Notas iniciais
Boa leituraaa!

– Acorda! Acorda! Acorda! É sábado, tem um baita Sol já fora e nós vamos pra praça jogar basquete! Acooooooooordaaaaaaaaaaaa! — foi assim que Drixy foi acordada na manhã de sábado, ela reconhecera essa voz mesmo de olhos fechados, era Teo.

Ela abre os olhos e então vê seu "irmão" sentado em sua cama chacoalhando seus braços. Ele segurava a bola de basquete coral com listras pretas com a mão esquerda e com a direita sacodia o ombro de Drixy. Ela vira o rosto e vê no seu relógio que são 7:20 da manhã.

– Acordei, tá?! — diz com voz sonolenta.

– Você ouviu o que eu disse? — ele pergunta.

– Aham. Acordar. Sábado. Sol. Praça. Basquete. — ela disse essas palavras pausadamente e ainda de olhos fechados.

– Que bom que entendeu. Te vejo lá embaixo. — Teo disse e em seguida desceu as escadas tão rápido que era como se estivesse pulando sobre os degraus de madeira.

Drixy se espreguiça na cama, se descobre, desliga o ar condicionado e abre a porta do armário. Retira da gaveta um shorts jeans antigo que ela customizara no orfanato, era um jeans claro, ideal para se usar em dias ensolarados. Na gaveta abaixo, retirou um sutiã de renda na cor rosa choque, Flávia que escolheu para ela, até que era bonitinho. Do cabide, escolheu uma peça também nova, uma blusa larga de manga até a altura dos ombros e curta até a sua cintura, deixando sua barriga a mostra. A estampa dessa blusa era de beijos rosas que combinavam perfeitamente com o fundo preto. Do espaço no armário onde ela guarda os sapatos, retirou um par de chinelos de cor verde-água. Se despiu e vestiu essas peças. Pegou um prendedor de cabelo qualquer na penteadeira e fez um rabo de cavalo. Arrumou a cama e o resto do quarto e finalmente desce as escadas, encontra com Andrew e Flávia tomando café da manhã na sala de jantar e os cumprimenta.

– Bom dia Sr. e Sra. Hint.

– Bom dia Drixy! — disse Andrew.

– Bom dia querida! — disse Flávia.

Drixy pegou uma maçã vermelha da cesta de frutas que estava na mesa e sai de casa a caminho da praça. Foi caminhando devagar enquanto dava mordidas na fruta, comeu tão depressa que ao chegar na praça já havia detonado a fruta e só restara as sementes. Ela jogou numa das lixeiras que havia por lá e foi até Teo. Ele estava com mais quatro pessoas. Dois meninos e duas meninas. Um menino baixinho e gordinho tinha cara de simpático, o nome dele é Tom e o outro, magro, cheio de espinhas e usa óculos se chama Nick. Uma das garotas é loira e bem alta, tem cara de esnobe, seu nome é Padma e a outra garota é negra e da mesma altura de Drixy, se parece com Rihanna, o nome dela é Claire. Tom e Teo decidiram escolher o time, que ficou organizado desse jeito.

Teo, Padma e Drixy X Tom, Nick e Claire.

A vitória foi do time oposto de Drixy. E após o término do jogo houve uma certa briga entre os dois times, Drixy se retirou do meio da confusão, exausta se sentou num banco da praça. Vê um menino contornando a praça com skate, como os raios do sol estavam sobre a cara do menino, não teve como o reconhecer, mas quando ele foi parando de andar com o objeto e veio na direção de Drixy, ela o reconhecera: era Edgar.

– Olá Drixy! — ele a saudou.

– Oi Edgar, como vai?

– Ed, por favor. — e riu e sentou-se ao seu lado — Tô bem, e você?

– Bem...

– E fazendo o que na praça sozinha?

– Tava jogando basquete com o pessoal.

– Hum... você joga?

– Tento.

Ambos riram.

– Ganharam?

– Perdemos.

– Se me chamasse pra jogar, ganhariam...

– Se acha né?

– Só um pouco.

Ambos riram.

– Sabe andar de skate?

– Não sei...

– E quer aprender?

– Não. — diz a menina tentando encurtar o assunto.

– Ok. Vou lá dar mais umas voltas.

Ed se levantou, possivelmente entendeu que Drixy não queria papo e foi voltar a andar de skate. Seria melhor se eu contasse a vocês que Drixy foi tentar aprender a andar nesse objeto e levasse o maior tombo da história do Canadá, ela se machucasse eles se beijassem e a partir daí começavam a namorar. Mas isso seria muito comum. E acho que vocês perceberam que Drixy não é aquela adolescente em que os maiores problemas da vida é unha quebrada ou ter créditos no celular.

O celular de Drixy toca, ela atende:

– Alô?

– Oi querida, é a Flávia, tem uma pessoa aqui em casa que está querendo te ver... Vem pra cá! Beijos!

E desligou.

Drixy colocou o celular de volta no bolso do shorts e caminhou até a casa. Estranhou o fato de alguém esperar por ela e chegou a pensar que poderia ser a irmã do Orfanato, mas quando abriu a porta e viu uma menina branca de cabelos ondulados negros que terminavam até sua cintura e estatura mediana sentada no sofá ao lado de Flávia, logo reconhecera que era Paola.

– Oi Paola, como você descobriu que eu moro aqui?

– Drixy! — ela disse exclamativa e se levantou e meio que deu uma corridinha até a nova amiga a abraçando — Ah, muito simples, liguei pra escola e eles me disseram seu endereço, daí eu peguei minha bicicleta e vim até aqui ué. — ela disse como se fosse a coisa mais simples na vida.

– Ah, ok, vamos pra praça? — disse Drixy na intenção de tirar a menina da casa.

– Vamos, vamos eu tenho muita coisa pra falar com você! Tchau Sr. e Sra. Hint!

E elas saíram a caminho da praça, encontraram Teo bufando, provavelmente o motivo seria a perda da partida, se sentaram numa mesa de cimento, daquelas que se jogam damas ou xadrez sabe? E ficaram conversando, ou melhor, Paola falava e Drixy ouvia e ria. Paola fala muito. É comparada a um papagaio.

– Sabe a Lucy? Aquela lá da nossa sala, que sentou duas cadeiras na sua frente... então hoje no Facebook ela postou uma foto muito nada a ver tipo, por que alguém posta uma foto da janela? Ela só queria mostrar a casa dela, essa é a realidade, ela é muito esnobe, nossa ela é insuportável. Eu já estudei com ela no Primário, você não vai acreditar: ela colou chiclete no meu cabelo! Eu tive que cortar e ficou um horror eu me lembro como se fosse hoje... — Paola falava rapidamente — Pe... ra... í ! Quem é aquele skatista ali?

– Ah é meu vizinho... Edgar, ele é lá da escola... da turma 503.

– E como assim você diz com essa tranquilidade? Me conta tudo dele! — disse Paola do seu jeito animado de ser.

– Eu não sei muita coisa não, eu o conheci ontem, eu estava subindo as escadas e daí ele caiu nos degraus e eu o ajudei. Conversamos pouco. Só sei que ele se chama Edgar, tem 15 anos e acaba de se mudar aqui pro Canadá, ele morava em Los Angeles.

– "L.A., L.A., baby..." — Paola canta um trecho da música dos Jonas Brothers. — Me apresenta ele?

– Tá. — Drixy concordou e se levantou indo até Edgar.

Enquanto isso, Paola se arrumava.

– Hey, Ed! — grita Drixy para o menino.

– Oi, tô indo até aí. — segundos depois ele chega até ela — Fala. — ele continua.

– Senta ali com a gente.

– A gente?

– É. — Drixy se sentia estranha por fazer isso, mas não queria decepcionar a menina.

Ele chega lá e se senta na mesa com as garotas.

– Oi, sou Paola.

– Prazer, Edgar.

– O prazer é todo meu. Aliás, que nome lindo!

– Você acha?

– Certeza. Mas não é tão lindo quanto seu sorriso.

– Ah, para... eu uso aparelho.

– Eu não me importo...

Eles se aproximaram.

– Sabe como seus lábios ficariam perfeitos? — Ed sussura.

– Como?

– Juntos aos meus.

Nesse segundo eles estavam próximos demais, sentiam a respiração quente um do outro, selaram os lábios e se beijaram. Sem se importar com a presença de Drixy, que levantou-se e foi para casa. Já devia ser hora do almoço, ela estava com fome. E assim que entrou, Andrew e Teo arrumavam a mesa para o almoço. Flávia estava ajudando Márcia na cozinha. Drixy lavou as mãos e foi orientada a sentar-se à mesa para realizarem a refeição. Enquanto comiam, conversavam.

– Cadê sua amiga Paola? — Flávia perguntara.

– Ficou na praça com o Edgar, nosso vizinho.

– Não sabia que já conhecia a vizinhança. — Andrew comenta.

– Não conheço, Edgar é da escola, mas de outra turma.

– E o que Paola e Edgar estão fazendo? — Flávia pergunta.

– Nossa mãe, não é óbvio? Eles estão ficando! — Teo zomba com a mãe.

Nesse momento Drixy se lembra que nunca ficou com garoto algum, nunca beijara ninguém.

– E você Drixy, já beijou alguém? — Flávia pergunta.

– Não, nunca.

– Jura? — Teo diz assustado.

– Juro!

– Nossa, se eu fosse você não contaria isso a mais ninguém, é uma vergonha!

– Teo... — Andrew chama a atenção do filho.

Drixy concordava com o garoto, era uma vergonha para as meninas de sua idade, mas não para ela, pois a menina vivera boa parte de sua vida em um orfanato, sem contato com o mundo.

O resto do dia foi tranquilo. Andrew não trabalhava aos fins de semana, ficava com a família, curtindo o momento juntos.

Notas finais
"Ed, seu ridículo, queria você com Drixy!" Já sei que vai ter gente colocando isso... #OuNão Não me culpem tá? Deixe seu review abaixo e aguarde novos capítulos! Beijos