Notas iniciais
ALÔ ALÔ ALÔ Tudo bem? Trouxe pra vocês um SUPER capítulo, hahahha Boa leitura!

Won’t you stay till the A.M?

All my favorite conversations always made in the A.M.

(Você não quer ficar até o amanhecer?

Todas as minhas conversas favoritas sempre foram feitas no amanhecer.)

Voltamos para Londres. Cada um para um lado, pois era a vez dos garotos de visitarem seus parentes. Eu iria pra casa matar a saudade da minha Sky.

Os garotos teriam um mês atarefado pela frente. Antes das merecidas férias, eles tinham diversas aparições em programas e alguns shows pela América. O que me significava mais um mês sozinha em casa. Eles voltariam todos juntos para uma festa no meio de dezembro.

No tempo que se passou a rotina permaneceu a mesma. Minha conversas com Harry só ocorriam no grupo com os garotos. E eram raras, já que eles estavam num turbilhão de acontecimentos e exaustos. Até mesmo Boo estava numa época mais pesada do trabalho. Mas, as coisas estavam se encaixando.

No dia da festa eu estava encarregada da organização. Receberíamos umas 30 pessoas na casa. Mandaram mais algumas pessoas para ajudar com comidas e bebidas e posteriormente na limpeza da casa. A segurança estava reforçada e minha pequena Sky bem quietinha dentro de casa.

Daddy: Já estou chegando! Tudo certo aí?

Amy: Sim! Bebidas, comidas, garçons...

Daddy: E você?

Amy: Uniformizada e pronta.

Daddy: Hoje você está de folga e é nossa convidada.

Amy: Não. Eu estou organizando e trabalhando.

Amy: E outra, ainda sou a garota de cabelos roxos. Não quero ser Jordan de novo.

Daddy: Você viu que saíram fotos de Jordan? No bar, falando com Harry.

Amy: Como? Saíram onde?

Daddy: Nem sei mais, pensei que soubesse. A agência nos envia todas as fotos que encontram nossas.

Amy: Ainda bem que estava de Jordan.

Daddy: Vou sair de casa, já chego.

Liam foi a primeira pessoa a chegar e eu agradeci imensamente já que os primeiros convidados chegaram 5 minutos depois. Niall chegou logo, acompanhado de uma garota ruiva. LouLou chegou e trouxe uma das irmãs junto. Todos os convidados chegando e ainda nada de Harry. Estava em Londres a 2 dias, mas tinha ficado com a família. Styles não chegava na hora mesmo a festa sendo na casa dele.

—Amanda, o carro de Harry chegou. Entrou pelos fundos da casa. – A voz de John soou no rádio

—Obrigada John. Daqui a pouco te levo um pouco de champanhe. – Ouvi John rir através do rádio.

—Oi Liza. – A voz rouca soou e meu corpo congelou. Ninguém jamais me chamara de Liza.

—Boa noite senhor Styles. – Forcei um sorriso enquanto o encarava. Os cabelos soltos, olhos verdes brilhantes, mas o sorriso... Aquele não era seu sorriso encantador. Parecia forçado.

—Oi Liza. – Era ela. A modelo, a namorada de Harry... Amber. Meu sangue ferveu. Harry estava me provocando.

—Boa noite senhora. – respondi séria.

—Senhora não. – Harry gargalhou enquanto Amber reclamava. O som da gargalhada dele era como música para meus ouvidos.

—Com licença, preciso me retirar. – Desviei dos dois com cuidado, estava carregando duas garrafas de champanhe. – Aproveitem a festa.

Segui em frente respirando fundo. Não sabia nem pra onde deveria ir, apenas segui em direção a guarita de John.

—Hey. – Ouvi a voz de Liam.

—Sim? – Ele estava saindo de perto de uma árvore onde uma morena estava apoiada. – Boa companhia. – Tentei rir.

—Am... – Ele começou, mas se interrompeu. – Liza. – Sorriu. – Haz pediu para que te chamássemos de Liza pra que ninguém reconheça Amanda Brezze. – Ele sussurrou. – Você não parece bem.

—Harry veio esfregar aquela vagabunda na minha cara. – Eu parecia uma criança mimada falando.

—Haz... – Liam negou com a cabeça, como desaprovação.

—Preciso ir Lili. Aproveite sua companhia. – Pisquei para ele e sai.

Me ocupei por toda a noite. Correndo de um lado para o outro com bebidas, empurrando os garçons para a festa, mantendo a cozinha organizada e principalmente, evitando Harry. A madrugada se iniciava, já não saía mais comida da cozinha, apenas bebidas. Convidados bêbados por todos os lados, mas tudo sobre controle. Parecia tudo sobre controle, decidi passar uma hora ou duas em casa, pra descansar um pouco. Harry estava parado na porta.

—Eu preciso conversar com você. – Harry estava visivelmente triste.

—Por favor, vá curtir sua festa e sua namorada. – Parei na frente dele, mas sem conseguir olhar para seu rosto.

—Por favor, eu sinto sua falta. – Continuei fitando seus pés, que se moviam nervosamente. – E ela já foi embora.

—Agora que ela já foi, você quer falar comigo e está com saudades? Me poupe. – Tentei abrir a porta.

—Me deixe entrar e conversar direito com você, sem ninguém cuidando. – A voz dele me seduzia sempre. Ergui meus olhos a altura dos dele. As pernas fraquejaram.

—Não Harry. E além do mais você está bêbado. – Empurrei-o levemente para longe da porta.

—Eu vou deixar você entrar, mas só porque já estamos chamando atenção. – Harry se moveu lentamente para o lado.

—Obrigada. – Apressadamente entrei em casa, já pegando Sky no colo que estava louca pra sair de casa. Bati a porta na cara de Harry, antes que ele pudesse entrar.

—Fala comigo! – Ele bateu na porta. Eu estava escorada na mesma.

—Vai pra sua festa!

—Eu preciso te falar uma coisa, ta me deixando louco! – Harry parecia desesperado. Abri minimamente a porta.

—O quê?

—Você vai me odiar. – Ele abaixou a cabeça.

—o quê é? – perguntei já irritada.

—Eu não posso mais mentir pra você, não dá. – Ele se afastou um pouco.

—O QUÊ É? – Abri mais a porta.

—Eu sou o Boo. – A voz dele saiu fraca, mas me atingiu com força.

—Olha, eu não sei como você sabe dele, mas isso é uma brincadeira de muito mal gosto. – Me mantive séria o encarando, mas ele não me olhava de volta.

—Me desculpa, não foi por querer... Quer dizer, eu... – Ele estava se embolando nas palavras e eu já não as estava ouvindo.

Minhas pernas falharam e caí de joelhos no chão. Ainda agarrada em Sky, os olhos perdidos e a cabeça a mil por hora. Quantas vezes eu não tinha falado de Harry pra Boo? Quantas confissões, desabafos, momentos desesperados e apaixonados eu tinha falando com Boo? Não podia ser Harry, não podia.

—É mentira. – Falei num sussurro.

—Eu queria muito que fosse. Eu não podia continuar te enganando, mas eu... Me desculpe! – Harry se agachou do meu lado e tentou me abraçar, mas eu desviei.

—Porque? – Lágrimas começavam a cair.

—Foi sem querer, eu juro. Vamos entrar Amy. – Ele me ajudou a levantar. Alguns convidados nos olhavam curiosos.

—Vou te dar cinco minutos pra se explicar e sair. – Minha voz estava trêmula, segurando o choro. Eu nunca tinha me sentido tão traída. Me sentei numa banqueta da cozinha e soltei Sky assim que a porta se fechou.

—Eu mandei a mensagem achando que era outra pessoa da equipe, quando vi que era você... – Ele estava de pé, me olhando nos olhos. Os olhos verdes estavam tristes. — Não sei o que aconteceu, acho que foi curiosidade, você estava tão envergonhada... Depois eu não consegui parar, você me cativou e se tornou minha melhor amiga. Eu queria falar com você todos os dias, saber como estava enquanto eu estava viajando. Você sempre foi mais sincera com Boo do que comigo e eu gostava, foi maravilhoso te conhecer de verdade. Eu só... Sinto muito que isso tenha durado tanto tempo. Eu tinha que ter te contado antes, eu...

—Porque Boo? – Eu o interrompi. – Porque fingiu não saber de nada? Eu me lembro do dia em que você se surpreendeu por lembrar que eu era a garota do hotel, mas você já sabia que era eu. Eu já tinha contado que tinha conhecido Harry Styles. Como você pode? – As lágrimas voltaram a cair. – Eu confessei coisas sobre você, abri meu coração. – Não conseguia mais falar.

—Eu tive que fingir algumas coisas no começo, mas só até você começar a confiar em Harry Styles também. Boo é apelido de Louis, porque ele me ajudou um pouco. Na hora que você me perguntou o nome eu estava falando com Louis e o apelido dele foi a primeira coisa que me veio na cabeça. Depois Louis me ajudou a responder algumas mensagens para que não ficasse tão óbvio que era eu. – Harry não parava de se mexer, visivelmente nervoso.

—Louis? – Perguntei entre soluços. – Todos sabiam? – Então me lembrei do dia no hotel, o dia em que tinha mostrado uma conversa com Boo e Louis tinha ficado nervoso.

—Sim, todos. – Harry parecia envergonhado.

—Saia. – Falei rude, agarrei Sky e segui para o quarto, batendo a porta com força.

Chorei. Chorei muito. Harry tinha me tirado tudo. A pessoa que eu mais confiava no mundo era uma mentira. Os amigos mais queridos que eu já tivera na vida, estavam envolvidos numa mentira, deviam rir de mim pelas costas. Me senti humilhada. O cara pelo qual tinha me apaixonado, tinha apenas me usado e me trocado no dia seguinte. Sem amigos, sem amor, me sentindo traída e humilhada. Peguei o celular, todas aquelas mensagens... Como era possível Harry ser tão maldoso?

Amy: Então você é o real Boo?

LouLou: Harry te contou?

LouLou: Me deixe conversar com você, por favor.

Louis: Estou indo aí.

Deixei que Louis entrasse. Meu choro estava controlado, mas o rosto inchado e os olhos vermelhos. Louis correu para me abraçar e eu permiti. Precisava daquilo, mesmo me sentindo traída. Precisava de um carinho.

—Me desculpe. – Louis falou assim que nos sentamos na minha cama.

—Porque? – Perguntei manhosa.

—Harry nos fez prometer que não contaríamos. Mas, ele jurou que te falaria a verdade já há tempos. – Louis também parecia envergonhado.

—Nunca me senti tão traída. – Choraminguei e afundei a cabeça num travesseiro.

—Eu sinto muito que tenhamos te arrastado pra tudo isso. Você deve estar nos odiando. Nunca quisemos que se magoasse. Você é maravilhosa.

—Me arrastado? – Perguntei confusa.

—Se você quiser voltar pra Nova Iorque, eu vou entender. Eu estou me sentindo tão mal com isso tudo. – Louis falava tudo muito rápido.

—Me arrastado? Voltar pra Nova Iorque?! – Tirei a cabeça do travesseiro e o fuzilei com os olhos.

—A ideia foi minha com Liam, pode nos odiar se quiser. Mas, nós não imaginávamos que você teria coragem de largar tudo e se mudar... Realmente incrível sabe? – Louis esboçou um sorriso.

—Louis, não estou acompanhando. Você está me dizendo que foram vocês que me contrataram? – Minha cabeça estava dando um nó.

—Harry não te contou? – Ele parecia genuinamente surpreso e tenso.

—Louis! – o sangue ferveu novamente.

—Desculpa! – Louis estava gritando. – A gente só quis te dar um emprego bom e também Harry... – Ele estava se atropelando nas palavras. – Nunca tínhamos o ouvido falar tanto assim de alguém, nem mesmo das namoradas. Falou por dias seguidos sobre a camareira bonita e tatuada. Pensando agora, foi uma coisa bem estúpida de se fazer, mas na hora... Ai meu deus, desculpa. – Louis se levantou da cama. – Pensamos que Harry estava apaixonado por você e Harry nunca se apaixonou, a gente só queria dar a ele a oportunidade de te conhecer. – Ele se aproximou devagar.

—Não. – Falei seca impendindo-o de se aproximar mais. – Parece que não deu certo, ele está apaixonado por uma modelo, UAU que surpresa. Vocês conseguiram me enganar de todas as formas possíveis. Eu achei que fossem meus amigos, mas estavam rindo pelas minhas costas e apostando em quanto tempo eu me apaixonaria por Harry Styles. Nunca imaginei que vocês fossem capazes disso. Sinceramente Louis. – Meu tom de voz me assustava. As lágrimas já não serviam mais, já que a raiva era predominante.

—Amy, ninguém riu de você! – ele estava desesperado. – A gente te ama e só quer ver você feliz! A nossa amizade é real!

—Chega Louis, por favor, me deixe sozinha. – Falei baixo.

Vagarosamente ele saiu. A raiva era tanta que sentia meu corpo todo tremer. Puxei uma de minhas malas de rodinha e joguei pra dentro a maior quantidade de roupas que consegui. Peguei um pouco da ração de Sky e coloquei num saquinho na bolsa. Ajeitei a caixa de transporte dela com uma coberta. Tirei o uniforme e vesti um tênis, calça, casaco grosso e uma touca cobrindo os cabelos. Sai apressada da casa e procurei por Liam.

—Você me prometeu uma passagem para o Brasil de presente, ta na hora de me dar meu presente. – Falei rude e ele se assustou.

—O que aconteceu? – Ele estava levemente embriagado.

—Você vai me dar meu presente? De qualquer maneira, eu darei um jeito.

—Amy, você precisa se acalmar. – Ele me puxou para um canto.

—Eu estou calma Liam, apenas com pressa. Já cansei de ser a brincadeira de vocês. Acham que são famosos e podem brincar com a vida dos outros do jeito que bem entendem. Pra mim já deu. – Nunca tinha sido tão grossa na minha vida.

—Harry te contou? – Liam recuou

—Sim e Louis complementou. Agora use seu poder de celebridade e me coloque num avião ainda hoje. Estou indo ao aeroporto, adeus. – As palavras saíram cuspidas.

Saí de parto de Liam marchando atrás de Styles. Antes de ir embora precisava vê-lo uma última vez. Após muito perguntar, o encontrei em seu quarto, para ser mais específica, no terraço. Estava tudo escuro e ele deitado no frio, observando as estrelas. A raiva explodindo em mim. Como eu o odiava.

—Eu pude imaginar todo tipo de cafajestice vindo de você, mas nunca imaginei que pudesse ser tão frio. – Me aproximei silenciosa.

—Sabe por que eu gosto das estrelas? – Ele tinha me ignorado fazendo com que eu me lembrasse da primeira vez que bebemos juntos e ele me fez a mesma pergunta. – Você podia ficar aqui comigo, até o amanhecer. Minhas conversas favoritas acontecem ao amanhecer. – Ele estava em transe. Nossas conversas aconteciam sempre até o amanhecer...

—Foda-se. – Falei seca e ele finalmente saiu de seu transe e me olhou. – Você me usou de todas as formas possíveis! Fez seus amigos me contratarem pra trabalhar pra você, apenas para brincar com meus sentimentos. Fingiu ser meu amigo, fingiu gostar de mim, fingiu se importar! – As lágrimas estavam ali. Com os olhos verdes nos meus... Impossível de controlar as lágrimas. – Vocês, pessoas ricas, acham que o mundo todo está a disposição de vocês, acham que somos todos propriedade de vocês, que devíamos ser gratos só por respirar o mesmo ar que vocês. Mas, uma novidade pra você Styles. – Ele me olhava atento e não fazia nem menção em tentar responder. – Eu tenho nojo de você. Você é ridículo. – Falei pausadamente, mas Harry não reagiu.

Com as lágrimas ainda escorrendo eu o deixei. Peguei minhas coisas e saí pelo portão arrastando minha mala de rodinhas. John correu em minha direção e se prontificou a me levar ao aeroporto. Avisou aos outros seguranças e saímos com a pick-up. No meio do caminho, John recebeu uma ligação de outro segurança avisando que o senhor Payne havia reservado a passagem de Amy.

Notas finais
:'( E aí? Querem me matar? Pvfr não, eu amo vocês!