Notas iniciais
Hey, fofuras ♥ Então, Hoje eu to aqui para agradecer tudo o que vocês vem me proporcionando com essa fanfic. Eu fico muito feliz toda vez que leio um comentário novo ou vejo que alguém acompanhou a fic! MUITO OBRIGADA MESMO ♥

Mesmo que o último ano de sua vida tivesse sido razoavelmente normal, tudo parecia totalmente estranho, como se fosse um mundo novo, perto de Romero Rômulo. Ele era o motivo de Atena desmoronar. Ela ainda o amava, ele sabia disso, todos sabiam disso; mesmo com todas as brigas, um nunca deixou de amar o outro.

Aquele momento, naquela casa, mudaria tudo que ela pensava por ele, a única coisa que ela precisava saber era se ele ficaria feliz em ter filhos com ela, se ele ficaria feliz em saber que, de alguma forma, estavam ligados, ainda que não fisicamente.

Os momentos de desespero por parte de Atena foram pensados desde o segundo em que ela pisou no avião para a Suíça. Mas agora todo aquele plano milimetricamente pensado em sua cabeça parecia ter sumido.

–Atena? – Ela o ouviu chamar. Estava muito perto do quarto.

Sem pensar muito, ela saiu do quarto de brinquedos e bateu a porta, torcendo mentalmente para aquilo não ter acordado os bebês.

–O que está acontecendo aqui, Atena? – Romero pergunta novamente, agora estavam cara a cara.

–Na-nada – Ela gagueja.

–Você pode ser estelionatária, mentirosa usual, arrogante as vezes, mas não sabe mentir pra mim, não depois de ter me roubado. Desembucha, o que tá acontecendo, Atena? – Ele pergunta segurando o queixo dela.

Desvencilhando-se dele ela fica firme novamente, prometeu a si mesma que depois do nascimento dos filhos pararia de sofrer por Romero. Prometeu encarar as consequências, viver a vida de uma forma mais normal, sem tudo aquilo de “Ai eu te odeio” e “Ai eu te amo”. Tudo o que Atena mais queria era criar seus filhos normalmente.

–Não te devo satisfações, Romerito – O desafia, ela sabia que ele detestava ser desafiado, ainda mais por ela.

–Ah, você me deve satisfações, sim! Se tem uma coisa que você me deve é satisfação! Me abandonou, passou quase um ano e meio sem dar noticias, nem sequer respondeu minha carta! Você tem noção do que isso significa? Exatamente, que você me deve satisfações! – Argumenta a prensando na parede.

–Ai – Solta um suspiro de dor com os ossos batendo contra a parede dura e gelada.

–Entenda, eu só quero o seu bem... Mas você me deixou numa mistura de bravo e com saudades e eu não gostava daquela sensação – Tenta explicar-se.

–O que você queria que eu fizesse? – Ela pergunta começando a desabar em lágrimas.

Ele não responde, com raiva, ela deixa-se levar pelo ódio e pela tristeza e aos poucos vai sentando-se no chão do corredor da imensa casa. Ela odiava amar tanto Romero, as coisas com ele pareciam felizes, mas ao mesmo tempo essas mesmas coisas pareciam ridiculamente tristes, eles nunca ficaram 100% juntos, nunca sentiram como é ser um casal de verdade, ela sabia que isso não aconteceria.

Por mais que desejasse contar a Romero sobre os filhos no quarto do lado, Atena não queria força-lo a ficar com ela, ele tinha Tóia e havia deixado bem claro que amava a Favelada e que nada impediria esse amor de florescer. Obviamente ela não acreditava, mas preferia fingir acreditar do que se iludir com um falso amor.

–Ei, não chora... – ele senta-se ao lado dela no chão. O ex-vereador estava sem reação.

–Me responde seu idiota – Pede com a cabeça enfia nos joelhos.

–Eu não sei Atena... Não sei como queria que você agisse em meio a toda aquela situação... Eu fui um completo idiota – fala mais para si mesmo a última frase do que pra ela.

–Só percebeu isso agora? Desde que colocou na cabeça de que amava a Tóia não parou de me dar patada, me jogou suco, me xingou de vagabunda umas milhões de vezes. Até de pesadelo eu fui chamada. Espero realmente que esteja vivendo o conto de fadas da Macaca – Suspira limpando as lágrimas que ainda caiam. Com o passar dos segundos ela percebe que ele também chorava.

–Você sempre esteve certa... – Ele admite e ela fica sem entender.

–Como assim, Romero? Certa sobre o que, menino? Desembucha! – Pede dando dois tapinhas fracos no rosto do comunista.

–Você, Atena... Você sempre esteve certa sobre o meu amor pela Tóia... – Responde e ela o observa, atenta – Eu nunca a amei e ela nunca me amou. Bandido não pode ser amado por alguém “não bandido”, certo? Por que eu fui tão estúpido? Eu estava cego pela vingança, você tinha me roubado, estava me chantageando, o que mais você queria que eu fizesse? Que fingisse que estava tudo bem? Eu sempre pensei que você estava ali querendo o meu mal, mas... Você estava ali para o meu bem. E eu não enxerguei isso, Atena... Eu te amo – As lágrimas já corriam descontroladamente pelo rosto do moreno.

–Que bom que percebeu isso – Agradece mentalmente por ele ter dito aquilo tudo – Eu nunca quis o seu mal Romero. A única coisa que eu quero que você entenda é que eu construí uma vida nesses últimos meses e eu realmente tentei te esquecer.

–E conseguiu? – Ele pergunta deitando a cabeça dela em seu ombro.

–Você sabe que isso seria impossível, Romero Rômulo – Atena responde sorrindo para ele.

Ele adorava aquele sorriso, era tão encantador.

O momento calmo e terno dos dois é interrompido por um choro alto e agudo vindo da parte de dentro do quarto de brinquedos. Ela não tinha tido tempo de explicar isso a ele, pelo menos ainda não. Era tudo muito confuso para ela. Tudo acontecia rápido demais.

–Que barulho é esse, Atena? – Ele diz levantando-se do chão, ela faz o mesmo logo em seguida.

–Romero, não fica bravo comigo pelo amor de Deus – Pede quando ele abre a porta bruscamente.

Naquele momento Romero ficou totalmente sem reação, aquilo era estranho demais para ele, Atena tinha filhos com outro? Ou eram filhos da amiga dela?

Naquele momento, nem se passou pela cabeça de Romero ele ser o pai daquelas crianças.

Atena corre em direção ao berço rosa, onde chorava a pequena Mia de apenas algumas semanas de vida. A loira pega a pequena bebezinha nos braços e a aconchega, fazendo carinho no rosto desenhado e perfeito da menininha tão idêntica a ela. Pouco tempo depois a “princesinha” volta a dormir.

Depois disso, Atena checa os outros dois berços, Nicolas e Miguel dormiam tranquilamente ao redor dos brinquedos de pelúcia.

O cheiro dos bebes era o melhor aroma que Atena já havia sentido em toda a sua vida, era calmo e fazia com que ela se lembrasse dos bons tempos junto da mãe, antes da prostituição, antes dos roubos, apenas das épocas felizes de sua vida.

A expressão terna dos bebes lembrava Atena de que ela não era um monstro que só roubava, ela era uma mãe e, em algum dia no passado, ela já foi aquele ser inocente e sensível que precisava de toda a proteção e cuidado possível.

Quando tudo parecia finalmente estar calmo, ela puxa Romero para fora do quarto e ele, ainda surpreso e paralisado com a situação, pergunta:

–Vai me dizer quem é o pai dessas crianças, vagabunda?! – Exclama com raiva, mas baixinho, para não acordar os bebes.

Ela não responde, não se explicaria para ele, não se ele continuasse daquele jeito.

–Eu estava me declarando para você! Você deixou eu me abrir para você. Vagabunda! – Exclama com raiva.

–Então quer dizer que se eu estivesse com outro você não se declararia para mim, diria que não me ama que nem fez comigo quando eu me declarava para você enquanto você estava com a Tóia? Você disse que me amava, não nas exatas palavras, mas admitiu! – Diz indignada.

–Claro que eu lutaria por você! – Aumente o tom de voz.

–Não foi o que acabou de dizer! – Argumenta com raiva. A chuva lá fora começava a cair e junto dela ouviam-se os trovões.

O ex-vereador nada mais diz, ele apenas coloca sua jaqueta e sai em direção a porta de saída da casa, deixando Atena ali sozinha, olhando para a parede.

Ele podia não lutar por ela, mas ela lutaria por ele. Mesmo estando sem jaqueta, somente com um saia e um top daqueles típicos dela, Atena sai de dentro de casa, encarando a chuva na pele, na tentativa de contar toda a história para Romero.

Ele não teria ido muito longe, o carro ainda estava ali, ele não tinha partido. Atena da voltas por todo o quintal a procura de Romero, mas nada foi encontrado.

Alguns minutos depois, com a chuva já caindo forte, a loira ouve uma folha de árvore sendo balançada e vai atrás, encontrando um Romero sentando no banco de trás do parque que ficava em frente a casa.

–Sai daqui Atena – Pede. Ele realmente não queria falar.

–Você estava certo – Fala de uma vez.

–Sobre o que? – Pergunta confuso, ele não estava bem.

–Sobre eu te dever satisfações, você merece uma resposta, merece saber dos últimos acontecimentos, principalmente dos que te envolvem – Ela senta-se junto dele no banco. Os cabelos molhados grudavam por todo o rosto da loira.

–Eu quero saber de tudo Atena, pode começar me falando daquelas crianças – Pede sincero.

–Alguns meses antes de... Você sabe... Eu me mudar! Eu fui morar com minha amiga Maria, ela tem uma casa aqui no Rio de Janeiro, só esta morando comigo para ajudar com as crianças.

–O que isso tem a ver com a sua traição!? – Diz um pouco alterado novamente.

–Tem tudo! E vê se consegue se acalmar porque não foi traição – Corrige – Continuando... Comecei a ser uma irmã muito ativa na facção, eu participava de diversas missões e até então estava tudo bem, porque nenhuma envolvia você. Mas dai o Gibson nos colocou na mesma missão e eu me senti mal daquele dia em diante... Você se lembra que eu vomitei depois da missão? – Ele assente – Então, quando cheguei na minha casa, eu automaticamente fiz o teste de gravidez e eu fiquei sem chão, você ag0ora tinha a Chatóia, você não ia assumir um filho com aquela mulher do seu lado.

–PERA AI! – Ele a interrompe – Esta me dizendo que OS filhos são meus? Todos os três?

–Sim, Romero. – Ele solta um sorriso bobo – Eu achei que isso fosse meio óbvio.

–Agora é – Continua sorrindo, até que Atena começa a sorrir também e aquele momento vira uma festa de sorrisos – Eu e você temos três filhos! Atena que momento feliz!

Ele a puxa para fora do banco e a abraça, erguendo-a no ar logo em seguida.

–Você tá feliz? – Ela pergunta. Aquilo parecia meio óbvio.

–Eu te amo, Atena. Nós vamos ser felizes, eu, você, nossos filhos e talvez mais algum filho! – Ele continua a abraçando.

–Pode me soltar agora, Romero – Ela pede brincalhona.

–Eu não quero – Os dois soltam uma gargalhada – Tenho medo de você fugir de mim novamente.

Eles se separam e ela segura o rosto do amado entre as mãos.

–Isso nunca vai acontecer, Romerinho, nunca mais... Eu te amo.

Ela sussurra para ele antes de seus lábios serem tomados pelos dele. As bocas se saciavam de forma calma e intensa, fazendo com que Atena derramasse algumas lágrimas de seus olhos, eles esperaram tanto tempo por aquele momento.

Romero segura a cintura da loira, a trazendo mais para perto de si, enquanto isso, ela envolve o pescoço do ex-vereador com os braços femininos.

Aos poucos eles se separam e as respirações ofegantes são substituídas por sorrisos intensos de tanta felicidade. Sem pensar muito, Atena puxa a mão do amado, em direção a casa e, inteiramente molhados pela chuva do lado de fora, entram no quarto de brinquedos dos três irmãos, que ainda dormiam sossegados.

–Ainda não acredito que temos filhos, Atena – Ele diz surpreso, chegando perto do berço de Nicolas.

–Eu demorei para acreditar também – Ela brinca, pegando Nicolas nos braços e o entregando para Romero. – Pronto meu filho, aproveite o novo papai babão.

–Posso saber o nome daquele que estou segurando? – Pergunta brincalhão, enquanto acaricia o minúsculo rosto do bebê em seu colo.

–Esse é o Nicolas – Diz enquanto pega Miguel nos braços. Ambos ainda dormiam.

–Eaê, Nic! Como você e seus irmãos estão amigão? – Pergunta Romero brincando com a criança.

–E esse aqui é o Miguel, nosso menino quase loirinho – Atena brinca e o entrega para Romero, que automaticamente se sente a pessoa mais feliz do mundo, por ter dois bebês em seu colo, ao mesmo tempo.

–Hey, Mig! – Sorri para o garoto loiro.

Com cuidado, Atena o deixa segurando os dois meninos e busca a única menininha recém-nascida da família no berço, a levando na direção de um Romero encantado.

–E essa é a... – Ela ia completar a frase quando ele a interrompe:

–Eu sei que essa é a Mia, Atena – Fala e ela se surpreende – Você sempre faz boas escolhas, eu lhe disse que amava esses nomes e mesmo você me odiando você os colocou nos seus filhos.

–São nossos filhos, Romero – Fala tomada pela felicidade.

–Nós somos uma família Atena – Ele sorri e ela retribui.

Notas finais
Desculpem a formatação do capítulo, pc ta bem ruim... E DESCULPA ESSE SER HUMANO AQUI POR DEMORAR MILÊNIOS PRA POSTAR, É QUE EU FUI VIAJAR GENTE
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.