If I Could Fly

15 Walking in the Wind


Notas iniciais
OLÁ OLÁ OLÁ Deixei esse capítulo com a postagem já programada pra vocês não me matarem! hehe Como estão vocês? Espero que gostem do capítulo, boa leitura!

And I know we'll be alright child, just close your eyes and see

I'll be by your side anytime you're needing me

(E eu sei que ficaremos bem querida, apenas feche os olhos e veja

Eu estarei ao seu lado qualquer hora que você estiver precisando de mim)

Boo: Amy, você está melhor?

Amy: Você viu a notícia de hoje? Procure Harry Styles.

Boo: Ah Amy...

Amy: Tudo bem. Eu fui burra, pronto acabou. Vamos seguir em frente.

Boo: Amy...

Amy: O quê? Styles merece a fama que tem. Duas notícias em dois dias seguidos, com duas garotas diferentes. Eu só fui uma palhaça. Chega.

Boo: Amy, se acalme. Tente entender a situação.

Amy: Entender o que? Que ele está posando para fotos com uma super modelo famosa e eu tô aqui esperando, pacientemente, ele voltar pra passar algumas horas comigo?

Daddy: Amy, já temos data e horário pra tua viagem. Você ainda vai né? Sinto muito por tudo que está acontecendo.

Amy para Daddy: Vou sim! Não se preocupe Leeum, está tudo bem.

Daddy: Vou te mandar o voucher da sua passagem. Quando pousar no Brasil nossa equipe estará te esperando. Nosso voo chega uma hora ou duas depois que o seu. Nos vemos lá!

Amy para Daddy: Eu serei eternamente grata por vocês estarem fazendo tudo isso por mim! Já estou com saudade!

Daddy: Não se preocupe, não foi tão difícil assim... Saudades de ti também Potterhead.

Amy para Boo: Já está tudo certo para minha viagem! Em menos de uma semana estarei vendo minha MÃE! Tô tão feliz!

Boo: E Harry?

Amy: Foda-se. Eu vou ver minha mãe! Os meninos estão pagando passagem pra mim, poderei ficar no hotel com eles, assistir ao show deles... Não vou deixar isso porque Harry me fez de palhaça.

Boo: Então fico feliz! Me mande fotos enquanto estiver viajando.

Amy: Mandarei várias.

Finalmente havia chegado o dia da viagem. Tinha separado uma mala grande para viajar, porém poucas roupas. Precisava de espaço para trazer minhas coisas da casa de minha mãe. Também porque enquanto nós estávamos num clima de quase inverno, no Brasil já era quase verão. Ernest me levou ao aeroporto. Antes de embarcar fiz com que ele me prometesse pela milésima vez que cuidariam muito bem de Sky. Estava com o coração apertado, ansiosa, nervosa e até com medo. Não medo do avião ou a viagem, mas da reação da equipe dos meninos. O que eles tinham dito? Afinal iriam me maquiar para parecer um garoto... Eu ainda viajaria junto com a equipe para os outros shows no Brasil e só depois disso voltaria para Londres.

Teria apenas um dia com a minha família e isso já me deixava tensa. Passei todas as horas dentro do avião com a cabeça confusa. A saudade de minha família, a decepção com Harry, a alegria e gratidão por estar viajando... Quando finalmente cheguei ao Brasil, estava exausta. Tudo o que eu mais queria, apesar de não querer admitir, era um abraço de Harry. Sentir seu perfume, a segurança de estar em seus braços, o coração descompassado... Meu celular vibrou e me tirou de meus devaneios.

Número desconhecido: Amanda, seu avião já pousou? Assim que conseguir pegar sua bagagem, saia para o estacionamento e procure por duas vans pretas. Estamos lhe aguardando.

Pontuais e profissionais. Meu estômago embrulhou e por um momento achei que fosse vomitar. Olhei em volta, ouvi o idioma e chorei. Estava em casa! Algumas pessoas me olhavam curiosas, mas aeroportos sempre foram lugar de choro.

Assim que peguei minha mala, segui para o estacionamento e vi as vans pretas. Puxei o capuz de meu casaco para cobrir minha cabeça assim que percebi aglomerados de fãs. Faltavam quase duas horas para a chegada dos meninos e mesmo assim as fãs já estavam ali. Algumas terminavam cartazes, outras cantavam, uma ou outra choravam.

Conheci a equipe de maquiagem e segurança. Me deram roupas masculinas para vestir, uma peruca loira e lentes de contato azuis. Ao me olhar no espelho me assustei, já estava difícil de me reconhecer. Mesmo assim fizeram uma maquiagem e grudaram barba e bigode. Me deram um crachá: Jordan – equipe pessoal One Direction.

Faltavam agora apenas alguns minutos para o avião particular do One Direction pousar. O saguão do aeroporto já estava lotado de fãs e repórteres. A polícia estava à postos e eu me encaminhando junto com os seguranças para onde os meninos chegariam. A confusão foi absurda. Assim que Niall apareceu a gritaria de iniciou. Os garotos estavam visivelmente exaustos. Com olheiras, andando devagar, Harry e Louis com toucas para esconder os cabelos bagunçados, a barba de Liam mais comprida do que o normal. Os flashes das câmeras, a gritaria das fãs, o empurra empurra... Eu estava ajudando os seguranças a empurrar a multidão para que os garotos conseguissem passar.

—Oi Nini. – Não consegui me conter quando ele ficou de frente pra mim. Eu estava andando de costas para poder falar com ele.

—Olá... – Niall me olhava confuso, encarou o crachá e então continuou. – Olá Jordan.

—Amy! – Abri um largo sorriso pra ele.

—Mentira! – Niall estava surpreso. – Sabia que essa voz não podia ser de homem! – Ele se aproximou para me abraçar.

—Agora não Nini, não estraga meu disfarce! – Soltei uma risada

—Leeum! – Niall gritou chamando Liam. – Adivinha quem é! – Ele apontou pra mim.

—Loiro, de olhos azuis, esse corpo pequenininho... Deve ser seu primo. – Liam brincou.

—Ah Daddy... – Eu gargalhei. Era demais não ser reconhecida.

—Meu deus, Potterhead! – Liam gritou.

—Shh! – Harry e Louis me encararam. – Fiquem quietos. –Falei mais baixo. Louis sorriu e eu pisquei pra ele. Virei de costas para os garotos antes que meus olhos encontrassem os de Harry.

Com muito esforço levamos os meninos para uma das vans e entramos na outra. As vans seguiram juntas até o hotel que ficava próximo ao centro da cidade. Pedi para descer pouco antes, não queria enfrentar outra multidão no hotel. Queria chegar em casa o mais rápido possível. Desci da van com minha mala e caminhei um pouco sem rumo. Ainda era cedo, mas as lojas já estavam abrindo, pessoas corriam para pegar os ônibus e eu estava sorrindo bobamente. Mais lágrimas caíram enquanto eu apenas observava o dia a dia das pessoas. Mandei algumas fotos para Boo e então entrei num táxi pra casa.

Dentro do táxi tirei a peruca, barba e bigode. O motorista me olhava curioso pelo retrovisor. Tirei a camiseta masculina, ficando só de regata e quase fazendo o taxista bater o carro, pensando que eu estava ficando nua no banco de trás.

—MÃE! – Estava parada na frente do portão de casa. Nada tinha mudado.

—Amanda?! – Ela veio pela lateral da casa. Os cabelos presos num coque, as roupas sujas de terra, o avental com os apetrechos de jardinagem. Meus olhos se encheram de lágrimas. – Que roupas são essas? –Ela me abraçou.

—Meu deus mãe, como eu senti sua falta. – Minha voz soava como a de uma criança de cinco anos, as lágrimas escorrendo pelo rosto.

Depois de tomar um banho no meu banheiro e vestir minhas antigas roupas, me sentei para conversar com minha mãe. Ela tinha me assado biscoitos e feito limonada. Passamos mais de uma hora conversando. Precisei contar a ela tudo o que já havia contado nos e-mails, detalhadamente. Fora o romance com Harry, minha mãe sabia de tudo. Até a minha foto eu tinha mandado, toda minha família já sabia que eu trabalhava para Harry Styles. O ponto positivo de eu ter excluído todas as minhas redes sociais era que eu não precisava lidar com as primas perguntando a respeito dele. O sossego durou pouco tempo, já que minha mãe havia convidado toda a família pra jantar e eles chegaram horas antes. Mamãe fez com que todos prometessem que nunca falariam nada a meu respeito, ninguém no mundo sabia que eu era brasileira e tudo deveria permanecer assim.

—Alô? – atendi meu celular no meio da confusão que estava minha casa.

—Amy, me desculpe. – Era Louis.

—O quê? – Saí da sala e me tranquei no meu antigo quarto.

—Você pode vir ao hotel? – Louis parecia preocupado.

—O que aconteceu? – Já estava pegando as roupas masculinas e peruca.

—Temos uma entrevista antes do show, mas Harry não sai do quarto. Ele disse que está doente. Mas nós achamos que é por você. – Congelei por um segundo. — Amy?

—Estou aqui, só não sei o que te dizer. – Sentei-me na cama.

—Me diz que você vem Amy... – Louis estava nervoso.

—Ele está se negando apenas a uma entrevista, vocês três podem dizer que ele está descansando para o show. Com a garganta irritada, sei lá.

—Estão com medo que ele não faça o show.

—Está bem. Eu estou indo. – Levantei da cama irritada. Styles tinha estragado até meu momento com a minha família.

—Eu te amo Amy. – A voz de Louis já soava mais tranquila.

Expliquei para minha família que tinha um problema do trabalho para resolver e voltaria logo. Depois de muito discutir, aceitei que meu pai me levasse até o hotel. Dentro do carro coloquei a peruca, barba e bigode de volta. Já estava com as roupas de mais cedo e as lentes azuis. Desci do carro algumas quadras antes já que a fãs estavam bloqueando a rua da frente do hotel. Me apressei até o hotel, entrei sorrateiramente pela garagem, passei pela lavanderia onde vesti um uniforme do hotel. As camareiras do hotel estavam eufóricas, não foi nada difícil descobrir o quarto de Styles. Com algum esforço consegui uma chave para o quarto dele e subi. One direction estava ocupando um andar inteiro, que estava cheio de seguranças. Deixei o uniforme no carrinho de uma camareira e passei pelos seguranças com meu crachá de equipe pessoal.

—Como você entrou aqui tão rápido? – Niall me olhou com os olhos arregalados.

—Quer discutir hotéis comigo? – Arqueei uma sobrancelha.

—Me lembre de reforçar a segurança. – Liam me abraçou de lado. – É estranho te ver como menino.

—Vocês acham que Harry vai abrir a porta pra ela? – Louis saiu do quarto ao lado de onde estávamos.

—Não precisa abrir. – Puxei o cartão de dentro do bolso.

—Você conseguiu a chave para o quarto dele?! – Liam me soltou e fez cara de espanto.

—Com uniforme de camareira e um crachá de equipe pessoal, eu consigo o que quiser nesse hotel. – pisquei para eles. – Até o cartão chave do quarto de Harry Styles. — Me direcionei ao quarto de Harry.

—Harry Edward Styles! – Falei firme assim que entrei no quarto.

—O quê? Como? – O quarto estava escuro e ele debaixo das cobertas.

—Vocês não aprendem né? – Acendi a luz. – Trabalhei em hotéis por anos...

—Senti saudade. – Ele estava abatido. As olheiras fundas, o rosto amassado de tanto dormir, a voz rouca e cansada.

—Você não imagina o quanto eu quis ouvir isso Haz... – Meu coração apertou. Queria deitar ao lado dele na cama, abraça-lo e nunca mais soltar.

—Amy... – Os grandes olhos verdes fitaram os meus.

—Levante! – puxei com força a coberta de cima dele. – Você não pode prejudicar seus amigos só por estar com a garganta ruim.

—Mas eu não estou... – Ele começou e eu o cortei.

—Pro chuveiro! – Continuei falando firme, apesar de os joelhos falharem só de olhar pra ele.

—Tô doente... – Ele choramingou e puxou a coberta pra cima.

—Já! – Gritei com ele. Toda minha raiva se expressou naquela mínima palavra.

Harry se assustou com meu tom e rapidamente correu para o banheiro. Senti as lágrimas se formarem. Engoli em seco e saí do quarto. Respirei fundo, o perfume dele ainda estava presente. “Foda-se. Amanda, você não merece ser tratada assim. Harry que se foda.”

—E então? – Niall perguntou ansioso. Três pares de olhos curiosos me encaravam.

—Ele está no banho. – Minha voz saiu mais fraca do que deveria.

Os garotos gritaram em comemoração e me abraçaram, todos juntos.

—Agora sim! – gargalhei enquanto eles me apertavam no abraço. – Achei que não iam me abraçar.

—Potterhead, minha heroína! – Liam beijou o topo da minha cabeça.

Os meninos estavam atrasados e eu não tinha forças para ver Harry novamente. Me despedi rapidamente e saí. Precisei sair da mesma maneira que tinha entrado, não queria nenhuma fã reconhecendo o carro de meu pai.

Notas finais
Capítulo veio grandinho :) O que acharam? Amy má?