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12 Nosso bebê


Mário: Dinho, isso não é hora para escândalos.

Dinho: o que você esta fazendo aqui mesmo hein?

Mário: eu sou seu pai! Por isso eu estou aqui.

Dinho: você é outro que já me fez sofrer demais. Vai embora você também. ... e você Juliana, fique longe da Lia. E fique sabendo que você não chegará perto dela outra vez. Eu não irei permitir.

Juliana saiu do hospital aos prantos, Dinho estava transtornado e ninguém queria mais confusão. Mário também resolveu se retirar.

Depois de mais algum tempo de espera, Raquel saiu da sala de cirurgia. Apesar de ter experiência na área, por ela ser a mãe da paciente, não pode ter participação no procedimento. Apenas pediu para acompanhar a cirurgia e ficar perto da filha.

Dinho: Raquel, como esta a Lia?

Lorenzo: não esconda nada da gente!

Raquel: foi uma cirurgia difícil, a Lia teve hemorragia e perdeu muito sangue. Eu irei doar sangue para ela, temos o mesmo tipo sanguíneo, só estou esperando o médico chamar.

Paulina: sim, mas como ela esta?

Raquel: esta bem. Estável, porém desacordada. O doutor Felipo disse que ela pode dormir por uns dois dias, mas depois da transfusão ficará bem.

Dinho: e o bebê? O bebê esta bem?

Raquel respira fundo. Ela procura os olhos de Lorenzo e depois o Dinho, para logo em seguida desabar em choro. Lorenzo a abraça. Dinho começa a balançar a cabeça negativamente e sai correndo desesperado. Bruno o segue. Raquel olha para Lorenzo:

Raquel: como vamos dá essa notícia a ela Lorenzo? Como vamos falar para nossa menina que ela perdeu o filho?

***

Dinho caminha pela área da praia sem rumo. Até que Bruno consegui alcançá-lo:

Dinho: por que você a deixouela ir? Por que não impediu? Ela estava grávida cara!

Bruno: você a conhece Dinho. O que eu poderia fazer? Lia é teimosa. Ninguém manda nela.

Dinho: o nosso filho... ele...

Bruno: vocês são novos cara.... olha, eu sei que é uma perda muito grande mas, há maus que vem para bem. Agora, vocês poderão ter uma vida normal. Cursa uma faculdade, planejar o futuro com calma. A Lia precisa de você. Agora mais do quem nunca. Força Dinho! Ela vai precisar de você do lado.

Dinho: eu sei. Eu tenho que cuidar dela.

Bruno: isso mesmo.

**

Dias depois

A notícia da morte do filho foi péssima para Lia, ela chorou sem parar. A presença de Dinho, Lorenzo, Tatá, Paulina, Bruno e Raquel foi de extrema importância. A relação da loira com Raquel ganhará outro rumo, quando a rockeira soube que o que salvou sua vida, foi o sangue que a mãe doou. Aos poucos ela voltava para vida normal. Nos primeiros dias ela ainda ficou na casa de Dinho, mas depois, voltou para a casa dos pais. Os dois seguiram um namoro normal.

Dinho: agora a gente pode ir com calma. Sem toda aquela presa por causa do bebê.

Lia: sim. Agora isso é de fato um namoro, antes parecia que estávamos casados.

Dinho: é lógico que eu quero me casar com você e ter filhos, mas acho que a gente pode esperar um pouco.

Lia: eu também. Agora podemos planejar como se deve a chegada de um bebê. E eu já sei como é horrível a sensação dos enjôos.

Dinho da risada.

Dinho: sabe, eu percebi que nós nunca saímos como em um encontro.

Lia: é mesmo. Você nunca me convidou.

Dinho: ok. Lia, você aceitaria ir ao um encontro comigo?

Lia: eu adoraria!

Eles trocam um rápido beijo, antes de entram na escola.

Notas finais
já no final da fic.