Idiot... I Love You
3 Arco-Íris Não é Nome que se Coloque em Rotwaillers
Notas iniciais
Sabe, eu sei que eu tenho dez leitores. E, mano, por que só recebo um review por capítulo? Ah gente, eu não mordo D: que tal dizerem o que acham que pode ser melhorado, adicionado, etc.
Mas enfim gente, boa leitura.
– Você? — Annabeth perguntou. — Você é Percy Jackson?
A loira sentia que ia desmaiar ali mesmo. Um garoto tão bonito e gentil, ser filho do Poseidon? Impossível! Um homem tão arrogante como aquele, ter um filho educado...
– Bem, sim — Percy respondeu.
– Ah, cara — Thalia cutucou o ombro do garoto — Fique longe dela. Sabe, é que a qualquer momento, ela pode abraçar você e te obrigar à leva-la pra conhecer Atena.
– Eu não sou assim, Thalia — Annabeth grunhiu, e levantou. Sua cabeça doia.
– Querem uma carona? Annabeth não parece estar bem.
– É aceitável — Thalia riu, ao ver o estado sonolente da amiga.
– Legal — Percy respondeu — Onde vocês vão ficar?
– Vamos nos hospedar em um hotel, por enquanto não temos uma casa pra ficar — Anna respondeu.
– Oh. Que tal ficarem em minha casa por uns dias?
Annabeth se assustou. Quem, em nome de Deus, oferece uma casa para duas desconhecidas que acabou de conhecer? Percy Jackson. Quem oferece uma carona só porque Annabeth bateu a cabeça? Percy Jackson. Só faltava ele pedir o dinheiro das garotas de volta para o balconista e pagar a conta.
Não, ele não faria isso.
– Acho melhor não. — Annabeth respondeu — Até porque temos que achar o hotel perto da escola em que vamos estudar.
– Ah, eu tenho motoristas que podem deixar vocês na escola — Percy deu de ombros.
"Assim não vale" Annabeth pensou. Aquela era uma oferta tentadora. Não pegar ônibus cedo...
– Não — Anna negou novamente — Você acabou de nos conhecer, acho que seu pai não irá gostar.
Percy riu.
Espera, do que ele estava rindo? Annabeth não acreditou que estava rindo dela.
– Eu não moro com meu pai, Annabeth — Percy falou.
– Quem garante que você não é uma pedófilo que vai nos torturar até a morte? — Anna perguntou, meio desconfiada.
– Eu moro com meu irmão, o Tyson. — Percy falou.
– Ah, legal. — Annabeth desviou o olhar — Ser torturadas por dois garotos.
– Annabeth! — Thalia repreendreu — Claro. Adoraríamos.
– Legal — Percy sorriu para as garotas — Vamos, o motorista está nos esperando.
O garoto saiu andando na frente, com Thalia ao lado dele conversando, e Annabeth com os braços cruzados, mais atrás. Ela odiava ser contrariada. Um guarda de Percy levava as malas de todo mundo. Anna se sentiu ruim por isso. Mas afinal, ela sempre se sente ruim por tudo que acontece com os outros, mesmo sendo uma besteirinha qualquer, como segurar as malas.
[...]
Annabeth, o guarda, Thalia e Percy estavam no carro do garoto. Ao contrário do que Anna pensou, Percy se ofereceu para dirigir, e cara ficou no banco de trás com Thalia. Annabeth foi na frente com Percy, ainda de braços cruzados, observando a floresta de pedra — também conhecida como Nova York.
– Nossa cara, eu estou morrendo de fome — Percy falou aquilo pela décima vez em dois minutos.
Annabeth se cansou de ouvir o barulho das buzinas. Aquilo a irritava, mas ela não podia fazer nada.
Percy percebeu o incomodo da garota ao seu lado. Ela se remexia, seus olhos cinzas eram assustadoramente perigosos, sábios e traiçoeiros.
E bonitos.
– Annabeth? Está tudo bem? — Percy perguntou.
– Aham. — Annabeth grunhiu, se remexendo um pouco.
– Tem certeza?
Anna pensou o pouco, e logo soltou um suspiro nervoso. Colocou a mão na testa, sussurrou alguns palavrões, que só Percy ouviu.
– Thalia, você tá com o meu IPhone? — Anna falou.
– Não... — Thalia revistou as calças e a jaqueta.
Mais alguns palavrões vindos da loira.
– Respondendo à sua pergunta, Percy: Não, eu não estou bem. Deixei meu IPhone em casa — Annabeth falou.
– Ah, você compra outro aqui — Percy respondeu.
– Comprar outro?! Você acha que eu tenho dinheiro pra fazer isso?!
– Se você veio pra Nova York... Bem, sim.
– Querido — Annabeth ironizou — O dinheiro que eu tenho são para os meus estudos.
– Se você quiser, eu compro outro pra você — Percy deu de ombros.
Annabeth não conseguiu acreditar. Quer dizer que além de dar uma carona, uma casa, comida, cobertor, vai dar um IPhone para ela? Não, o filho de Poseidon não pode ser assim. Talvez Tyson fosse diferente, um completo ignorante. A boca de Annabeth se formou em um perfeito "O", e ela não respondeu. Continuou assim, sem palavras, até chegarem em casa.
[...]
Não, Tyson não era diferente de Percy. Eles com certeza eram irmãos. Pela aparência, ninguém diriam que eram parentes ou algo parecido. O cabelo de Tyson era castanho e encaracolado, que caíam um pouco sobre os ombros largos. Os grandes olhos azuis escuros, combinavam com seu jeito. Ele era mais forte que Percy, e tinha uma aparência meio assustadora. As mãos grandes e calosas, segurariam a cabeça de Annabeth por inteira.
– Oba! Gente nova! — Tyson gritou na porta da casa, ao ver as garotas descendo do carro — Olha ali, Arco-Íris!
Annabeth percebeu que Arco-Íris talvez não seja um dos melhores nomes para dar à um Rotwailler.
Tyson era igual seu cão: aparência assustadora, mas eram adoráveis.
O irmão de Percy era um crianção. Falava bobagens todo o momento, e corria pela casa brincando com Arco-Íris. A casa nova das garotas era cinza do lado de fora dos muros, mas a parte interna era marfim com azul e verde. Um grande jardim, enfeitado com cavalos prateados era a parte de frente — mas na parte interna ainda. Dentro de casa, as paredes eram brancas. Vários quadros com imagens de animais aquáticos faziam uma fila perto do sofá laranja. Uma escrivaninha perto da televisão tinha vários livros escolares, cadernos e canetas.
– Sua casa é bonita — Annabeth falou.
– Obrigada — Percy agradeceu.
– ARCO-ÍRIS, VOLTA AQUI — Annabeth viu o cão passar por debaixo de suas pernas. Ela correu para o lado, impedindo que Tyson atropelace-a.
– Desculpe — Percy falou — Tyson ficou infantil assim do nada, há dois anos atrás.
– Ele sempre coloca nomes assim nos animais? Tipo, Arco-Íris? — Thalia perguntou.
– Sim. Ele já teve um pônei e colocou o nome de Ventilador Colorido.
– Ventilador Colorido? Mas por que? — Annabeth perguntou.
– Não me pergunte, eu também não sei.
– Ah. Quero tomar um banho — Anna falou.
– A Liz te mostra onde é o banheiro — Percy falou — LIIIIZ!
– Sim, senhor? — uma mulher branca apareceu, ao lado de Percy.
Seus cabelos pretos curtos caíam sobre os ombros. Seus olhos castanhos combinavam com a cor pálida de sua pele. Estatura mediana, com o corpo definido.
– Não me chame de senhor, Liz. Mostre pra ela onde é o banheiro, ok? — Percy apontou para Annabeth.
– Sim senh... Sim, Percy. Vamos... ?
– Annabeth. Annabeth Chase.
– Ok — a moça respondeu — Vamos, Annabeth.
Liz andou pela direita de Percy, que sorriu para Anna. Ela corou, e seguiu a moça. Ela subiu umas escadas, com Anna em seus calcanhares. Liz abriu uma porta na parte esquerda de um corredor.
– Aqui, senhorita Chase. — Liz falou.
– Obrigada — Annabeth agradeceu, e foi para o banheiro.
Liz fechou a porta, e Annabeth se olhou no espelho a sua frente. O cabelo dourado encaracolado caía um pouco em seus ombros, mas ele ao total iam até sua cintura. Os olhos cinzas fitavam a si mesma. Seus lábios rosados entreabertos, apaixonariam a todos os garotos. Annabeth, só por ser Annabeth, apaixonaria a todos.
Tirou os pensamento de sua cabeça, balançando-se um pouco. Trancou a porta, tirou a roupa e foi para o box. Ligou o chuveiro elétrico, colocou-o no frio e deixou que o cansaço fosse embora e escorresse com a água, que descia pelo ralo.
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