If...
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Notas iniciais
– Então é nele que você confia para cuidar do seu coração?
Regina estava prestes a entra em casa quando a voz de Emma soou atrás dela.
– Você estava me seguindo?
– Você acha que eu ia te deixar sozinha depois da luta? Eu tinha que saber se você estava bem. Só não esperava ver você entregando seu coração para o seu amor verdadeiro... – Emma disse as ultimas palavras carregadas de amargura.
– Emma, por favor, hoje não. – Regina disse se recostando contra a porta e de repente se sentindo muito cansada. Ela realmente tinha levado a pior na briga.
–Eu não quero brigar... eu só queria entender... por que ele? Por que você está o escolhendo?
– Eu não estou escolhendo ninguém, eu só pedi para que ele cuidasse do meu coração. Zelena nunca vai imaginar que está com ele. É só a melhor estratégia.
– É essa mentira que está contando par si mesma?
– Não é uma mentira.
– Só me diga que o escolheu e eu vou embora.
– Eu bem que poderia dizer isso, nem me custaria nada. Estou sem o meu coração.
– Então diga! Vai facilitar pra todo mundo.
– Mas eu não vou dizer. Porque eu não preciso estar com o meu coração aqui pra saber que eu te amo. Tudo pelo que passamos não pode ser apagado simples assim.
– Então por que não deu o seu coração pra mim?
– Porque eu não conseguiria ficar diante de você e tirar todo o meu amor do peito. Eu não conseguiria... não conseguiria desistir do nosso amor nem por um segundo, não com você me olhando como me olha.
– Então você ainda acredita em nós?
– Eu não sei se vamos ficar juntas, Emma. Mas eu sei que eu nunca vou deixar de te amar. – Regina se aproximou da loira e tomou o rosto dela em suas mãos. – Mesmo agora sem um coração eu não consigo te olhar e não te querer. Eu sei que depois de tudo que aconteceu eu não tenho direito de pedir nada, mas... fica comigo?
– Eu não iria embora nem se você me expulsasse usando bolas de fogo. – Emma disse colocando um sorriso no rosto da rainha.
***
Regina tirou lentamente a blusa, os hematomas eram bem evidentes. Emma a observou apreensiva.
– Isso não é nada. Já estive pior. – A rainha tranquilizou a xerife.
– Eu vou matar aquela bruxa! – Emma se aproximou tocando gentilmente o machucado.
– Você podia os curar pra mim?
– Curar? Eu? Eu não sei como...
Regina colocou a mão sobre a da loira que estava sobre um machucado em sua costela. – Apenas se concentre no que quer fazer. Você quer que eu fique bem não quer?
– Mais que tudo. – Os olhos verdes encontraram os de Regina e intensidade do amor que aquele olhar emanava era quase palpável.
– Obrigada. – Regina sorriu olhando para o lugar, agora curado, onde antes estava o hematoma.
– Eu fiz mesmo isso?
– Claro que fez.
Emma repetiu o processo e curou todos os machucados da rainha e então se deteve por um momento apreciando sua obra. – Pronto, agora você está perfeita. Como sempre.
Regina quase sorriu. – Você só não pode curar meu orgulho ferido. – disse sacudindo a cabeça negativamente.
– Bom, você não foi a única que Zelena usou como brinquedinho.
– Você está machucada? – Regina disse subitamente preocupada.
– Eu estou bem, amor.
Um silencio estranho tomou conta do quarto, era estranho estarem ali sem estarem mais juntas. – Emma...
– Não. – Emma interrompeu a rainha colocando o dedo sobre seus lábios. – Eu não quero falar, não quero brigar, não quero pensar sobre o que vai acontecer no futuro. Nós estamos aqui hoje, juntas... ninguém pode nos tirar esse momento... então não vamos desperdiçar isso... – Emma aproximou seus lábios dos da rainha e sem encontrar nenhum protesto a beijou. Um beijo intenso e sôfrego. – Me deixe amar você... como ninguém mais pode fazer... – A voz da xerife sugeria um pedido, mas ela não esperou por autorização, seus lábios percorreram avidamente o pescoço da morena.
– Eu queria estar com meu coração aqui.
– Tudo bem, eu posso amar por nós duas. – Emma sorriu e então guiou a rainha em direção a cama.
Sem pressa todas as peças de roupa foram ao chão ate restar apenas pele contra pele. – Você tão linda... – Regina sussurrou delineando o contorno do rosto da loira.
A loira sorriu e selou seus lábios mais uma vez contra os da rainha, ao tempo que colocava seu corpo sobre o dela, suas pernas se enlaçando em busca do encaixe perfeito. Logo o quarto foi tomado pelo som dos corpos se movendo e das respirações ofegantes.
Emma movia seu quadril lentamente, sentindo o sexo da rainha sob o seu, a umidade crescente das duas só facilitava o processo. Regina gemia com os lábios entre abertos. – Em... ma... – disse ofegante, puxando o corpo da loira contra o seu. Seus seios se tocavam, se arrastavam o que só aumentava a excitação das duas.
Os fios dourados da salvadora formavam uma cortina perfeita sobre o rosto das duas, que tinham o olhar fixo uma na outra. Mais um beijo que logo foi rompido pela falta do ar. – Regina... – Emma estava muito perto de atingir seu orgasmo, ela se moveu, afastando as pernas da rainha em busca de um contato ainda mais direto.
– Amor... – O gemido da morena foi alto e impossível de ser contido. Ela podia sentir claramente o sexo da xerife se arrastando contra o seu em movimentos cada vês mais rápidos. – não para...
Emma obedeceu prontamente, seu corpo se movia sobre o da rainha, completamente tomado pelo desejo de a possuir por completo. – Regina... – A xerife repedia o nome da mulher que amava a medida que ia se aproximando mais e mais do seu orgasmo.
O grito em forma de gemido abafado foi a indicação de que as duas tinham alcançado o orgasmo juntas. O corpo de Emma desabou esgotado sobre o rainha, mas a loira queria mais, queria tudo. A ideia de que poderia ser a ultima vez não saia de sua mente.
O sexo sensível de Regina se contraiu ao contato com os lábios da salvadora. Emma a chupava com um empenho invejável. A morena se contorcia agarrada aos lençóis da cama, mordendo o próprio lábio para se impedir de gritar descontrolada. Mas todo seu auto controle se desfez quando Emma a penetrou, estocando-a rápido e com força.
Regina ergueu o quadril da cama, apoderada pela forte sensação do orgasmo eminente que se formava em seu ventre. Emma tomou isso como incentivo para a chupar e foder mais forte. – Ahhh... Emma... – o gemido ecoou pelo quarto inteiro, ao tempo que o corpo da morena convulsionava totalmente tomado pelo prazer.
Emma deitou ao lado da rainha observando ela lutar para recuperar o fôlego. Um sorriso bobo se formou em seus lábios, não podia estar mais apaixonada. – Eu te amo... – murmurou e plantou um beijo na testa da morena. – Não importa o que aconteça... meu coração vai bater cada dia na esperança de que fiquemos juntas no final.
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