Notas iniciais
Olá meninas do meu coração! Hoje tô tipo assim: Triste e feliz. O motivo? O Megalindo, bonifofo William Levy ( nosso João Miguel) está na cidade maravilhosa gravando mais um comercial "Papas sabritas". Awnn, isso é um sonho!! Enquanto eu tô aki na minha humilde residência que fica no meio do (nada) Goiás. Aiiii, isso é um pesadelo!! E o Will vai embora amanhã. Buahh :'( Meu único consolo é que a Bruninha do "William Levy Brasil Fãs" tá há tres dias na porta do hotel cobrindo tudo e nos mantendo informadas. Thank you, linda! Mas vamos em frente que atrás vem gente! E eu dedico o capítulo de hoje à Fani T E P J B S. Amei o review, você sabe! "Gracias". E um bjim pra florzinha Helen Carla que nunca me abandona. Agora fiquem com a Malúzinha sendo bombardeada pelo olhar caliente do nosso JM. Boa leitura! Bye.

POV Malú

Ajoelhou tem que rezar! Ou seria quem casa não pensa?

De qualquer modo eu já estava casada. Ou ajoelhada! Então pensar já não era uma opção totalmente disponível pra mim. Correr, talvez fosse. Ou rezar!

Mas no momento eu estava concentrava em dominar minhas mãos que tremiam descontroladas. E esse efeito não tinha nenhuma relação com o vento frio. Estava diretamente ligado ao que o João Miguel me dizia. Não as palavras em si, mas a forma com que ele manipulava cada uma delas. Eu começava a conhecer o significado de “persuasão”. Seu corpo tinha suas próprias estratégias para me induzir ao que ele queria.

E já que estávamos em lua de mel era bastante compreensível que a maior parte do cérebro do meu marido estivesse ocupada com a palavra “CAMA”. Mas era a maneira com que ele nos conduzia a isso que me deixava nervosa. Ação e reação! Ele estava dando as cartas num jogo que eu ainda não sabia jogar.

Mas o que eu esperava? Que ele se casasse comigo pra ficar me olhando como se eu fosse uma peça de decoração? A seqüência é bastante lógica: Casamento, lua de mel e... pimba! ― Acho que pequei na escolha da última palavra considerando que ela definia meu próximo passo. Mas pelo menos não está associada a nenhum funk ou velocidade. Se é que isso serve de alívio!

No entanto, o que me deixava intrigada era a forma com que eu aceitava isso. Se fosse qualquer outro homem, eu já teria lhe arrancado os olhos. Mas ao invés disso eu estava aqui, babando diante daquela carinha de anjo e recebendo descargas elétricas do seu olhar de diabinho.

Enquanto isso ele parecia bem consciente do que estava fazendo comigo. Por que quando parou diante da entrada do quarto e me encarou, era como se quisesse que eu conhecesse seus segredos. Isso me deixou desconfortável e eu segui sua visão, que havia mudado para outro ponto.

Vi nossa cama através da abertura da porta. E então entendi a mensagem dos seus olhos. Não eram segredos, eram desejos... Uma mistura de medo e tentação cruzou minha mente em uma fração de segundos e eu voltei meu olhar imediatamente para o seu. A intenção era tranqüilizar-me, mas o que consegui foi enxergar ainda mais nitidamente as cenas que imaginei entre os cobertores.

A intensidade do seu olhar parecia me invadir completamente e eu me sentia nua. Não de uma forma estranha, fora do lugar, com um corpo desproporcional e desengonçado. Não! Era como um prelúdio. Uma preparação para um acontecimento maior.

De uma maneira infantil me senti como um patinho feio no momento exato em que se transformava no mais lindo dos cisnes. Ou ainda como uma borboleta prestes a deixar em seu casulo sua vida anterior e bater asas. Meu corpo se transformava diante dele. Senti uma espécie de frenesi. E me assustei com o efeito que ele me causou com nossa comunicação silenciosa.

Pra mim a expressão “ouvir a voz do coração” era apenas uma metáfora boba usada por pessoas estupidamente apaixonadas. Mas como eu disse “Era!” do verbo “não é mais” porque agora eu poderia jurar que o coração do João Miguel falava comigo! ― Talvez fosse mais uma de suas macumb... habilidades. ― No entanto, o mais assombroso é que eu entendia com tanta clareza que ficava achando que o meu próprio coração tava falando também. E então o medo me abraçou. E eu me afastei.

Corri para a sacada do apartamento, com o vento soprando em meu rosto, facilitando a minha respiração. Achei que saindo dali retomaria o autocontrole.

Doce ilusão! Porque enquanto eu observava as luzes da cidade em silêncio, ele se aproximou devagar. Diferente! Seus olhos estavam novamente nos meus pedindo alguma coisa, de uma maneira que eu gostava. Seu rosto estava sério, e a voz, rouca, ― me chamando para entrar na casa ―, tinha um som manhoso e carente. Tudo na medida exata pra me desarmar. Então me convenci que não poderia mais adiar esse momento. E pela primeira vez naquele dia inteiro realmente entrei em pânico.

Minha mente começou a me oferecer imagens de terror enquanto eu lutava pra enterrá-las.

Não queria que o monstro que destruiu minha vida estivesse entre João Miguel e eu. Queria afastar aquelas lembranças nesse momento que só pertencia a nós dois. Não poderia deixar que o passado destruísse meu presente, mas me envergonhava que o João Miguel soubesse de tudo que sofri. Queria ser só dele. Nunca ter recebido outras mãos em meu corpo que não fossem as suas. Mas agora ele sabia que não era o único. Eu mesma havia contado.

Quando ele percebeu minha aflição começou a falar como muita suavidade, do seu amor e do seu carinho e de como se sentia ao meu lado. Vi toda a sinceridade de suas palavras em seus olhos, mas também vi outras coisas: medo, ansiedade, súplica! E finalmente ele deixou escapar: “Não posso controlar minha mente e tenho pensamentos que você seria incapaz de imaginar”.

Porque eu o faria sofrer dessa forma se eu o queria também? Por causa de um infeliz que não conhece o amor e que tentou destruir minha vida com sua amargura? Não! Não valia a pena. O João Miguel e eu merecíamos muito mais que isso. E tudo que ele estava me pedindo era que eu confiasse nele e me entregasse ao seu amor. Percebi que não conseguiria ser feliz se me privasse disso. Somente dessa forma seriamos completamente um do outro. Ele sofria por medo de minha rejeição. Eu estava assustada, é verdade e não sabia como fazer aquilo, no entanto eu queria esse momento tanto quanto ele, ou até mais.

Então quando ele me beijou mais uma vez, percebi que só me restava uma coisa a fazer: Deixá-lo ouvir o que meu coração dizia.

Puxei-o e arrastei-o pelo braço casa adentro, interrompendo o beijo. Quando vi a porta do quarto parei bruscamente, o coração saltando de ansiedade e medo. Olhei bem no fundo dos seus olhos e sorri nervosa. “Dois podem jogar o mesmo jogo!” pensei:

― Você disse que os olhos são a porta do coração! ― Por fora eu parecia segura, embora minhas pernas estivessem a ponto de não conseguir sustentar meu corpo.

― Você não concorda? ― Ele me respondeu com uma pergunta.

― E o que os meus dizem agora? ― Eu precisava ser direta ou perderia completamente a coragem.

― Bem... dizem que... hum... ― Poderia jurar que ele estava envergonhado, ou talvez não fosse um leitor de olhos tão bom assim, e já que pela primeira vez eu estava no comando, decidi continuar:

― Se preferir, posso dizer o que vejo nos seus! ― Eu estava brincando com fogo. Prestes as ser queimada.

Então ele sussurrou com aquela vozinha mansa que era a sua maior arma contra minhas defesas. Parecia que falava em meu ouvido.

― Ah é? Então me fala? ― Um calafrio percorreu toda a extensão do meu corpo.

― Que você quer algo que eu tenho. ― Soltei baixinho, sem pensar.

Ele inspirou forte levantando as sobrancelhas e abrindo um leve sorriso torto. Segurou os lábios entre os dentes, e com uma expressão de surpresa soltou o ar. Não pela minha dedução óbvia, mas talvez porque, de fato, não esperasse minha audácia. Olhou para o chão como se procurasse as palavras certas para o que iria dizer a seguir:

― Ainda não consegui descobrir se o que eu quero nesse momento, você já possa me dar. ― Quando terminou a frase, olhava nos meus olhos novamente.

Pensei por um instante nas conseqüências da minha resposta. E puxei o gatilho. Acho que derrubei todas as barreiras que ainda existiam entre nós:

― Então porque não tenta vir pegar?

Notas finais
Sempre acho difícil escrever o ponto de vista da Malú, então espero que mais uma vez tenha dado certo. Comenta vai?! Bye.