"Novo lar". Essa frase ficava na cabeça de Drixy... O que é um lar ? Enfim, ela tem uma nova casa. Que mesmo coberta de neve, pode-se apreciar a beleza dela. Uma casa de dois andares colonial, toda revestida de madeira.

Sr. Hint foi pegar a bagagem de Drixy, da mala do quarto, mas ela insistiu em levar, após eles entraram na casa. A porta dava em um corredor pequeno, como se fosse um hall de entrada. À esquerda, ficava a sala, com dois sofás e uma poltrona, lareira e TV de plasma na parede. À direita, se encontra a sala de jantar, com uma mesa de 12 lugares de madeira e próximo, a escada que provavelmente leva ao segundo andar. Mais a frente, tem um corredor, que em sua parede esquerda é enfeitado com fotos em porta retratos de paisagens, na parede direita tem duas portas. Na primeira, a dispensa e na segunda o banheiro. No fim do corredor, tem a cozinha e dela, uma porta que leva ao quintal, com uma grande piscina de chão, que estava congelada. Sr. e Sra. Hint a apresentou o piso de baixo e depois a menina os perguntou:

– Podemos conversar um pouco?

– Claro que sim! — disse Sra. Hint.

– É que eu não conheço vocês, qual o nome dos dois?

– Eu sou Andrew e essa é Flávia. — ele disse sorridente.

– Ah ta, eu sou Adrienne. — ela fez uma careta — mas não me chamem assim, porque... Porque... Porque sim!

– Ok! — disse Flávia.

– E tenho mais duas perguntas... — Por que me adotaram?

– Porque percebemos logo que você seria a filha que eu sempre quis ter. Sabe, meu sonho era ter uma menina e depois dois meninos... Minha primeira gravidez gerou um menino, e agora, na segunda também vai ser um menino então fiquei se- foi interrompida por Drixy.

– Peraí, vocês podem ter filhos? E já tem dois?

– É, temos o Teodhor de 13 anos e daqui a 7 meses o Klaus. — Flávia disse acariciando a barriga.

Drixy disse surpresa:

– Vocês são loucos.

Eles riram.

– Só a última pergunta então... eu vou dormir onde?

– Ih, esquecemos de te mostrar, vem vamos. — disse Flávia, a puxando pela mão até a escada.

Os dois lá em cima a levaram para uma porta. Drixy a abriu e viu um cômodo com paredes pintadas de branco, o chão revestido de jornal e a janela também branca. Nenhum móvel. Ela não entendeu nada, mas também achou melhor ficar quieta.

– Calma, não pense que somos péssimos pais! — Andrew disse.

– É que não sabíamos seu gosto, daí resolvemos escolher a cama, armário, TV, computador, abajur e tudo com você amanhã no shopping.

– Mas não precisava... era só colocar qualquer coisa que tava bom. Ou vocês acham que eu escolhi ficar 5 anos naquele colchão mofado?

Sr. e Sra. Hint riram.

– Então, se não tiver problema... hoje você dorme no quarto do Teodhor, mas amanhã você já dorme na sua cama, no seu quarto.

– Tudo bem, mas eu posso dormir no sofá mesmo.

– Que isso, tem espaço no quarto dele. — Andrew insistiu — Hey amor, daqui a meia hora nosso filho chega, o jantar está pronto? — ele disse olhando para o relógio.

– É mesmo, tenho que colocar a lasanha no forno.

– Quer ajuda? — Drixy perguntou?

– Não precisa, vai ver TV com o Andrew.

Todos desceram. Flávia foi terminar de preparar o jantar e Andrew foi ver TV com Drixy. Eles estavam vendo CSI, quando escutam uma voz :

– Mãe, pai, cheguei!

Drixy olha para trás e vê o garoto branco, da mesma altura que ela, olhos castanhos claros e cabelo castanho escuro, se parecia com o pai.

– Quem é? — ele perguntou.

– Filho, essa é sua nova irmã, Drixy.

Drixy deu um sorrisinho amarelo.

– Ual, que gata mãe! — ele disse.

– Filho... — Flávia o repreendeu.

– Ué. Falo mesmo! — ele brincou — Encantado. — ele disse e beijou a mão de Drixy.

Ela riu. Andrew também achou graça da situação. Mas o garoto tem razão né? Não sabem? Eu não disse como ela é? Me perdoem! Bom... ela tem olhos verdes claros, sardas nas bochechas, é ruiva de nascença mas aos 12 pintou de vermelho mesmo, antes era mais alaranjado, magra, branca e uns 1,60 m de altura.

– Agora, vai lavar as mãos e vem jantar! — Flávia disse para o filho, que em seguida fez o que a mãe mandou.

Drixy lavou as mãos depois e se sentou à mesa. Andrew saiu da cozinha com um prato na mão e se sentou no sofá. Percebendo que a menina não tinha arrumado o prato disse:

– Não vai comer?

– Estou esperando a Sra. Flávia servir.

– A gente não costuma comer na mesa não queridinha, comemos no sofá mesmo. — disse Teodhor, se intrometendo na conversa.

– Mas deveríamos. — Flávia disse entregando um prato para a menina, que agradeceu. Depois ela voltou na cozinha e preparou um prato para ela. Se sentou com Drixy e elas jantaram.

Quando a menina acabou, foi lavar seu prato, talher e copo. Flávia vendo essa cena perguntou:

– Você está acostumada em fazer isso no orfanato?

– Sim, as meninas do Prédio 3 são meio que as "escravas" de lá.

– Nossa que maldade!

Elas ficaram conversando um pouco sobre tarefas domésticas e Andrew as deu boa noite e subiu. Teo fez o mesmo. Flávia achou melhor Drixy dormir no sofá, ela tinha receio do que o filho poderia fazer. Então depois que elas arrumaram a cozinha, ela buscou travesseiro, lençóis e edredons e improvisou uma cama para ela no sofá. A menina colocou o pijama, escovou os dentes e deitou-se. Flávia certificou se ela estava confortável e também foi dormir. Drixy dormiu bem, um sono tranquilo, mas sem sonhos.

Notas finais
Continua...