gótica
Beijando-lhe o maxilar trincado, o rosto suavizou.
Do mesmo modo que tinha acontecido á um mês atrás.
E o que aconteceria todos esses longos anos que se perduraria, e sua Lolita seria sua Mulher.
Eu acho que você não entenderia, que eu já sou.
Mas eu deveria manter minha boca fechada, não quero dá este gosto, pelo menos não este.
Eu sou seu açúcar
Eu sou seu creme
Eu sou seu pior pesadelo
Agora grite.
...

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