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Notas iniciais
Emma estava vivendo o pior momento da sua vida, ver Regina chegar com um sorriso no rosto só fez tudo ficar pior. Como a rainha podia não estar sofrendo?
– Regina, se eu não te conhecesse diria que você parece apaixonada. – Snow brincou, mas bastou olhar para o rosto de Emma para se arrepender imediatamente das palavras ditas, estava claro que a xerife não era o motivo daquela felicidade.
Regina deu uma resposta espertinha como se aquilo não importasse e então foi direto aos negócios. – Podemos começar?
– Estamos esperando por Hook. – Emma disse não escondendo sua irritação.
– Olha, eu não tenho tempo pra esperar por seu namoradinho, o gancho maravilha.
– Mas teve tempo pra... fazer o que estava fazendo antes de vir pra cá! – A voz da loira tremia de raiva. Ela não conseguia controlar, toda sua tristeza, tudo que a machucava tinha se transformado em raiva.
– Eu estou aqui agora não estou? Não temos tempo pra isso. Tenho que descobrir como destruir minha irmã.
– Você é uma idiota Regina!
– Emma! – Snow disse exasperada.
– O que está acontecendo? – David perguntou sem entender nada.
– Nada! – As três mulheres gritaram pra ele de volta ao mesmo tempo.
– Ok, Emma... – Regina tentou se acalmar, brigar com Emma não resolveria nada. – Nós vamos conversar, ok? Mas por agora, por favor, vamos esquecer isso e focar no que precisamos fazer. A vida de todo mundo depende disso.
– Ok. – Emma sabia o que era prioridade, mas ainda assim estava muito machucada. Ao final da discussão decidiram que a melhor chance era tentar fazer Henry recuperar as memórias, para que assim a maldição pudesse ser quebrada e o melhor meio de fazer isso era usando o livro de historias.
Snow puxou Regina antes e as duas ficaram pra trás. – Porque está fazendo isso? Como consegue fazer isso? Ela está sofrendo.
– Nós duas sabemos que eu não sou o melhor pra Emma, Snow. E como eu consigo fazer isso? Bom, eu tenho sorte de estar sem meu coração eu acho...
– Isso não está certo.
– Eu prefiro magoá-la agora do que dar a ela uma vida infeliz. Eu não sei se vamos conseguir Snow... se não conseguirmos, Emma vai ter que ir, vai ter que fugir com Henry. E se estivermos juntas, você a conhece bem, sabe que ela não vai querer me deixar.
– Você não tem que se sacrificar assim...
– Sim, eu tenho. Eu faria qualquer coisa para protegê-los.
– Quando acabarem de por a conversa em dia podemos ir pegar o livro? – Emma disse irritada aparecendo na porta de repente.
Snow não disse nada apenas passou rapidamente pela filha.
– Eu sei que você ainda me ama, não importa quantos caras você beije... – Emma disse se aproximando da rainha e encarando-a, a morena permaneceu imóvel, sua respiração se tornou pesada, isso foi só o que Emma precisou de incentivo, a loira puxou Regina deixando seus lábios quase colados aos delas.
– Não... – A sussurrou, quase implorando. Não tinha forças pra lutar contra aquilo.
Emma a beijou e uma mistura de raiva e desejo se apoderaram de seus lábios, fazendo o beijo ser feroz e intenso. – Esse vai ser sempre o beijo que você vai querer.
Regina empurrou a loira, se amaldiçoou por não ser forte o suficiente para impedi-la. – Eu não vou voltar com você, Emma.
– Vamos esperar ate você ter seu coração de volta então. Ele é o único que pode me mandar embora e ele não vai, porque ele me pertence, Regina. – A loira saiu sem dar a rainha a chance de uma resposta.
***
– Você realmente não viu o livro Emma? – Snow sentou ao lado da filha na cama.
– Não. Você acha que eu estou mentindo? – A xerife disse irritada.
– Emma, o que está acontecendo? Você pode confiar em mim...
– Você não entenderia. Não é nada.
– Nada? Você gritou com Henry daquele jeito, isso não é como você realmente é.
Emma passou a mão pelo cabelo nervosa. – Eu... não posso te dizer... você já tem muita coisa na sua cabeça com o que se preocupar. E isso vai te deixar mais preocupada ainda. E talvez com raiva. Com certeza com raiva.
– Emma, eu não vou ficar com raiva de você porque encontrou seu amor verdadeiro.
Emma encarou a mãe sem entender.
– Eu sei...
– Você sabe? – A xerife beirava as lagrimas.
– Sei que as duas se amam. Sei que está com raiva dela, mas ela esta fazendo isso porque quer proteger você...
– Eu não preciso ser protegida... eu só quero ficar com ela... – Emma se permitiu liberar todos os sentimentos que lutava para reprimir.
– Eu a conheço bem demais pra saber que quando ela bota algo na cabeça é difícil de tirar, mas eu também sei que minha filha não tem medo de lutar pelo que quer...
– Mãe... – Emma se jogou nos braços da mãe. – obrigada por entender...
– Me agradeça sendo feliz.
– Eu vou, eu não vou desistir de Regina, não vou desistir do meu final feliz.
***
– Henry... – Regina tomou o rosto do filho entre as mãos. – eu nunca mais vou deixar você ir embora. Eu prometo. Eu te amo, Henry. – A rainha então plantou um beijo, um beijo de amor verdadeiro, na testa do filho.
O ar tremulou em volta deles e todos foram arrebatados por aquela energia, a quebra da maldição. As memórias logo voltaram. Regina sorriu quase sem acreditar no que tinha feito, achava que só Emma poderia fazer aquilo.
– Não fui eu... foi você. – Emma disse sorrindo para a morena. – Você, Regina.
O primeiro instinto da rainha foi abraçar Emma, mas ela se deteve. Aquilo era só parte da vitoria. E agora que sabia que somente Emma podia derrotar Zelena seus medos estavam maiores do que nunca.
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