If I Tell You...
2 Capítulo 2
"Novo lar". Essa frase ficava na cabeça de Drixy... O que é um lar ? Enfim, ela tem uma nova casa. Que mesmo coberta de neve, pode-se apreciar a beleza dela. Uma casa de dois andares colonial, toda revestida de madeira.
Sr. Hint foi pegar a bagagem de Drixy, da mala do quarto, mas ela insistiu em levar, após eles entraram na casa. A porta dava em um corredor pequeno, como se fosse um hall de entrada. À esquerda, ficava a sala, com dois sofás e uma poltrona, lareira e TV de plasma na parede. À direita, se encontra a sala de jantar, com uma mesa de 12 lugares de madeira e próximo, a escada que provavelmente leva ao segundo andar. Mais a frente, tem um corredor, que em sua parede esquerda é enfeitado com fotos em porta retratos de paisagens, na parede direita tem duas portas. Na primeira, a dispensa e na segunda o banheiro. No fim do corredor, tem a cozinha e dela, uma porta que leva ao quintal, com uma grande piscina de chão, que estava congelada. Sr. e Sra. Hint a apresentou o piso de baixo e depois a menina os perguntou:
– Podemos conversar um pouco?
– Claro que sim! — disse Sra. Hint.
– É que eu não conheço vocês, qual o nome dos dois?
– Eu sou Andrew e essa é Flávia. — ele disse sorridente.
– Ah ta, eu sou Adrienne. — ela fez uma careta — mas não me chamem assim, porque... Porque... Porque sim!
– Ok! — disse Flávia.
– E tenho mais duas perguntas... — Por que me adotaram?
– Porque percebemos logo que você seria a filha que eu sempre quis ter. Sabe, meu sonho era ter uma menina e depois dois meninos... Minha primeira gravidez gerou um menino, e agora, na segunda também vai ser um menino então fiquei se- foi interrompida por Drixy.
– Peraí, vocês podem ter filhos? E já tem dois?
– É, temos o Teodhor de 13 anos e daqui a 7 meses o Klaus. — Flávia disse acariciando a barriga.
Drixy disse surpresa:
– Vocês são loucos.
Eles riram.
– Só a última pergunta então... eu vou dormir onde?
– Ih, esquecemos de te mostrar, vem vamos. — disse Flávia, a puxando pela mão até a escada.
Os dois lá em cima a levaram para uma porta. Drixy a abriu e viu um cômodo com paredes pintadas de branco, o chão revestido de jornal e a janela também branca. Nenhum móvel. Ela não entendeu nada, mas também achou melhor ficar quieta.
– Calma, não pense que somos péssimos pais! — Andrew disse.
– É que não sabíamos seu gosto, daí resolvemos escolher a cama, armário, TV, computador, abajur e tudo com você amanhã no shopping.
– Mas não precisava... era só colocar qualquer coisa que tava bom. Ou vocês acham que eu escolhi ficar 5 anos naquele colchão mofado?
Sr. e Sra. Hint riram.
– Então, se não tiver problema... hoje você dorme no quarto do Teodhor, mas amanhã você já dorme na sua cama, no seu quarto.
– Tudo bem, mas eu posso dormir no sofá mesmo.
– Que isso, tem espaço no quarto dele. — Andrew insistiu — Hey amor, daqui a meia hora nosso filho chega, o jantar está pronto? — ele disse olhando para o relógio.
– É mesmo, tenho que colocar a lasanha no forno.
– Quer ajuda? — Drixy perguntou?
– Não precisa, vai ver TV com o Andrew.
Todos desceram. Flávia foi terminar de preparar o jantar e Andrew foi ver TV com Drixy. Eles estavam vendo CSI, quando escutam uma voz :
– Mãe, pai, cheguei!
Drixy olha para trás e vê o garoto branco, da mesma altura que ela, olhos castanhos claros e cabelo castanho escuro, se parecia com o pai.
– Quem é? — ele perguntou.
– Filho, essa é sua nova irmã, Drixy.
Drixy deu um sorrisinho amarelo.
– Ual, que gata mãe! — ele disse.
– Filho... — Flávia o repreendeu.
– Ué. Falo mesmo! — ele brincou — Encantado. — ele disse e beijou a mão de Drixy.
Ela riu. Andrew também achou graça da situação. Mas o garoto tem razão né? Não sabem? Eu não disse como ela é? Me perdoem! Bom... ela tem olhos verdes claros, sardas nas bochechas, é ruiva de nascença mas aos 12 pintou de vermelho mesmo, antes era mais alaranjado, magra, branca e uns 1,60 m de altura.
– Agora, vai lavar as mãos e vem jantar! — Flávia disse para o filho, que em seguida fez o que a mãe mandou.
Drixy lavou as mãos depois e se sentou à mesa. Andrew saiu da cozinha com um prato na mão e se sentou no sofá. Percebendo que a menina não tinha arrumado o prato disse:
– Não vai comer?
– Estou esperando a Sra. Flávia servir.
– A gente não costuma comer na mesa não queridinha, comemos no sofá mesmo. — disse Teodhor, se intrometendo na conversa.
– Mas deveríamos. — Flávia disse entregando um prato para a menina, que agradeceu. Depois ela voltou na cozinha e preparou um prato para ela. Se sentou com Drixy e elas jantaram.
Quando a menina acabou, foi lavar seu prato, talher e copo. Flávia vendo essa cena perguntou:
– Você está acostumada em fazer isso no orfanato?
– Sim, as meninas do Prédio 3 são meio que as "escravas" de lá.
– Nossa que maldade!
Elas ficaram conversando um pouco sobre tarefas domésticas e Andrew as deu boa noite e subiu. Teo fez o mesmo. Flávia achou melhor Drixy dormir no sofá, ela tinha receio do que o filho poderia fazer. Então depois que elas arrumaram a cozinha, ela buscou travesseiro, lençóis e edredons e improvisou uma cama para ela no sofá. A menina colocou o pijama, escovou os dentes e deitou-se. Flávia certificou se ela estava confortável e também foi dormir. Drixy dormiu bem, um sono tranquilo, mas sem sonhos.
Fale com o autor