If I Never See Your Face Again
1 Broken
Notas iniciais
Já que ninguém tinha topado em sair com os dois, decidiram ir sozinhos mesmo. Nada fora do normal, eles faziam isso com certa freqüência. Estavam conversando coisas aleatórias, nada demais. Afinal, eles eram amigos. Pelo menos Aoi achava isso...
_ Hey! Aoi, você também acha que tem algo incomodando o Reita?
_ Ah, sei lá. Não vi nada de diferente nele. Às vezes ele só ta um pouco estressado, mais nada.
_ Hum... Vou conversar com ele amanhã, para saber o que ta acontecendo. Pode ser algo sério...
_ Uru, às vezes você se preocupa demais. Logo ele vai sair por aí se gabando e rindo da cara dos outros.
_ Os senhores aceitam alguma coisa para comer ou beber? – disse o garçom com um bloquinho de anotações e uma caneta entre os dedos.
_ Você poderia nos trazer um vinho tinto suave, Schenk, Della Luna? – Uruha pediu antes que Aoi pudesse pensar em qualquer coisa. Ele parecia conhecer bem o que estava pedindo.
_ Talvez algumas torradas para acompanhar? – Aoi olhou para o garçom dando um sorriso muito gentil. Uruha sorriu concordando e o moço se retirou, voltando novamente depois de alguns minutos com o pedido. Serviu as duas taças e continuou a atender os demais.
_ Hm... Que vinho bom. Não sabia que você entendia sobre vinhos, Uruha.
_ E não entendo, só sei esse. Uma vez saí com uma amiga, ela entendia e pediu esse vinho. Daí eu guardei o nome pra usa em outra ocasião. – Parecia orgulhoso pelo que tinha feito, e gargalhava por ver a cara de decepção do moreno.
O vinho era tão bom que os dois estavam quase bêbados. Uruha parecia um pouco mais sóbrio que o moreno, na verdade era isso que ele queria: deixar Aoi bêbado facilitaria muito as coisas.
_ Hey, Uruha, não vou poder voltar pra casa dirigindo, não desse jeito. Será que eu poderia dormir na sua casa hoje? – O mais alto parecia ter conseguido o que queria e se sentia triunfante.
_ Claro, sem problemas. Dá para a gente dormir aqui, daí não vai precisar gastar com o taxi. Mais vinho?
_ Não, obrigado. Já bebi demais, você não acha? – O moreno já estava meio bobo, rindo do que não tinha graça.
_ Ah, imagina! Você ainda sabe seu nome, então agüenta mais uma garrafa inteira.
_ Uruha, você é um bêbado! Tenho medo de você. – disse, gargalhando.
_ Ah, você ainda não viu nada. – Uruha piscou depois que disse isso. Aquilo foi tão inesperado que Aoi até parou de rir.
Depois de mais alguns goles, os dois decidiram parar e pegar um quarto. Foram para a recepção e pegaram apenas um, com duas camas de solteiro. Era mais barato, afinal, o vinho tinha custado mais do que o esperado.
O moreno já estava na porta do elevador quando se deu conta de que o loiro não o acompanhava. Olhou para trás e o viu conversando com o garçom que os atendera antes.
_ Uruha, você não vai subir?
_ Sim, vou só terminar de falar com o garçom.
_ Ok, então eu vou subindo.
_ Mande mais uma garrafa de vinho para o quarto 382? — Esse pedido soava normal mas ao mesmo tempo estranho e um tanto confuso para o garçom.
_ Sim senhor. – Sem julgar, anotou o pedido e mais tarde o enviou ao quarto. Esse era o trabalho dele, porém não deixava de ser estranho.
Quando Uruha chegou ao quarto, Aoi já estava no banho, com a porta semi-aberta. Acidentalmente, o loiro tropeçou, revelando sua presença.
_ Uruha, é você?
_ Sim, quem mais seria?
_ Ah, não sei. Pensei que fosse uma camareira enlouquecida querendo me agarrar. – os dois riram. Aoi saiu do banho com a toalha enrolada na cintura, com o peito a mostra e molhado.
_ Nossa, que bela imagem. Não sabia que você tinha um corpo tão bonito. – O mais alto foi se aproximando lentamente.
_ Uruha, você bebeu demais. – Aoi parecia querer negar qualquer coisa que fosse além da amizade deles. Tropeçando nas próprias palavras, aquilo era novo pra ele, chegava a ser doentio.
_ Ah! Qual é, Yuu! Eu sei que você quer isso mais do que eu. Todos aqueles gesto e provocações...
_ Quais gestos? Quais provocações? Do que você está falando?
_ Você acha que eu sou bobo é? Que eu não reparei o seu comportamento um tanto estranho? Eu sei que você estava tentando chamar a minha atenção.
_ Uruha, nunca fiz nada pra te provocar. Eu me comporto normalmente. Você realmente achou que tudo isso fosse...
Uruha estava a um passo do moreno, quando ambos foram interrompidos pela campanhia.
_ Atende para mim? – Uruha disse, se jogando no sofá com os braços cruzados olhando para o teto. Aoi estava estatizado com o que estava acontecendo, mas atendeu a porta.
_ Sim?
_ O seu pedido, senhor.
_ Ah, sim. Obrigado. – fechou a porta e se virou, encarando o sofá.
_ O que foi? – Quebrando o silêncio, parecia que ele sentia os olhos curiosos do moreno sobre ele.
_ Eu não entendo. – franzindo a testa com a mão direita na frente, como quando se pensa em algo que não gostaria.
_ Aoi, eu já sabia que você era lento, porém não pensei que fosse pra tanto. Enfim, eu explico. Eu estou afim de você. Eu quero você. Eu quero muito você. Mas não sabia que ia ser tão difícil assim conseguir te ter pra mim. Bêbado seria muito mais fácil, mas já que as coisas tomaram outros caminhos... – o loiro falava com muita calma e caminhava novamente na direção do moreno. Tudo pra ele parecia normal e fácil.
_ Por favor, Kouyou, fique longe de mim. Eu vou descer e pegar um quarto só pra mim. Então, boa noite... – Aoi estava abrindo a porta quando Uruha a fechou e pressionou o moreno contra a mesma. _ Você acha mesmo que eu vou te deixar ir tão fácil assim?
Realmente Yuu você me subestima. – o mais alto colocou-se a frente do menor, colocando suas mãos para o alto, segurando-as pelo pulso, com os rostos quase se tocando.
_ Kou, não faça isso, por favor. Isso é doentio. Eu... – Aoi começou a arfar, mas mal completava as palavras. Suas pernas tremiam.
_ Eu não vou desistir tão fácil. – pressionando o moreno com mais força, a respiração arfante de ambos, Uruha começava a provocar Aoi, mordiscando seu pescoço lentamente até atingir a altura do queixo. Fazendo uma pausa e olhando fixamente para os olhos escuros e trêmulos do outro, hesitou, se afastando um pouco. _ Rá, quer saber? Depois de hoje, nada vai ser como antes mesmo. Então, vou terminar o que eu tinha em mente e, por favor, para de me olhar assim. – sem mais, beijou tranqüilamente o moreno.
Mas, aconteceu o que ele não esperava: foi correspondido.
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